(Parte 1 de 4)

Zuleika Thomsom Orides Navarro Gordon

Brasília 2001

1998. Ministério da Saúde © 1985 African Medical and Research Foundation

4ª Edição

Qualquer parte deste livro, inclusive as ilustrações, pode ser copiada, reproduzida ou adaptada para as condições dos auxiliares de saúde locais, sem permissão da autora ou dos editores, desde que sua distribuição seja gratuita.

Distribuição e informações: Secretaria de Projetos Especiais de Saúde

Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno fone: 3226-0196 fax: 3226-0434 Esplanada dos Ministérios – Bloco “G” – Ed. Sede – 6º andar – sala 656

Impresso no Brasil/Printed in Brazil

King, F. Savage.

Como ajudar as mães a amamentar / F. Savage King; Tradução de Zuleika Thomson e Orides Navarro Gordon. – 4ed. Brasília:

Ministério da Saúde, 2001. 189p.: il. 1.Aleitamento materno. I. Thomson, Zuleika. I. Rezende, Orides

CDU 616-053.2:613.287.1

Navarro Gordon. I I. Título NL M W5 125

Índices para catálogos sistemáticos: 1. Pediatria: Aleitamento materno

616-053.2:613.287.1 (CDU) 2. Aleitamento materno: 613.287.1:616.053.2 (CDU)

3. Aleitamento materno WS 125 (NLM)

PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃOvii
NOTA DAS TRADUTORASix
1. I NTRODUÇÃO1
1.1. Porque as mães precisam de ajuda1
1.2. A ajuda necessária para que as mães amamentem com sucesso13
2. A PRODUÇÃO DE LEITE E COMO A CRIANÇA SUGA16
2.1. A anatomia da mama16
2.2. A produção láctea: hormônios e reflexos16
2.3. Prolactina: o hormônio secretor de leite18
2.4. Ocitocina: o hormônio da “descida” do leite20
2.5. Como o leite é produzido2
2.6. Como a criança mama23
2.7. Sugando em má posição25
2.8. Ajudando a mãe a colocar a criança para mamar29
2.9. Sugando por prazer3
DESVANTAGENS DO ALEITAMENTO ARTIFICIAL34
3.1. Porque o leite materno é um alimento perfeito34
3.2. Como o leite materno protege as crianças contra as infecções35
3.3. As outras vantagens do aleitamento materno35
3.4. Alterações na composição do leite36
3.5. O aleitamento materno e os movimentos intestinais38
3.6. As desvantagens do aleitamento artificial38
3.7. Aleitamento materno parcial e exclusivo41

3. A COMPOSIÃO DO LEITE MATERNO E AS 3.8. O custo do aleitamento artificial..................................................... 41

4. COMO COMEÇAR O ALEITAMENTO MATERNO46
4.1. A primeira mamada46
4.2. Mantendo mãe e filho juntos46
4.3. Livre demanda48
4.4. Duração das mamadas50
4.5. Sugando nas duas mamas50
4.6. Uso de outros alimentos antes da mamada51
4.7. Quantidade extra de água52
4.8. Mam adas noturnas52
4.9. Alterações precoces de peso53
4.10. A limpeza das mamas53
5. PROBLEMA S PRECOCES54
(ingurgitamento)54
5.2. “Minhas mamas estão inchadas e doloridas”56
5.3. “Meus mamilos estão doloridos”59
5.4. “Meus mamilos estão rachados”61
5.5. “Meus mamilos são muito curtos”63
5.6. “Meus mamilos são muito compridos”65
5.7 “Meu filho se recusa a mamar”6
5.8. “Minha mama vaza leite”69
5.9. “Meu leite tem sangue”70

SUMÁRIO 5.1. “Minhas mamas estão muito cheias e doloridas”

LACTAÇÃO71
6.1. “Meu leite é pouco”71
quantidade suficiente73
6.3. Criança que não ganha peso adequadamente7
6.4. “Meu filho chora muito”83
6.5. “Preciso voltar a trabalhar”91
7. AMAMENTAÇÃO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS96
7.1. Gêmeos a termo96
7.2. Recém-nascidos (RN) de baixo peso - gêmeos ou não gêmeos98
7.3. Quantidade de leite que se deve dar com xícara ou sonda101
7.4. Apoio às mães de RN de baixo peso102
7.5. Lábio leporino ou fissura palatina103
7.6. Língua presa104

