SUMÁRIO

1 - AS OFERTAS DO POVO
1.1 - A ORDEM DAS TRIBOS NO CAMPAMENTO
1.2 - CORTINAS, AS COLUNAS E A ENTRADA DO TABERNÁCULO
1.3. AS TÁBUAS
1.4 - A COBERTURA
2 - O PÁTIO DO TABERNÁCULO
2.1 – O ALTAR DO HOLOCAUSTO
2.2 - A PIA DE BRONZE
3 - O LUGAR SANTO DO TABERNÁCULO
3.1 – A MESA DOS PÃES
3.2 - O CASTIÇAL
3.3- O INCENSÁRIO
4. - O LUGAR SANTÍSSIMO DO TABERNÁCULO
4.1 – A ARCA DA ALIANÇA
4.2 - O SEU CONTEÚDO
4.3 – O PROPICIATÓRIO

BIBLIOGRAFIA

1 - AS OFERTAS DO POVO

Êxodo 25.2-7 - “Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada. (v.3) E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, prata, bronze, (v.4) estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, (v.5) peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de acácia, (v.6) azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático, (v.7) pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral. (v.8) E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles”

Deus revelou a Moisés que pretendia construir um santuário para que pudesse habitar no meio do povo. Mas precisava de materiais para essa construção. E manda Moisés pedir ao povo ofertas para a construção. As ofertas dadas pelo povo de Israel foram tão abundantes que os artífices interromperam seu trabalho para dizer a Moisés :

Êxodo 23.5-7 - “e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. (v.6) Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais. (v.7) Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda sobejava.”

Isso nos traz uma grande lição. O povo deu com espontaneidade toda oferta que tinha. Israel se encontrava em um momento delicado pois havia recém saído do Egito, e tudo que pudessem economizar seria útil pelo caminho até a terra prometida. Mas Israel naquele momento tinha seu coração voltado para o Senhor e não pensou que lhe podia faltar. Mostrou obediência e devoção. Muitas vezes nós somos enganados por Satanás e retemos a oferta que Deus nos pede com medo que nos falte.
Mas para Israel até Pão caiu do céu e água saiu da rocha.

1.1 - A ORDEM DAS TRIBOS NO ACAMPAMENTO

O tabernáculo foi projetado para ser desmontável, foi projetado para acompanhar Israel por onde quer que fosse. Para esse trabalho Deus incubou os filhos de Levi, Gérson, Coate e Merari. Os levitas ficariam responsáveis pelo trabalho no tabernáculo. As famílias de Gérson (Gersonitas) acampavam-se ao Oeste e cuidavam do exterior do tabernáculo e serviam como vigias. As famílias de Coate (Coatitas) acampavam-se ao Sul e eram responsáveis pela Arca da Aliança, a Mesa dos Pães, O candelabro (Candeeiro), os altares e todos os vasos e utensílios sagrados. As famílias de Merari (Meraritas) acampavam-se ao Norte e eram responsáveis pela conservação e transporte das tábuas, das travessas, das colunas, das cordas, das estacas e das bases. O restante das tribos de Israel se acampavam ao redor do tabernáculo nessa ordem :
A porta do tabernáculo olhava sempre para o Oriente, ou seja, para o lugar do nascimento do sol. Isso aponta para Jesus. SegundO o profeta Malaquias :Ml 4.2 - “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da est em Apocalipse, onde Jesus é apresentado como Leão da Tribo de Judá.


1.2 - CORTINAS, AS COLUNAS E A ENTRADA DO TABERNÁCULO

Até aqui vimos como os materiais para a construção do tabernáculo foram adquiridos, quem eram os responsáveis por seu transporte e também vimos a ordem das tribos ao redor do tabernáculo.
Vamos agora estudar detalhes externos da construção do tabernáculo. Mais adiante vamos estudar outras partes do tabernáculo e outros materiais.

A) CORTINAS - O tabernáculo estava separado de Israel por meio de um cortinado de linha branco de dois metros e meio de altura, sustentado por 60 colunas de bronze. No seu interior se encontrava as demais peças e divisões.
As cortinas do tabernáculo falam da santidade. Dentro das cortinas tudo era Santo, o impuro tinha que ficar do lado de fora. Por serem de linho fino as cortinas falam da santidade de Deus. No livro da Habacuque encontramos a seguinte passagem :

Hc 1.13 - “Tu que és tão puro de olhos que não podes ver o mal...”

