A química e a técnica do processo fotográfico

A química e a técnica do processo fotográfico

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O filme fotográfico consiste, normalmente, de uma base ou suporte mecânico, a base de triacetato de poliéster, no qual é depositado minúsculos cristais, denominados pôr halogenetos de prata, geralmente sais de brometo, cloreto, iodeto, ou de uma combinação destes. Estes sais de prata estão suspensos em uma gelatina ou em uma camada da mesma. Quando o material é exposto à luz, na câmera, ou mesmo em condições apropriadas dentro do laboratório fotográfico, não ha qualquer efeito visível. Há, entretanto, uma alteração fotoquímica, a qual se denomina pôr IMAGEM LATENTE. As imagens latentes das emulsões são bastante estáveis às temperaturas normais, e se conservam inalteradas pôr 72 horas. Quando armazenados em níveis bem baixos de temperatura, como na câmera fria ou geladeira, a imagem pode permanecer revelável durante vários anos. Entretanto, a elevada temperatura, umidade, ou o fato de estar exposta a emanações químicas, pode acelerar o processo de oxi-redução e completar a perda da imagem latente em poucos dias. Por isso, aconselha-se revelar as emulsões (tanto o filme quanto o papel), o mais rápido possível, depois de expostas. Quando o material sensível já exposto a luz é submetido a ação química reveladora, o revelador reage com os cristais de halogenetos de prata, reduzindo e oxidando-os, acabando pôr transformá-los em minúsculos grãos de prata metálica. Os cristais não expostos sofrem também, a ação do revelador, mas de forma muito mais lenta. Apenas uma quantidade muito pequena de prata e revelada, formando o VÉU DE BASE OU DENSIDADE DE VELATURA. Depois de revelada a imagem latente até a densidade desejada, necessitamos neutralizar o efeito da solução reveladora. Para isto, utilizamos uma solução levemente ácida, denominada INTERRUPTOR. Contudo, os cristais de halogenetos de prata não revelados ainda permanecem na emulsão, precisa ser removido, caso contrário serão sensibilizados pela luz, comprometendo a estabilidade e permanência da imagem. Este processo é conhecido por fixagem. O FIXADOR é geralmente composto de Tiossulfato de Amônia ou de Sódio, denominado comercialmente por HIPOSSULFITO. A solução fixadora forma um composto solúvel com os cristais de prata não revelados e os dissolve. No entanto, depois de fixada, a emulsão continua saturada com os produtos químicos do fixador e sais de prata dissolvidos. A permanência desses elementos provocara a lenta decomposição da imagem fotográfica, com manchas e desaparecimento gradual. A fim de obtermos negativos e copias estáveis, é necessário que sejam muito bem lavados em água corrente. COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO REVELADORA

Cada uma das fórmulas de revelador contém componentes imprescindíveis para a formação da imagem. Estes são os seguintes: AGENTE REVELADOR- Sua função é de reduzir quimicamente o halogeneto de prata exposto a luz, para formar uma imagem de PRATA METÁLICA. Os mais utilizados são: METOL, FENIDONA e HIDROQUINONA.

AGENTE ACELERADOR- Só reage corretamente em presença de um alcali ou base. São os aceleradores do processo de revelação, cuja função básica é de expandir a emulsão para que o processo de oxido redução ocorra mais rapidamente. Cada base selecionada, conforme seu grau de alcalinidade produz maior ou menor grau de atividade da solução reveladora. Os alcalis normalmente utilizados são: Tetraborato de Sódio ou BÓRAX, Metaborato de Sódio, ou KODALK, Carbonato de Sódio, e pôr fim, Hidróxido de Sódio (SODA CÁUSTICA).