6. PROBLEMAS TARDIOS E MANUTENÇÃO DA 6.2. Como determinar se a criança está recebendo leite em 7.7 A criança com icterícia................................................................. 104

7.8. Alimentando a criança doente105
7.9. O seguimento da criança após uma doença107
8. O ALEITAMENTO MATERNO E A MÃE109
8.1. Quando a mãe está doente109
8.2. O aleitamento materno e a cesariana112
8.3. O aleitamento materno e a medicação da mãe112
8.4. O aleitamento materno e a relação sexual113
8.5. O aleitamento materno e o intervalo entre os partos114
8.6. O aleitamento materno e uma nova gestação117
8.7. O aleitamento materno e a menstruação118
9. SUPLEMENTOS E DESMAME119
9.1. O leite materno depois dos 6 meses de idade119
9.2. Quando começar outros alimentos119
9.3. Começando outros alimentos e água muito cedo123
9.4. Começando outros alimentos muito tarde125
9.5. Que alimentos usar128
9.6. Suspendendo o aleitamento materno129
10. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS131
10.1. Retirando leite por expressão manual131
10.2 Bombas para retirar leite136
10.3 A técnica da “garrafa quente”138
10.4 Alimentando a criança com xícara140
10.5. Aumentando a produção de leite142
10.6. O método da relactação144
10.7. Limpeza e esterilização dos instrumentos146
1. A CONSELHAMENTO147
1.1 A importância do apoio individual148
1.2. Preparo no pré-natal149
1.3. Depois do parto152
1.4. As semanas seguintes154
1.5. Conselhos gerais na Clínica157

SUMÁRIO 1.6. A mãe com problemas.................................................................. 159

COMUNIDADE165
12.1. Atitudes da comunidade em relação ao aleitamento materno165
12.2. Tornando os Serviços de Saúde mais atuantes167
12.3. Grupos de mulheres169
12.4. G rupos de mães170
12.5. Atingindo outros setores na comunidade171
12.6 Mídia e materiais de apoio174

12. PROMOVENDO O ALEITAMENTO MATERNO NA 12.7. Código de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno.. 177

Prefácio da primeira edição

Este manual foi escrito sob recomendação do Seminário Nacional sobre Práticas de Alimentação Infantil, realizada em Nyeri, no período de

12 a 15 de abril de 1983. Naquele seminário a atenção foi dirigida para as mudanças nas práticas de alimentação infantil ocorridas no Quênia. A maioria das mulheres ainda amamenta e mais de 90% iniciam a lactação.

Entretanto, um número crescente de mulheres muda para alimentação artificial após poucas semanas, dão mamadeiras ou usam algum suplemento, em adição ao aleitamento materno, a partir de idades muito precoces.

A vantagem do aleitamento materno exclusivo durante 4-6 meses tem sido amplamente promovida e, provavelmente, a maioria das pessoas reconhece que é a melhor maneira de alimentar crianças. Um recente e importante estudo sobre conhecimentos, atitudes e práticas de aleitamento materno entre auxiliares de saúde do Quênia mostrou que estes têm, geralmente, uma atitude positiva. No entanto, seus conhecimentos sobre os mecanismos da lactação, práticas e técnicas necessárias para ajudar as mães a ter sucesso, são limitados. Conseqüentemente, instituições de saúde exercem uma influência negativa sobre o aleitamento materno, porque continuam a utilizar práticas já ultrapassadas. Hoje, já se conhecem os fatores que influenciam as mães no modo de alimentar seus filhos e o seminário manifestou preocupação de que essas idéias não fossem utilizadas. Uma das causas reside no fato de que a informação não está escrita de modo acessível àqueles que delas necessitam.

