Monografia - Qvt - Pronta

Monografia - Qvt - Pronta

(Parte 1 de 6)

O século 21 inicia-se em um contexto de amplas transformações no ambiente empresarial, que vem tornando-se cada vez mais competitivo. São mudanças na economia mundial, nas relações internacionais, na tecnologia, na organização produtiva, nas relações de trabalho e na educação e na cultura do pais, gerando impactos inter-relacionados sobre a vida das pessoas, das organizações e da sociedade.

A gestão da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) vem ganhando importância no âmbito das organizações e espaços nas discussões acadêmicas empresariais. De um lado o acirramento da competição e da competitividade a qualquer custo impõe a necessidade de se refletir sobre suas influencias nas organizações e na sociedade; de outro, a maior conscientização do trabalhador, do consumidor e do cidadão a respeito do stress e da importância crescente da qualidade de vida no trabalho,das novas condições do mercado de trabalho e, sobretudo, quanto as questões ambientais e de responsabilidade social que colocam imensos desafios a gestão organizacional nesses novos tempos.

A QVT faz parte das mudanças pelas quais passam as relações de trabalho na sociedade moderna, em rápida transformação. Na sociedade moderna é cada vez maior o número de empresas que investem na qualidade de seus produtos e serviços. Para proporcionar condições de melhoria nas condições de trabalho dentro de uma relação social que possibilite a Qualidade de vida dos empregados, centenas de empresas preocupadas com esta questão e principalmente com a saúde dos seus trabalhadores, têm utilizado estratégia para favorecer estas condições, como por exemplo, a ginástica laboral, período de descanso dentro da rotina do trabalho, trabalho em equipe, encontro familiares, lazer em grupos, jogos internos, maior participação do trabalhador na organização e tomada de decisões no processo de produção, divisão do lucro, bolsa de estudo, seguro de vida, plano de saúde e outros.

Hoje a Qualidade de Vida no Trabalho passou a ser uma exigência do cliente consumidor, transformando-se em fator fundamental para o desenvolvimento e a sobrevivência das empresas, em um mercado cada vez mais competitivo. A importância da QVT reside no fato de que passamos em ambiente de trabalho mais de 8 horas por dia, durante pelo menos 35 anos de nossas vidas.

Nesse contexto as Empresas e trabalhadores devem ter consciência de que a

Qualidade Vida no Trabalho é importante em suas atividades, garantindo melhores resultados e, conseqüentemente, segurança e sucesso para organizações e profissionais.

A observação em qualquer ambiente de trabalho leva a identificação de uma gama relativamente grande de informações relacionadas à qualidade de vida no trabalho. Há inquietudes, individuais e coletivas, quanto a pressões, conciliação de expectativas de trabalho,família e consumo,sinais de stress,hábitos alimentares e cuidados físicos,estilo de vida,impactos tecnológicos.Tudo desperta para a vontade de bem–estar no trabalho. Esses fatos provocam novas atitudes das empresas e mudanças no modo de vida das pessoas, abrindo espaços continuamente para a discussão e a busca de qualidade de vida dentro e fora do trabalho.

ansiedade, tristeza, depressão e stress

As empresas devem investir em educação, formação e capacitação dos trabalhadores, através da criação de programas que colaborem na sensibilização e reeducação de hábitos do trabalhador, fator fundamental neste momento. Sensibilizar e motivar funcionários e familiares para a organização no trabalho, no lar, saúde, através da segurança no trabalho e hábitos saudáveis, através de modelos de vida saudáveis, autonomia, auto-estima, integração social na empresa, não desperdício, valorização das condições do trabalho e outros. Deve ainda ser considerada a relação saúde mental e trabalho, uma vez que se tem elevado o número de pessoas acometidas, principalmente por distúrbios leves, como

indivíduo, refletindo-se em seu desempenho no trabalho

Com as novas formas de organização do trabalho, que buscam tornar trabalho e vida pessoal complementares, devemos dar a devida atenção a diversos fatores, além daqueles presentes na organização, que interferem na satisfação do

intelectual e profissional

É preciso entender o conceito de QVT como o gerenciamento de condições que extrapolam os limites da organização em termos de melhoria da qualidade de vida dos empregados, em todas as dimensões do seu ser: física, social, psicológica,

A importância das necessidades humanas varia conforme a cultura de cada indivíduo e de cada organização. Portanto a QVT não e determinada apenas pelas características individuais (necessidades, valores, expectativas) ou situacionais (estrutura organizacional, tecnologia, sistemas de recompensas, políticas internas),mas sobretudo pela atuação sistêmica dessas características individuais e organizacionais.