AGENTE CONSERVADOR- Quando os agentes reveladores são dissolvidos em água e a solução é exposta ao ar, o oxigênio reage com eles, formando produtos de oxidação. Essa reação ocorre, pôr exemplo, quando o revelador é colocado em banheiras. Pôr outro lado, o próprio oxigênio da água reage com as substâncias reveladoras, decompondo-as. O preservador normalmente utilizado para retardar essa decomposição é o SULFITO DE SÓDIO. A presença de alcalis muito fortes também oxidam os agentes reveladores. Pôr isso, dependendo do tipo de base utilizada em cada formula, a porcentagem de sulfito varia proporcionalmente.

AGENTE LIMITADOR OU RETARDADOR- A ação dos agentes reveladores sobre as áreas da emulsão não expostas a luz precisa ser controlada, afim de que não haja produção de véu alem do normal (Véu de Base ou Densidade de VELATURA) e para que a transparência do negativo seja aceitável. O BROMETO DE POTÁSSIO é normalmente utilizável para essa função.

São, basicamente o tempo de exposição da emulsão (aquela que consideramos correta) e a extensão do revelador. A extensão do revelador é uma função conjugada, resultante da condição da solução reveladora, que poderá ser utilizada concentrada ou diluída, temperatura do revelador, do critério de agitação e da própria vida útil do revelador. A atividade do revelador, e consequentemente a sua reprodução das escalas tonais (densidade) é determinada pôr sua composição química, temperatura, agitação, concentração e pelo grau de fatiga da solução.

O material sensível, depois de exposto a luz, quando colocado no revelador, sofre uma reação química (oxido redução) - a solução reveladora penetra na emulsão e começa a reduzir os cristais de prata que receberam luz, transformando-os em prata metálica. Temos assim o processo de oxido redução. A diferença de densidade entre as áreas de altas luzes (mais claras) e de sombras vai aumentando, porque o grau de revelação, dentro de um certo tempo, é proporcional ao volume de exposição recebido. A revelação deverá ser INTERROMPIDA, assim que o grau de densidade e contraste desejado tiver sido atingido.

O tempo de revelação é afetado pela temperatura do revelador. Aumentando-se a temperatura, a velocidade da reação do revelador aumenta. Assim, o contrário também e válido. Quando a temperatura do revelador diminui, a reação do revelador é mais lenta. O tempo de revelação recomendado, produziria neste caso, uma revelação insuficiente. A temperatura ideal, recomendada pôr todos os fabricantes é de 20 graus C. Abaixo de 18 C., os agentes reveladores perdem seu poder de ação. Acima de 24 C., a ação do revelador é muito rápida, que já não temos mais condições de controla-la. A temperatura ideal de 20 C. pode ser obtida pôr meio de "banho - Maria", com água fria ou quente, dependendo do caso. Pode-se também elaborar tabelas de tempo de revelação, para as faixas de temperatura entre 18 a 24 C., embora não seja recomendada pôr alguns fabricantes. O critério é muito simples: conhecido o tempo necessário para a revelação de determinada emulsão a 20 C. (temperatura ideal), elabora-se tabelas com a aplicação de regra de três inversa, pois quanto maior a temperatura, menor será o tempo de revelação, para assim obtermos o tempo de revelação mais próximo possível em outras temperaturas. EXEMPLO; Revelador D76 diluído 1:1, filme Ilford FP4 PLUS ISO 125/ 2.TEMPO DE REVELAÇÃO A 20 C.: 8 1/2 Minutos. Temperatura do Revelador hoje: 18 C. Como a temperatura está mais baixa, o tempo de revelação será maior. Dessa forma, multiplicamos o tempo de revelação dado (8.5 min) pela temperatura dada (20 C), e dividimos pela temperatura atual. Assim, 8.5 x 20 = 170 : 18 = 9 minutos de revelação.

Se as emulsões forem mergulhadas no revelador e ai permanecerem, sem nenhuma agitação, a reação química será iniciada mas logo se retardará, pois haverá uma exaustão dos agentes reveladores. Se o material for agitado, novas proporções de revelador ativo virão tomar o lugar daquelas já gastas e a atividade da revelação permanecera constante. As tabelas com os tipos de reveladores e tempos de revelação indicados pelos fabricantes, normalmente são acompanhadas das seguintes instruções:

REVELAÇÃO EM BANHEIRAS- (PARA PAPEIS OU CHAPAS DE GRANDE FORMATO) - Agite Constantemente.

