Acusações- a- IASD

Acusações- a- IASD

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RECONHECIMENTO MEC DOC. 356 DE 31/01/2006 PUBLICADO EM 01/02/2006 NO DESPACHO 196/2006 SESU TÉRCIO SARLI

Cachoeira 2006

Trabalho revisado, editorado e formatado no segundo semestre de 2006. Arquivo nº 06001

Cachoeira 2006

1 INTRODUÇÃO3
2 PERGUNTA Nº 14
2.1 Resposta:4
3 PERGUNTA Nº 28
3.1 Resposta:8
4 PERGUNTA Nº 310
4.1 Resposta:10
5 PERGUNTA Nº 414
5.1 Resposta:14
Homossexualidade:14
concernente à posição da Igreja sobre a conduta sexual. Eis do texto:15
5.1.3 SDA Kinship e a Igreja Adventista18
6 Pergunta nº 521
7 PERGUNTA Nº 623
7.1 Resposta:23
8 PERGUNTA Nº 724
8.1 Resposta:24
9 PERGUNTA Nº 827
9.1 Resposta:27
10 PERGUNTA Nº 928
10.1 Resposta:28
1 PERGUNTA Nº 1030
1.1 Resposta:30
12 PERGUNTA Nº 132
12.1 Resposta:32
12.1.1 Os Adventistas do Sétimo Dia e o Seguro de Vida36
13 PERGUNTA Nº 1251
14.1 Resposta:53
15 PERGUNTA Nº 145
15.1 Resposta:5
16 PERGUNTA Nº 1556
16.1 Resposta:56
17 PERGUNTA Nº 1658
17.1 Resposta:58
18 PERGUNTA Nº 1761
18.1 Resposta:61
19 PERGUNTA Nº 1864
19.1 Resposta:64
20 PERGUNTA Nº 196
20.1 Resposta:6
21 PERGUNTA Nº 2074
21.1 Resposta:74
2 PERGUNTA Nº 2176
2.1 Resposta:76

3 1 INTRODUÇÃO

Alguns sites da Internet têm feito comentários negativos a respeito de pretensos problemas relacionados com a estrutura e a administração da Igreja. Para discutir esses assuntos de forma amigável e cristã, foi proposta, por alguns membros da Igreja de São Paulo, uma reunião especial.

Para participarem desse encontro foram convidados os três responsáveis pelos sites que mais criticam a Obra Adventista, bem como outros membros de igrejas de São Paulo, e alguns representantes da Administração da Igreja. Os três proprietários dos sites acusatórios não compareceram, alegando os mais diversos motivos. Os demais estiveram presentes, em número de nove.

A reunião foi coordenada pelo Dr. Marcos Vinícius de Campos, advogado, professor da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, e membro da Igreja Adventista de Moema. Da parte da Administração da Igreja participou o Pr. Tércio Sarli, responsável também pela redação final das respostas às perguntas apresentadas.

Na certeza de que os dados aqui contidos poderão ser úteis aos sinceros pesquisadores da verdade, os estamos reunindo nestas páginas e colocando-os à disposição dos que o desejarem.

O espaço e o tempo não permitem respostas muito extensas; mesmo assim, não foi possível abreviá-las demasiadamente.

4 2 PERGUNTA Nº 1

O que significa o “acordo de amizade” feito entre a Igreja Católica e a Igreja Adventista na Polônia, acordo esse divulgado pelo “website” da Associação Geral?

2.1 RESPOSTA:

A Igreja Adventista é uma igreja mundial, e, muitas vezes com problemas locais em países diferentes, embora mantenha sempre unidade no que se refere aos princípios básicos de nossa fé. No caso da Polônia, esse é um país que por mais de 50 anos esteve sob o jugo materialista do comunismo, que procurava destruir no povo qualquer coisa referente à religião. De repente, cai o comunismo, e novamente há liberdade religiosa. E as várias igrejas cristãs do país, diante da nova realidade, procuram unir esforços antes de tudo, para restaurar a crença das pessoas em Deus e nas instituições religiosas. Daí surgiu entre as lideranças das várias denominações cristãs, o desejo de trabalharem com um mínimo de harmonia, sem beligerância, em tudo o que não comprometa os princípios e os ensinos doutrinários e teológicos de cada Igreja. É nesse espírito que foi feito o citado documento assinado por um pastor-administrador adventista e um representante da Igreja Católica. Mas no próprio documento fica bem claro que são resguardados os princípios e as posições religiosas de cada lado. O campo de cooperação é em outra esfera: Ênfase em liberdade religiosa para todos: trabalhar em conjunto no sentido de manter e solidificar essa liberdade, que por mais de 50 anos foi negada; cooperação no campo de assistência social às camadas carentes da população, (a Igreja tem a ADRA – Agência Adventista de Desenvolvimento e

Recursos Assistenciais); cooperação no que concerne ao combate aos vícios, às drogas e à marginalidade; e, acordo para evitarem-se ataques inamistosos e ofensivos entre as igrejas.