O pecador (impuro) tem que ficar separado de Deus.

B) AS COLUNAS - Mas como poderia habitar um Deus Santo no meio de um povo pecador. A resposta está nos sacrifícios que veremos adiante, vejamos agora a simbologia dos metais também presentes nas colunas das cortinas.
As 60 colunas e suas bases eram feitas de bronze, esse metal indica o julgamento do pecado. Deus só podia habitar no meio do povo mediante o julgamento dos nossos pecados em Cristo, que se fez pecado por nós. Todos os vasos e até os pregos eram de bronze.
A prata estava presente nos ganchos nos quais eram penduradas as cortinas, bem como as faixas, ou capitéis, que adornavam o cortinado. A prata está presente também em outras partes do tabernáculo que veremos adiante. A prata fala da redenção. Sem a prata as cortinas perdem seus capitéis e seus ganchos caindo então por terra. Sem a obra redentora de Cristo o homem não pode entrar no reino dos céus, Cristo é que ergue o homem e leva até Deus.

C) ENTRADA DO TABERNÁCULO - O tabernáculo, como figura de nossa comunhão com Deus, possuía apenas uma entrada descrita assim na Bíblia :

Êxodo 27.16 - “Também à porta do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e quatro as bases destas.”

A palavra de Deus também faz alusão de Jesus como porta, vejamos :

Jo 10.9 - “Eu sou a porta...” (Jesus não é uma porta qualquer, mas a porta, a única porta, ele é a única entrada).
Jo 14.6 - “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”

Jesus como único mediador entre Deus e o homem, está representado pelas quatro colunas e pelos quatro véus. Essas colunas aqui mencionadas são as da entrada do tabernáculo, fazem parte das 60 colunas do cortinado, mas possuem quatro véus com diferente cores.
As colunas por serem quatro indicam que a salvação é para todos que crêem, pois o número quatro está relacionado com plenitude da terra.

Mt 4.31 - “E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.”

As cores dos quatro véus da entrada do tabernáculo indicam os quatro aspectos do caráter de Jesus, tal como anunciado no Novo Testamento pelos quatro evangelistas. Vejamos :

A) A PÚRPURA - A púrpura é relacionada com a realeza, essa cor fala de Jesus como Rei.

Zc 9.9 - “ Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta.”

Este cor aponta para o Evangelho de são Mateus que é o Evangelho do Rei. Mateus usa 14 vezes a expressão “filho de Davi” provando sua ascendência real.

B) O CARMESIM - O carmesim fala do sacrifício, fala de sangue. Fala de Jesus como servo sofredor. Este é o Evangelho de Marcos. Um servo não precisa de genealogia, Marcos não a registra.

Is 42.1 - “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele. ele trará justiça às nações.”

C) O LINHO BRANCO - Seguindo a ordem dos evangelho, o linho branco é Lucas que enfatiza a pureza de Jesus como filho do homem, o homem perfeito.

Zc 6.12 - “...Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do Senhor.”

D) O AZUL - Azul fala das coisas celestes, apontando para o céu de onde Jesus veio e para onde voltou. João no seu Evangelho indica a divindade de Jesus. Por 35 vezes Jesus no Evangelho de João se refere a deus como “Pai”. Por 25 vezes ele diz, “Em verdade, em verdade”, indicando sua autoridade divina.

Is 49.9 - “...Eis aqui está o vosso Deus.”

Cores dos Véus
Evangelhos
Caráter de Jesus
Para que povo foi escrito
Púrpura
Mateus
Jesus é Rei.

Este Evangelho foi escrito para os Judeus, para que cressem que Jesus era o Messias prometido que veria da raiz de Davi.
Carmesim
Marcos
Jesus é Servo.

Este Evangelho foi escrito para os Romanos. Jesus é apresentado como servo por causa do domínio Romano que não admitiria um Rei entre os Judeus que fosse maior que os imperadores Romanos.
Linho Branco
Lucas
Jesus é Homem.

Este Evangelho foi escrito para os Gregos, que eram filósofos e muito sábios e estavam em busca do homem perfeito.
Azul
João
Jesus é Deus.

