Lista 03-Exercícios Resolvidos de Contabilidade Nacional

Lista 03-Exercícios Resolvidos de Contabilidade Nacional

Lista 3 – Exercícios de Contabilidade Nacional

Profa. Alesandra Benevides

Questão 1: Qual a diferença da balança comercial FOB para a balança comercial CIF?

R- Há duas maneiras de contabilizar exportações e importações: FOB (free on board), que representa o valor de embarque da mercadoria, e CIF (cost, insurance and freight), que inclui, além do custo da mercadoria, os fretes e seguros relacionados ao transporte.

Na balança comercial, tanto as exportações quanto as importações são registradas pelo valor FOB.

Questão 2: Qual a diferença e cite exemplos de serviços fatores e não-fatores?

R- Os serviços fatores são aqueles relacionados aos fatores de produção (capital, trabalho, terra). Os serviços não-fatores é o restante. São remunerações de serviços fatores os juros, lucros e salários referentes a serviços, por exemplo, de manutenção em maquinário, feita por trabalhador estrangeiro. São remunerações de serviços não-fatores o frete, o seguro, as patentes referentes a serviços, por exemplo, como transporte e seguro de mercadorias.

Questão 3: O que são empréstimos de regularização?

R- Um dos itens que compõem o movimento de capitais (ou balança de capitais), os empréstimos de regularização registram os empréstimos feitos pelo FMI aos países.

Questão 4: Considere os seguintes dados relativos às transações entre residentes e não residentes de um país, em unidades monetárias, num determinado período de tempo (em milhões de dólares):

a) o país exporta, recebendo à vista, mercadorias no valor de 600;

b) o país importa mercadorias, à vista, no valor de 250;

c) ingressam no país, sob a forma de investimentos diretos, 100 em mercadorias;

d) o país paga juros de empréstimos no valor de 30;

e) o país paga amortizações de empréstimos no valor de 70;

f) o país remete lucros no valor de 10;

g) o país paga fretes no valor de 50;

h) ingressam no país, sob a forma de capitais de curto prazo, 200;

Pede-se:

i) o saldo da balança comercial;

ii) o saldo da balança de serviços;

iii) o saldo do balanço de pagamentos em transações correntes;

iv) o saldo total do balanço de pagamentos;

v) a variação das reservas.

Balanço de pagamentos

Balança comercial

+ 250

Exportação

+ 600

Importação

-250 -100

Balança de serviço

-90

Renda

-30 -10

Serviço

-50

Transações Correntes

+160

Movimento de capitais

+230

Investimento direto

+100

Amortização

-70

Capital de curto prazo

+200

Saldo do Balanço de Pagamentos

160 + 230 = 390

Reservas

-600 +250 +30 +70 +10 +50 -200 = -390

Questão 5: Qual a diferença entre câmbio nominal e real?

R- No cômputo da taxa de câmbio real, temos de levar em conta tanto a inflação interna quanto a inflação externa, isto é, a inflação do país cuja moeda estamos considerando no cálculo da taxa de câmbio (inflação dos Estados Unidos, se estivermos calculando a taxa de câmbio da moeda doméstica em relação ao dólar americano).

Contudo, o conceito de taxa de câmbio real apresentado enfrenta alguns problemas de ordem teórica e prática:

1º - Existe uma série de outros fatores importantes no cálculo da taxa de câmbio real, tais como o grau de abertura da economia, a preferência dos consumidores e os ganhos de produtividade no setor exportador.

2º - A inflação é um cálculo médio que inclui uma série de bens e serviços, muitos dos quais não são comercializados no mercado internacional.

Questão 6: Considere os seguintes dados:

Taxa de câmbio nominal no período 1 = 1,05

Taxa de câmbio nominal no período 2 = 1,25

Inflação interna ao longo do período 1 = 40%

Inflação externa ao longo do período 1 = 5%

Com base na definição de taxa de câmbio real, pede-se:

i) valorização/desvalorização nominal;

R- Desvalorização nominal de 19,04%

ii) valorização/desvalorização real.

R- Valorização de 10,71%

Questão 7: Quais os regimes cambiais possíveis? Explique todos.

R- O nível da taxa de câmbio pode ser determinado ou pelas forças de mercado (pelo confronto entre oferta de divisas e demanda por elas) ou a partir da interferência do governo no mercado cambial (fixando a taxa). São essas diferenças que determinam os regimes cambiais.

Dadas essas duas possibilidades, podem ser definidos três regimes para o mercado cambial:

regime de câmbio flutuante

regime de câmbio fixo

regime misto

No regime de câmbio flutuante, a taxa de câmbio oscila livremente para garantir o equilíbrio do mercado, isto é, o equilíbrio entre oferta e demanda por moeda estrangeira.

