Universidade Anhanguera-Uniderp Centro de Educação a Distância

Psicologia – Desenvolvimento Humano

CONCEPÇÕES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E PRÁTICA PEDAGÓGICA DOCENTE

IDENTIFICAÇÃO

Curso: Pedagogia

Série:

Disciplina:

Teorias da Aprendizagem

Nomes dos alunos

RA

Nomes dos alunos

RA

Diojanes Moreira

Isabel C. Moraes da Cruz

Leila Santos Pereira

198898

219342

284523

Diojanes Moreira

Isabel C. Moraes da Cruz

Leila Santos Pereira

198898

219342

284523

CONCEITUAÇÃO

  1. Apresente uma definição de “Desenvolvimento Humano”

O desenvolvimento do ser humano é ininterrupto e gradativo, obedecendo a certa ordem e regularidade.

Isto significa que: O desenvolvimento se processa por etapas (fases/estágios).

  1. Aponte os fatores que influenciam o “Desenvolvimento Humano”

As etapas do desenvolvimento seguem uma sequência. Essa sequência é invariável (O indivíduo não pode “saltar” etapas, embora possa passar por certas etapas mais depressa, ou mais devagar que os outros).

O processo de desenvolvimento ocorre ao longo de toda a vida do indivíduo.

Desde a concepção até a maturidade há um paralelo no desenvolvimento do organismo, do cérebro e do comportamento. As capacidades mentais e comportamentais só surgem com base na maturação do sistema nervoso (em que inclui o cérebro) e de todo o organismo. Por exemplo – Uma criança só começa a andar quando as suas pernas têm uma maturação óssea e muscular adequada à marcha, mas o seu sistema nervoso e o ouvido interno têm que ser capazes de manter e regular o equilíbrio corporal e motor.

  1. Apresente os principais aspectos do “Desenvolvimento Humano”

As aquisições necessárias à transição de um estádio do desenvolvimento para outro não são feitas instantaneamente, ocorrem ao longo do tempo, devido à continuidade do desenvolvimento é que uma fase da vida influencia as outras fases posteriores.

O que ocorre em cada fase do desenvolvimento influencia as outras. Um trauma na infância pode levar a que um adulto exiba determinados comportamentos resultantes desse trauma. A não aquisição de competências das fases do desenvolvimento que lhes são propícias pode comprometer seriamente as fases seguintes.

A velocidade e a intensidade do processo de desenvolvimento não são as mesmas ao longo de todo o processo. O processo de desenvolvimento é rápido na primeira infância, depois lento, torna-se rápido outra vez durante o surto de crescimento pré-pubertário, lento na adolescência e tem um nivelamento final aos dezoito e dezenove anos até vinte e poucos anos.

O desenvolvimento é o processo pelo qual o ser humano se forma enquanto ser bio-sócio-cultural, desde o momento da concepção, até a sua morte.

Este processo dá-se como uma interação constante entre o indivíduo (as suas estruturas biológicas e mentais) e o meio em que se encontra inserido.

4. Justifique a importância do conhecimento do “Desenvolvimento Humano” para a educação

Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprios de cada faixa etária, por este motivo é fundamental para os educadores este conhecimento.

QUADRO SÍNTESE

TEORIAS – CORRENTES/CONCEPÇÕES

BEHAVIORISMO

PSICOGÊNESE

SOCIOINTERACIONISMO

  1. Nome da teoria

Teoria do comportamento

Teorias da Aprendizagem

  1. Autor principal

John B. Watson

Jean Piaget

Lev Semenovich Vigotski

  1. Foco principal do estudo

O comportamento

O desenvolvimento humano.

Relação pensamento e linguagem.

  1. Concepção quanto ao(s) elemento(s) que mais influenciam o desenvolvimento para o homem

Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco produtiva, de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento. No caso, comportamento seria qualquer mudança observada, em um organismo, que fossem consequência de algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas glandular e motor.

Os fatores que mais influenciam este desenvolvimento são: hereditariedade, crescimento orgânico, maturação neurofisiológica e meio.

O desenvolvimento infantil é visto a partir de três aspectos; instrumental, cultural e histórico.

  1. Fonte de conhecimento para o homem

Para o Behaviorista Clássico, um comportamento é sempre uma resposta a um estímulo específico.

O homem adquire conhecimento através de quatro aspectos básicos; o físico-motor, o intelectual, o afetivo-emocional e o social.

A história da sociedade e o desenvolvimento do homem caminham juntos e, mais do que isso, estão de tal forma intrincados, que um não seria o que é sem o outro.