Este foi escrito para a Igreja, apresenta Jesus como o Filho de Deus.

1.3. AS TÁBUAS

Ainda na forma de madeira as tábuas vieram do deserto. Cada tábua representa um cristão. As tábuas eram feitas de madeira de acácia, que era um arbusto do deserto, cheio de galhos, espinhos e nós. Madeira de péssima qualidade para se trabalhar, uma virtude a acácia tinha que era a sua resistência. A madeira representa a parte humana. As acácias foram cortadas do deserto por Bezaleel e foram trabalhadas por ele para que ficassem retas. Depois de tombadas, podadas e lixadas as tábuas serviriam para o tabernáculo. Serviriam para guardar o lugar Santo e o lugar Santíssimo. Mas o que isso significa ?
O Deserto é o mundo de onde nós somos tirados. Somos cortados pela espada do espírito, nas mãos de Bezaleel que é um tipo do Espírito Santo. Depois de cortados somos tombados pelo o arrependimento e trazidos para a casa de Deus e somos feitos templo de Deus.
Estas tábuas depois de serem trazidas para o templo eram revestidas de ouro. O ouro fala da Glória de Deus. Nenhuma tábua em seu estado natural pode ser revestida de ouro, é necessário antes morrer para o pecado, ou seja deixar as raízes no deserto. Se quisermos esse glorioso revestimento, devemos nos entregar inteiramente nas mãos do divino carpinteiro. Isso resultará sofrimento, mas vale a pena ser revestido de ouro.
As bases destas tábuas eram de prata. Como já vimos a prata representa a redenção de Cristo. As tábuas (Que somos nós) estavam separadas da terra pela prata.
Somos separados do mundo pela redenção de Cristo. Todas as tábuas estão separadas da terra pela prata. Só assim as tábuas poderiam receber o ouro. As tábuas eram mantidas em pé por travessas de acácia revestidas de ouro. Percebendo a sua função vemos que simboliza os ministérios, dados à Igreja para a sua edificação.

Ef 4.11-13 - “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, (v.12) tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; (v.13) até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.”

Cada crente no seu Santuário é um ministro do Senhor, capacitado com o poder do Espírito Santo para o trabalho de Deus.

1.4 - A COBERTURA

Êxodo 26.7-14 - “Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o tabernáculo; onze destas cortinas farás. (v.8) O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura de cada cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma medida.(v.9) E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da tenda.(v.10) E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo. (v.11) Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.(v.12) E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo.(v.13) E o côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas da tenda, penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo.(v.14) Farás também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de golfinhos. (v.15) Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais serão colocadas verticalmente.”

Vamos seguir a ordem do exterior para o interior, assim temos as seguintes coberturas :

PELES DE GOLFINHO - As peles de golfinho eram rústicas, retinham poeira do deserto e eram simples não contendo nenhuma beleza. Quem olha-se o tabernáculo do lado de fora nada de extraordinário veria. O profeta de Isaías indica a pessoa de Jesus segundo essa primeira cobertura :

Is 53.2 - “Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos”.

Isso não quer dizer que Jesus não tem beleza, isso quer dizer que quem olha Jesus sem conhecê-lo realmente nada encontram de extraordinário. Somente o cristão verdadeiro pode exclamar :

Jo 1.14 - “Vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”

B) PELES DE CARNEIRO TINGIDAS DE VERMELHO - Essa cobertura simboliza o sacrifício de Jesus, pois como já vimos o vermelho tipifica o sangue de Cristo que foi dado em favor da humanidade.

Jo 1.29 - “... o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”

C)PELES DE CABRA - Essa terceira cobertura indica a pureza da justiça de Cristo. Jesus viveu uma vida Santa, sem pecado e por isso ele podia perguntar .

Jo 8.46 - “Quem dentre vós me convence de pecado ?”

D) O LINHO BRANCO - Esta última cobertura indica novamente o caráter de Jesus. Esta cobertura tinha bordados em azul que indica a natureza celestial de Jesus Cristo.

Jo 14.1-3 - “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
(v.2) Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. (v.3) E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

2 - O PÁTIO DO TABERNÁCULO

Êxodo 27.9 - “Farás também o átrio do tabernáculo. No lado que dá para o sul o átrio terá cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento”
Êxodo 27.12-13 - “E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases destas. (v.13) Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o nascente será de cinqüenta côvados.”

