histologia de cancer de colo de utero

histologia de cancer de colo de utero

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Carcinoma in situ e outras formas apresentáveis de lesão neoplásica.

Pesquisa realizada para interpretação sobre o câncer de colo uterino foram informações pesquisadas em livros e sites. Foi redigido pelos alunos do curso de Biomedicina Paulo Henrique C. Almeida & Felipe M.

1. INTRODUÇÃO

O câncer de colo de útero é uma doença totalmente evitável em vários casos, sendo a única neoplasia maligna para a qual se dispõe de métodos para prevenção, detecção precoce para um tratamento. Geralmente são curáveis quando o diagnóstico feito precocemente (colpocitologia e Papanicolaou) detecta as lesões pré-invasivas (intra-epiteliais). Esta neoplasia maligna apresenta evolução lenta, passando da fase precursora, para doença invasiva no período medio de aproximadamente 10 anos. Após a invasão do carcinoma in situ, a morte pode ocorrer em cerca de três a 5 anos para as pacientes não tratadas e para aquelas não responsivas à terapêutica. Quanto mais precoce for à intervenção e identificação dos males para o colo de útero, maior sera a probabilidade de sobrevivência.

No Brasil, em pesquisa recente realizada pelo IBGE - INCA (2006), cerca de 30 % das mulheres na região sudeste nunca se submeteram a exames de citologia cervical. Este número na região nordeste alcança em media de 38% das mulheres. Números assustadores como esses é que colocam o Brasil entre os países com maior incidência do câncer de colo do útero. Estatísticas recentes demonstram que o câncer de colo é a neoplasia maligna que mais incide no sexo feminino.

Apesar da incidência elevada de neoplasia maligna cervical, a mortalidade feminina por câncer é maior para os tumores mamários, respiratórios e do aparelho digestivo vindo o tumor do colo uterino em 5° lugar. Podemos explicar essa diferença pelo menor potencial de agressão e maior facilidade de tratamento desta neoplasia em relação às demais.

A idade média de aparecimento da doença é de 52 anos, com uma distribuição de casos bimodais, com alges entre os 35 e os 39 anos e entre os 60 e aos 64 anos. Os fatores de risco para o câncer do colo uterino são aqueles os quais provocam agressões continuas às células cervicais ou que induzem a transformações diversas de neoplasias dessas células. Quanto mais tempo o fator atuar sobre o epitélio cervical, maior a chance de desenvolvimento um possível processo neoplasico. Há uma clara e inquestionável relação da doença com a atividade sexual devido à lesão causada durante a penetração e transmissão do HPV, que é um dos principais, mas não o único fator de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

2. CAUSAS DA PATOLOGIA ENVOLVIDA

O câncer de colo do útero começa com alterações anormais no tecido do colo do útero. O risco de desenvolver estas alterações anormais tem sido associado a alguns fatores, inclusive anterior a infecção com o vírus do papiloma humano (HPV), contato sexual precoce, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo e uso de contraceptivo oral.

Formas de HPV, um vírus cujo tipo de pele poderá causar verrugas , verrugas genitais, e outros distúrbios da superfície do corpo, têm sido mostrado para levarem muitas das alterações nas células cervicais que podem levar ao câncer. Não é somente o papilomavirus humano que levará uma mulher a ter um câncer de colo de útero, HPV é uma das formas de se adquirir o câncer, e não a única.

- Material genético que vem de certos tipos de HPV foi encontrado em tecidos do colo do útero que mostram as mudanças pré-cancerosas ou cancerosas. 

- Além disso, as mulheres que foram diagnosticadas com HPV são mais propensas a desenvolver câncer cervical, que tem material genético correspondente a cepa do vírus que causou a infecção. Estes resultados demonstram uma forte ligação entre o vírus e o câncer cervical. 

- Como o HPV pode ser transmitido pelo contato sexual, feito precocemente e ter múltiplos parceiros sexuais foram identificados como fatores de risco forte para o desenvolvimento de lesões cervicais que podem evoluir para câncer.

O tabagismo é outro fator de risco para o desenvolvimento do câncer cervical. Os produtos químicos na fumaça do cigarro interagem com as células do colo do útero, provocando alterações pré-cancerosas que podem com o tempo de evolução para o câncer de colo uterino.

Os contraceptivos orais ("pílula") podem aumentar o risco de câncer cervical, especialmente em mulheres que usam contraceptivos orais por mais de cinco anos.

3. ALTERAÇÕES HISTOLÓGICAS EVIDENCIADAS

O grau histológico identificado é um indicador otimo da agressividade do tumoral em relação à invasão do miométrio, metástases e a respostas à terapias, tanto em pacientes com a doença em estádios iniciais, quanto em pacientes de estádios avançados.

O teste de Papanicolaou não é totalmente confiavel para o rastreio do câncer de endométrio, porem identifica boa parte das pacientes com neoplasia por este exame.

