Pesquisa de Leucócitos nas fezes ou no muco

Pesquisa de Leucócitos nas fezes ou no muco

Acadêmicos: Angélica Freitas e Antônio Miguel

  • Acadêmicos: Angélica Freitas e Antônio Miguel

  • Docente: Ana Carolina - Parasitologia

  • Curso: Enfermagem - 3° Semestre

Exames Microscópico

  • O objetivo do exame microscópico das fezes para a detecção de leucócitos é realizado para determinar a causa da diarréia.

Pesquisa

  • O exame rotineiro de amostras de fezes para “ovos e parasitas” consiste de três procedimentos distintos: um exame direto a fresco, uma técnica de concentração de fezes e um esfregaço de fezes com coloração permanente.

Exames com presença de Leucócitos

  • Escolhida uma porção das fezes ou do muco misturado com as fezes, realiza-se um esfregaço em uma lâmina.

  • A coloração é feita com o azul de metileno ou segundo os métodos de Gram ou Wilght.

Método de GRAM

  • Coloração de Gram:

É uma técnica de coloração para diferenciação de microorganismos através das cores.

  • Assim, as que ficavam roxas foram classificadas de Gram-positivas, e as que ficavam vermelhas, foram chamadas de Gram-negativas.

Método de Wright

  • O corante Wright é uma mistura de corantes com características neutras, que coram os componentes nucleares e citoplasmáticos das células.

Outros métodos ...

  • É a colocação de pequena porção de fezes entre a lâmina e lamínula, com ou sem adição de corantes.

  • Focalizam-se 50 leucócitos em 10 campos microscópicos, contando-se a eventual presença de leucócitos polimorfonucleados.

Técnica do Esfregaço

Exame direto a fresco

Doenças causada por leucócitos polimorfonucleados encontrado nas fezes

  • Colite aguda: Segmento de intestino grosso gravemente acometido por uma infecção bacteriana que causa necrose extensa da mucosa e submucosa intestinais.

  • A outra parte das pseudomembranas já descamou para a luz, deixando grandes áreas ulceradas onde a camada muscular interna está exposta.

  • Na infecção por agentes bacterianos patogênicos: Bactérias patogênicas são bactérias que causam doenças infecciosas

  • Tuberculose;

  • Pneumonia;

  • Doenças transmitida pelos alimentos;

  • Infecções.

INTERPRETAÇÃO

  • A invasão por agentes patogênicos é indicada pela presença de apenas 3 leucócitos polimorfonucleados por campo de grande aumento.

  • A soma igual ou superior a 50 leucócitos em 10 campos, indica agressão na mucosa do trato intestinal, devendo-se descartar amebiose (E. histolytica) e shigelose. As salmonelas e outros germes não atingem tais cifras.

A AMEBIOSE

  • A causa da amebíase se dá pela infecção de protozoário (Entamoeba histolytica).

  • Seus principais sintomas são desconforto abdominal, sangue nas fezes, forte diarréia acompanhada de sangue ou muco, além de febre e calafrios.

  • A amebíase é transmitida ao homem através do consumo de alimentos ou água contaminados por fezes com cistos amebianos.

CICLO DA AMEBIOSE

A SHIGELOSE

  • Shigelose é uma infecção aguda do trato gastrointestinal causada pelas bactérias Shigella, que se subdividem em 4 espécies conhecidas atualmente, sendo que no Brasil é mais comum a Shigella dysenteriae.

  • A transmissão é fácil e se dá por via fecal-oral.

  • O cólon humano é o ambiente natural da bactéria.

A diarréia pode aparecer logo no início ou alguns dias após, e se caracteriza pela presença de muco e sangue junto com as fezes. A dor abdominal, cólicas e o paciente também pode ter dor intensa no reto. O diagnóstico e feito com exame de cultura de fezes.

  • A diarréia pode aparecer logo no início ou alguns dias após, e se caracteriza pela presença de muco e sangue junto com as fezes. A dor abdominal, cólicas e o paciente também pode ter dor intensa no reto. O diagnóstico e feito com exame de cultura de fezes.

Os valores são considerados normais quando atingem até 20 leucócitos em 10 campos.

  • Os valores são considerados normais quando atingem até 20 leucócitos em 10 campos.

