Relações Humanas no Trabalho

Relações Humanas no Trabalho

Relações Humanas no Trabalho

  • Profª Ídila Muniz

Conceito de Relações Humanas

  • As relações humanas ocorrem em decorrência do processo de interação.

  • Em situações de trabalho, compartilhadas por duas ou mais pessoas, há atividades a serem executadas, bem como interações e sentimentos recomendados: comunicação, cooperação, respeito, amizade.

Competência técnica ≠ Competência interpessoal

  • Competência interpessoal é habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada uma e à exigência da situação (Moscovici, 1997).

  • Envolve desenvolver:

  • autopercepção e autoconhecimento

  • flexibilidade perceptiva e comportamental

  • feedback

Autopercepção Autoconhecimento

  • Autopercepção envolve identificar e analisar crenças, atitudes, sentimentos e valores pessoais.

  • Autoconhecimento só pode ser obtido com a ajuda dos outros, por meio de informações, opiniões a meu respeito.

DIMENSÕES INTERPESSOAIS

  • INSTRUÇÕES

  • Leia atentamente cada item e marque na escala de 1 a 10, a posição que melhor descreva a sua atuação real mais freqüente.

  • Nesta escala, 1 representa o MÍNIMO e 10significa o MÁXIMO.

  • 1. Habilidade de comunicar idéias de forma clara e precisa em situações individuais e de grupo.

  • 2. Habilidade de ouvir e compreender o que os outros dizem.

  • 3. Habilidade de aceitar críticas sem fortes reações emocionais defensivas (tornando-se hostil ou "fechando-se").

  • 4. Habilidade de dar feedback aos outros de modo útil e construtivo.

  • 5. Habilidade de percepção e consciência de necessidades, sentimentos e reações dos outros.

  • 6. Habilidade de reconhecer, diagnosticar e lidar com conflitos e hostilidade dos outros.

  • 7. Habilidade de modificar o meu ponto de vista e comportamento no grupo em função do feedback dos outros e dos objetivos a alcançar.

  • 8. Tendência a procurar relacionamento mais próximo com as pessoas, dar e receber afeto no seu grupo de trabalho.

DIMENSÕES INTERPESSOAIS: Comunicação

  • Questões do questionário:

  • Comunicação efetiva

  • Saber ouvir

  • Reação o feedback

  • Expressão de feedback

Participação

  • Questões do questionário:

  • 5. Sensibilidade

  • 6. Lidar com conflito

  • 7. Flexibilidade

  • 8. Relacionamento próximo

Flexibilidade perceptiva e comportamental

  • Procurar ver vários ângulos ou aspectos da mesma situação e atuar de forma diferenciada, não-rotineira, experimentando novas condutas percebidas como alternativas de ação.

  • “PERCEBER O QUE PODE ESTAR ACONTECENDO EM NOSSO REDOR”

Empatia

  • É a capacidade de um membro do grupo de colocar-se no quadro lógico de referência de outro membro do grupo e, portanto, compreender seus pensamentos, sentimentos ou comportamentos.

COMUNICAÇÃO NÃO EFICAZ

  • 1. Falta de Atenção

  • 2. Preconceitos

  • 3. Negativismo

  • 4. Ataques Pessoais

  • 5. Falar demasiadamente ou tecnicamente

  • 6. Parcialidade

  • 7. Impaciência/Desrespeito

  • 8. Falta de humor

  • 9. Questões polêmicas

  • 10. Postura

FEEDBACK (Moscovici, 1997):

  • É uma comunicação a uma pessoa ou grupo no sentido de fornecer-lhes informação sobre como sua atuação está afetando outras pessoas. Ajuda o indivíduo ou grupo a melhorar o seu desempenho.

Para que o processo de feedback seja útil, ele precisa ser:

  • Descritivo (relato de um evento) ao invés de avaliativo, não julgar

  • Específico ao invés de geral, ex.: “Nesta reunião você não ouviu a opinião dos demais”

  • Compatível com as necessidades de ambos: comunicador e receptor

Processo de feedback

  • Dirigidos para comportamentos possíveis de mudança

  • Solicitado ao invés de imposto

  • Oportuno: mais próximo possível do comportamento em questão

Processo de feedback

  • Esclarecido: receptor pode repetir o feedback para ver se corresponde ao que comunicador quis dizer

Por que é difícil receber feedback?