Conhecer e implantar um sistema de Qualidade de Vida no Trabalho é extremamente importante e necessária àquelas empresas que almejam o sucesso e a sobrevivência no mercado. Pois traz resultados positivos, tanto para o empregado, na forma de uma vida mais saudável e satisfatória, como para a empresa, na forma de retenção de seus colaboradores, redução no absenteísmo, melhorias no clima organizacional, nos relacionamentos, na produtividade e nos resultados.

Analisando os fatos expostos a conclusão obvia é que a Qualidade de Vida no

Trabalho é uma Questão Social para as empresas competitivas. Esta dissertação teve como objetivo geral realizar um diagnóstico da QVT (Qualidade de Vida no Trabalho), analisando o grau de satisfação dos colaboradores e identificando aspectos organizacionais, ambientais e comportamentais dos colaboradores que atuam nos setores dos administrativos e vendas de uma empresa de grande porte no segmento atacadista no ramo alimentício, localizada na cidade de Cuiabá MT.

Especificamente buscar-se a atingir os seguintes objetivos: definir os principais fatores organizacionais, ambientais e comportamentais que influenciam na qualidade de vida dos trabalhadores; avaliar o grau de satisfação quanto ao ambiente de trabalho, stress, benefícios e perspectiva profissional; verificar quais os planos de benefícios à empresa oferece aos seus colaboradores; demonstrar ao Comércio Atacadista no ramo alimentício a importância da Qualidade de Vida no Trabalho; apresentar sugestões à organização, objetivando a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores.

O sucesso de uma empresa depende, essencialmente, do desempenho e da motivação de seus colaboradores, a chave do sucesso empresarial é mantê-los motivados em seu trabalho. Isso somente será alcançado se os indivíduos estiverem satisfeitos com as principais dimensões de sua vida, em termos físicos, psicológicos, sociais, intelectuais e organizacionais, ou seja, se usufruírem de uma boa qualidade de vida.

A QVT baseia-se na humanização do trabalho e responsabilidade social da empresa, onde envolve o atendimento de necessidade e aspiração do indivíduo, o qual é muitas vezes negligenciado pelas organizações em nome da produtividade e do crescimento econômico. (WALTON, 1973).

A pesquisa a ser realizada justifica-se pelo fato que QVT é essencial para qualquer organização que almeje o desenvolvimento e boa produtividade de seus funcionários. Dessa maneira, justifica-se a importância deste estudo, que busca avaliar a satisfação dos colaboradores de uma empresa do ramo alimentício, quanto aos principais fatores intervenientes em sua qualidade de vida.

O estudo em questão será de grande importância, pois a partir do conhecimento da percepção dos trabalhadores quanto aos fatores que influenciam sua qualidade de vida como um todo, a empresa pode agir sobre os principais aspectos que causam insatisfação, contribuindo para a melhoria da QVT, e, conseqüentemente, para um melhor desempenho organizacional.

Para atingir os objetivos gerais e específicos definidos neste trabalho serão divididos em dois momentos, utilizando os seguintes procedimentos metodológicos: Inicialmente foi feito um estudo através de revisão bibliográfica através de livros,artigos acadêmicos,dissertações monográficas, teses ,pesquisas e publicações referentes ao tema;

E em seguida foi realizada uma pesquisa com perguntas fechadas na medida em que identificara o grau de satisfação dos colaboradores da empresa de alimentos.

A amostra foi delimitada da seguinte maneira:

Um quadro de funcional de 31 colaboradores entre os setores administrativos, vendas (vendedores e promotores), transporte, estoque e limpeza.

A amostra compreende o quadro de 31 pessoas onde 25 funcionários foram entrevistados e 06 não foram, devido ao fato de não estarem na empresa no respectivo dia em que ocorreu a entrevista, sendo 08 mulheres e 23 homens; com respectivos cargo de chefe administrativa faturista, auxiliar administrativo, representante comercial, promotor de vendas, motorista, encarregado e auxiliar de expedição e limpeza com tempo de serviço variante de 07 meses a 4 anos em média na empresa.

