Enfermagem em Clínica Médica

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Enfermagem em Clínica Médica (Módulo II)

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Aula 01 – Aparelho Digestório
Estão classificadas nessa categoria as patologias que não envolvem tratamento cirúrgico. GASTRITE Inflamação da mucosa gástrica. Pode ser classificada em: Aguda: processo que varia em torno de três dias e o tratamento serão feitos nesse período, com orientação de dieta por um tempo mais prolongado. Em média a mucosa gástrica demora dez dias para recuperar-se. Crônica: ocorre um espessamento da mucosa gástrica e diminuição da quantidade e qualidade da secreção gástrica, provocando uma diminuição da função gástrica. Gastrite auto-imune: presença de auto-anticorpos para células parietais das glândulas gástricas. GASTRITE AGUDA Causas: Estresse; Erro alimentar; Fumo, drogas, álcool; Medicamentos. Sinais e Sintomas: Náuseas; Vômitos; Anorexia; Pirose; Eructação; Desconforto abdominal; Cefaléia; Mucosa gástrica hiperemiada. Tratamento: Correção de hábitos alimentares; Dieta fracionada; Medicamentos; Medidas de diminuição do estresse;

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GASTRITE CRÔNICA Causas: Uremia crônica; Úlceras; Cirrose hepática; Presença do microorganismo H.pylori. Sinais e Sintomas: Anorexia; Pirose; Náuseas; Vômitos matinais. Tratamento: Controle da acidez estomacal; Redução de estresse; Orientação nutricional; Medicamento. CUIDADOS DE ENFERMAGEM Verificar e observar aceitação alimentar; Observar e anotar queixas álgicas; Promover ambiente calmo e repousante; Observar sinais e sintomas de complicações: hematemese, melena, (rigidez abdominal). Exames complementares: Endoscopia digestiva alta

gastrite

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ÚLCERA GÁSTRICA Lesão (ferida) na mucosa do estômago, piloro ou duodeno causado por uma erosão em decorrência do aumento da produção de ácido e diminuição da resistência normal da mucosa. Fatores Predisponentes: Estresse; Fumo; Cafeína; Álcool; Erros alimentares; Susceptibilidade genética e individual; Medicamentos. Sinais e Sintomas: Epigastralgia; Náuseas; Vômitos; Pirose; Eructação; Anorexia; Hematemese; Melena; Dor abdominal em forma de crises. Tratamento: Repouso; Medidas para diminuir o estresse; Orientação nutricional; Medicamentos. CUIDADOS DE ENFERMAGEM: Observar e anotar eliminação intestinal (cor, odor, volume, coloração e aspecto); Observar e anotar aceitação de dieta; Observar e anotar evolução de sinais e sintomas; Promover ambiente calmo; Observar e anotar sinais de complicações (hemorragia, piora brusca da dor); Atenção para cuidados pré-operatórios de urgência.

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CONSTIPAÇÃO Ressecamento das fezes no intestino grosso associada à movimentos lentos, erro alimentar, pouca hidratação. Causas: Hábito intestinal irregular; Alguns medicamentos; Obstruções mecânicas; Abuso no uso de laxativo; Fatores psicológicos; Erro alimentar; Baixo volume de ingestão de líquidos. Sinais e Sintomas: Alteração na coloração das fezes; Alteração na consistência das fezes; Dificuldade de evacuar; Dor em região abdominal baixa; Dor em região anal. Tratamento: Correção de hábitos alimentares; Horários regulares para dieta; Exercício físico; Hidratação adequada: Medicamentos; Apoio psicológico. CUIDADOS DE ENFERMAGEM Observar e anotar aceitação alimentar Estimular hidratação Proporcionar condições favoráveis para a eliminação intestinal Estimular horário e periodicidade para evacuação Administrar medicamentos prescritos Estimular atividade física (deambulação)

DIARRÉIA Resulta em aumento dos movimentos peristálticos promovendo eliminação das fezes de maneira mais rápida, com aumento de sua fluidez e freqüência. Causas: Infecções no trato gastrointestinais Viroses

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Úlceras e/ ou irritação da mucosa intestinal Intoxicação alimentar Agentes químicos irritantes Uso de laxativo em quantidades errôneas Sinais e Sintomas: Hiperemia da mucosa intestinal Aumento da secreção pela mucosa intestinal Desidratação Fraqueza Cólicas abdominais Anorexia Sede Tenesmo Tratamento: Adequação alimentar Hidratação Medicamentos se necessário CUIDADOS DE ENFERMAGEM Estimular hidratação via oral Administrar administração parenteral, quando prescrito. Higiene rigorosa após eliminação intestinal Promover a manutenção da integridade cutâneo-mucosa, principalmente em região perianal Manter roupas de cama limpa Observar e anotar aceitação da dieta Manter repouso relativo Manter isolamento enteral, se necessário.