  • É difícil aceitar nossas ineficiências e ainda mais admiti-las para os outros, publicamente

  • Por que é difícil dar feedback?

  • Podemos temer a reação dos outros

  • Por temer que feedback seja mal interpretado

Como superar as dificuldades?

  • Estabelecer uma relação de confiança

  • Reconhecer que o feedback é um processo de exame conjunto

  • Aprender a ouvir feedback sem reações ou conotações emocionais intensas

  • Aprender a dar feedback sem reações ou conotações emocionais intensas

Exemplos:

  • João você está se opondo a tudo o que Henrique está sugerindo hoje.

  • João você está negativista e contrariando Henrique o tempo todo.

  • Mauro você é muito rude e quer ser sempre o centro das atenções

  • Mauro você falou mais do que todos neste assunto. Várias vezes você cortou a palavra dos outros antes de acabarem de falar

Exercício solicitação de feedback

  • Eu participo bastante das atividades do grupo?

  • Eu ouço de forma atenta o que os outros dizem?

  • Eu costumo revelar claramente o que penso?

  • Eu costumo revelar claramente o que sinto?

  • Eu aceito pontos de vistas contrários ao meu?

Comunicação Não-verbal: aspectos relevantes

  • Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época.

  • A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não-verbal pode ser uma reação involuntária ou um ato comunicativo propositado.

  • Alguns psicólogos afirmam que os sinais não-verbais têm as funções específicas de regular e encadear as interações sociais e de expressar emoções e atitudes interpessoais.

Expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua expressão fisionômica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos, mas muitas pessoas tentam inibir a expressão emocional.

  • Expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua expressão fisionômica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos, mas muitas pessoas tentam inibir a expressão emocional.

  • Movimento dos olhos: desempenha um papel muito importante na comunicação. Um olhar fixo pode ser entendido como prova de interesse, mas noutro contesto pode significar ameaça, provocação.

  • Desviar os olhos quando o emissor fala é uma atitude que tanto pode transmitir a idéia de submissão como a de desinteresse.

Movimentos da cabeça: tendem a reforçar e sincronizar a emissão de mensagens.

  • Movimentos da cabeça: tendem a reforçar e sincronizar a emissão de mensagens.

  • Postura e movimentos do corpo: os movimentos corporais podem fornecer pistas mais seguras do que a expressão facial para se detectar determinados estados emocionais. Por ex.: inferiores hierárquicos adaptam posturas atenciosas e mais rígidas do que os seus superiores, que tendem a mostrar-se descontraídos.

  • Comportamentos não-verbais da voz: a entoação (qualidade, velocidade e ritmo da voz) revela-se importante no processo de comunicação. Uma voz calma geralmente transmite mensagens mais claras do que uma voz agitada.

A aparência: a aparência de uma pessoa reflete normalmente o tipo de imagem que ela gostaria de passar. Através do vestuário, penteado, maquiagem, apetrechos pessoais, postura, gestos, modo de falar, etc, as pessoas criam uma projeção de como são e de como gostariam de ser tratadas. As relações interpessoais serão menos tensas se a pessoa fornecer aos outros a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção.

  • A aparência: a aparência de uma pessoa reflete normalmente o tipo de imagem que ela gostaria de passar. Através do vestuário, penteado, maquiagem, apetrechos pessoais, postura, gestos, modo de falar, etc, as pessoas criam uma projeção de como são e de como gostariam de ser tratadas. As relações interpessoais serão menos tensas se a pessoa fornecer aos outros a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção.

Contato: e-mail: idilasocial@yahoo.com.br

  • Referências:

  • MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995.

  • _________.Equipes que dão certo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996.

  • FRITZEN, Silvino J. Exercícios Práticos de Dinâmica de Grupos. v. 1 e 2. Petrópolis: Vozes, 1981.

  • ______. Dinâmica de grupo e relações humanas. Petrópolis: Vozes, 1978.

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