Na dinâmica do mercado atual, a empresa deve ser vista como o meio do colaborador transformar suas competências em valor, mas isso só acontece quando existe uma conscientização pela qualidade em cada aspecto de sua vida e trabalho. Se antigamente o mercado era visto apenas como o destino de nossos produtos e serviços, hoje o vemos como a origem de nossa receita.

Práticas inadequadas no ambiente de trabalho geram impacto negativo na saúde física e emocional dos empregados e na saúde financeira das empresas.

Baixa motivação falta de atenção, diminuição de produtividade e alta rotatividade criam uma energia negativa que repercute na família, na sociedade e no sistema médico.

Nesse ambiente complexo, o único diferencial de sucesso das organizações é o desempenho de seus recursos humanos. Entretanto, os indivíduos somente estarão comprometidos e motivados com seu trabalho se possuírem uma boa qualidade de vida, o que implica que as organizações empreendam esforços, no sentido de atender, de forma mais satisfatória, a suas necessidades físicas, psicológicas, sociais, profissionais e intelectuais, para que os trabalhadores sintamse estimulados a produzir de acordo com os objetivos da organização. Assim, funcionários cada vez mais exigentes e informados reivindicam maior qualidade de vida, e as empresas reconhecem a importância dos programas de QVT.

Dessa forma, este trabalho propõe-se a contribuir para as estratégias organizacionais relacionadas à melhoria da qualidade de vida dos empregados. Assim sendo, o problema de pesquisa focou a seguinte questão: Qual o nível de satisfação dos trabalhadores de uma empresa de grande porte no segmento atacadista no ramo alimentício, no que tange aos indicadores de Qualidade de Vida abordados?

1. QUALIDADE DE VIDA

Há algum tempo, o termo qualidade de vida está presente no dia-a-dia das pessoas, que buscam uma melhoria nas condições de vida e um maior bem estar e sensação de satisfação. Qualidade de vida não se refere somente a pratica de exercícios físicos e cuidados com a saúde, mas também a diversos fatores que determinam se uma pessoa leva ou não uma vida adequada, de acordo com seus padrões pessoais.

1.1 QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Há algum tempo, o termo qualidade de vida está presente no dia-a-dia das pessoas, que buscam uma melhoria nas condições de vida e um maior bem estar e sensação de satisfação. Qualidade de vida não se refere somente a prática de exercícios físicos e cuidados com a saúde, mas também a diversos fatores que determinam se uma pessoa leva ou não uma vida adequada, de acordo com seus padrões pessoais.

Vivemos numa sociedade em mudanças e num momento excitante para as organizações. A sociedade percebe que a Qualidade de Vida e a Saúde são ativos importantes, envolvendo dimensões física, intelectual, emocional, profissional, espiritual e social. Práticas inadequadas no ambiente de trabalho geram impacto negativo na saúde física e emocional dos empregados e na saúde financeira das empresas. Baixa motivação, falta de atenção, diminuição de produtividade e alta rotatividade criam uma energia negativa que repercute na família, na sociedade e no sistema médico.

As necessidades das pessoas e os novos desafios no trabalho têm estimulado a estruturação das atividades de qualidade de vida nas empresas, caracterizando uma nova competência, uma nova especialização gerencial. Na sociedade moderna em que vivemos é possível atribuir à preocupação crescente com QVT devido a maior conscientização dos trabalhadores e ao aumento das responsabilidades sociais da empresa, conforme a opinião de autores como Huse e

Cumimings (1985). Dessa maneira é cada vez maior o número de empresas que investem na qualidade de seus produtos e serviços. Para proporcionar condições de melhoria nas condições de trabalho dentro de uma relação social que possibilite a Qualidade de vida dos empregados, centenas de empresas preocupadas com esta questão e principalmente com a saúde dos seus trabalhadores, têm utilizado estratégia para favorecer estas condições.

Qualidade de Vida é uma tendência que só recentemente tem sido aplicada à situação de trabalho; passou a ser um meio para alcançar o engrandecimento do ambiente de trabalho e obtenção de maior produtividade e qualidade do seu resultado, sendo hoje vista como um conceito global e como forma de dimensionar tais fatores, adotando filosofia e métodos para uma maior satisfação do trabalhador em sua atividade profissional.