  1. Visão de homem

Todo comportamento era consequência da influência do meio, a ponto de afirmar que, dado algumas crianças recém-nascidas arbitrárias e um ambiente totalmente controlado, seria possível determinar qual a profissão e o caráter de cada uma delas.

O homem pode ser definido por períodos o 1 período é o sensório-motor (0 a 2 anos), o 2 é o pré-operatório (2 a 7 anos), o 3 é o das operações concretas ( 7 a 11 ou 12 anos) e o 4 e último período é o das operações formais ( 11 ou 12 anos em diante).

É através da mediação dos adultos que os processos psicológicos mais complexos tomam forma, por isto é fundamental o papel da educação na infância.

  1. Influências/efeitos/aplicação da teoria na educação

São conhecidos os métodos de ensino programado e o controle e organização das situações de aprendizagem, bem como a elaboração de uma tecnologia de ensino, portanto, esta teoria é muito utilizada na educação.

Os aspectos citados nesta teoria subordinam-se em um sistema único e pessoal e vão-se exteriorizar na construção de um projeto de vida e é através da educação que podemos direcionar a prática da psicogênese para formar um indivíduo adaptado a realidade para que ocorra sua inserção no mundo do trabalho ou na preparação para ele.

Para essa corrente, as interações sócio-culturais são excluídas na formação das estruturas comportamentais

e cognitivas da pessoa. Nessa perspectiva, o entendimento é o de que a educação pouco ou quase nada

altera as determinações inatas. Os postulados inatistas subestimam a capacidade intelectual do indivíduo, na

medida em que seu sucesso ou fracasso depende quase exclusivamente de seu talento, aptidão, dom ou

maturidade. Desconfiam, portanto, do valor da educação e do papel interveniente e mediador do professor.

Conseqüentemente, o desempenho dos alunos na escola deixa de ser responsabilidade do sistema

educacional. Assim, no que tange ao impacto educacional trazido por essa acepção, esse paradigma

promove uma expectativa significativamente limitada do papel da educação para o desenvolvimento

individual.

  1. Papel da educação/professor no desenvolvimento humano

A escola direciona os comportamentos dos alunos segundo determinadas finalidades sociais. O conteúdo pessoal será socialmente aceito. Os conteúdos programáticos serão estabelecidos e ordenados numa seqüência lógica e psicológica. É matéria de ensino apenas o que é redutível ao conhecimento observável e mensurável. Em uma abordagem behaviorista (comportamentalista), o professor é considerado transmissor de conhecimento ao aluno e administra as condições da transmissão do conteúdo. Nesta teoria o professor é considerado um planejador e um analista de contingências. O professor deverá decidir os passos de ensino, os objetivos intermediários e finais com base em critérios que fixam os comportamentos de entrada e os comportamentos que o aluno deverá exibir durante o processo de ensino.

O papel da educação aplicando esta teoria é manter um equilíbrio entre o real e os ideais dos indivíduos, isto é, de revolucionário no plano das idéias, ele se transforma, no plano das ações.

O professor interage com as crianças em uma fase fundamental que é quando acontecem os processos interpsíquicos (partilhados entre pessoas), portanto a educação é o que forma o indivíduo para a vida.

  1. Principais críticas formuladas à corrente/teoria

O Behaviorismo, embora ainda muito influente, não é mais um modelo dominante na Psicologia. Seus críticos apontam inúmeras prováveis razões para tal fato.Uma das razões comumente apontadas é o desenvolvimento das neurociências. Essas disciplinas jogaram nova luz sobre o funcionamento interno do cérebro, abrindo margens para paradigmas mais modernos na Psicologia. Por seu compromisso com a idéia de que todo comportamento pode ser explicado sem apelar para conceitos cognitivos, o Behaviorismo leva a uma postura por vezes desinteressada em relação às novas descobertas das neurociências, com exceção do behaviorismo radical, Skinner enfatizou sempre a importância da neurociência como sendo um campo complementar essencial para o entendimento humano. Os behavioristas afirmam, porém, que as descobertas neurológicas apenas definem os fenômenos físicos e químicos que servem de base ao comportamento, pois o organismo não poderia exercer comportamentos independentes do ambiente por causas neurológicas. Outro aspecto que também é enfatizado por behavioristas radicais é de que embora as neurociências possam lançar luz a alguns processos comportamentais, ela não é prática. Por exemplo, se o objeto for promover uma mudança comportamental em um indivíduo, a modificação das contingências ambientais seria muito mais eficaz que uma modificação direta no sistema nervoso da pessoa. Tal noção é falaciosa, pois nega inúmeras evidências a cerca da eficácia de tratamentos neurobiológicos se utilizando de inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI)em conjunto com tratamentos psicológicos.