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Aula 02 – Aparelho Digestório
DOENÇA DE CROHN Doença inflamatória que acomete qualquer porção do intestino, com comprometimento de segmentos inflamados intercalado com porções de alça de aspecto normal, linfadenomegalia e espessamento do mensetério. Sinais e Sintomas: Dor abdominal com piora após refeições Diarréia crônica Emagrecimento Complicações ( perfuração de alça intestinal,abcessos, estenose, fístulas, etc.) Tratamento: Adequação de dieta Suplementação de vitaminas e ferro Cirurgia em caso de complicações CUIDADOS DE ENFERMAGEM Observar e anotar aceitação alimentar Observar e anotar aspecto de eliminação intestinal Controle de peso Observar e anotar sinais de complicações Observar sinais de hemorragia interna

CIRROSE HEPÁTICA Definição: É uma doença difusa do fígado, que altera as funções das suas células e dos sistemas de canais biliares. É o resultado de diversos processos, entre eles, morte celular e a produção de um tecido fibroso não funcionante, prejudicando a estrutura e função hepática. Causas: Alcoolismo Infecções causadas por vírus Esquistossomose Medicamentos Substâncias químicas Hepatite pelos vírus B e C

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Hepatite auto-imune Doenças genéticas Cirrose biliar Atresia biliar (RN) Sinais e Sintomas: Anorexia Náuseas Vômitos Hipertemia Flatulência Distúrbios intestinais Fraqueza e cansaço Perda de peso Alterações de sono Dores abdominais Crônica: Icterícia Ascite Hepatomegalia ou Atrofia hepática Melena Hematemese Anemia Fraqueza Encefalopatia Coma Perda de interesse sexual Aumento de mamas nos homens Aumento de baço Varizes de esôfago e estômago Edema em membros inferiores Desnutrição Escurecimento de pele Tratamento: Repouso Sintomático Anti-hemorrágico Adequação alimentar Medidas de conforto Medidas de contenção de hemorragia: balão Sengstaken-Blakemore Suspensão do agente agressor Transplante de fígado

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CUIDADOS DE ENFERMAGEM Proporcionar repouso relativo; Observar, comunicar e anotar nível de consciência; Aferir sinais vitais com ênfase em pressão arterial e pulso; Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar; Observar, comunicar e anotar sinais e sintomas; Controle de peso em jejum; Balanço hídrico; Medir circunferência abdominal; Observar, comunicar e anotar sinais de hemorragia; Observar, comunicar e anotar sinais de abstinência alcoólica.

PANCREATITE Definição: inflamação no pâncreas, podendo ser aguda ou crônica. O pâncreas é um órgão situado na cavidade abdominal, aproximadamente atrás do estômago. Apresenta várias funções, entre elas, produção de insulina e substâncias necessárias para a digestão de alimentos. Causas: Calculose biliar Alcoolismo Tumores Doenças auto-imune Viroses Certos medicamentos Infecções virais como caxumba Traumatismo grave abdominal Excesso de funcionamento da glândula paratireóide Excesso de triglicérides no sangue Má formação Sinais e Sintomas: Dor abdominal alta, com irradiação para a região dorsal; Náuseas; Vômitos. Diarréia com eliminação de gordura nas fezes Tratamento: Diminuição da atividade da glândula pancreática Sintomáticos Cirúrgico

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CUIDADOS DE ENFERMAGEM Observar, comunicar e anotar nível de consciência; Manter repouso relativo; Proporcionar medidas de conforto; Cuidados com nutrição parenteral, se necessário; Observar, comunicar e anotar aspecto e característica de eliminação intestinal; Cuidados dom sondagem nasogástrica, se necessário; Cuidados pré-operatórios, se necessário.

