educação inclusiva

educação inclusiva

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Faculdade de Ciências Campus de Bauru

Faculdade de Ciências Campus de Bauru

Trabalho apresentado como exigência parcial para a Conclusão do Curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências UNESP – campus de Bauru sob a orientação do(a) Prof(a) Dr(a) Eliana Marques Zanata

Agradecimentos

E finalmente, a Deus pela oportunidade e pelo privilégio que me foi dado em compartilhar tamanha experiência ao freqüentar este curso, perceber a atentar para relevância de temas que não faziam parte, em profundidade de minha vida.

A minha família que sempre esteve a minha frente não deixando eu desanimar nesta caminhada. Ao meu namorado sempre muito solicito e dedicado com tudo que eu pedia.

As minha fieis amigas da faculdade Claudia e

Clarissa, estando sempre presente nos momentos que precisei.

A todos de uma forma ou outra que se fizeram importante e presente nesta minha caminhada.

Em especial a minha Orientadora ELIANA MARQUES

ZANATA, sempre generosa e gentil com os prazos, e presteza no auxílio nas atividades com relação ao meu TCC.

Dedicatória

A Deus, aos meus pais Neuza e Acácio e as minhas irmã Flávia e

Fabiana que sempre acreditaram em mim, ao meu namorado Adilson que teve muita paciência e me ajudou muito sempre que solicitado, aos meus companheiros de faculdade e em especial as amigas Cláudia e Clarissa que estavam presentes nos momentos difíceis me incentivando.

Tomando por base o capítulo V, da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) de 96, define educação especial como modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para portadores de necessidades especiais, ou seja, seja promovida a esses alunos uma escolarização juntamente com os demais alunos. Contudo, o professor de classe comum, procura modificar um pouco sua prática, em termos procedimentais para atender esses alunos, o que não surti muito efeito, pois a participação desses alunos fica comprometida. Por isso é de suma importância a participação do professor da sala de recursos na sala comum também. O presente estudo buscou averiguar parte da situação em que se encontra este professor da sala de recurso, e especificamente quais suas dúvidas, necessidades e como acontece seu relacionamento com os professores de classe comum. O objetivo do trabalho consistiu em identificar quais seriam os problemas enfrentados por esses docentes com os alunos com deficiência, verificar se as escolas que comportam esses alunos têm estrutura adequada para incluí-los. O estudo foi aplicado no segundo semestre de 2006 tendo como sujeitos 25 professores de salas de recurso para DM, DA e DV da Diretoria de Ensino de Bauru através de questionários. Os resultados obtidos indicaram que os professores especialistas têm claro que seu papel diz respeito ao acompanhamento e apoio ao aluno com deficiência incluído no ensino regular, bem como papel fundamental na orientação dos professores de classe comum. Contudo ficou claro que estes carecem de cursos de formação continuada em serviço voltados tanto para as abordagens metodológicas especificas de sua área de atuação quanto a aspectos gerais da formação de professores.

Palavras chaves: Formação de professores, professores de sala de recurso, alunos com deficiência.

6 SUMÁRIO

Introdução07
1. Caracterização dos serviços de educação especial10
1.1: No Brasil10
1.2: Deficiência Auditiva14
1.2.1: Alternativas de Atendimento para esta deficiência14
1.3: Deficiência Física17
1.4: Altas Habilidades/Superdotados18
1.5: Deficiência Visual20
1.6: Deficiência Múltipla2
1.7: Deficiência Mental26
2. Percurso histórico da educação especial3
3. Formação de professores no Brasil47
4. Metodologia5
4.1 Apresentação e Discussão dos resultados60
5. Considerações Finais86

Resumo REFERENCIAS ANEXOS

7 Introdução

Com a vigência da LDB nº 9394/96 (BRASIL, 1996), que no seu capítulo

V define educação especial como modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para portadores de necessidades especiais, observou-se a necessidade de capacitar os professores, principalmente os professores da rede pública, pela responsabilidade que têm em relação ao trabalho desenvolvido com a maioria das crianças e adolescentes em idade escolar. Esta capacitação teria que abordar questões voltadas tanto para o melhor convívio e entendimento com estes alunos com necessidades educacionais especiais quanto aos seus processos de aprendizagem e necessidades adaptativas. Contudo, o que se percebe é que para essa mudança ocorrer torna-se necessário ir muito além de simples capacitações e especializações de caráter informativo para os professores lidar com essa população.

Toda a escola deve estar engajada para essa nova etapa, desenvolvendo um projeto político pedagógico que envolva estes alunos, tendo instrumental didático, esclarecimento sobre as necessidades educacionais especiais do aluno, entre muitas outras coisas.

alunos trazendo conseqüências danosas para estes

No entanto inotório que muitos docentes não sabem nem por onde começar, ficando muitas vezes perdidos com esses alunos dentro de sala de aula tendendo assim, mesmo que involuntariamente, a homogeneizar os

Por todos esses agravantes e muitos outros, que se faz de essencial importância a presença de um professor especialista dentro da sala de aula, orientando e ajudando tanto os alunos com necessidades educacionais especiais quanto os seus professores para que esta inclusão não fique só no papel, mas se desenvolva de forma eficaz e não tão discriminatória quanto acontece dentro da maioria das escolas.