Como pôde ser percebido no pensamento de Piaget, na medida em que existe uma causalidade perceptiva, ela própria é função das ações anteriores do sujeito, aplicadas ao Real segundo uma interação física entre sujeito e objeto. O autor defende uma espécie de empirismo com a presença do sujeito que atuaria a nível da ação (intervenção sensório-motora) e da operação (estruturas cognitivas lógico-matemáticas).

Diferencia-se do pensamento meyersoniano, essencialmente, quando atribui um ordenamento intrínseco ao Real, cabendo ao cientista conjeturar todas as possibilidades causais dentro do universo. Meyerson, com seu Princípio da Identidade, demonstra a força da validade do argumento causal por causa de uma identificação, mesmo que incompleta, entre causa e efeito, no que a causa estaria contida, ontologicamente, no efeito. O Real é apresentado primordialmente como “irracional” cabendo ao cientista aplicar o Princípio da Identidade e torná-lo, destarte, inteligível. Aqueles elementos que não se encaixam nessa lógica (cf.. Princípio de Carnot) são denominados irracionais, os quais viriam a constituir uma segunda forma de conhecimento: aquela proveniente diretamente do Real. Daí parte, então, a mais forte crítica de Piaget, quando constata a falta de uma dedução operatória por parte do autor, uma vez que uma lógica matemática pode ser atribuída ao Real, cabendo, como foi acima apontado, ao cientista conjectura. Ademais, a identidade constituiria, segundo Piaget, uma das etapas de entendimento da realidade, precedida de noções como a de seriação, classificação, consideradas anteriores na formação do aparato cognitivo do indivíduo.

Vários autores interpretam a obra de Vygotsky de formas diferentes. Alguns vêem nele o psicolingüista,

outros o psicólogo, divergindo quanto a sua filiação às diversas correntes: behaviorista, construtivista, sóciohistórica.

Talvez a culpa disso esteja também nos textos publicados, que não estabelecem com clareza as

bases diversas que fundamentam o pensamento dos dois autores (Piaget e Vygotsky), nem estabelecem as diferenças, em termos da prática pedagógica, que estão implicadas na adoção das idéias de cada um deles. Maria Teresa Freitas (2000) argumenta que não considerar a obra de Vygotsky a partir do materialismo

histórico dialético impede a sua real compreensão. A autora concorda com a crítica feita por Newton Duarte

(1999) quanto à apresentação de Vygotsky como um construtivista que se diferencia de Piaget apenas pela

ênfase que dá ao meio social. Defende, ainda, a idéia de que esses dois autores são inconciliáveis, por

partirem de perspectivas epistemológicas e filosóficas diferentes. Ela defende não se tratar Vygotsky de um

construtivista, pois ele procura a relação dialética entre o ensinar e o aprender.

  1. Posição da equipe quanto à utilização dos conceitos da teoria no trabalho pedagógico

Com certeza esta teoria é muito útil para o trabalho pedagógico e utilizaríamos.

Utilizaríamos esta teoria.

Utilizaríamos esta teoria como proposta pedagógica.

  1. Justificativa da decisão

Ela foca o comportamento com o meio em que os fatos ocorrem, portanto, é importante para aprendizagem do educando, podendo ser aplicada em qualquer situação e meio.

O ponto de partida desta teoria baseia-se no conhecimento é constituído pelas ações do sujeito sobre o Real. (326) Por meio dessas ações, não se modificam os objetos em si, mas o sujeito se limita a reuni-los ou a seriá-los sob a forma de classes de relações ou de números. (326-7) Tais ações não modificam o objeto, apenas permitem coordená-los. [Ex. da criança com os objetos em posição permutante ABC]. Em não se tirando qualquer característica particular dos objetos como tais, a coordenação dessas ações vem a agrupá-los entre eles sob a forma de operações lógico-aritméticas, e as deduções resultantes dessa organização de operações caracterizam o que se chama afunção implicadora do pensamento.

Porque em síntese, nessa abordagem, o sujeito produtor de conhecimento não é um mero receptáculo que

absorve e contempla o real nem o portador de verdades oriundas de um plano ideal; pelo contrário,

é um sujeito ativo que em sua relação com o mundo, com seu objeto de estudo, reconstrói (no seu

pensamento) este mundo. O conhecimento envolve sempre um fazer, um atuar do homem.

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