Vamos estudar agora as divisões e as peças do tabernáculo. Começando pelo Pátio rumando para interior do tabernáculo. O pátio do tabernáculo (que em algumas versões é chamado de Átrio do Senhor) media vinte e dois metro de largura por quarenta e cinco metros de comprimento. O altar do holocausto e a pia de bronze, como as únicas peças do pátio do tabernáculo, relacionam-se de perto com as duas primeiras experiências do crente. Já estudamos as cortinas, as colunas, as tábuas, suas bases e sua cobertura e a entrada do tabernáculo. Agora, ao passarmos o primeiro véu da entrada se deparamos com o grande altar de bronze.
2.1 - O ALTAR DE BRONZE
(ALTAR DO HOLOCAUSTO)

Êxodo 27.1- 9 - “Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o comprimento, de cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e de três côvados a altura. (v.2) E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze. (v.3) Far-lhe-ás também os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as pás, e as bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios farás de bronze. (v.4) Far-lhe-ás também um crivo de bronze em forma de rede, e farás para esta rede quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos, (v.5) e a porás em baixo da borda em volta do altar, de maneira que a rede chegue até o meio do altar. (v.6) Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze. (v.7) Os varais serão metidos nas argolas, e estarão de um e de outro lado do altar, quando for levado. (v.8) Ôco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.

O altar do Holocausto media cerca de dois metros e meio de cada lado por um metro e meio de altura. Era grande o suficiente para a queima de animais de grande porte como um novilho.
O altar de bronze é a primeira peça do tabernáculo a partir da entrada, peça pela qual temos que passar, pois a nossa redenção foi efetuada na cruz. Este era o lugar onde os animais eram imolados em sacrifico para fazer a expiação dos pecados e alcançar o perdão de Deus. O altar possuía um chifre em cada canto, e esses chifres, ou pontas, eram aspergidos pelo sacerdote.

Lv 4.30 - “Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do altar”
Lv 8.15 - “e, depois de imolar o novilho, Moisés tomou o sangue, e pôs dele com o dedo sobre as pontas do altar em redor, e purificou o altar; depois derramou o resto do sangue à base do altar, e o santificou, para fazer expiação por ele.”

Isto salienta que o pecado é digno de morte, mas que Deus aceita sangue inocente em favor do pecador. Uma clara lição do poder que há no precioso e imaculado sangue de Jesus. Da mesma forma como o sacerdote derramava o sangue na base do altar, Jesus Cristo, como perfeita oferta pelo pecado, derramou sua lama na morte.

IS 53.12 - “...porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.”

O altar de Bronze era oco e isso para permitir a circulação do ar e o fogo aceso até a consumação da vítima. As cinzas se acumulavam no interior do altar, então o sacerdote, depois de mudar suas vestes, levava as cinzas para um lugar limpo, fora do arraial. O corpo do Senhor Jesus, representado pelas cinzas, foi posto em um Sepulcro novo, fora dos muros de Jerusalém.
O altar era de acácia revestido de bronze. A acácia como já vimos representa o homem e o bronze representa o julgamento do pecado. Isso quer dizer que o homem (acácia) está revestido pelo julgamento divino que se deu pelo sacrifício supremo ministrado por Jesus. Jesus livrou a humanidade do pecado, se fazendo pecado por nós.

2.2 - A PIA DE BRONZE
(LAVATÓRIO)

Êxodo 30.18-19 - “Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatório; e a porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água, (v.19) com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés”

A pia de Bronze em algumas versões bíblicas é chamada de lavatório, ou até pia de cobre. O cobre indica o bronze nas versões mais atualizadas e é esta que adotamos nesta apostila.
A santificação deve ser uma experiência constante em nossa vida. A bíblia nos manda seguir a santificação.

I Pe 1.15 - “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento”

Jesus disse que os discípulos estavam limpos pela palavra que ele lhes havia falado.

Jo 15.3 - “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”

No Evangelho de João capítulo 3 Jesus também evidencia que quem não é nascido pela água (palavra de Deus) não é digno de entrar no reino dos céus.

Jo 3.5 - “... aquele que não nasce da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus”.

Então é necessária a nossa purificação diária pela palavra de Deus pois vivemos num mundo impuro, assim como Arão se santificava com a água da bacia.

