Anomalias Climáticas El Niño La Niña

Anomalias Climáticas El Niño La Niña

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Anomalias Climáticas EL NIÑO e LA NIÑA

Componente Curricular – Geografia Prof. Evandro Chaves de Oliveira

Instituto Federal do Espírito Santo – IFES / Campus Itapina

El Niño e La Niña

Entenda os fenômenos e como eles causam mudanças na circulação da atmosfera, causando secas e enchentes em várias partes do globo

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Desde o descobrimento das Américas há registros da ocorrência do El Niño. Pescadores peruanos observavam anos em que havia a ocorrência anômala de águas quentes na costa do país e a enorme redução da quantidade de peixes próximo à época do Natal, dando o nome de El Niño ao fenômeno (menino Jesus, em espanhol).

O que é El Niño?

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S Tem duração típica de 12 a 18 meses;

S Reaparece normalmente em intervalos de dois a sete anos;

S Evolução típica:

Ø Inicia no começo do ano; Ø Atinge a máxima intensidade durante Dezembro do mesmo ano (e Janeiro do ano seguinte); Ø Enfraquece na metade do segundo ano.

É o aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial Oriental.

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Em anos sem El Niño , há forte movimento ascendente (de ar úmido e quente) e baixa pressão atmosférica na superfície (favorecendo a formação de nuvens e chuva) na região da Indonésia e sectores norte/nordeste da Austrália

Enquanto que há movimento subsidente (de ar seco e frio) e alta pressão atmosférica na superfície (inibindo a formação de nuvens e chuva no Pacífico Leste, principalmente na costa Oeste da América do Sul.

Como funciona a circulação sem a ocorrência de El Niño e La Niña?

Aquecimento das águas na costa oeste da América do Sul.

Enfraquecimento dos ventos alísios.

Modificação da circulação geral da atmosfera.

As principais consequências de El Niño são: a alteração da vida marinha na costa oeste dos EUA e do Canadá e no litoral do Peru; o aumento de chuvas no sul da América do Sul e sudeste dos EUA; secas no Nordeste brasileiro, centro da África, Sudeste Asiático e América Central e tempestades tropicais no centro do Pacífico.

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NO MUNDO: a estrutura das águas mais quentes observadas no Pacífico Tropical durante um evento El Niño pode variar de um episódio para outro, contribuindo para as variações dos impactos gerados por este fenómeno.

(um dos mais fortes do século) aumentou a TSM próximo do Peru em 5ºC

(muito mais fraco) anomalias quentes avançaram para Este até ao Pacífico Central, aumentando a TSM de 1ºC.

Instituto Federal do Espírito Santo – IFES / Campus Itapina ü Fenómeno contrário ao El Niño, ou seja, o arrefecimento das águas superficiais no Pacífico Equatorial, Central e Este.

ü Como o El Niño, a La Niña também varia em intensidade.

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•Ressurgência mais intensa na costa oeste da América do Sul.

•Intensificação dos ventos alísios.

•Modificação da circulação geral da atmosfera.

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A La Niña pode significar precipitação intensa nas seguintes regiões:

v Sul da Ásia (durante a monção); v Norte e Nordeste da Austrália; v Africa do Sul, Norte da América do Sul; v America Central e Hawaii.

Apresenta médias pluviométricas próximas ou um pouco acima das médias do período de El Niño.

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Impactos no Brasil do El Niño

Região Norte - Diminuição da precipitação e secas, aumento do risco de incêndios florestais.

Região Centro-Oeste – Não há evidencias de efeitos pronunciados nas chuvas desta região. Tendências de chuvas acima da média e temperaturas mais altas no sul do MS.

Região Nordeste – Secas Severas

Região Sudeste – Moderado aumento das temperaturas medias. Não há padrão característico de mudanças das chuvas.

Região Sul – Precipitações abundantes principalmente na primavera e chuvas intensas de maio a julho. Aumento de temperatura média.

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Impactos no Brasil do La Niña

Região Norte – Aumento das precipitações e vazões dos rios.

Região Centro-Oeste – Área com baixa previsibilidade.

Região Nordeste – Aumento das precipitações e vazões dos rios.

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