Drogas para uso em emergência

Drogas para uso em emergência

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Eurival Soares Borges DROGAS NA EMERGÊNCIA

I - Parada Cardiorespiratória

I - Vasodilatadores e Antiarrítmicos I - Choque cardiogênico

IV - Drogas utilizadas na indução anestésica

V - Insulina regular na cetoacidose diabética

VI - Tratamento da crise hipertensiva

VII - Antibioticoterapia na Endocardite infecciosa

VIII - Heparinização (TEP)

IX - Trombolíticos (TEP)

X - Trombolíticos (AVCI)

XI - Insuficiência coronariana XII - Esquemas práticos

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I - Parada Cardiorespiratória

** todo medicamento deverá ser feito em veias dos membros superiores seguido de 20 ml de solução salina e elevação do braço.

Adrenalina:

Dose inicial : 1 mg EV com intervalos de 3 min até recuperação ou desistência. Aumento o fluxo coronariano. Endotraqueal = 2-2,5 mg em 10 ml de SF. Classe I na dose de 1 mg e classe IIb em doses maiores. *devido à pouca resposta dos demais vasopressores adrenérgicos, a vasopresina (não adrenérgica) tem se mostrado efetiva com aumento do fluxo cerebral e coronariano sem aumentar MVO2, isolada ou associada com epinefrina. Parece ser superior à epenefrina na assistolia e também poderá ser utilizada na FV/AESP.

Atropina: Bradicardia com baixo débito

Dose inicial : 0,5 a 1,0 mg EV, intervalos de 3-5 min até atingir FC de 60 bpm ou dose máxima de 2-3 mg (cerca de 0,03 a 0,04 mg/kg). Classe I. Assistolia

Quando não houver resposta ao uso de adrenalina, deve ser administrada EV na dose de 1 mg com intervalos de 3 a 5 min até 3 mg ou 0,04 mg/kg. Classe IIb. Dose Endotraqueal = dobrada e diluída em 10 ml de SF.

Lidocaina:

Quando estamos diante de taquicardia ventricular (TV) sem pulso ou fibrilação ventricular (FV) refratária ao uso de adrenalina e CVE. Classe IIb, de maneira genérica classe I. Dose inicial : 1 a 1,5 mg/kg em bolo EV pode ser repetida com intervalo de 3 min com a segunda dose de 0,5 a 0,75 mg/kg, até dose máxima de 3 mg/kg, dose de manutenção 2 a 4 mg/min, em infusão contínua.

Endotraqueal = 2 a 2,5 vezes a dose EV, diluída em SF. *** Vide Amiodarona (antiarrítmico na FV refratária)

Procainamida:

Pode ser útil na TV e FV recorrente que não responda a lidocaina. A concentração plasmática é atingida em 15 min, infusão rápida pode piorar a hipotensão. Dose inicial : 20 a 30 mg/min até dose máxima de 17 mg/kg, manutenção de 1 a 4 mg/min de infusão contínua. Pacientes com disfunção de VE reduzir para 12 mg/kg.

Bretílio:

Indicado em TV e FV refratária a outras formas de tratamento, não é de primeira escolha. Classe IIb. Dose de 5 mg/kg EV rápida na FV e em 10 min na TV, pode ser repetida em 5 min com dose de até 10 mg/kg.

Sulfato de Magnésio:

Tratamento de escolha nos pacientes com "Torsades de pointes". Quando baixo no plasma poderá ser a causa da refratariedade aos demais antiarrítmicos. Nestes casos, classe IIa, para demais situações classe IIb. Dose na TV é de 1 a 2 gr de Sulfato de Magnésio em 10 ml de SGI em 1 a 2 min de infusão EV, na FV poderá ser administrada em bolo. Manutenção em caso de deficiência documentada : 0,5 a 1 gr por hora.

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Suporte básico de vida (A,B,C)Suporte básico de vida * Em PCR < 5min CVE primeiroIntubação traqueal

Acesso Venoso

Desfibrilar em série, sem retirar as pás do toraxConfirmar em mais de uma derivação com pressão de 13 kg: 200 j, 300 j e 360 j

Pulso (-)Pulso (+)hipóxia, hiper/hipocalemia, hipovole-

Possíveis causas : (5h + 1t) mia, hidrogênio/acidose, hipotermia e tóxicos/overdose.

Continuar manobras(1min)- sinais vitaisConsiderar MP transcutâneo intubar, acesso venoso- suporte ventilatório(classe IIb) - medicamentos

Epinefrina 1 mg EV bolo aEpinefrina 1 mg EV bolo a cada 3 min.ou Vasopressinacada 3-5 min e/ou Vasopressina 40 u EV, dose única.

Desfibrilar com 360 jAdministrar Atropina EV 1mg dentro de 30 seg.Pulso (+)a cada 3 min até 0,04mg/kg

epinefrina e após cada 30 seg. fazer CVE.tação cardiopulmonar
Sulfato magnésio - em torsade de pointes.

FV refratária, após 3 CVE sem resposta ** Xilocaina e/ou Amiodarona alternada comConsiderar término da ressusci-

Continuar manobras de ressucitação

**Amiodarona 300 mg/ev em bolus

Lidocaina 1,5 mg/kg Sulfato magnésio 1-2 gr/ev

Desfibrilar com 360 j * cada minuto de atraso no início da CVE perdemos 7-10% de chance.

Suporte básico de vida Intubação traqueal Obtenção de acesso venosohipovolemia (infusão de volume rápido), hipotermia hipóxia, hipo/hipercalemia, hidrogênio-acidose, tensão torax - pneumotórax, trombose coronaria (IAM extenso)

Considerar possíveistamponamento cardíaco, tóxico-overdose causas (5h + 5t)TEPmaciço * Administrar 1 mg de epinefrima EV em bolo a cada 3 min, Vasopressina pode ser benéfica

* Bradicardia < 60 bpm, Atropina 1 mg EV de 3 min até 0,04 mg/kg, alternada com epinefrina

*Aguardando confirmação do Fibrinolítico na AESP com suspeita de TEP e na FV com suspeita de IAM

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Parada cardiorespiratórina no trabalho, reanimado com sucesso: Reanimação cardiorespiratória em um paciente de 5 anos portador de miocardiopatia dilatada classe funcional I. ECG superior - FV, realizado duas CVE 300-360j, saindo em TVS sem pulso (ECG - inferior) necessitando de mais uma CVE.

Parada cardiorespiratória intra hospitalar: Reanimação cardiorespiratória em paciente de 45 anos com relato de cãibras, necessitando de 02 CVE com 300 e 360 j para cardioverter FV, foi reposto eletrólitos (K+ e Mg++). Sucesso imediato com PA de 120/80 mmHg e P = 100 bpm; evoluindo com morte por lesão neurológica importante pós-parada.

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