Ray Dabrowski, Departamental de Comunicação da Associação

Geral, diz a respeito: “O documento não trata de questões doutrinárias ou teológicas.” E o próprio documento afirma: “Nossas igrejas reconhecem que tal diálogo não pode ser um diálogo de compromisso, mas de cooperação e comum compreensão.”

Em nenhum lugar, na Bíblia e no Espírito de Profecia, está escrito que devemos ser inimigos de outras igrejas, inclusive a católica. O fato de discordarmos doutrinária e teologicamente, não nos impede de mantermos cordialidade para com líderes de outras denominações. O povo de Israel compreendeu mal seu dever para com outros povos, e se isolou deles, prejudicando em grande parte o plano de Deus, que era que Israel fosse como um fermento a influenciar positivamente as demais nações. Quando Jesus veio, procurou derrubar esse muro de separação, e se comunicou sem preconceito com samaritanos, sirosfenícios e outros povos pagãos que habitavam ao redor de Israel. Hoje também há membros da Igreja Adventista que advogam, na prática, um isolamento das outras denominações religiosas. Não era o que Ellen White ensinava, em sua divina inspiração. Um exemplo positivo de sua maneira de agir nesse assunto foi a posição diante da “União Feminina de Temperança Cristã”, entidade formada e dirigida por senhoras de outras igrejas (Batista, Metodista, Presbiteriana, etc.). Alguns líderes adventistas achavam que não era conveniente nenhuma aproximação dessa entidade, uma vez que os que ali trabalhavam eram guardadores do domingo, criam na imortalidade da alma, e não aceitavam as posições proféticas da Igreja

Adventista. Mas Ellen White procurou corrigir esse pensamento errôneo. Eis o que ela escreveu a respeito:

“A União Feminina de Temperança Cristã é uma organização com cujos esforços para a disseminação dos princípios de saúde podemos unir-nos de coração. Recebi luz sobre o fato de que não nos devemos alongar deles, enquanto isso não representar sacrifício de qualquer de nossos princípios.” – Beneficência Social, págs. 162 e 163.

“Tenho tido alguma oportunidade de ver grande vantagem na associação com as obreiras da União Feminina de Temperança Cristã, mas tenho tido a surpresa de notar a indiferença de muitos de nossos líderes para com esta organização. Convido meus irmãos a despertarem.” – Carta 274, de 1907 – Beneficência Social, pág. 163.

Notem o ponto básico de qualquer relacionamento com outras denominações, apresentado acima por Ellen White: “Não nos devemos alongar deles, enquanto isso não representar sacrifício de qualquer de nossos princípios.” Esse é o critério válido até hoje para qualquer relacionamento dessa natureza. Não há nenhuma virtude em vivermos isolados de outras entidades religiosas, despertando preconceitos contra nós, ou em sermos agressivos em nossas posições com relação a outros, provocando e apressando, muitas vezes, as dificuldades e as perseguições contra nós.

Atitudes ou posições radicais não têm apoio nas orientações inspiradas para a Igreja. Notem essas declarações da Mensageira do Senhor:

“Importa que seja sempre manifesto que somos reformadores, mas não fanáticos. Quando nossos obreiros entram em um novo campo, devem procurar relacionar-se com os pastores das várias igrejas do lugar. Muito se tem perdido por negligenciar isto. Se nossos ministros se mostrarem amigáveis e sociáveis, e não agirem como se se envergonhassem da mensagem que apresentam, isto há de ter excelente efeito, e podem dar a esses pastores e a suas congregações impressões favoráveis da verdade. Seja como for, é direito proporcionar-lhes um ensejo de ser bondosos e favoráveis, se o quiserem. Nossos obreiros devem ser muito cuidadosos em não darem a impressão de ser lobos que se procuram introduzir para apanhar as ovelhas, mas deixar que os ministros compreendam sua posição e o objetivo da missão que lhes cabe: chamar a atenção do povo para as verdades da Palavra de Deus. Muitas dessas há, que são caras a todos os cristãos. Essas verdades são terrenos comuns, em que nos podemos encontrar com as pessoas de outras denominações, e ao nos relacionarmos com elas, devemos demorar-nos mais sobre os assuntos em que sentimos todo interesse, e que não encaminharão direta e incisivamente aos pontos de discórdia. – Review and Herald, 13 de junho de 1912.” – Evangelismo, págs. 143 e 144.

