Apostila - Biologia Marinha - Universidade de Lisboa

Apostila - Biologia Marinha - Universidade de Lisboa

(Parte 1 de 6)

Pedro Miguel Alfaia Barcia Ré

Professor Associado com Agregação

Departamento de Zoologia e Antropologia Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 2001

ÍNDICE I- Algumas Características do Ambiente Marinho e Estuarino

1.1- Generalidades sobre o meio marinho

Alguns aspectos da história da oceanografia Primeiras explorações oceânicas A expedição do Challenger Trabalhos pioneiros de Carlos I e Príncipe Alberto de Mónaco Oceanografia moderna (o presente e o futuro)

1.2- Propriedades físicas e químicas da água

Salinidade Nutrientes Oxigénio dissolvido Concentração hidrog eniónica Temperatura (zonas biogeográficas) Noções de termoclina e picnoclina

1.3- Movimentos das massas de água

Movimentos periódicos e aperiódicos Marés Ondas e vagas Principais correntes marinhas Afloramento costeiro ou "upwelling" e suas consequências biológicas

1.4- Geografia e geomorfologia dos oceanos

Oceanos e mares (definição e classificação) Mares limítrofes, mediterrâneos, interiores e fechados Principais acidentes topográficos do fundo dos oceanos (curva hipsográfica ou hipsobatimétric a)

1.5- Subdivisões do meio marinho

Província nerítica e província oceânica Organismos pelágicos e bentónicos Domínios pelágico e bentónico Zonação vertical do domínio pelágico relativamente à penetração das radiações luminosas (zona eufótica, oligofótica e afótica) Zonação do domínio pelágico (comunidades pelágicas planctónicas e nectónicas) zona epipelágica, mesopelágica, batipelágica, abissopelágica e hadopelágica Zonação do domínio bentónico (sistema litoral e sistema profundo) Andares supralitoral, médiolitoral, infralitoral, circalitoral, batial, abissal e hadal

1.6- O meio estuarino

Definição de estuário Classificação dos estuários Estuários típicos ou normais (em cunha salina, altamente estratificados, parcialmente estratificados e verticalmente homogéneos) Estuários hipersalinos Estuários fechados Divisão dos estuários em função da salinidade das águas Classificação das águas salobras Organismos oligohalinos, verdadeiramente estuarinos, marinhos eurihalinos, marinhos estenohalinos e migradores Temperatura, marés e circulação das massas de água

1.7- Bibliografia

I- Ecologia do Plâncton

2.1- Definição e divisões do plâncton

Definição (plâncton, necton e micronecton) Organismos pelágicos e organismos bentónicos

2.2- Divisões do plâncton

Divisão do plâncton em função das suas dimensões Divisão do plâncton em função do biótopo (Haliplâncton e Limnoplâncton) Divisão do plâncton em função da distribuição vertical pleuston, neuston, plâncton eplipelágico, mesopelágico, batipelágico, abissopelágico, hadopelágico e epibentónico Divisão do plâncton em função da duração da vida planctónica (holoplâncton e meroplâncton) Divisão do plâncton em função da nutrição (fitoplâncton e zooplâncton)

2.3- Principais tipos de planctontes

Virioplâncton, bacterioplâncton, micoplâncton, fitoplâncton, protozooplâncton e metazooplâncton Constituição do bacterioplâncton (planctobactérias e epibactérias) Constituição do fitoplâncton Constituição do zooplâncton (formas holo- e meroplanctónicas)

2.4- Adaptações à vida no domínio pelágico

2.5- Métodos de amostragem e de estudo do plâncton

Estratégias de amostragem (colheitas qualitativas e quantitativas) Bacterioplâncton (garrafas de colheita de água) Fitoplâncton e microzooplâncton (Redes de plâncton e garrafas de colheita de água, bombas de filtração) Zooplâncton (Redes de plâncton) Tipos de redes de plâncton Amostragem quantitativa (evitamento, extrusão e colmatagem) Tipos de arrastos (trajectos verticais, horizontal e oblíquo) Fixação e conservação dos planctontes Tipos de fixadores e conservantes e anestesiantes Armazenagem Tratamento laborat orial Fraccionamento das amostras Tipos de fraccionadores (Folsom, Motoda, pipteta de Stempel) Triagem e enumeração dos planctontes Métodos utilizados no estudo quantitativo de amostras de fito- e zooplâncton Biomassa fitoplanctónica e zooplanctónica Identificação dos planctontes

