Case - Manual do Aluno - 2011

Case - Manual do Aluno - 2011

(Parte 1 de 2)

REGRAS PARA APLICAÇÃO DE “CASES”

Adaptação e Atualização: Prof.ª Doutora Ceres Murad

Revisão – Prof.ª Esp.: Marineis Merçon

Colaboração – Prof. MS. Davi Col Debella

MANUAL DO ALUNO

São Luís

2011

I. INTRODUÇÃO

O método de Case adotado pela UNDB está baseado na metodologia utilizada pela Harvard University e nas Teorias:

  • do Processo de Decisão Racional de Simon1;

  • da Argumentação, fundamentada na Retórica Aristotélica; e

  • do método 5W2H, ferramenta da qualidade.

O método de estudo de casos é baseado em estórias bem focalizadas, nascidas da realidade, que oferecem informação contextual, tais como: ambiente, personagens situações e detalhes específicos o suficiente para prover alguma orientação. Cases podem ser usados para ilustrar, remediar, praticar pensamento crítico, trabalhar em grupo, pesquisar e desenvolver habilidades comunicativas” (HERREID, C.).

a. Eficácia do Estudo de Caso

  • É uma das mais desafiantes, provocativas, exigentes e envolventes formas de aprender;

  • Oportuniza ao aluno conhecimentos, habilidades e confiança para enfrentar decisões difíceis;

  • É uma forma de ter o melhor de outras experiências como base da formação acadêmica, embora nada substitua a experiência;

  • Alimenta a classe com a energia do debate.

b. Habilidades Desenvolvidas no Aluno

  • Mover-se em meio a grandes volumes de informação para identificar problemas;

  • Buscar base teórica para fundamentar decisões ou pareceres;

  • Trabalhar contra o consenso e legitimar diferentes opiniões;

  • Usar instrumentos de análise;

  • Definir alternativas relevantes;

  • Decidir com base em suas análises;

  • Desenvolver planos para implementar decisões;

  • Expressar-se, de forma objetiva, oralmente ou por escrito e preparar relatórios;

  • Desenvolver espírito (senso) de equipe;

  • Desenvolver habilidades: conceitual (sistêmica), humana e técnica.

c. Interação com Outras Metodologias

  • O case pode ser utilizado paralelamente a outras metodologias, que o complementam ou dão maior ênfase a alguma de suas etapas:

  • Questionamento socrático;

  • Discussão dirigida;

  • Simpósios ou debates;

  • Audiências públicas ou experimentos;

  • Grupos de pesquisa;

  • Artigos formais;

  • Artigos de opinião (paper argumentativo).

d. Categorias e Tipos de Cases

QUANTO À TÉCNICA, segundo a Fifth Annual Conference on Case Study Teaching in Science University of Buffalo-SUNY, há duas categorias de cases, a saber:

1a. - ABERTOS OU FECHADOS: cases abertos são deixados à interpretação de cada um e podem ter várias respostas corretas e válidas, dependendo da adequação e dos fatos apresentados na análise do caso.  Cases fechados têm respostas ou processos específicos e corretos que devem ser seguidos na ordem para se chegar à análise correta. Exemplo: casos fechados - no campo médico por razões óbvias: a medicação correta deve ser administrada para aliviar determinados sintomas apresentados em um caso.

2a. - ANÁLISE OU DILEMA: cases de análise estão, em geral, relacionados ao “que aconteceu”.  Cases de dilema (cases de decisão ou solução de problemas) requerem que os alunos tomem uma decisão. Exemplo: em disciplinas, nas quais as estratégias dependem da orientação filosófica dos estudantes, sobre como interpretam os fatos: estratégias para tratar com um empregado descontente dependem do estilo de administração, tipo de negócio ou indústria.

  • Na abordagem analítica um caso resolvido é examinado para tentar compreender o que aconteceu e por que. Nesta abordagem, você não tenta desenvolver soluções, mas analisá-las. Podem ser casos de sucesso ou de fracasso. Um case de análise pode ser mais fácil de escrever, visto que você está apenas recontando fatos. Mas exige busca da teoria que os explica. Um case de dilema pode envolver múltiplas interpretações - baseadas na economia, na biologia, na sociologia e na ciência política. Mas exige escolher uma solução e fundamentar essa escolha.