8 3 PERGUNTA Nº 2

Como a Igreja Adventista vê os movimentos ecumênicos ao redor do mundo, envolvendo a Igreja Católica, Metodista, Luterana, etc.? A Igreja Adventista participa desses movimentos?

3.1 RESPOSTA:

A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é filiada a nenhuma entidade ecumênica no mundo. Esta Igreja tem uma sólida base profética e uma missão especial: dar ao mundo a tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-13, cujo principal apelo é: “Sai dela, povo meu”. A mensagem da Igreja Adventista, em vez de ser uma mensagem de união com outras igrejas em suas doutrinas, é, ao contrário, uma mensagem que apela para que as almas sinceras saiam da confusão doutrinária e se unam ao povo “que guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apoc. 14:12). Qualquer afirmação, pois, de que a Igreja Adventista tem qualquer ligação de caráter ecumênico com outras igrejas, é falsa, sem fundamento. Isso não impede, entretanto, que cooperemos com outras denominações, e com governos, em assuntos de comum interesse, como obras de assistência e desenvolvimento social, campanhas de liberdade religiosa, entidades de combate a drogas e criminalidade, etc., conforme já descrevemos na resposta à pergunta anterior.

Exemplo de cooperação aceitável é o trabalho da ADRA (Agência

Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), entidade da Igreja que trabalha em convênios com órgãos governamentais de países como Estados Unidos, Peru, Bolívia, etc. Agora mesmo, no Brasil, a ADRA da União Central

Brasileira fez convênio com o governo federal para o atendimento de sete aldeias indígenas, da tribo Carajás, na Ilha do Bananal. Temos ali uma equipe formada de administrador, médico, dentista, agentes sociais, e outros servidores, que desde o início do ano estão em plena atividade, em grande parte mantidos pelo órgão público federal correspondente. A respeito desse tipo de cooperação, eis o que declara Ellen White:

“Enquanto estivermos neste mundo, e o Espírito de Deus Se estiver esforçando com o mundo, tanto devemos receber como prestar favores. Devemos dar ao mundo a luz da verdade segundo é apresentada nas Escrituras Sagradas, e do mundo devemos receber aquilo que Deus os move a fazer a favor de Sua causa. O Senhor ainda toca no coração dos reis e governadores em favor de Seu povo, e compete aos que estão tão profundamente interessados na questão da liberdade religiosa não dispensar quaisquer favores ou eximir-se do auxílio que Deus tem movido os homens a dar para o avanço de Sua causa.” – Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 202.

Com respeito a ministros de outras denominações religiosas, embora não nos liguemos ecumenicamente a eles, temos o dever de nos aproximar deles e manifestar-lhes simpatia e interesse. Eles, como nós, são almas por quem Cristo morreu, e devem conhecer as preciosas verdades para estes tempos. Eis o conselho inspirado:

“Nossos ministros devem procurar aproximar-se dos ministros de outras denominações. Orai por eles, por quem Cristo está intercedendo. Pesa sobre eles solene responsabilidade. Como mensageiros de Cristo, cumpre-nos manifestar profundo e zeloso interesse nesses pastores do rebanho.” – Testemunhos Seletos (Ed. Mundial), vol. 2, pág. 376.

10 4 PERGUNTA Nº 3

É verdade que a Administração da Igreja, em função de acordo com a Igreja Católica, retirou recentemente algumas partes do livro “O Grande Conflito”, as que falam mais abertamente contra o papado e a Igreja Católica, fato esse mencionado pelo Pastor Juan Carlos Viera, em seu livro “The Voice of the Spirit”?

4.1 RESPOSTA:

É verdade que o livro “O Grande Conflito” teve, ao longo dos anos, diferentes edições, das quais duas são as principais: A completa e a condensada. A completa contém o texto tal como foi escrito no início; e a condensada, na qual não constam algumas partes que eram mais agressivas, ou ofensivas à Igreja Católica. Mas isso não tem nada a ver com nenhum acordo com a Igreja Católica, que nunca interferiu nas publicações adventistas. A questão é outra.