Este manual foi elaborado como tentativa para solucionar esta dificuldade. Está baseado, parcialmente, no livro Breastfeeding in Practice, de Elizabeth Helsing e Felicity Savage King (OUP, 1982), que pode ser consultado para informações mais detalhadas. Está, também, profundamente sedimentado na experiência e publicações do Grupo de

Informações em Aleitamento Materno (BIG), de Nairobi. “Como ajudar as Mães a Amamentar” foi escrito para auxiliares de saúde do Quênia, e o grupo responsável por sua idealização e concretização espera que este manual preencha a maior parte das suas necessidades.

Nota das tradutoras

A elaboração desta tradução foi baseada no cuidado em tornar este livro uma fonte de consulta fácil, rápida e proveitosa. Cuidou-se em não exigir do leitor complicados exercícios mentais para compreender a matéria abordada. Para tanto, foi utilizado um estilo claro, direto, objetivo e conciso. Foram evitadas intercalações ou ordens inversas, através do uso de frases curtas. Períodos contendo no máximo duas a três linhas e parágrafos reduzidos foram construídos para facilitar a leitura. Assim como a autora, entendemos que, desse modo, todas as pessoas interessadas no assunto, especialmente os auxiliares de saúde, poderão ter acesso a esta obra. Evitando-se longas descrições, termos técnicos e detalhes, adotou-se como norma a ordem direta, por ser aquela que conduz o leitor, mais facilmente, à essência da matéria. A simplicidade do texto, que foge ao uso da voz passiva, de pronomes de caso oblíquo, e de rebuscamento vocabulares ou de sintaxe, teve como objetivo, tão somente, afastar a erudição e aproximar a presente obra do discurso direto. Fruto de um trabalho conjunto, esta tradução resultou de várias tentativas concomitantes, por parte de duas tradutoras. Embora alcançar a simplicidade tenha se tornado tarefa difícil em certos momentos, queremos salientar que nos consideramos altamente enriquecidas com esta experiência e, acima de tudo, gratificadas pela oportunidade de transporà língua portuguesa obra tão importante para os que se dedicam ao estímulo ao aleitamento materno. Esperamos, com isso, colaborar, como intermediários que somos, na transmissão fiel da matéria, sem perder de vista o universo do leitor e o objetivo da autora. Gostaríamos de agradecer à Organização Mundial de Saúde e ao

IBFAN-África cujo material tornou possível esta tradução e à Universidade Estadual de Londrina pelo suporte técnico.

Dra. Zuleika Thomson Profa.Orides Navarro Gordan

Introdução

1.1. Porque as mães precisam de ajuda

Pode-se ouvir dizer “Amamentar é natural – por que então a mãe precisaria de ajuda?”. Algumas mulheres têm sorte e conseguem amamentar seus filhos sem nenhuma dificuldade. Entretanto, outras realmente necessitam de ajuda no início – especialmente com o primeiro filho, e, particularmente, se forem muito jovens. Inúmeras mulheres precisam de apoio para continuar a amamentar, principalmente se trabalham fora, ou se a criança chora muito.

Um estudo recente no Quênia* mostrou que atualmente muitas mulheres usam alimentação artificial, de um tipo ou outro, precocemente. O alimento pode ser leite de vaca, leites artificiais, cereais diluídos, água com açúcar, ou, simplesmente, água. Esta prática é mais comum nas cidades, mas ocorre em algum grau por todo o Quênia. Em algumas áreas é tradicional a utilização precoce de suplementos, especialmente se a criança chora muito. A maioria das mulheres continua a amamentar parcialmente e isso deve prevenir alguns dos mais nocivos efeitos do aleitamento artificial.

Entretanto, a introdução precoce de suplementos é uma importante causa de diarréia e desmame. O resultado da disseminação do uso de suplementos sem supervisão é um número cada vez maior de mulheres que desmamam muito cedo.

Ao se perguntar às mães as causas do desmame ou o porquê da introdução precoce de suplementos as respostas são mais diversas como:

“Meu leite é pouco”, ou “A criança se recusou a sugar”. No entanto, embora

_ *M. VELDHUIS, J. K. NYMWAYA, M. W. KINYUA and A. A. J. JANSEN Knowledgem Attitudes and Pratices of Health Workers in Kenya with respect to Breast Feeding. Breast

Feeding Information Group, Nairobi, 1982.

elas próprias não saibam, essas não são as causas reais das dificuldades. As mulheres na realidade não têm falta de leite. Podem estar ansiosas e não confiantes de que o leite materno por si só seja suficiente para o seu filho. Talvez falte entusiasmo para realmente tentar. Algumas vezes, a criança não está sugando em boa posição.