3 - O LUGAR SANTO DO TABERNÁCULO

Estudaremos agora o simbolismo do tabernáculo propriamente dito, ou seja, a parte coberta também chamada de tenda da congregação. Este lugar estava dividido em duas partes : O lugar Santo e o lugar santíssimo. Essa duas divisões ocupavam uma área de 13,71 metros de comprimento por 4,57 de largura.
Como uma figura da Igreja o Tabernáculo no seu todo indica o caminho que temos de seguir em direção ao lugar Santíssimo. Graças a obra realizada por Cristo no Calvário, o caminho para a presença de Deus foi aberto pelo derramamento do sangue inocente de Jesus.
Já falamos das tábuas, suas bases e sua cobertura. Também falamos dos véus que tinham as cores azul, púrpura, carmesim e linha branco. Estes véus com estas ordens de cores são sempre os mesmos, tanto no porta que levava ao Pátio, como na porta que levava ao Lugar Santo como também na divisão entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.
Os véus que separavam o Pátio do Lugar Santo eram suspensos por colchetes de ouro, por sua vez apoiados em cinco colunas revestidas de ouro e firmadas em bases de bronze. O número (5) cinco, que também aparece nas medidas do tabernáculo, indica especialmente capacidade e responsabilidade.

Mt 25.2 - “Cinco delas eram insensatas, e cinco prudentes”
Lc 16.28 - “porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento”

Os crentes, antes de entrar no santuário, precisa passar pelo altar de bronze e pela pia de Bronze, ou seja precisa nascer denovo e crescendo em santidade. Tendo assim deixado o pátio para trás e se preparando para entrar no segundo véu. Aquele que transpões o segu o possuís três peças que também nos traz alguma lição.
3.1 - A MESA DOS PÃES DA PROPOSIÇÃO

Êxodo 25.23-30 - “Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio; (v.24) cobri-la-ás de ouro puro, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor. (v.25) Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor na guarnição farás uma moldura de ouro.(v.26) Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro pés.(v.27) Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa.(v.28) Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; e levar-se-á por eles a mesa.(v.29) Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas tigelas com que serão oferecidas as libações; de ouro puro os farás.(v.30) E sobre a mesa porás os pães da o proposição perante mim para sempre”

A mesa dos pães da proposição (ou da presença) era feita de madeira de acácia medindo um metro de comprimento por meio metro de largura e 75 centímetro de altura. Era coberta de ouro, emoldurada e com uma coroa de ouro ao redor da moldura. Sobre ela eram colocados, a cada sábado doze pães sem fermento, em duas fileiras de seis cada, sobre os quais se derramava o incenso puro.

Lv 24.5-9 - “Também tomarás flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de dois décimos de efa.(v.6) E pô-los-ás perante o Senhor, em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa de ouro puro. (v.7) Sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja sobre os pães como memorial, isto é, como oferta queimada ao Senhor; (v.8) em cada dia de sábado, isso se porá em ordem perante o Senhor continuamente; e, a favor dos filhos de Israel, um pacto perpétuo. (v.9) Pertencerão os pães a Arão e a seus filhos, que os comerão em lugar santo, por serem coisa santíssima para eles, das ofertas queimadas ao Senhor por estatuto perpétuo”

No Santuário de Deus nós nos alimentamos do Pão vivo que desceu do céu.

Jo 6.32-35- “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. (v.33) Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. (v.34) Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. (v.35) Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”

Os doze pães representando as tribos do povo de Deus, eram consagrados ao Senhor e deviam ser renovados a cada sábado, significando que não deve haver solução de continuidade na consagração do crente a serviço de Deus. Eram santificados pelo incenso puro, que os identificava como propriedade exclusiva de Deus tal como os crentes o são. Os crentes no Santuário não vivem para ser servidos, mas para servir, pois assumiram a sua condição de sacerdotes da Nova Aliança e assim cumprindo a lei de Cristo, suportam as cargas uns dos outros numa demonstração de inteira dedicação ministerial.

3.2 O CASTIÇAL
(CANDELABRO, CANDEEIRO)

O castiçal em algumas traduções é chamado de candeeiro. Enquanto no pátio há a luz natural do Sol, da Lua e das Estrelas, no Santuário brilha somente a luz do candelabro, símbolo da iluminação do Espírito Santo. Quando crescemos em Cristo e assumimos nossa privilegiada posição de sacerdotes reais.