COLICISTITE Definição: inflamação da vesícula biliar e seus condutores, podendo ser aguda ou crônica. Causas: Hereditariedade Obesidade Calculose biliar Sinais e Sintomas: Dor em quadrante superior direito; Rigidez abdominal; Náuseas; Vômito; Icterícia; Acolia; Colúria; Intolerância a alimentos gordurosos. Tratamento: Proporcionar ambiente calmo e tranqüilo; Observar, comunicar e anotar aceitação de dieta; Observar, comunicar e anotar evolução de sinais e sintomas; Cuidados pré-operatórios, se necessário.

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Aula 03 – Aparelho Urinário
INFECÇÃO URINÁRIA Definição: é a presença de microorganismos em alguma parte do trato urinário. Causas: Contaminação por via ascendente Fatores Pré-disponentes: Obstrução urinária Corpos estranhos (sondas) Doenças neurológicas: bexiga neurogênica Fístulas genito-uirnário e do trato digestivo Doença sexualmente transmissíveis Infecções ginecológicas Higiene inadequada Sinais e Sintomas: Dor Ardência Dificuldade para urinar Urgência para urinar Micções freqüentes com volume diminuído Urina com alteração de coloração e odor Presença de muco na urina Hipertemia Tratamento: Hidratação Medicamento CUIDADOS DE ENFERMAGEM Emprego de técnica correta de sondagem vesical Administração de medicamentos Aferir sinais vitais com ênfase em temperatura Observar, comunicar e anotar características da urina. Orientação sobre higiene

GLOMERULONEFRITE DIFUSA AGUDA (nefrite) Definição:

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A nefrite é o resultado de um processo inflamatório difuso dos glomérulos renais tendo como base um fenômeno imunológico. O fenômeno imunológico responsável ocorre quando uma substância estranha (antígeno) entra na circulação e é levada aos setores de defesa do nosso organismo. O organismo para se defender produz um anticorpo. A reunião do complexo antígeno-anticorpo pode depositar-se nos tecidos, criando uma lesão inflamatória. Quando o tecido atingido for o glomérulo, a lesão denomina-se glomerulonefrite. Causas: Infecções de vias aéreas superiores mal curadas: faringites, amidalites, sinusites, etc. Certos medicamentos Sinais e Sintomas: Náuseas Vômitos Fadiga Cefaléia Dor lombar Oligúria Hematúria Edema facial Anasarca Hipertensão Tratamento: Adequação alimentar Medicamentos: antibióticos, hipotensores, diuréticos, etc. CUIDADOS DE ENFERMAGEM Repouso absoluto; Aferir sinais vitais: ênfase em pressão arterial; Balanço hídrico; Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar; Controlar peso em jejum; Observar, comunicar e anotar evolução de edema. PIELONEFRITE Definição: Infecção bacteriana que acomete a pelve renal, túbulos e tecido intersticial, atingindo um ou os dois rins. Pode ser aguda e crônica. Como agravamento pode levar a insuficiência renal, hipertensão e calculose renal. Causas: Refluxo uretrovesical Litíase renal Outras infecções.

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Sinais e Sintomas: Disúria Hipertemia Dor lombar Proteinúria Fadiga Cefaléia Anorexia Piúria Tratamento: Medicamentoso Hidratação oral ou endovenosa CUIDADOS DE ENFERMAGEM Estimular hidratação, anotar volume; Controle de diurese; Higiene íntima Aferir sinais vitais com ênfase em temperatura.

LITÍASE RENAL Definição: presença de cálculos ou cristais no sistema urinário, formados pela deposição de substâncias cristalinas ou depósitos granulosos. Fatores predisponentes: Infecções urinárias de repetição Obstrução e estase urinária Hipercalcemia Hipercalciúria Deficiência de vitamina A Hereditariedade Sinais e Sintomas Dor em região lombar com irradiação para a pelve Náuseas Vômitos Hematúria Disúria Piúria Polaciúria Hipertemia