PESQUISA DE SUBSTÂNCIAS OXIRREDUTORAS NAS FEZES

FORMA DE COLETA

  • Colher as fezes em recipiente limpo;

  • Transferir algumas para o coletor de fezes;

  • Manter em local fresco.

DIAGNÓSTICO E INTERPRETAÇÃO

  • Diagnóstico de intolerância à lactose (deficiência de dissacaridases).

  • A presença de glicose e ou sacarose nas fezes indica a deficiência de lactose na mucosa intestinal, que pode ser adquirida (secundária) e transitória ou primária e permanente (geneticamente determinada).

MÉTODO E TÉCNICA

  • O método utilizado é a reação de Benedict.

  • Em um tubo de ensaio, colocam-se 5ml do reativo de Benedict + 0,5 ml da solução fecal + agitação + aquecimento até que o líquido entre e permaneça em ebulição durante 3 minutos + resfriamento à temperatura ambiente.

RESULTADO

  • Líquido azul = reação negativa

  • Líquido verde, até castanho escuro = reação positiva.

PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES

IMPORTÂNCIA CLÍNICA

  • Diagnóstico das hemorragias do trato digestivo, tendo por base os efeito catalíticos dos compostos de heme sobre a oxidação de substâncias orgânicas como a benzina, orto-tolidina, guáiaco e outras.

A pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser realizada pelo menos uma vez por ano em pessoas com mais de 50 anos devido ao risco de desenvolvimento de câncer de cólon.

  • A pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser realizada pelo menos uma vez por ano em pessoas com mais de 50 anos devido ao risco de desenvolvimento de câncer de cólon.

PEROXIDASE

  • Dos produtos de desdobramentos de hemoglobina, somente a hemalina possui atividade de peroxidase, como também, a mioglobina e algumas enzimas vegetais.

SENSIBILIDADE

  • O sangramento gengival, epistaxes e a alimentação podem influir no resultado do exame.

  • Epistaxes é uma hemorragia aguda ou perda de sangue pelas fossas nasais, a cavidade nasal ou a nasofaringe (região dentro do nariz onde as 2 fossas nasais convergem).

SINAIS E SINTOMAS

  • A cor das fezes pode orientar sugestivamente, mas não de modo absoluto.

  • Dejeção negra ou semelhante à borra de café, indica hemorragia alta, gástrica ou duodenal, quando superior a 50 ml de sangue.

  • Quando as fezes são de aspecto normal, e coradas de vermelho-rutilante, supõe-se sangramento hemorrágico, sem excluir lesões de cólon ou pontos mais distantes.

REAÇÃO DE BENZIDINA

  • A água oxigenada (H²O²) é decomposta pela atividade do sangue e o oxigênio liberado oxida a benzidina, formando um composto azul ou verde.

  • As gorduras fecais devem ser removidas com éter, pela possibilidade de resultado falso-positivo.

TÉCNICA DA REAÇÃO

  • Esta reação é realizada espalhando-se uma pequena quantidade de fezes sobre o papel de filtro, gotejando 2 ou 3 gotas de água oxigenada e igual quantidade de uma solução de benzidina.

  • RESULTADOS:

  • Sem mudança de cor: negativo;

  • Esverdeado ou verde-claro: traços;

  • Verde escuro: ++ / Verde azulado: +++

  • Azul: ++++

REAGENTES

  • Água oxigenada: (peróxido de hidrogênio a 3%);

  • Solução de Benzidina: 25 ml de ácido acético glacial; 5g de benzidina em pó para sangue.

REAÇÃO DE MEYER

  • A fenoftaleína é reduzida pelo zinco para anidrido ftálico que, oxidado pela água oxigenada, desprende oxigênio pela ação do sangue, transformando-se novamente em fenoftaleína, assumindo coloração vermelha no meio alcalino.

TÉCNICA DA REAÇÃO

  • Fazer uma suspensão de fezes de aproximadamente 5%, passar 5ml para uma tubo de ensaio e acrescentar 1ml do reativo de Meyer-Johannessen. Inverter várias vezes e adicionar 3 a 4 gotas de água oxigenada.

  • A positividade da reação é considerada quando se desenvolve uma coloração vermelha imediata.