EM CUBAS OU TANQUE GRANDE:Agite uma vez pôr minuto, ou seja, agite constantemente durante os dez primeiros minutos da revelação, em seguida, deixe descansar pôr 50 segundos, agite novamente durante 10 segundos, descanse os próximos 50 segundos, e mantenha esse padrão até o final da revelação.

TANQUE PEQUENO:Agite uma vez a cada 30 segundos, ou seja, agite constantemente os primeiros 5 segundos, deixe descansar pôr 25 segundos, agite novamente pôr 5 segundos, descanse os próximos 25, e mantenha esse padrão até o final da revelação.

AGITAÇÃO PÔR INVERSÃO:Alguns fabricantes, entretanto, recomendam a agitação pôr inversão. Este método consiste em agitar o tanque constantemente durante o primeiro minuto de revelação, e em seguida desvirando o tanque, sem nenhuma agitação adicional, de cabeça para cima e depois de cabeça para baixo, em intervalos de 30 segundos.

IMPORTANTE:Cada método de agitação produz resultados diferentes, pois interferem diretamente na atividade do revelador. Portanto, antes de revelar o filme, consulte na tabela de revelação da sua bula, qual o tipo de revelador recomendado, tempo de revelação, e padrão de agitação. Lembre-se de ter sempre a bula a mão, tanto para fotografar, como para processar seu filme. Estes procedimentos são imprescindíveis para a obtenção de bons resultados. A DILUIÇÃO DO REVELADOR

Todas as fórmulas aqui apresentadas são para solução tipo "estoque", ou solução concentrada. Podem ser utilizadas "pura" ou diluída, conforme as especificações de cada tipo ou sensibilidade de filme. A solução concentrada, produz maior contraste, com poucos intervalos de cinza. A medida em que a solução reveladora é diluída, normalmente nas proporções 1:1, 1:2, ou 1:3, teremos como resultado um negativo mais suave, com maior escala de cinza. Como regra geral, podemos adotar o seguinte critério: Para papeis tipo fibra, o contraste de negativo recomendado, é aquele produzido com revelador concentrado ou 1:1. Para papéis resinados, recomenda-se diluir o revelador 1:2 ou ainda 1:3.

A agitação do interruptor, salvo recomendações específicas do fabricante deverá ser constante. O tempo de interrupção normalmente utilizado para filmes e papeis de fibra, é normalmente entre 30 segundos a 1 minuto, e para papeis resinados, de 10 segundos. Para o fixador, entretanto, devemos obedecer o mesmo critério de agitação adotado na revelação. O tempo de fixação, varia em função da sensibilidade e da indicação de cada fabricante. O processo de fixagem pode ser inspecionado a luz ambiente 3 minutos depois de estar submerso na solução fixadora. Neste caso, devemos observar quanto tempo o negativo consome para ficar totalmente transparente. Determinado este tempo, devemos dobrá-lo, afim de obtermos uma fixagem perfeita.

A primeira condição básica para a instalação de um laboratório fotográfico, é de que o local escolhido seja seco, bem arejado e com boa ventilação. A umidade é prejudicial não só aos produtos químicos e papeis fotográficos, como também aos demais equipamentos e acessórios ali encontrados, como ampliadores, objetivas, chassis, timers e outros. Pôr outro lado, é necessário manter o máximo de asseio em nosso local de trabalho. A poeira poderá trazer uma serie de conseqüências aos nossos negativos, as objetivas do ampliador e o resto de produtos químicos espalhados, e além de serem prejudiciais a nossa saúde, poderá contaminar outros banhos. Tanto os produtos químicos, como as soluções fotográficas, deverão ser armazenadas em vidros escuros, devidamente rotulados. Não se recomenda guardar as soluções e os sais no mesmo lugar. As soluções já prontas devem ser removidas para outro local, e suas tampas deverão ser de vidro, ou plástico, na medida exata. A entrada de ar nos frascos, tanto nas soluções, como nos produtos químicos, prejudica-os sensivelmente. Não devemos esquecer que alguns produtos químicos são venenosos e crianças deverão permanecer longe do laboratório fotográfico. Os instrumentos utilizados no preparo das soluções devem ser também mantidos em asseio absoluto, pois qualquer negligência, pôr mínima que seja, poderá contaminar as soluções e neutralizar suas funções químicas. Antes e depois do processamento, ou mesmo da manipulação de formulas, é conveniente lavar em água corrente todos os apetrechos utilizados. PREPARO DAS SOLUÇÕES:

1) Recomendamos o máximo cuidado ao preparar e armazenar soluções, lavando sempre em água corrente os elementos utilizados na preparação entre uma e outra solução, pois a contaminação inevitavelmente afetará a qualidade das mesmas, prejudicando o resultado final.

2) É indispensável usar água destilada, ou na falta da mesma, filtrada, aditivada com 0.5 g/litro de EDTA Bissódico(pH 8.10) ou Tetrasódico (ph 1.8) (Tritriplex I)* para o preparo das soluções.O EDTA atua como desmineralizador, pois dissolve os sais minerais,e óxidos metálicos, tornando-os inertes nas soluções fotográficas.Dissolva primeiramente o EDTA antes de manipular qualquer tipo de fórmula. 3) Salvo recomendação especial, os produtos químicos devem ser dissolvidos na ordem em que estiverem descritos na fórmula. 4) Para bom desempenho dos produtos é imprescindível o uso de material de fácil limpeza, e inertes as soluções químicas, como aço inoxidável, cristal, vidro e, em ultimo caso plástico (devido a sua superfície porosa, pois com o uso acumula resíduos químicos). O uso de madeiras, metais, ou mesmo ferro no preparo ou armazenamento das soluções irão reagir com os compostos químicos, oxidando e acelerando sua deterioração, não sendo portanto, recomendados. 5) As soluções preparadas e bem dissolvidas devem ser filtradas (utilize o próprio funil com um pouco de algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e ficarão transparentes. A tonalidade leitosa indica má dissolução, ou filtragem inadequada. 6) O armazenamento deverá ser feito em recipiente de cristal, vidro ou, em ultimo caso, plástico de côr escura (âmbar), etiquetados como corresponde cada solução, com tampas ou rolhas bem vedadas, para impedir contato com o ar, e isentos de contaminação. 7) Durante a dissolução, devemos aguardar um intervalo de 2 minutos, antes de agregar o produto seguinte. A dissolução ocorre mais ou menos rapidamente, conforme a propriedade do produto, e é sempre indicado apressá-la mediante a agitação regular e uniforme com um bastão de cristal, vidro ou plástico. A agitação deve ser de modo a não ocasionar excesso de bolhas de ar, que causariam a oxidação excessiva da solução e favorecem a oxidação rápida do banho. * Obs. O EDTA Tetra sódico deverá ser utilizado com água de poço artesiano, quando esta for muito ácida.

8) A filtragem das soluções é necessária, pois embora a água possa ser limpa, os produtos químicos nem sempre o são. De modo que é muito comum a permanência de impurezas na solução. Após o uso dos banhos podemos detectar Algodão preso no fundo, ou filtro de papel) e ficarão transparentes. A tonalidade leitosa indica má dissolução, ou filtragem inadequada. 9) Para melhores resultados, recomenda-se utilizar as soluções 24 horas depois de preparadas.