No regime de câmbio fixo, cujo nível é determinado pelo Banco Central. Obviamente, não se determina o nível da taxa por decreto ou qualquer outro tipo de norma. O mecanismo de intervenção se dá a partir da compra e venda da moeda estrangeira no mercado, pelo Banco Central, por um valor fixo.

Atualmente, a maioria dos países adota o regime misto. Nesse sistema, a taxa de câmbio pode variar dentro de um limite mínimo e outro máximo, determinados pelo Banco Central. Caso a taxa atinja qualquer um desses limites, o Banco Central intervém no mercado, ou comprando a uma taxa fixa, no caso do câmbio atingir o limite mínimo, ou vendendo, no caso de o câmbio atingir o limite máximo.

Questão 8: Explique o que é a paridade do poder de compra.

R- A abordagem da paridade do poder de compra baseia-se na idéia de que, na ausência de custos de transportes, de informação e outros custos de transação, os preços tendem, com o decorrer do tempo, a se igualar em diferentes mercados. Assim, a “Lei do preço único” tenta mostrar que o preço doméstico deve se igualar ao preço internacional convertido em moeda doméstica através da taxa de câmbio (P= e . P*). A taxa de câmbio e que garante a igualdade proposta é denominada de taxa de câmbio de equilíbrio de longo prazo, também denominada de “taxa PPP”.

Questão 9: Cite três instrumentos de ajuste do Balanço de Pagamento e diga quais suas vantagens e desvantagens.

R- i) Desvalorização cambial: tem a vantagem de ter rápido resultado sobre déficits no Balanço e atua principalmente para estimular as exportações em detrimento das importações. A desvantagem é que por provocar desajustes nos preços relativos, pode gerar pressão inflacionária. ii) elevação nas tarifas de importação: tem resultado também rápido sobre a balança comercial. Como reduz o grau de abertura econômica, é uma medida que pode não ser vista com bons olhos pelos parceiros comerciais e suscitar represálias. iii) restrição às saídas de capitais: atua de modo imediato para elevar o saldo do movimento de capitais, especialmente na conta de capitais de curto prazo. Mas esta medida pode resultar em desconfiança por parte dos investidores no momento seguinte. Há ainda a elevação de juros; o estabelecimento de cotas de importação; redução no nível de atividades da economia.

Questão 10: Quais as funções da moeda? Explique.

R- A moeda tem três principais funções:

 meio de troca

 unidade de conta

 reserva de valor

Uma das principais funções da moeda é justamente a de ser meio de troca, ou, sem outras palavras, a de ser exatamente aquele elemento que viabiliza a ocorrência de milhares de trocas a cada momento, porque intermedeia o movimento das mercadorias, permitindo que elas troquem de mãos.

Além disso, a moeda também serve de unidade de conta. Numa economia monetária, uma mercadoria A tem seu valor expresso não de inúmeras formas, mas de uma única forma e, melhor ainda, a mercadoria que está servindo para a expressão do valor de A é a mesma que está servindo para expressar os valores de todas as demais.

Por fim, a moeda permite-nos alocar nossas transações no tempo de acordo com nossas conveniências, e é nesse sentido que ela funciona como reserva de valor.

Questão 11: O que ocorre com a função da moeda como reserva de valor em períodos de alta inflação?

R- Na presença de processos inflacionários crônicos, o papel da moeda como reserva de valor pode ficar inteiramente comprometido, pois com inflação acirrada, a moeda perde rapidamente seu valor. Logo, a deterioração de seu valor prejudica e muito tal função da unidade monetária.

Questão 12: Prove que: i) quanto maior a proporção de papel moeda em poder do público/M1, menor o multiplicador bancário;

R-

ii) quanto maior a proporção de depósitos à vista nos bancos comerciais/M1, maior o multiplicador bancário;

R-

iii) quanto maior a proporção de encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos à vista nos bancos comerciais, menor o multiplicador bancário.

R-

Questão 13: Considere os seguintes dados d = 0,60; R = 0,30.

i) Calcule o multiplicador dos meios de pagamento em relação à base monetária e interprete o resultado.

R- Ou seja, para cada uma unidade monetária a mais na base monetária, os meios de pagamento aumentam em 1,72 unidade monetária.

ii) Agora, calcule o multiplicador considerando um aumento de 20% na proporção de papel moeda em poder do público em relação aos meios de pagamento. Explique o porquê do resultado encontrado.

R-

Como a proporção de papel moeda em poder do público em relação aos meios de pagamento aumentou é sinal que a proporção de depósitos à vista em relação aos meios de pagamento reduziu. Como vimos na questão anterior, uma redução em d implica em uma redução no multiplicador. Os bancos comerciais têm menos dinheiro disponível para emprestar, reduzindo a liquidez da economia.

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