REATIVO DE MEYER

  • Fenoftaleína................................2g

  • Hidróxido de potássio anidro......20g

  • Água destilada............................100ml

  • O procedimento é realizado aquecendo até a fervura, acrescentando-se de 10 a 30g de zinco em pó para obtenção de descoloração completa. Filtrar e guardar em frasco âmbar, com um pouco de zinco em pó, no fundo do frasco.

A pesquisa do sangue oculto nas fezes deve ser feita em material recentemente emitido, ou seja, sem conservante.

REAÇÃO DE GUÁIACO

  • A oxidação do complexo guáiaco toma coloração azul pelo desenvolvimento de um composto formado pela reação.

TÉCNICA DA REAÇÃO

  • Fazer um esfregaço com fezes em um papel de filtro, gotejando duas a três gotas de ácido acético glacial e mesma quantidade de uma solução de álcool etílico saturado com goma guáiaco em pó. Juntar igual quantidade de peróxido de hidrogênio a 3%.

  • A coloração azul aparece em 5 minutos e indica que é positivo.

  • A coloração esverdeada é negativa.

SOLUÇÃO DE GUÁIACO

  • Álcool etílico a 95%;

  • Goma de guáiaco em pó.

INTERPRETAÇÃO

  • A pesquisa de sangue oculto nas fezes permite diagnosticar ulceração no trato digestivo; sendo as causas mais comuns: úlcera péptica, varizes esofagianas, gastrite e câncer gástrico.

  • A colite, o carcinoma de cólon e a diverticulite, são as causas mais frequentes de sangramento intestinal baixo.

INTERPRETAÇÃO

  • Medicamentos, como aspirina, salicilatos, esteróides, indometacina e colchicina são responsabilizados por perdas de sangue gastrintestinais.

  • A perda prolongada de pequena quantidade de sangue, diariamente, pode produzir anemia e passar despercebida.

Deve-se prescrever rigorosa dieta durante 4 dias, excluindo-se carnes, vegetais, clorofilados, medicamentos à base de ferro e os demais cuidados a possíveis sangramentos gengivais.

  • Deve-se prescrever rigorosa dieta durante 4 dias, excluindo-se carnes, vegetais, clorofilados, medicamentos à base de ferro e os demais cuidados a possíveis sangramentos gengivais.

EXAME QUALITATIVO DA GORDURA FECAL

EXAME QUALITATIVO

  • O exame microscópico qualitativo da gordura fecal é processo de fácil execução laboratorial e tem servido de triagem para o diagnóstico de esteatorréia.

  • Utiliza-se o método qualitativo para determinar outros fosfolipídios não-corados e ésteres de colesterol.

Esteatorréia define quantidade anormal de gorduras (lipídios) nas fezes. É geralmente manifestada por diarréia fezes gordurosas feitas de pastoso, sem cor, cheiro e aderentes.

  • Esteatorréia define quantidade anormal de gorduras (lipídios) nas fezes. É geralmente manifestada por diarréia fezes gordurosas feitas de pastoso, sem cor, cheiro e aderentes.

EXAME QUANTITATIVO

  • Por outro lado, a dosagem quantitativa da gordura nas fezes, método tradicionalmente mais confiável para o diagnóstico de síndrome de má-absorção, tem o inconveniente da colheita das fezes e das técnicas laboratoriais serem mais trabalhosas.

  • Este procedimento é utilizado para monitorar pacientes que estejam sendo submetidos a tratamento por distúrbios da absorção.

LIPÍDIOS

  • Os lipídios examinados microscopicamente são as gorduras (triglicerídios), os sais de ácidos graxos (sabões), os ácidos graxos e o colesterol.

GORDURAS NEUTRAS

  • São coradas pelo SUDAM III e aparecem como grandes gotas alaranjadas, muitas vezes nas proximidades da borda da lamínula.

  • Mais de 60 gotas por campo é indicativa de esteatorréia, porém é mais precisa a indicação fornecida pela coloração com lise, que apresenta o conteúdo total de gorduras.

TÉCNICAS DE COLORAÇÃO

  • SUDAM III;

  • SUDAM IV ou óleo vermelho O¹;

  • Esse procedimento é constituído por duas partes: coloração das gorduras neutras e coloração de outras gorduras após a lise.

COLORAÇÕES

GORDURAS NEUTRAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • http://www.mdsaude.com/2009/03/sangue-nas-fezes-hemorragia-digestiva.html

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