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Tratamento Analgesia potente Hidratação Adequação alimentar Litotripsia Cirurgia CUIDADOS DE ENFERMAGEM Controle de diurese Estimular hidratação Proporcionar ambiente calmo e tranqüilo; Administração de analgésicos Manter acesso venoso permeável

cálculo no ureter INSUFICIÊNCIA RENAL Os rins apresentam as seguintes funções:

cálculo renal

Remover as substâncias indesejáveis do nosso corpo, filtrando uréia e ácido úrico; Reabsorver a albumina e sais desejáveis como sódio, potássio e cálcio; Excreção de substâncias desnecessárias como fósforo e hidrogênio; Secretar hormônios para o controle do volume, da pressão arterial, do cálcio e fósforo e da formação de hemáceas. A insuficiência renal é um diagnóstico que expressa uma perda maior ou menor da função renal. INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA A falta abrupta e intensa de água, a perda repentina de sangue ou plasma faz com que não haja uma formação de urina ou somente de pequena quantidade. Pode ocorrer também por ingestão de substâncias tóxicas e obstrução de vias urinárias. Sinais e Sintomas: Oligoanúria Náuseas e vômitos Tontura Cefaléia

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Letargia Convulsões Edema Hipertensão arterial Hálito urêmico Tratamento: Tratar o fator desencadeante Manutenção do estado geral Adequação de dieta Medicamentos Diálise CUIDADOS DE ENFERMAGEM Balanço hídrico Controle de peso Observar, comunicar e anotar presença de edema; Aferir sinais vitais com ênfase em pressão arterial Higiene oral Cuidados com métodos dialíticos, se necessário.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA Muitas doenças renais são progressivas. Quanto mais progridem a gravidade aumenta e os danos renais também. As lesões perturbam a funcionalidade do rim, provocando a insuficiência renal crônica. Causas: Obstrução do trato urinário Infecções Agentes nefrotóxicos Hipertensão arterial Doenças metabólicas Complicações de outras doenças renais Sinais e sintomas: Anorexia Náuseas Vômitos Hálito amoniacal Úlceras gastrointestinais Soluços Eructações Hipertensão Pericardite Irritabilidade

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Sonolência Convulsão Coma Anemia Manchas cutâneas Disfunção sexual Tratamento: Acompanhamento clínico Métodos dialíticos Transplante renal CUIDADOS DE ENFERMAGEM Depende do método dialítico Balanço hídrico Controle rigoroso de pressão arterial Controle de peso Medidas de conforto

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Aula 04 – Aparelho Endócrino
DIABETES MELLITUS Definição: Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação de insulina, que leva à sintomas agudos e complicações crônicas. O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas. Pode ser classificada em: Diabetes Mellitus tipo I: Ocasionada pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência total de insulina. Diabetes Mellitus tipo II: Provocada por um estado de resistência à ação da insulina associados a uma relativa deficiência de sua secreção. Outras formas de Diabetes Mellitus: Associado a desordem genética, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas. Diabetes gestacional: Doença diagnosticada na gravidez, sem aumento prévio da glicose. Sinais e Sintomas Sede excessiva Aumento do volume de urina Aumento do número de micções Surgimento do hábito de urinar a noite Fadiga Fraqueza Tontura Visão borrada Aumento de apetite Perda de peso Edema Proteinúria Lesões de difícil cicatrização Perda de sensibilidade periférica Fatores agravantes: Idade maior ou igual há 45 anos Histórico familiar de diabetes

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Sedentarismo Triglicérides elevados Hipertensão arterial Doença coronariana Diabetes gestacional prévio Nascimento de filhos com mais de 4kg Abortos de repetição Uso de medicamentos que aumentam a glicose Tratamento: Consiste em manter os níveis glicêmicos, tanto em jejum como pós-prandial, e controlar as alterações metabólicas. Adequação alimentar Atividade física Medicamentos Prevenir complicações CUIDADOS DE ENFERMAGEM Observar, comunicar e anotar valores de glicemia capilar Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar Estimular atividade física Cuidados de higiene rigorosos em membros inferiores Administrar medicamento Observar, comunicar e anotar sinais e sintomas de hipoglicemia e hiperglicemia Rodízio de lugar de aplicação de insulina Observar, comunicar e anotar presença de lesões cutâneas

HIPOGLICÊMIA Condição causada por baixos níveis de glicose no sangue. Causas: Deficiência alimentar Jejum prolongado Doses excessivas de insulina Exercício físico em excesso Vômitos, diarréias Sinais e Sintomas: Diplopia Fraqueza Sudorese Palidez Tremores Taquicardia Cefaléia