I Pe 2.9 - “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”

Já não somos mais guiados pela nossa falível e enganosa mente racional mas sim pela mente de Cristo. A luz só pode brilhar no candelabro depois que este foi feito de ouro batido. Somente depois de Cristo ter sido crucificado (batido), é que o Espírito Santo veio à Igreja no Pentecoste.

3.3 - O ALTAR DE OURO
(INCENSÁRIO, ALTAR DE INCENSO)

Êxodo 37.25-29 - “De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um côvado era o seu comprimento, e de um côvado a sua largura, quadrado, e de dois côvados a sua altura; as suas pontas formavam uma só peça com ele. (v.26) Cobriu-o de ouro puro, tanto a face superior como as suas paredes ao redor, e as suas pontas, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor. (v.27) Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, nos dois cantos de ambos os lados, como lugares dos varais, para com eles se levar o altar. (v.28) E os varais fez de madeira de acácia, e os cobriu de ouro. (v.29) Também fez o óleo sagrado da unção, e o incenso aromático, puro, qual obra do perfumista”

Medindo um metro e meio de altura e meio metro de cada lado, o altar de incenso (também chamado de incensário) era de madeira de acácia, com quatro pontas, uma em cada canto. Todo ele foi coberto de ouro e decorado com uma coroa desse mesmo metal ao redor. Sua disposição no Santuário era junto ao terceiro véu, ao ocidente. De sorte que, ao entrarem no Santuário, os sacerdotes o tinham bem à sua frente, enquanto à esquerda (Sul) ficava o candelabro e à direita (norte) a mesa.
Esse altar era ligação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Ele aponta para as nossa orações e especialmente para o nosso louvou e adoração. O sumo sacerdote não podia entrar no Santíssimo lugar sem conduzir o incensário portátil, no qual o incenso estivesse sendo queimado.
Nos elementos que compões o incenso puro estão o estoraque, a onicha e o gálbano.

A) O ESTORAQUE - A raiz dessa planta, na língua hebraica, significa gota, talvez pelo fato desse perfume desprender-se espontaneamente do arbusto do mesmo nome, o Storax Officinale. Isto sugere que o nosso louvor e adoração devem ser espontâneos.

B) A ONICHA - Esse perfume era extraído de um molusco marinho, o Strombus, que vive nos mares orientais. Esse elemento nos ensina que nossas orações e adoração devem vir das profundezas da alma, tal como disse Davi : Sl 130.1 - “Das profundezas a ti clamo...”

C)O GÁLBANO - Esse terceiro elemento era extraído de um arbusto do mesmo nome, encontrado ma Arábia, Pérsia, Índia e África. Diferentemente do estoraque, o gálbano brotava das folhas e galhos mediante a sua trituração. Nossa adoração e oração devem partir de um coração contrito e quebrantado.

4. O LUGAR SANTÍSSIMO DO TABERNÁCULO

O crescimento espiritual do crente passa por fases distintas, que foram tipificadas nas divisões e peças do tabernáculo. No altar de Bronze somos resgatados, na pia de bronze inicia-se em nós uma obra de santificação, no altar de incenso, Deus começa em nós uma obra de glorificação. A essas fases correspondem as três principais festas israelitas : a Páscoa, a do Pentecoste e a dos Tabernáculos.
O mais solene e importante lugar do tabernáculo, chamado Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos, era quadrado de cerca de cinco metros de cada lado. Nesse lugar o sacerdote entrava uma vez por ano, no décimo dia do sétimo mês, levando consigo o sangue da expiação e também o incensário de ouro em que se queimava o incenso santo.
A linha portuguesa é muito pobre em relação a hebraica, nós não temos uma palavra para exprimir a santidade de Deus, então usamos o termos Santo dos Santos.
Seguindo o caminho do Santo dos Santos, o cristão vai experimentar na sua vida espiritual as virtudes da fé (no pátio), da esperança (no Santuário) e do amor, como maior de todas as virtudes. O amor se relaciona com Deus Pai, que é quem faz com que se manifestam, no crente, os efeitos dos dons e ministérios espirituais, dados respectivamente pelo Espírito Santo.
Como as divisões do tabernáculo estão em ordem crescente, o Lugar Santíssimo representa a plenitude de Deus no crente. Este crente revela, então resultados dessa posição através de muito fruto.
Jesus falou da vara em três fases distintas de frutificação : fruto, mais fruto e muito fruto.