Os reveladores estão classificados em três grandes grupos específicos segundo a qualidade de imagem, densidade e granulação que produzem:

O primeiro grupo e denominadoREVELADORES UNIVERSAIS, empregados para todos os tipos de processamento, tendo como única função, revelar a imagem. Destinados tanto para o filme, quanto para a revelação do papel, apresentam índice de contraste extremamente alto e ação relativamente rápida, pois revelam a emulsão até a sua densidade máxima em um prazo bem curto de tempo. Produzem negativos duros, muito densos, mas de granulação grossa. São geralmente utilizados onde o fator tempo antecede ao de qualidade, como nos jornais e imprensa em geral. 1) REVELADOR KODAK D 72- Recomendado pôr Kodak para papeis fibra, tipo tom frio e para papéis resinados. Pode ser utilizado puro, para a obtenção de contrastes máximos - tempo de revelação a 20 C, de 45 seg. a 1.5 min. Pode-se também diluir 1:1 - Tempo de revelação a 20 C, de 1 a 2 min. DILUIÇÃO PADRÃO 1:2 - Tempo de revelação a 20 C, de 1.5 a 3 minutos. Diluído 1:3, produz excelente graduação de cinzas - Tempo de Revelação, a 20 C, de 2 a 3 minutos. Substituindo o METOL pôr FENIDONA (0.5 g / litro), teremos o revelador DEKTOL. No entanto, quando utilizado para a REVELAÇÃO DE NEGATIVOS, sua ação é relativamente rápida, produzindo negativos muito densos e granulação sofrível. TEMPO DE REVELAÇÃO PARA FILMES A 20 C : Puro, 1.5 min. Diluído 1:1, 2 min. 1:3, 3.5 min. e 1:4, 7 min.

2) REVELADOR ILFORD ID 20- Recomendado pôr Ilford para todos os tipos de papeis. Diluições e tempos de revelação: VIDE REVELADOR KODAK D 72. Substituindo o METOL pôr FENIDONA, teremos o revelador ILFORD BROMOPHEN.

3) REVELADOR KODAK D 52- Revelador para papéis de tom quente. Produz pretos castanhos agradáveis. Pode ser utilizado puro, diluído 1:1, ou ainda 1:2. Tempos de revelação: VIDE REVELADOR KODAK D 72. Substituindo o METOL pôr FENIDONA (0.3 g / litro), teremos o KODAK SELECTOL.

Para os reveladores de papeis a base deFenidona/hidroquinona,tipo Bromophen ou Dektol,fórmula original norte americana, recomenda-se acrescentar uma grama dehidróxido de sodio P.Apara cada litro de revelador diluido. A soda caustica(NaOH)tem por finalidade elevar o pH da solução, produzindo brancos mais puros e melhor distribuição da escala de cinzas. Atenção:Não aplique este método para reveladores de filmes, pois acarretará em um grande aumento da granulação !

4) REVELADOR BEERS EM DUAS SOLUÇÕES- Revelador de contraste variável, apresentando sete escalas distintas de contraste, dependendo das proporções empregadas das soluções A (Suave) e B (Duro). A fôrmula que apresentamos foi adaptada e amplamente testada pôrANSEL ADAMS.

Utiliza-se o Beers em dois Reveladores: Revelador A (Suave) e Revelador B (Duro). Para tanto, Dilui-se a solução A 1:2, e a solução B 1:1, acrescentando 50 ml de A . O tempo total nos dois reveladores é de 3 minutos, podendo ser divididos entre os mesmos, dependendo do contraste que se queira atingir. Sempre inicie o processo do A para o B, e não ao contrário.

FÓRMULAS: REVELADORES D 72 ID20 D 52 BEERS A BEERS B QUANTIDADE EM GRAMAS ÁGUA ml (50 C) 700 700 700 700 700 METOL 3 3 1.5 8 - SULFITO DE SÓDIO 45 50 2.5 23 23 HIDROQUINONA 12 12 6 - 8 CARBONATO DE SÓDIO 80 60 17 20 27 BROMETO DE POTÁSSIO 2 4 1.5 2. 4. COMPLETAR COM ÁGUA ATÉ 1 L. 1 L. 1 L. 1 L. 1 L.

REVELADOR KODAK D 64 B

Revelador recomendado pôr KODAK, para obtenção de contrastes enérgicos. Pode ser utilizado em substituição ao BEERS B, gerando pretos mais profundos. Diluir 1:1, e acrescentar 50 ml de Beers A. Revelar de 1 a 2 minutos em cada banho, em função do resultado desejado.