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Palpitação Rebaixamento de nível de consciência Tratamento: Adequação alimentar Administração de glicose oral ou endovenosa Correção da causa HIPERGLICEMIA Condição clínica causada pelo aumento de glicose no sangue. Causas: Excesso de ingestão alimentar Estresse Infecções Falta de insulina Sinais e Sintomas: Fadiga Mal estar Sede excessiva Alterações respiratórias Hálito cetônico Alteração do nível de consciência Tratamento: Administração de insulina Adequação alimentar Hidratação

glicosímetro

insulina

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Aula 05 - Aparelho Respiratório
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) Definição: É uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade de respiração. As doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns são: Bronquite crônica Enfisema pulmonar Asma brônquica Bronquiectasias Bronquite Crônica Está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos três meses, por dois anos consecutivos. Excluindo-se outras patologias como infecções respiratórias, tumores. O enfisema pulmonar ocorre quando muitos alvéolos estão destruídos e o restante fica com o funcionamento comprometido. Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, muitas vezes em decorrência de tabagismo de longa data. Causas: Tabagismo Exposição a poeira por muitos anos (mais de 30) Sinais e Sintomas: Tosse produtiva Encurtamento da respiração Chiado no peito Dispnéia aos esforços mínimos Alterações cardíacas Edema em membros inferiores. Tratamento: Parar de fumar Medicamentos (broncodilatadores) Oxigenoterapia Fisioterapia respiratória CUIDADOS DE ENFERMAGEM Aferir sinais vitais com ênfase em respiração Repouso relativo

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Auxílio para cuidados pessoais Cuidados com oxigenoterapia Administração de medicamentos Observar, comunicar e anotar a realização de exercícios respiratórios

ASMA BRÔNQUICA Definição: Doença caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas, provocando seu estreitamento, causando dificuldade respiratória. Esse estreitamento é reversível e pode ocorrer em virtude de vários fatores desencadeantes, diferentes de pessoa para pessoa e, na mesma pessoa em situações diferentes. Fatores desencadeantes: Alterações climáticas Poeira doméstica Mofo Pólen Cheiros fortes Pêlos de animais Gripes ou resfriados Fumaça Ingestão de determinados alimentos Ingestão de determinados medicamentos Sinais e Sintomas: Tosse produtiva ou não Falta de ar Chiado no peito (sibilância) Dor ou aperto no peito Tratamento: Procurar afastar agentes desencadeantes Broncodilatadores Antiinflamatório a base de corticóides ATELECTASIA PULMONAR Definição: É o colapso de parte ou de todo o pulmão, causado por um bloqueio na passagem de ar. Causas: Acúmulo de secreções pode impedir a passagem do ar, levando a um colapso parcial ou total da área pulmonar afetada; Algum objeto atinge o brônquio provocando interrupção na passagem de ar.

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Tumores pulmonares que façam pressão nos brônquios promovendo interrupção na passagem de ar; Paciente acamados por muito tempo ou após anestesia geral Sinais e Sintomas: Dependerá do tamanho da área atingida. Dor torácica Tosse Dificuldade em respirar Tratamento: Será baseado na causa da atelectasia. Medidas para expansão pulmonar Fisioterapia respiratória Aspiração de secreções Medicamentos Broncoscopia: retirada de objeto Complicações: Pneumonia PNEUMONIA Definição: Infecção que acomete um lobo pulmonar ou parte dele, caracterizada pela presença de exsudato. Causas: Bactérias, vírus, fungos Substâncias químicas na forma de pó Aspiração de secreção gástrica Imobilização prolongada Exposição ao frio intenso Exposição a umidade Baixa resistência Sinais e Sintomas: Hipertemia Dor torácica Dispnéia Cianose Sudorese Taquicardia Tosse produtiva Fadiga Mal estar geral

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Tratamento: Antibióticos Sintomáticos Fisioterapia respiratória Oxigenoterapia Hidratação CUIDADOS DE ENFERMAGEM Repouso relativo Manter ambiente arejado e tranqüilo Aferir sinais vitais Cuidados com oxigenoterapia Administrar medicamentos Mudança de decúbito Elevar a cabeceira do leito Auxiliar nos cuidados de higiene Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar e hidratação Proceder aspiração de vias aéreas