  • Na abordagem resolução de problemas um caso é analisado para identificar os problemas principais, as causas, as soluções possíveis e, finalmente, elaborar uma recomendação a respeito da melhor solução.

“Bons casos retratam pessoas reais em momentos de decisão, diante da necessidade de agir e enfrentar as conseqüências” (BARNES Teaching and the case method - HBS).

Cases exercitam a arte de usar informação escassa para tomar decisões importantes e semi-permanentes, sob pressão do tempo.

Figura 1

CATEGORIAS DE CASE QUANTO À TÉCNICA

Figura 2

II. ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO CASE

DO ALUNO:

1. Preparação individual – Relatório Individual.

2. Discussão do Case:

– empequeno grupo.

– em grande grupo.

3. Relatório Final (do grupo – a critério do professor).

4. Avaliação:

– Relatórios (individual e grupo).

– Participação nas discussões.

– Prova (obrigatória).

DO PROFESSOR:

1. Preparação do case.

2. Discussão:

– incentivo à participação e à preparação das perguntas para o debate.

3. Avaliação:

– do aluno.

– do case.

– de si.

1ª ETAPA: ANÁLISE E PREPARAÇÃO INDIVIDUAL

LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES

O que se pretende nesta 1ª etapa é a analise pelo aluno individualmente de cada uma das fases do método, abaixo descritas, face ao case apresentado pelo professor, para elaborar rascunhos dos levantamentos e das informações colhidas, a fim de serem discutidas na 2ª etapa:

As fases a serem desenvolvidas pelo aluno na resolução de um case são as seguintes:

1. Sumário – (sinopse e suposições).

    • Breve resumo do caso – caracterização do protagonista (personagem), seu contexto, fatos e problemas que o envolvem.

    • Suposições pessoais sobre a questão.

2. Identificação e análise do(s) problema(s).

    • Definir o(s) problema(s) principal(is) e os secundários (aquelas questões não resolvidas ou dificuldades apresentadas objeto de discussão). Deverão ser analisados também neste item, quando possível, os ambientes interno e externo à organização. Na análise do ambiente interno da organização devem ser consideradas as forças e fraquezas detectadas (qualificações do pessoal, quadro de pessoal, tecnologias utilizadas, recursos etc.) e, no ambiente externo à organização as ameaças ou riscos (concorrência, competitividade, mercado em retração etc.) e oportunidades (ambiente propicio, novos negócios, mercado em expansão etc.) que podem interferir nos resultados da organização.

    • Buscar evidências (situações ou relatos que devem ser destacados) Deve ser considerada, ainda, se a evidência leva para uma análise confiável (verdadeira, correta) ou tendenciosa (duvidosa, falsa).

    • Integrar teoria às evidências do problema.

3. Indicação do problema principal.

    • Clara e concisa.

    • Certificar-se de que é realmente o problema principal.

    • Escalonar alternativas prioritárias de resolução (caso haja mais de uma). Identificar e selecionar as principais alternativas de ações disponíveis que servirão para construir proposições de ações e estratégias que poderão ser implementadas tendo por objetivo a tomada de decisão racional.

4. Alternativas de solução.

    • Usar criatividade, experiência e teoria para gerar alternativas de solução.

    • Avaliar a viabilidade de cada alternativa.

    • Considerar as limitações de implementação (financeiras, pessoais, éticas, legais, logísticas, de tempo, de informação etc.).

5. Decisão – Recomendação da alternativa escolhida.

    • Justificar a decisão (praticada ou indicada) fundamentando-a com base na teoria e exemplificando-a. Tal procedimento deverá permitir distinguir as ações e estratégias mais corretas, precisas e confiáveis daquelas que poderão ser incorretas, imprecisas e/ou tendenciosas.

6. Ação.

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