ÁGUA NÃO ACIMA DE 50 C700 ml.
SULFITO DE SÓDIO ANIDRO3.8 g.
HIDROQUINONA19.2 g.
CARBONATO DE SÓDIO ANIDRO26.9 g.
BROMETO DE POTÁSSIO2.4 g.
ÁGUA, q.s.p1.0 litro.

O segundo grupo engloba os REVELADORES GRÃO FINO, destinados unicamente para o processamento de filmes. De alto poder resolutivo e boa definição, sua ação é um tanto retardada, o que eqüivale dizer que um bom número de camadas da emulsão são reveladas. Tem pôr função principal respeitar a estrutura original do filme, não afinam, nem diminuem a granulação, de forma que a emulsão deverá ser de natureza fina. Não devemos, contudo, esquecer que outros fatores como temperatura elevada, falta de agitação e revelação forçada contribuem diretamente para o aumento da granulação, de forma que o revelador grão fino só surte efeitos desejados quando forem respeitadas todas as condições indispensáveis para uma boa revelação.

REVELADOR KODAK D 76- Revelador Grão Fino Clássico (sua fórmula original data de 1927, quando foi apresentada sob o nome de ID11, nos formulários ILFORD, Inglaterra). O ALCALI empregado é o BÓRAX (Tetraborato de Sódio), que sendo menos enérgico em relação ao Carbonato de Sódio, conserva muito melhor o grão fino do material. É um revelador de boa conservação, produz negativos brilhantes, de alta definição e bom poder resolutivo de imagem. Devido a sua excelente latitude de revelação e pouca produção de véu de base, pode-se prolongar ou reduzir o tempo de processamento, afim de obter negativos mais suaves ou contrastados, sem contudo alterar a estrutura original da emulsão. Substituindo o METOL pôr FENIDONA (0.3g/litro), teremos o revelador ILFORD ID11 PLUS.

REVELADOR ILFORD MICROPHEN- Revelador grão fino, de contraste alto, especialmente indicado para filmes puxados ou para cenas de baixo contraste. Nessas condições produz resultados superiores em relação ao D 76 e outros reveladores da sua categoria, sem contudo distorcer a densidade ou aumentar a granulação da emulsão. A formula que apresentamos foi publicada nos anuários do BRITISH JOURNAL OF PHOTOGRAPHY.

REVELADOR KODAK D 23- Devido a sua composição simples e rápido preparo esse revelador é muito popular entre os profissionais avançados, tendo sido muito usado pelo próprio ANSEL ADAMS., devido a sua granulação fina e contraste suave. O tempo de revelação varia bastante em função da marca e da sensibilidade da emulsão. Para os primeiros testes, entretanto, recomenda-se 10 minutos a 20C. Pode-se também utilizar a tabela de tempos e temperatura do REVELADOR KODAK MICRODOL, aumentando-se os tempos de revelação entre 10 a 20%, já que as características químicas são parecidas.

FORMULAS: REVELADORES D 76 MICROPHEN D 23 QUANTIDADE EM GRAMAS ÁGUA ml (50C) 700 700 700 METOL 2 - 7.5 SULFITO DE SÓDIO 100 85 100 FENIDONA - 0.13 - HIDROQUINONA 5 5 -

BÓRAX 2 7 - ÁCIDO BÓRICO - 2 - BROMETO DE POTÁSSIO - 1 - ÁGUA ATÉ 1 L. 1 L. 1 L.

Água, não acima de 50 C700 ml
METOL2.5 g
Sulfito de Sódio Anidro30 g
Hidroquinona2.5 g
Kodalk (Metaborato de Sódio)10 g
Brometo de Potássio Anidro0.5 g
Água q.s.p1.0 litro.