O presente trabalho procura analisar a real situação que se encontra o docente especialista em educação especial da Diretoria de Bauru (deficiência mental, auditiva ou visual), seu conhecimento e envolvimento com os pressupostos teóricos e práticos atuais que regem o processo educativo referente aos alunos com NEE (Necessidades Educativas Especiais), e qual seu papel frente ao processo de inclusão escolar.

No decorrer do mesmo, temos por objetivo traçar o perfil, averiguar o quanto nossos professores especialistas conhecem sobre as abordagens, métodos e práticas pedagógicas que regem seu trabalho, levantar os empecilhos enfrentados por esses docentes, e que tipo de formação continuada vem recebendo.

Se faz necessário este estudo, pois nos propomos a colaborar com a construção do conhecimento da área na medida em que este trabalho busca a verificar onde há lacunas e onde precisamos orientar melhor nossos professores, para ai sim termos uma educação inclusiva concisa e competente a ponto de atender com precisão os alunos com deficiência.

A Educação Especial tem passado no Brasil por um momento novo, na qual se faz uma reflexão sobre a educação inclusiva. Isto se deve as novas leis implantadas e nas mudanças de atitude sociais que vem se estabelecendo ao longo do tempo.

Mazzota (1996, p.40), em seus estudos coloca 3 atitudes sociais que marcaram a história da Educação Especial:

Marginalização: Caracteriza-se por uma atitude onde desacredita – se na possibilidade de mudança das pessoas com deficiência, o que leva uma completa omissão da sociedade em relação à organização de serviços para essa população;

Assistencialismo: Demonstra – se por um sentido de filantropia, paternalismo e humanitário, porque acredita – se que o indivíduo com qualquer tipo de deficiência é incapaz;

Educação/Reabilitação: Possibilidade de mudança das pessoas com deficiência e ações resultantes das atitudes voltadas para as instituições Educacionais.

propõe a teoria na área da educação inclusiva

A metodologia está embasada numa abordagem qualitativa visando traçar um perfil de como se encontra a prática desses docentes. Propomos-nos por fim a realizar análise comparativa entre os resultados obtidos e aquilo que

No capítulo 1 abordamos as caracterizações de cada deficiência, colocando o que é importante trabalhar com a criança que possui determinada deficiência e qual seu tipo de limitação que possuem.

A proposta do capítulo 2 é de contextualizar a educação especial dentro da história. Traçamos um breve percurso histórico até chegar aos dias de hoje.

O capítulo 3, por sua vez, buscou mostrar como anda a situação da formação de professores, qual a prática que os norteiam e o que a literatura direciona sobre o assunto.

10 Capítulo 1: Caracterização dos serviços de educação especial

O presente capítulo aborda como se caracteriza os serviços de educação especial no Brasil. No entanto, nos atentaremos mais ao estado de São Paulo onde foram aplicados os questionários, mas especificamente na cidade de Bauru, nas escolas estaduais. Apresentamos um breve histórico que diz respeito à educação especial, as diversas formas de atendimento que abrange cada deficiência e alguns serviços disponíveis.

Neste capítulo citamos alguns fragmentos das leis que norteiam a educação especial, as modalidades que elas contemplam e como os sistemas educacionais estão trabalhando com a idéia de inclusão.

1.1 No Brasil

Os princípios comuns que norteiam a educação especial tomam por base os valores democráticos que direcionam a ação educativa e visam à cidadania em seu pleno funcionamento. Estes princípios fundamentam-se em teorias e práticas referidas a cada tipo de deficiência. No entanto, deve-se salientar que há alguns momentos específicos para os alunos com deficiência. São eles:

Normalização: deve – se oferecer às pessoas portadoras de necessidades especiais as mesmas oportunidades a que fazem jus as pessoas ditas normais;

Individualização: pressupõe adequar o atendimento educacional às necessidades de cada aluno, com respeito às suas diferenças individuais;

Integração: processo que implica em ações interativas, exercidas com reciprocidade entre duas ou mais pessoas ou instituições;

Construção do Real: entendido com resultado da conciliação entre o que é possível e o que é necessário ser feito;

Legitimidade: Entendido como participação das pessoas portadoras de deficiências, de condutas típicas e de altas habilidades ou de representantes legais, na elaboração e formulação de políticas públicas, planos e programas, apontando soluções. (BRASIL, 1994, p.10)

Além de cada momento específico, os direitos destes alunos com (NEE) são assegurados por lei, mais precisamente pela Constituição Federal (BRASIL, 1.998), que é a legislação maior e que deve ser seguida por todos.

Acrescentado a isso verifica-se também que o MEC institui em seu Plano Decenal da Educação (BRASIL, 1.994) tratamento por igual para esses alunos na faixa etária dos 7 aos 14 anos e a também sem nos esquecer da L.D.B (Lei de diretrizes e Bases – 9394/96) que congrega em vários aspectos o tratamento a esses portadores de algum tipo de deficiência.

A educação especial no Brasil, teve no início de sua história o compartilhamento nas áreas governamentais e não-governamentais. Notando o pouco movimento que os governos tinham para com esses cidadãos especiais na área educacional, à comunidade em geral, familiares, amigos e alguns profissionais se organizaram e montaram algumas instituições que prestavam estes tipos de serviços. Difunde-se a partir dessa iniciativa, as mais diferentes organizações, para os mais diversos tipos de deficiência dentro do país.

O comando do processo de desenvolvimento da educação especial do

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