Jo 15.1-5 - “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. (v.2) Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. (v.3) Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. (v.4) Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. (v.5) Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”

Isso corresponde a 30, 60 e 100 por um. O Apóstolo João escreveu aos filhinhos, aos jovens e aos pais, como crentes em três estágios : No pátio, no Santuário e no Santo dos Santos.

4.1 - A ARCA DA ALIANÇA

Êxodo 25.10-16 - “Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura. (v.11) E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor; (v.12) e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos dela; duas argolas de um lado e duas do outro. (v.13) Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro. (v.14) Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a arca. (v.15) Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela. (v.16) E porás na arca o testemunho, que eu te darei”

A arca como está descrita, devia ter aproximadamente um metro e vinte e cinco centímetros por 75 de largura e igual a medida da altura. Era de madeira de acácia e toda revestida de ouro, por dentro e por fora.
A importância da arca é por demais enfatizada na Bíblia. Em quase duzentas referências, ela aparece nas Escrituras como a arca do testemunho, arca do Senhor, arca do concerto, arca do nosso Deus, arca do Senhor Deus de Israel, arca Sagrada, etc. Ela representa o trono de Deus, pois sobre ela ficava o propiciatório com os querubins da glória.
A arca também tipifica a presença de Deus no meio do seu povo, vejam.

Êxodo 25.22 - “E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel”.

A arca fala de Jesus. Como já vimos a madeira significa humano, e o ouro a glória de Deus. A arca era feita de madeira de acácia coberta de ouro. Jesus veio como homem (acácia) mas era Deus e subiu em glória. Jesus tinham sua parte humana e sua parte divina. Em Isaías temos a humanidade de Jesus representada pela madeira de acácia.

Is 53.2 - “Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos”

4.2 O SEU CONTEÚDO

Hb 9.4 - “...e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto”
Êxodo 25.19 - “E porás na arca o testemunho, que eu te darei”

A) AS TÁBUAS DA LEI - As tábuas da lei simbolizam a perfeita vontade de Deus, que Jesus cumpriu plenamente. As tábuas colocadas dentro da arca não podiam ser as que Moisés quebrou. Sendo a arca a base do trono de Deus, a Lei quebrada pelo homem jamais pode estar lá. Por isso Deus escreveu outras tábuas.

B)A VARA DE ARÃO - A vara florescida de Arão fala da ressurreição de Cristo e também um ministério aprovado que dá flores e frutos.

Nm 17.5-9 - “Então brotará a vara do homem que eu escolher; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós. (v.6) Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, e todos os seus príncipes deram-lhe varas, cada príncipe uma, segundo as casas de seus pais, doze varas; e entre elas estava a vara de Arão. (v.7) E Moisés depositou as varas perante o Senhor na tenda do testemunho. (v.8) Sucedeu, pois, no dia seguinte, que Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, brotara, produzira gomos, rebentara em flores e dera amêndoas maduras. (v.9) Então Moisés trouxe todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles olharam, e tomaram cada um a sua vara”

A vara de Arão quando foi cortada ela morreu, mais plantada deus flores e até amêndoas maduras. Assim é o ministério de Jesus Cristo. Jesus teve que morrer para o seu ministério dar flores e frutos.

C) O MANÁ - O vaso de maná colocado dentro da Arca, indica provisão de Deus para o seu povo. Vejamos o que a Bíblia diz a respeito :

Êxodo 16.32-34 - "E disse Moisés: Isto é o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gômer, o qual se guardará para as vossas gerações, para que elas vejam o pão que vos dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito. (v.33) Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e põe-no diante do Senhor, a fim de que seja guardado para as vossas gerações. (v.34) Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do testemunho, para ser guardado”
Jo 6.58 - “Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre”
Ap 2.17 - “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”

4.3 O PROPICIATÓRIO

Colocado sobre a arca, como uma cobertura desta, o propiciatório consistia uma peça de ouro maciço, medindo um metro e vinte e cinco centímetros de comprimento por 75 centímetros de comprimento, sobre a qual estavam dois querubins, um em cada extremidade, com asas abertas e olhando para baixo.
Este propiciatório representa o trono de Deus. Era um trono de misericórdia, pois a palavra propiciatório significa “onde Deus nos é propício”, nos é “favorável”.