REVELADOR KODAK DK 50 -Revelador especialmente recomendado para uso comercial e para portraits. Apresenta como diferença negativos mais densos e contrastados em relação ao D 76. Pode ser utilizado tanto puro, quanto diluído 1:1. Especialmente recomendado para filmes KODAK TRI X.

O terceiro principal grupo pertence aos REVELADORES SUPER GRÃO FINO, que tem pôr pressuposto não produzir grão, o que é indispensável para grandes ampliações. Necessitam, portanto, de um tempo relativamente longo para produzirem bons contrastes e máxima definição. Já que uma revelação muito prolongada (revelação forçada), novamente causaria granulação, temos que alterar a sensibilidade original do filme durante a exposição, afim de manter estável o tempo de revelação. O critério de alteração de sensibilidade varia de acordo com o tipo e a ação do revelador. Alguns não exigem mais de 50% de perda da sensibilidade original, produzindo grão extremamente finos, mas de contraste suave. Outros requerem um aumento de 100%, pôr serem mais ativos, proporcionando granulação mínima e contrastes acentuados. Os mais indicados atualmente são os REVELADORES DA LINHA FX. Esta linha foi desenvolvida pelo inglês G. W. Crawley, grande pesquisador dos processos de revelação, cujas conquistas são veiculadas no anuário do BRITISH JOURNAL OF PHOTOGRAPHY. São, ao todo, 19 fórmulas, específicas para cada caso. Delas, destacaremos apenas as três principais, imprescindíveis para a obtenção de negativos com a máxima qualidade. COMO PREPARAR OS REVELADORES:Nas fórmulas FX 5 e FX 5b, dissolva primeiramente um pouco de sulfito, em seguida o metol, e pôr fim o resto de sulfito. Na fórmula FX 1, sempre dissolva a hidroquinona antes ou junto com a fenidona, para evitar a oxidação da solução.

OREVELADOR FX 5foi desenvolvido especialmente para os filmes da linha KODAK. Produz granulação extremamente fina, contraste suave com ligeira perda de sensibilidade (-30%). Sua fórmula é a evolução do REVELADOR KODAK MICRODOL, podendo ser utilizada sua tabela de temperatura, diluição e tempos de revelação.

OREVELADOR FX 5b, embora apresente as mesmas características do FX 5, foi especialmente desenvolvido para os filmes da linha ILFORD. Sua fórmula é a evolução do REVELADOR ILFORD PERCEPTOL, onde podemos empregar a sua tabela de temperatura, diluição, e tempos de revelação.

OREVELADOR FX 1, é mais enérgico, requerendo um aumento de sensibilidade de 100%, sendo especifico para filmes puxados. Sua fórmula é a evolução do REVELADOR ILFORD MICROPHEN, cuja tabela de temperatura, diluição e tempos de revelação são perfeitamente compatíveis, e com resultados superiores.

FORMULAS: REVELADORES FX 5 FX 5b FX 1 ÁGUA ml (50 C) 700 700 700 QUANTIDADE EM GRAMAS METOL 5 4.5 - FENIDONA - - 0.25 HIDROQUINONA - - 5 GLICINA - - 1.5 SULFITO DE SÓDIO 125 125 125 BÓRAX 3 - 2.5 METABORATO DE SÓDIO (KODALK) - 2.25 - BISSULFITO DE SÓDIO - 1 - ÁCIDO BÓRICO 1.5 - - BROMETO DE POTÁSSIO 0.5 0.5 0.5 COMPLETAR COM ÁGUA ATE 1.0 LITRO OBSERVAÇÃO: A GLICINA TAMBÉM É DENOMINADA PÔR GLICOCOLA OU ÁCIDO AMINOACETICO.