As verdadeiras causas de suas dificuldades são: - falta de apoio de outras mulheres;

- falta de apoio dos Serviços de Saúde; - pressões da vida moderna em zona urbana.

Falta de apoio de outras mulheres

Nas sociedades tradicionais sempre existiram mulheres experientes próximo a uma jovem mãe para ajudar. Era sua própria mãe ou a mulher que ajudou a fazer o parto. Era alguém que ela conhecia e em quem confiava. Entretanto, nas sociedades modernas, especialmente nas cidades, com freqüência não há ajuda para as mães. Algumas, vezes a jovem mãe tem a sogra, a própria mãe ou amigas por perto. Mas essas pessoas estimulam o uso de alimentação artificial, especialmente se usaram leite artificial para seus próprios filhos.

Falta apoio dos Serviços de Saúde O parto no hospital pode ser mais seguro tanto para a mãe quanto para o recém-nascido em muitos sentidos. Mas, as rotinas hospitalares em muitas maternidades favorecem a introdução precoce de suplementos ou o desmame, tão logo a mãe volte para casa. Com freqüência os auxiliares de

Saúde nos Centros de Saúde ou em clínicas não sabem como orientar as mulheres sobre os problemas da amamentação.

Pressões da vida moderna em zona urbana

Há muitas pressões sobre as mulheres para que utilizem o leite artificial. Por exemplo: modismos; o que as vizinhas fazem; emprego remunerado; atitudes sociais que fazem com que as mulheres se sintam pouco à vontade para amamentar em público; propaganda de leites artificiais e a facilidade em comprar substitutos do leite materno.

1.2.A ajuda necessária para que as mães amamentem com sucesso

Conselhos práticos

A mulher, após o primeiro parto, pode estar insegura para amamentar. E a criança, embora possa sugar, talvez não consiga mamar em posição adequada. Tanto a mãe quanto o filho precisam de ajuda para aprender o que fazer. Mas ela precisa saber. Se a criança não pegar corretamente a mama, podem surgir vários tipos de problemas.

As mulheres também precisam de conselhos quanto ao número de mamadas e uso de outros alimentos ou líquidos; e problemas mais comuns, como, dor nos mamilos, dores nas mamas, pouco leite, muito leite, mamas

“vazando”, etc. Novas mães precisam de alguém que saiba realmente o que fazer.

Apoio psicológico

Para amamentar com sucesso a mulher precisa se sentir confiante. Isto significa que:

- ela precisa acreditar que pode amamentar; precisa saber que seu leite é tudo de que a criança necessita, e que suas mamas, qualquer que seja seu tamanho ou forma, produzirão leite adequado e em quantidade suficiente;

- precisa saber que mudanças vão ocorrer em seu corpo. Então, compreenderá que o que sente é normal.

Nas primeiras semanas após o parto, a mulher fica mais sensível e emotiva do que era antes. Isso aumenta sua capacidade de amar seu filho, mas também faz com que fique mais facilmente nervosa. Com freqüência tem muitas dúvidas sobre sua habilidade para cuidar da criança e facilmente segue conselhos de outras pessoas. Se há uma pequena dificuldade ou se alguém pergunta “Você tem certeza de que seu leite é suficiente?”, ela pode facilmente decidir abandonar o aleitamento materno. Uma jovem mãe necessita de uma pessoa experiente e dedicada para dar apoio e transmitir confiança. Precisa de alguém para cuidar dela com carinho e atenção nessa nova tarefa.

As mulheres da família

A própria mãe da nutriz ou outra parente próxima pode transmitir a confiança necessária. Caso não haja nenhum parente, outra pessoa deve dar o apoio. Se os parentes estimulam a mãe a usar leite artificial, ela precisa de ajuda para resistir.

