Grau brix do caldo de cana

Grau brix do caldo de cana

Tecnologia de Cana de açúcar e derivados

1. INTRODUÇÃO

Originária do sudeste da Ásia, onde é cultivada desde épocas remotas, a exploração canavieira assentou-se, no início, sobre a espécie S. officinarum.

O surgimento de várias doenças, e de uma tecnologia mais avançada exigiu a criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento da S. officinarum com as outras quatro espécies do gênero Saccharum e, posteriormente, através de recruzamentos com as ascendentes.

Os trabalhos de melhoramento persistem até os dias atuais e conferem a todas as variedades em cultivo uma mistura das cinco espécies originais e a existência de cultivares ou variedades híbridas.

A importância da cana de açúcar pode ser atribuída à sua múltipla utilização, podendo ser empregada in natura, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool.

No Brasil, a agroindústria da cana-de-açúcar tem adotado políticas de preservação ambiental que são exemplos mundiais na agricultura, embora nessas políticas não estejam contemplados os problemas decorrentes da expansão acelerada sobre vastas regiões e o prejuízo decorrente da substituição da agricultura variada de pequenas propriedades pela monocultura. Já existem diversas usinas brasileiras que comercializam crédito de carbono, dada a eficiência ambiental.

O objetivo deste trabalho foi analisar os teores de ˚Brix do caldo de cana-de-açucar, sendo ele puro e diluído em água.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 Descrição do local

O presente experimento foi conduzido no Laboratório de bebidas Fermento-Destilado para mogem e obtençao do caldo, e após, encaminhado pra o laboratório de Análises Microbiológicas para a realização do percentual de ˚Brix, ambos laboratórios pertencentes à Universidade Federal da Paraíba, Campus de Bananeiras no dia 13 de maio no anos de 2010, entre as 7h 30min e 9h.

2.2 Procedimentos para obtenção do caldo da cana-de-açucar.

O experimento ocorreu com duas amostragem. A primeira, com a obtenção do caldo puro e a segunda com o a adição de água ao bagaço. Para realizar esse experimento, inicialmente foi feita a higienização da cana-de-açucar, e logo em seguida foi feita a pesagem , para asim ser moída e extraído o caldo. O bagaço restante foi pesado. Após esse processo, adicionou-se ao bagaço uma quantidade de 2 litros de água, onde foi realizado uma outra moagem (bagaço com água). Os resíduos foram pesados e descartados, e os caldos extraídos foram encaminhados ao laboratório de Análises Microbiológicas, onde lá foi medido o percentual de˚Brix das duas amostras, através de um refratômetro e um sacarímetro. As amostras foram misturadas e após 24 horas foi verificado o percentual do ˚Brix.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com a primeira moagem, obteve-se um total de caldo de 5, 15L, sendo que para essa quantidade, obteve-se um total de 4,85 Kg de bagaço. Isso representa um rendimento de mais de mais de 50%, resultando em um alto valor de °Brix, isso quer dizer que, nessa primeira amosta, a cana apresentou seu potencial total de açucar.

Na primeira amostra, analisada com o Refratômetro, o grau do °Brix apresentou um resultado de 11%. Já analisado com o Sacarímetro, obteve um percentual de 11,5%. Percebe-se uma diferença não muito significativa, sendo que o método mais seguro para realização desse procedimento é através de um Refratômetro.

Devido a maior eficácia do Refratômetro, a segunda amostra foi submetida apenas a ele, onde foi observado uma grande diferença na quantidade do °Brix. Sendo que, para 4,0 Kg de bagaço, obteve-se uma quantidade de caldo de 0,85L. O valor do °Brix foi de 6%.

Essa queda brusca da quantidade do °Brix se dá pelo fato da segunda amostra estar dissolvida a 2L de água.

Após as verificações, todas as amostras foram misturadas, e após um tempo de 24 horas, verificou-se a quantidade do °Brix, que este estava com 10%. Apresentou um declínio devido a atuaçao de microorganismos presentes em sua composição, que estas estavam começando a degradar o açucar e fermentar o caldo. Para a obtenção de aguardente, o mostro deve chegar a zero.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observou-se com esse experimento, que o maior teor de açúcar está concentrado na primeira amostra. Sendo que, a maneira mais eficaz para a redução desse °Brix se dá através da adição de água. Com isso, o aproveitamento do caldo (puro) extraído será maior e com o °Brix reduzido, a obtençaõ de produos alcoolicos ocorrerá de maneira mais satisfatória, uma vez que, para que estes produtos se tornem produtos alcoolicos devem atingir um teor de °Brix de zero.

5. REFERÊNCIAS

  • Cooperativa Central dos Produtores de açúcar e Álcool do Estado de São Paulo. Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Fundação Instituto Agronômico do Paraná.

  • Landell, M. G. A. Cultura da cana-de-açúcar - tecnologia para o pequeno produtor.

  • WIKIPÉDIA. Cana-de-açúcar. Disponível em:< http://pt.wikipedia.org/wiki/Cana-de-a5%car.html> Acesso em 24 de maio de 2010.

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