A pesquisa de câncer por avaliação histológica está indicada em algumas circunstâncias previas são elas:

(1)Pré-menopausa: Obesidade extrema, anovulação crónica, sangramento anormal no climatério;(2)Pós-menopausa: Obesidade extrema, qualquer sangramento uterino, piométrio, presença de células endometriais na citologia vaginal mesmo que de aspecto benigno.

A NIC possui algumas características histológicas que as diferenciam dos epitélios normais(metaplásicos) alguns criterios são considerados como diagnósticos desta alteração sendo Imaturidade celular, Desorganização celular ,Anormalidades nucleares e Aumento da atividade mitótica.

A extensão da atividade mitótica, da proliferação celular imatura e da disfunção nuclear, identificam o grau de neoplasia. Se houver mitoses e células imaturas no terço inferior do epitélio, podemos dizer que temos NIC I (displasia leve) se o acometimento alcançar partes da porção do terço médio, NIC II (displasia moderada), e se envolver todo o epitélio, apresenta um quadro de NIC III (displasia acentuada). Em 1990, Richart reclassificou as NIC como de baixo grau (NIC I e condiloma plano) e alto grau (NIC I e II).

Devido a dificuldade na diferenciação entre displasia acentuada e carcinoma in situ e tendo os dois o mesmo prognóstico, ambos são considerados conjuntamente como NIC III. Embora as lesões iniciais tenham tendência a regredir, todas têm potencial de progressão para carcinoma invasor.

ADENOCARCINOMA ENDOMETRIÓIDE

Este tipo de material histológico acomete cerca de 80% dos casos de neoplasias malignas do endométrio. As células são geralmente cilíndricas com os núcleos mantendo-se em orientação basal. A presença de áreas sólidas, a diferenciação escamosa, o estroma desmoplásico e a orientação das glândulas voltadas opostas umas para as outras, denotam invasão.

CARCINOMA MUCINOSO

Representa cerca de 5% dos carcinomas do endométrio. As células com mucina intracitoplasmática compõem mais de 50% do material contido no tumor. Tem prognostico razoavelmente bom.

CARCINOMA SEROSO-PAPILAR

Representa aproximadamente 3 a 4% das neoplasias malignas do endométrio. É composto de células de padrão tubário, com alto grau de transformação atípicas nuclear, formato com certa complexidade e necrose aparente. Materiais como os corpos de Psammoma, são frequentemente encontrados em boa parte dos casos com essa neoplasia. Esta neoplasia comporta-se agressivamente, com tendência à invasão linfática e comprometimento precoce do miométrio.

CARCINOMA DE CÉLULAS CLARAS

Essas neoplasias são encontrado em menos de 5% dos casos. É comum em mulheres com idade avançada. Em sua histologia, é observado células com núcleos extremamente atípicos e citoplasma abundante e claro. Possui comportamento muito agressivo, com tendência de comprometer os espaços perivasculares linfático e invadir o miométrio.

CARCINOMA ESCAMOSO OU EPIDERMÓIDE

É um tumor muito difícil a ser encontrado quase que raro, estando frequentemente associado àpiométrio, inflamação crónica e a estenose cervical no momento de seu diagnóstico. Seu prognóstico é negativo mesmo no estagio primario.

Não existe um screening proposto para o carcinoma do endométrio, uma vez que ainda não dispomos de um teste apropriado, de baixo custo e aceitável, que reduza a mortalidade (a exemplo da citologia de Papanicolau, para o câncer de endométrio).

Alteraçoes não especificas:

Todas essas são alteraçoes não especificas do epitelio escamoso (por ordem temos;queratinizaçao;disqueratose;paraqueratose;paraqueratose).

Halos

Halos de maturaçao seguidos de halos promovidos por coilocitoses/coelocitose. (Provavelmente promovidos pelo virus HPV).

Metaplasida escamosa

Hiperplasia de celulas de reserva /metaplasia escamosa. Apartir da figura, vemos uma luz no centro presença do epitelio colunar sendo recoberto pelo epitelio de celulas subcolunares.

Cisto de retenção glandular (Naboth)

glandula do epitelio colunar recoberta, formando a glandula de Naboth.

Metaplasia escamosa imatura

celulas escamosas metaplasicas imaturas e celulas escamosas metaplasicas maduras.

Polipo endocervical

Polipo endocervical (coloscopico e histologico). Estao ligados a reaçoes inflamatorias porem sua degeneraçao muitas vezes não gera neoplasias.

Leucoplasia

Leucoplasia acentuada com certo grau de queratinização do epitélio escamoso. Apresenta capa de queratinização na superfície com leve camada granulosa.

Chlamydia trachomatis

Não é muito encontrada mais essas transformações feitas pela Chlamydia são lesões provocadas na zona de transição fazendo com que possa gerar metaplasias malignas.

Mucorréia

Sugestivo de lesão tecidual.

Herpes simples

Células multinucleadas sugestivo de lesão viral. Uma provável herpes simples.

HPV condilona acuminado

Imagens de colposcopia e histologia de células do cérvice afetadas pelo vírus HPV.

LSIL/NIC I/ Displasia discreta

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