O marido

Uma das melhores pessoas para auxiliar a nutriz é, sem dúvida, seu marido, se tiver disponibilidade. Ele pode ajudar de muitas maneiras. Pode dizer que quer que ela amamente e que sabe que o leite dela é o melhor alimento para a criança.

Figura 1. O marido pode encorajar sua mulher a amamentar 14

Grupos de mães

Outro apoio valioso para a nutriz é o de outras mulheres da comunidade, por exemplo, conselheiras de lactação ou grupos de mães ou amigas que amamentaram. Podem ser particularmente importantes para ajudar as mães a continuar amamentando após os primeiros meses.

Apoio dos auxiliares de Saúde

O apoio e o estímulo de auxiliares de Saúde são essenciais, especialmente para iniciar o aleitamento materno e para ajudar nos problemas precoces. Estão numa posição chave, tanto nas Maternidades quanto nos Centros de Saúde e Clínicas. Devem oferecer à nutriz orientação eficiente e atualizada, transmitida com simpatia e paciência. Devem assegurar a cada mãe que ela realmente pode amamentar (ver Cap. 1).

Auxiliares de Saúde que não agem dessa forma têm uma influência negativa na prática do aleitamento materno, podendo aumentar o desmame precoce. Todavia, aqueles que realmente dão às mães auxílio e apoio individual podem contribuir para o sucesso do aleitamento materno. Pesquisa recente sugere que este é um fator muito importante.

A produção de leite e como a criança suga

2.1.A anatomia da mama

A mama é formada em parte por tecido glandular e em parte por tecido conjuntivo e gordura. O tecido glandular produz o leite que posteriormente é conduzido ao mamilo através de pequenos canais ou dutos. Antes de atingir o mamilo, os dutos se tornam mais largos e formam os seios lactíferos, nos quais o leite é armazenado. Aproximadamente 10-20 dutos muito finos ligam os seios lactíferos ao exterior através da ponta do mamilo. O mamilo é muito sensível pois possui várias terminações nervosas. Isso é um importante fator para o desencadeamento dos reflexos que auxiliam a “descida” do leite. Ao redor do mamilo há um círculo de pele mais escura chamado de aréola. Na aréola há pequenas elevações. São glândulas que produzem um líquido oleoso. Esse líquido ajuda a manter a pele do mamilo macia e em boas condições. Logo abaixo da aréola estão os seios lactíferos.

2.2.A produção láctea: hormônios e reflexos

O leite materno é produzido pela ação de hormônios e reflexos. Durante a gravidez hormônios preparam o tecido glandular para a produção de leite. O tecido glandular se desenvolve mais e as mamas ficam maiores. Logo após o parto, os hormônios fazem com que a mama comece a produzir leite.

Figura 2. Anatomia da mama

Quando a criança começa a sugar, dois reflexos fazem o leite “descer” na quantidade e no momento certos. Deve-se utilizar todo o conhecimento sobre os reflexos na orientação das mães.

2.3Prolactina: o hormônio secretor de leite

A glândula pituitária, localizada na base do cérebro, produz um hormônio chamado prolactina. A prolactina estimula as células glandulares da mama a produzir o leite. Cada vez que a criança suga, estimula as terminações nervosas do mamilo.

Estes nervos levam o estímulo para a parte anterior da glândula pituitária que produz a prolactina. Esta, através da circulação sanguínea, atinge as mamas que produzem o leite. A prolactina atua depois que a criança mama e produz leite para a próxima mamada.

Figura 3. O reflexo da prolactina ou reflexo de produção 18

Essas etapas, desde a estimulação do mamilo até a secreção do leite, são chamadas reflexo de produção ou reflexos da prolactina.

A glândula pituitária produz mais prolactina durante a noite do que durante o dia. Portanto, o aleitamento materno à noite ajuda a manter uma boa produção de leite.

Oferta e procura

É muito importante entender o efeito da sucção na produção de leite. Quanto mais sucção, maior a quantidade de leite produzido. Se a criança pára completamente de sugar ou se nunca começa, as mamas param de produzir leite. Se a mulher tem gêmeos e ambos sugam, suas mamas produzirão a quantidade extra de leite de que as duas crianças precisam.

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