1 Jo 2.2 - “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”

O propiciatório era guardado pelos querubins, símbolo do poder de Deus. Nos querubins resplandecia o fogo da glória de Deus, fazendo sombra sobre o propiciatório. Deus habitava entre os querubins, por isso o autor da carta aos Hebreus quando descreve as peças principais do Tabernáculo diz :

Hb 9.5 - “e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório”.

Ora se os querubins faziam sombra sobre o propiciatório é porque estava sobre eles o “Shekinah”, ou fogo terrível, fogo Deus, que neles resplandecia.

Bibliografia

ALMEIDA, abraão – O Tabernáculo e a Igreja
CÉSAR, Julio – O êxodo
RETHILER, mario – Simbologia Bíblica

O Que é o Templo dos Últimos Dias?
Em 1989, a revista Time publicou um artigo intitulado "Tempo para um Novo Templo?" em que relatava o desejo crescente de muitos judeus devotos de verem um novo templo construído no Monte do Templo em Jerusalém. O correspondente começou escrevendo:
"Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.[1]
Nos anos que se seguiram a esse artigo, nada diminuiu o desejo de reconstruir o templo. Na verdade, a expectativa e os preparativos continuam a crescer. O apoio do público israelense para a reconstrução do templo, antes fraco, está aumentando gradativamente. A tensão no Oriente Médio continua alta e os problemas religiosos e políticos da região continuam nas manchetes em todo o mundo. Mas, mesmo nestes tempos turbulentos, os ativistas do Movimento do Templo continuam a intensificar seus esforços.
Os esforços da política, da diplomacia, da religião e da cultura convergem todos para o Monte do Templo – provavelmente o terreno mais disputado da terra. Uma das tensões mais importantes entre judeus e muçulmanos é a de que uma mesquita muçulmana, o Domo da Rocha, foi construída no local do templo em Jerusalém. O ativismo em torno do templo tem provocado preocupação e conflito internacional e continua sendo um pavio curto que pode detonar a próxima guerra mundial. Não existem soluções fáceis ou simples nesse complexo drama internacional e há muita retórica.
O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma:
Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.[2]
Afirmações tais como essa estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas.
No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.
Quais são os planos e os preparativos para o próximo templo de Israel?
Muitos planos estão sendo feitos para a reconstrução do templo,[3] e vários grupos diferentes em Israel estão se preparando para isso. Algumas das organizações e atividades incluem:
Os Fiéis do Monte do Templo, liderados por Ger-
shon Salomon, que usam medidas ativistas para tentar motivar seus compatriotas a reconstruírem o templo. Uma dessas medidas foi sua tentativa p essa pedra estará no lugar certo – pode ser hoje... ou amanhã, estamos bem pertos da hora certa.[4]
Outra ação que eles instituíram foi o sacrifício de animais.
O Instituto do Templo, liderado por Israel Ariel, que já fez quase todos os 102 utensílios necessários para a adoração no templo conforme os padrões bíblicos e rabínicos. Eles estão em exposição para turistas no centro turístico do Instituto do Templo na Cidade Velha em Jerusalém.
O Ateret Cohanim fundou uma yeshiva (escola religiosa) para a educação e o treinamento dos sacerdotes do templo. Sua tarefa é pesquisar regulamentos, reunir levitas qualificados e treiná-los para um sacerdócio futuro.
Muitas yeshivas surgiram em Jerusalém para fazer preparativos para a eventualidade de culto no templo reconstruído e funcional. Estão fazendo roupas, harpas, plantas arquitetônicas geradas em computador. Alguns rabinos estão decidindo quais inovações modernas podem ser adotadas num templo novo. Além disso, eles estão fazendo esforços para ter animais kosher (puros) para sacrifício, inclusive novilhas vermelhas. E algumas pessoas continuam a orar no Monte do Templo para ajudarem a preparar o caminho.
Muitos outros preparativos estão em andamento para a volta de Israel a todos os aspectos da adoração no templo.
Qual é a importância do templo da Tribulação?
O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado, presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do Anticristo.
O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo.

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