2.6- Ecologia do fitoplâncton

Constituição Estudos quantitativos Biomassa Distribuiç ão vertica l Variações temporais (principais tipos de variações temporais de larga escala das populações fitoplanctónicas) Factores que regulam a biomassa fitoplanctónica Sucessão das populações fitoplanctónicas Variações espaciais Marés vermelhas

Produção primária (métodos de estudo)

2.7- Ecologia do zooplâncton

Constituição Ecossistema neustónico (euneuston, neuston facultativo e pseudoneuston) Estudos quantitativos Biomassa (métodos de estudo) Variações temporais Variações espaciais Migrações verticais nictemerais (principais modalidades) Nutrição e metabolismo Produção secundária

2.8- Ecologia do ictioplâncton

Constituição e um pouco de história Interesse do estudo do ictioplâncton Estudos quantitativos Variações esp acio-tem porais Migrações verticais nictemerais Ecologia alimentar Crescime nto Mortali dade Ecologia do ictioplâncton estuarino

2.9- Bibliografia I- Ecologia do Bentos

3.1- Definição e divisões do bentos

Zonação dos povoamentos bentónicos (sistemas de zonação propostos e critérios utilizados)

3.2- Algumas noções de ecologia marinha bentónica

Noção de biocenose/comunidade bentónica Comunidades/bió topo Noções de enclave, fácies, cintura, variações estacionais, estrato, modo, substrato Epibioses (epifauna e epiflora) Endobioses (endofauna e endoflora) Espécies características, acompanhantes e acidentais de uma comunidade Factores ecológicos (bióticos e abióticos) que condicionam a distribuição dos organismos bentónicos Factores abióticos (climáticos e edáficos) Factores bióticos

3.3- Organismos bentónicos

Generalidades Vegetais bentónicos Categorias taxonómicas (Algas, líquenes e angiospérmicas), ciclos biológicos, Dependência da luz (distribuição batimétrica), influência de alguns factores abióticos (temperatura, hidrodinamismo), exemplos Animais bentónicos Relação com o substrato (espécies sésseis, sedentárias, enraizadas, vágeis, escavadoras, perfuradoras, exemplos) Adaptações à vida bentónica (forma e dimensões, relação entre a superfície de fixação e a superfície total, consistência, formas enraizadas, mecanismos de escavação e de perfuração, mobilidade, exemplos)

Alimentação (micrófagos, suspensívoros, detritívoros, limnívoros, macrófagos, exemplos) Reprodução (desenvolvimento directo e indirecto, vida planctónica, fixação e distribuição, influência dos factores ambientais, exemplos)

3.4- Métodos de amostragem e de estudo do bentos Estratégias de amostragem e engenhos utilizados

3.5- Comunidades litorais

Povoamentos litorais de substratos rochosos (zonação, sistemas e critérios) Andares supra-, médio-, infra- e circalitoral (características, biocenoses, fácies, variações sazonais) Povoamentos litorais de substratos móveis (zonação) Andares supra-, médio-, infra- e circalitoral (características, biocenoses, fácies, variações sazonais)

3.6- Comunidades estuarinas e lagunares costeiras

Organismos estuarinos (composição florística e faunística) Adaptações dos organismos estuarinos (morfológicas, fisiológicas, comportam entais) Productividade, matéria orgânica e teias tróficas Principais comunidades

3.7- Comunidades tropicais

Recifes de coral (distribuição, estrutura, tipos e origem) Recifes em franja, em barreira e atois Composição faunística e florística (zonação) Recifes atlânticos e indo-pacíficos. Principais comunidades Producti vidade Alguns aspectos da biologia dos corais (nutrição, crescimento e calcificação, reprodução e recrutamento) Mangais (estrutura e adaptações, distribuição, organismos associados, sucessão e mortalidade)

(Parte 1 de 6)

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