Quando Ellen White escreveu esse livro, primeiramente em 1858, ela o fez para um país preponderantemente protestante. A Igreja ainda não começara sua obra de evangelização em outros países, cujos contextos sociais e religiosos eram diferentes dos que havia nos Estados Unidos.

Além desse fato, a Sra. White não havia recebido ainda orientações de Deus sobre como tratar outras denominações religiosas e em especial os católicos romanos.

Foi só da década de 1880 em diante que ela recebeu e escreveu as orientações inspiradas sobre como tratar os católicos, tanto através dos escritos, como através das pregações.

contra elesPelo que Deus me tem mostrado, grande número será salvo dentre os
católicos.” – Manuscrito 14, 1887 - Evangelismo, pág. 144

Notem as seguintes declarações: Não suscitar preconceitos – “Não devemos, ao entrar em um lugar, criar barreiras desnecessárias entre nós e outras denominações, especialmente os católicos, de maneira que eles pensem que somos declarados inimigos seus. Não devemos suscitar preconceito desnecessariamente em seu espírito, fazendo ataques

Obra cautelosa – “Há perigo de que nossos ministros digam demasiado contra os católicos e provoquem contra si mesmos os mais fortes preconceitos dessa igreja.” – Carta 39, 1887 – Evangelismo, pág. 574.

inimigos contra nós, e despertar suas paixões até à incandescência” – Obreiros

Evitar acusações rudes – “Que aqueles que escrevem em nossas revistas não dirijam rudes ataques e alusões que por certo hão de causar dano e que obstruirão o caminho e nos impedirão de fazer a obra que devemos fazer a fim de alcançar todas as classes, inclusive os católicos. É nossa obra falar a verdade em amor, e não misturar com a verdade os elementos não santificados do coração natural, e falar coisas que se assemelham ao mesmo espírito possuído por nossos inimigos. Todas as ásperas acusações recairão sobre nós em medida dupla, quando o poder estiver nas mãos dos que o podem exercer para nosso dano. Muitas e muitas vezes me foi dada à mensagem de que não devemos, a menos que isso seja positivamente necessário para vindicar a verdade, dizer, especialmente em relação a pessoas, uma palavra nem publicar uma sentença que possa instigar nossos Evangélicos, pág. 326.

Fechar a porta em seu rosto – “Mas, por amor de Cristo, dai ouvidos às admoestações dadas quanto a não fazer demolidoras observações quanto aos católicos. Muitos deles lêem o Echo (Revista Missionária), e entre estes há almas sinceras que hão de aceitar a verdade. Mas fazem-se coisas que são como fecharlhes a porta no rosto quando estão a ponto de entrar. Ponde no Echo mais animadores testemunhos de ação de graças. Não lhe obstruais o caminho, impedindo-o de ir a toda parte do mundo por torná-lo mensageiro de expressões duras. Satanás se regozija quando se encontra em suas páginas uma palavra mordaz.” – Counsels to Editors, pág. 45 (1896).

temas, o silêncio é eloqüente.” – Manuscrito 6, 1902

Sede cautelosos – “Importa fazerem-se decididas proclamações. A respeito dessa espécie de trabalho, porém, sou instruída a dizer a nosso povo: Sede cautelosos. Ao apresentar a mensagem, não façais investidas pessoais a outras igrejas, nem mesmo à católica romana. Os anjos de Deus vêem nas diversas denominações muitos que só podem ser alcançados com a maior precaução. Sejamos portanto cuidadosos com nossas palavras. Não sigam nossos ministros os próprios impulsos em acusar e expor os ‘mistérios da iniqüidade’. Sobre esses

Em 1913, os líderes da Igreja Adventista da Alemanha consultaram

Ellen White sobre a possibilidade de suprimir certas expressões mais contundentes contra os católicos contidas no Grande Conflito. O Pr. William White, filho de Ellen White, e seu assistente naquela ocasião, após consultar a profetiza respondeu:

encontra apenas em algumas de suas declarações, mas permeia todo o livroMas

“A respeito do caráter anti-católico do Grande Conflito, devemos admitir que nossos críticos têm razão, pois, essa característica do livro não se nós podemos modificar, com autorização da autora, várias daquelas passagens que são mais objetáveis para nossos críticos católico-romanos.” – Carta de William C. White – 1913.

O problema se agravou mais também por leis que foram sendo promulgadas, em vários países, no sentido de condenar instituições ou indivíduos que editassem, ou dissessem expressões que fossem consideradas ofensivas a outras instituições religiosas. Como esta, do Código Penal Alemão, promulgada em 1950:

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