Enquanto matéria específica, o estudo da QVT é bastante recente. Autores como Vieira (1996), Fernandes (1996) e Rodrigues (1994), associam a origem da denominação Qualidade de Vida no Trabalho, a Eric Trist e seus colaboradores. Eles desenvolveram, no TavistockInstitute of Human Relations, em 1950, pesquisas relacionadas às mudanças nos valores individuais, organizacionais e societais, criando a abordagem sócia-técnica das organizações,a qual possuía o intuito de compreender a organização do trabalho a partir da análise e reestruturação da tarefa e tornar a vida dos trabalhadores menos fatigante.

Na década de 60 as preocupações com os efeitos do trabalho na saúde e no bem-estar geral dos trabalhadores e com as formas de se melhorar o desempenho das pessoas no trabalho, ganharam vigor. Principalmente por meio de iniciativas de cientistas sociais, líderes sindicais, empresários e governantes, na busca de melhores formas de organizar o trabalho a fim de minimizar os efeitos negativos do emprego na saúde e bem-estar geral dos trabalhadores. Essa fase do movimento estendeu-se até 1974, quando o assunto começou a perder interesse em virtude de questões econômicas.

A qualidade de vida no trabalho (QVT) é decorrente de uma perspectiva da administração de ceder prioridades das máquinas e produção ao fator humano e grupos sociais, denominado como Abordagem Humanística. Embora em 1789, Robert Owen, já se preocupasse e lutasse por melhorias no sistema de trabalho dos seus conterrâneos escoceses, apenas a partir de 1930, as ciências sociais, notadamente a Psicologia, começaram a se preocupar definitivamente com as pessoas através de conclusões sobre relações interpessoais, motivação e treinamento.

A maior contribuição humanística à Administração surgiu dos estudos de

Hawthorne, desenvolvidos em quatro etapas pelo professor Elton Mayo, de Harvard. Realizados na usina da Western Electric em Hawthorne, entre 1924 e 1932, através de um estudo para verificar a correlação entre produtividade e iluminação do local de trabalho, os estudos concluíram que:

•O comportamento e sentimentos estavam estreitamente ligados;

•O comportamento dos indivíduos é um espelho das atitudes do grupo;

•Os padrões dos grupos definiam a produção de cada trabalhador;

Os conceitos do homo economicus cedem lugar ao homo social. Ao contrário do que se afirmava nas teorias mecanicistas sobre interesses exclusivamente econômicos dos funcionários, Mayo concluiu que o homem é motivado pela aprovação social, reconhecimento e participação nas atividades sociais. Segundo o autor Mayo, a remuneração era uma preocupação secundária. Proveniente dessas conclusões foi criado o Movimento de Relações Humanas, que acreditava que trabalhador satisfeito é sinônimo de trabalhador produtivo. Movidos mais por convicções pessoais do que por estudos, autores desse movimento como Kurt Lewin, definiram teorias que dominaram a administração por muitos anos.

A partir de 1957, surgiu nos Estados Unidos, uma teoria conhecida como comportamental que seguindo a teoria de Relações Humanas, entretanto certificada por diversos estudos científicos, comprovou a existência comportamental nas organizações com relação à liderança, motivação de funcionário, diferenças de personalidade, desenhos de cargos e desenho organizacional, administração de conflitos e técnicas de negociação. Seus principais difusores foram Chester Barnard, Douglas Mc Gregor e Abram Maslow. Abraham Maslow, autor da maior teoria motivacional nas empresas, definiu hierarquicamente as cinco categorias de necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, auto-realização e auto-estima. Segundo o autor, o trabalhador que atingisse a auto-realização seria considerado potencial pleno, ou seja, produziria mais e melhor.

A partir de 1979, retomou-se o interesse pela QVT, principalmente nos

EUA, motivada pela constatação de que o modelo oriental, mais preocupado com a valorização do indivíduo e do trabalho em equipe, começava a gerar um maior compromisso destes com o trabalho, ao mesmo tempo em que aumentavam os níveis de produtividade em suas empresas.

Durante as últimas décadas, a QVT veio se desenvolvendo no campo teórico-empírico e metodológico e, gradativamente, ganhando espaço em aplicações no cotidiano organizacional de muitos países. Eis que surgem, então, diferentes abordagens para a QVT, sistematizadas sob a forma de modelos, os quais se alternam na proposição de dimensões que minimizem o efeito do conflito entre empregados e empregadores e gerem, conseqüentemente, maior satisfação individual e produtividade empresarial.

(Parte 1 de 6)

Comentários