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Aula 06 – Aparelho Cardiovascular
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Definição: Alteração com elevação dos níveis de pressão arterial, mesmo em estado de repouso. Preocupante quando a diastólica está igual ou maior de 110mmHg. Patologia de início lento que poderá levar as várias complicações. Doença para a qual a cura é desconhecida, mas com bom prognóstico de manutenção. Causas: Aumento da resistência vascular Alterações hormonais Problemas renais Fatores emocionais Sinais e Sintomas: Cefaléia Tontura Alteração visual Náuseas Desconforto respiratório Elevação dos níveis pressóricos Tratamento: Adequação de dieta (hipossódica ou assódica) Medicamentos Controle da obesidade CUIDADOS DE ENFERMAGEM Aferir sinais vitais com ênfase em pressão arterial Controle de diurese Observar, comunicar e anotar nível de consciência Manter ambiente calmo e arejado Observar, comunicar e anotar aceitação de dieta Administrar medicamento Ajustar horário de medicamento para evitar nictúria Orientação sobre cuidados com hipertensão

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EDEMA AGUDO DE PULMÃO Definição: é o acúmulo anormal de líquidos nos alvéolos pulmonares, impedindo a troca gasosa e como conseqüência retenção de sangue nos vasos pulmonares. Causas: Cardiopatologias Complicações pulmonares Processos inflamatórios Falência renal Toxemia Sinais e Sintomas: Agitação Ansiedade Dispnéia Sudorese fria Palidez cutânea Cianose Respiração ruidosa Tosse de início seca e depois produtiva Expectoração espumosa de coloração rósea Confusão mental Coma Tratamento: Manter decúbito elevado Oxigenoterapia Medicamento: diurético, broncodilatadores Restrição hídrica CUIDADOS DE ENFERMAGEM Manter decúbito elevado Aferir rigorosamente sinais vitais Observar, comunicar e anotar alterações respiratórias Balanço hídrico Observar, comunicar e anotar nível de consciência Administrar medicamentos Cuidados com oxigenoterapia Manter material para atendimento de urgência

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INSUFICIÊNCIA CARDÏACA CONGESTIVA Definição: Doença caracterizada pela incapacidade do coração em bombear sangue na quantidade suficiente para suprir o organismo. Causas: Hipertensão arterial Insuficiência coronariana Valvulopatias Miocardiopatias Arritmias Doenças pulmonares Alterações renais Sinais e Sintomas: Edema de membros inferiores Dispnéia aos mínimos esforços Agitação Tosse seca Taquicardia Insônia Tratamento: Medicamentos Repouso CUIDADOS DE ENFERMAGEM Aferir sinais vitais Controle de balanço hídrico Manter decúbito elevado Manter ambiente calmo e arejado Observar, comunicar e anotar perfusão periférica Realizar mudança de decúbito Observar, comunicar e anotar presença de edema Administrar medicamentos Auxiliar nos cuidados de higiene Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar

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Aula 07 - Aparelho Cardiovascular
INFARTO AGUDO DOMIOCÁRDIO Definição: Lesão no músculo cardíaco com presença de necrose causada por obstrução de uma ou mais artérias coronarianas, prejudicando a irrigação sangüínea do coração. Causas: Doenças aterosclerótica Hipertensão arterial Embolia Erro alimentar Sedentarismo Hereditariedade Estresse Tabagismo Colesterol elevado Obesidade Diabetes Sinais e Sintomas: Dor precordial com ou sem irradiação para membro superior esquerdo Náuseas Vômitos Sudorese Taquicardia Alteração respiratória Alterações eletrocardiógrafas Alterações de enzimas cardíacas Tratamento: Situação de urgência Medicamento trombolítico Oxigenoterapia Repouso Angioplastia Cirurgia Medicamento antiagregador plaquetário CUIDADOS DE ENFERMAGEM Manter repouso absoluto Promover ambiente tranqüilo e arejado Cuidados com oxigenoterapia Aferir rigorosamente sinais vitais

