Artigo de opinião - álcool

Artigo de opinião - álcool

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

PRODUÇÃO DE TEXTOS

PROFESSORA MARIA JÚLIA PADILHA MACAGNAN

Aluno: Renato Castro da Silveira

Estilo: artigo de opinião.

Excessos

O álcool, como todas as substâncias que causam alguma alteração nos sentidos daqueles que as ingerem, deve ser considerado uma droga, que muda drasticamente o humor e a percepção de seus consumidores. E no que diz respeito à influência do uso do álcool no aumento da criminalidade, podemos considerar diferentes fatores, entretanto não me resta dúvida de que, independentemente das causas, os efeitos são devastadores.

O que de comum vemos em todos os usuários dessa droga, em todos os níveis sócio-culturais onde notamos sua presença, sempre marcada pelo sofrimento dos que convivem com seus adeptos, é o usa dela como subterfúgio, uma “saída de emergência” para problemas cotidianos. Entretanto, a mesma porta utilizada como saída de emergência é por onde entra o vício, a dependência química ou psicológica, e com ala os problemas verdadeiramente difíceis de superar: doenças graves, demissões, queda de auto-estima, desarmonia nos lares entre tantas outras.

Agressão doméstica contra mulheres, brigas de bar e acidentes de trânsito são as doenças sociais mais comumente causadas pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas, que podem ser comparadas com as mazelas decorrentes da cirrose no organismo do usuário, com frequência são fatais, cada qual em suas dadas proporções.

De um modo geral, o álcool só traz benefício aos que o comercializam, e isso pode e deve ser relativizado, pois os gastos gerados aos cofres públicos, em virtude do consumo excessivo de álcool, também será pago pelos seus produtores, de forma que todo o sistema sai prejudicado. Devemos evoluir nos conceitos de liberdade que disseminamos, pois neste caso, por respeito à liberdade de alguns, toda a sociedade corre ricos e sofre com os efeitos colaterais causados pelo álcool.

O controle maciço dos locais de venda, como casas noturnas e bares, com leis que realmente se apliquem, por meio da fiscalização e punição, como por exemplo, a proibição da venda nesses locais após determinada hora. Podem ser formas de amenizar o problema, pois já é mais do que tempo de vermos que não se pode esperar das pessoas: consciência, autocontrole e respeito ao próximo.

Porto Alegre, 13 de setembro de 2010.

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