Os banhos interruptores são em geral uma solução ácida, tendo como única finalidade neutralizar imediatamente a ação do revelador alcalino. Assim, todo o material revelado, tanto o negativo como o positivo passam para o fixador totalmente livres do banho anterior, prolongando a vida útil do mesmo. Muitas vezes é importante fazer com que a revelação se interrompa em dado momento com a exatidão de segundos, como é o caso pôr exemplo, do emprego de reveladores muito rápidos, onde alguns segundos já fazem acentuada diferença na densidade do negativo. A solução interruptora pôr sua vez também atua como alvejante, reduzindo sensivelmente o véu de base, propiciando melhor separação tonal. Pôr outro lado, a substituição do banho interruptor pôr lavagem em água corrente, alem de não ser recomendada, sobrecarregara a função química do fixador, pois este terá que atuar ao mesmo tempo como interruptor e fixador, reduzindo assim a sua vida útil. Enfim, o banho interruptor tem a vantagem de estancar imediatamente o processo de revelação, fazendo com que os materiais a ele submetidos adquiram a transparência e brancura que caracterizam os trabalhos de alta qualidade. Vejamos logo abaixo as fórmulas mais utilizadas:

Água até1 litro.

1) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO ACÉTICO- são os mais difundidos entre a maioria dos fotógrafos. Porém, o mais correto é utilizar duas fórmulas específicas, uma para filmes, e outra para papéis, já que os reveladores empregados nesses dois tipos de processamento são distintos e possuem diferentes graus de alcalinidade. PARA FILMES:Ácido Acético Glacial 15 c Tempo de interrupção: de 30 seg. a 1 minuto a 20 C.

Água até1 litro.

PARA PAPEIS:Ácido Acético Glacial 25 c Tempo de interrupção: para papéis tipo RC (Resinado) 10 seg. Para papéis tipo Fibra: 1 minuto a 20 C.

Água atél litro.
Água até1 litro.

2) INTERRUPTOR A BASE DE ÁCIDO CÍTRICO. Destinados a aqueles que possuam problemas respiratórios, ou mesmo indisposição ao ácido acético. Ácido Cítrico Puro 20 c 3) INTERRUPTOR A BASE DE BISSULFITO DE SÓDIO- Apesar do odor do ácido forte, este tipo de interruptor é recomendado após o uso de reveladores muito alcalinos ou em caso de revelação forçada (puxada), já que o BISSULFITO é um agente alvejante (Clareador) mais enérgico, contribuindo para a eliminação do véu de base. BISSULFITO de Sódio 20 g Observação: Pode-se empregar o Metabissulfito de Potássio em iguais proporções.

Em regiões tropicais, onde a temperatura ambiente é muito elevada, torna-se difícil manter o processamento em temperatura adequada. O fato de resfriar o revelador não é suficiente, pois estando os outros banhos em temperatura mais alta, o choque térmico seria inevitável,

Potássio15 g
Potássio15 g
Água até1 litro.

reticulando a emulsão, podendo até desprendê-la. Para que possamos processar nossos materiais nessas condições, temos que empregar o INTERRUPTOR ENDURECEDOR. Alúmen de Cromo ou Metabissulfito de Observação: Nessa formula, não podemos substituir o Metabissulfito pelo BISSULFITO, pois o mesmo irá precipitar o Alúmen. Primeiramente, temos que manter a temperatura do revelador, interruptor e fixador em iguais condições, ou seja, a 20 C. O emprego de fixador endurecedor é necessário, para que a emulsão não se desprenda. Após fixado, utiliza-se uma solução de auxiliar de lavagem para abreviar a lavagem final, que poderá ser feita em temperatura ambiente.

HYPO CLEANNING KODAK HE - 2 Sulfito de Sódio 25 g BISSULFITO de Sódio 130 g Hexametafosfato de Sódio 5 g Água até 1 litro.

Para uso, diluir uma parte do HE - 2 em duas partes de água. Indicado para regiões de água pesada, rica em minérios. Pode-se também utilizar uma fórmula mais simples, a base de SULFITO DE SÓDIO. Este sal além de ser menos agressivo a emulsão tem a propriedade de transformar os resíduos do fixador (ácido sulfídico) em sulfato de sódio, que se diluem e são eliminados em água corrente com maior facilidade. SULFITO DE SÓDIO 100 G ÁGUA ATÉ 1 litro.

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