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Observar, comunicar e anotar perfusão periférica Manter acesso venoso calibroso e pérvio Controlar balanço hídrico Instalar monitor cardíaco e oxímetro de pulso Administrar analgésico e observar, comunicar e anotar evolução da dor Observar, comunicar e anotar nível de consciência Auxiliar nos cuidados de higiene Auxiliar nos cuidados de alimentação Auxiliar nos cuidados de eliminações fisiológicas Observar, comunicar e anotar aceitação de dieta

arteriosclerose

infarto

infarto

arteriosclerose

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ARRITMIAS Definição: As arritmias são alterações no ritmo normal do coração. As arritmias podem ser assintomáticas ou sintomáticas, dependendo da intensidade e condições clínicas do portador. Entre as arritmias podemos citar: Taquicardia: ocorre quando o batimento cardíaco, em um adulto, supera 100 bat/min. Em situações de atividade física o valor eleva-se temporariamente. Alterações patológicas ocorrem em repouso, ou não voltam ao normal ao término da atividade física. Bradicardia: é quando a freqüência cardíaca for inferior a 60 bat/min. Fibrilação: existe a auricular e a ventricular. Na fibrilação auricular a freqüência pode atingir até 600 bat/min. Como somente alguns impulsos chegarão ao ventrículo, essa arrtimia pode não ser fatal. No caso de fibrilação ventricular os batimentos não se elevam a esse ponto, pois seria incompatível com a vida. A fibrilação ventricular será tolerada por pouco tempo. Flutter auricular: o foco ectópico pode elevar a freqüência entre 250 e 350 bat/min. Somente um a cada três impulsos chega ao ventrículo. Palpitções: a pessoa sente o batimento cardíaco no peito ou no pescoço. Parada cardíaca: quando os impulsos para contração param.

bradicardia

taquicardia

fibrilação

flutter

sem atividade elétrica PCR

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Enfermagem

Aula 08 - Aparelho Neurológico
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL AVC Definição: condição de perda súbita das funções cerebrais em decorrência da falta de oxigênio, por interrupção do fluxo sangüíneo. Tipos: Acidente Vascular Cerebral Isquêmico – AVCI Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico – AVCH Ataque Isquêmico Transitório – ATI Fatores de risco: Hipertensão arterial Cardiopatia: insuficiência coronariana, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial, etc. Obesidade Sedentarismo Tabagismo Estresse Sinais e Sintomas: Vertigem Cefaléia Síncope Turvação da visão Alterações respiratórias Paresia Plegia Afasia Ataxia Torpor Coma Edema cerebral Desvio de rima Tratamento: Definir através de exames qual o tipo de acidente vascular ocorreu, para melhor direcionar o tratamento. A extensão da lesão também influenciará no tratamento proposto. Oxigenoterapia Medicação Repouso Fisioterapia Adequação alimentar

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CUIDADOS DE ENFERMAGEM Proporcionar ambiente calmo e tranqüilo Monitorização cardíaca de oxímetro de pulso Monitorização de pressão arterial Aferir sinais vitais com maior ferqüência Balanço hídrico Observar, comunicar e anotar nível de consciência Observar, comunicar e anotar queixas álgicas Realizar mudança de decúbito Auxiliar nos cuidados de higiene Auxiliar na alimentação Estimular fisioterapia Administrar medicamentos

AVC hemorrágico

CONVULSÃO São distúrbios elétricos cerebrais que causam perda da consciência, fortes contrações musculares involuntárias e desordenadas em todo o corpo. Causas: Epilepsia Trauma de crânio Febre alta Drogas Tumores cerebrais Choque elétrico etc.

Sinais e Sintomas: Queda ao chão inconsciente Salivação abundante Contrações musculares Perda de urina Respiração ruidosa Cuidados de Enfermagem

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Manter o paciente longe de móveis e objetos Desobstruir vias aéreas superiores Lateralizar a cabeça Não tentar conter as contrações musculares Administrar medicação durante ou após a crise Após a crise Manter o paciente confortável Aferir sinais vitais Observar presença de lesões e fraturas Auxiliar cuidados de higiene Monitorar avaliação neurológica Administrar medicamentos Preparar o paciente para exames ou cirurgias

convulsão

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Aula 09 - Laboratório
Tópicos a serem abordados: Escala de glasgow Exercícios respiratórios Mudança de decúbito Transporte de paciente Oxigenoterapia Sinais vitais Atendimento em crise convulsiva

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