Exames Laboratoriais

Exames Laboratoriais

Cuidados de enfermagem em exames laboratoriais.

Importância

  • Colaborar para um diagnostico;

  • Medicina preventiva;

  • Avaliar a eficácia de um tratamento;

  • Avaliar o grau de aderência do paciente.

Complicações

  • Mudança de habitos nos dias que antecede a realização dos exames(Resultado falso positivo);

  • O prazo de validade dos exames é curto, pois eles interpretam o que está acontecendo com voce nesse momento;

Influencia

  • Alimentação;

  • Ativida fisica;

  • Sono;

  • Faixa etária;

  • Diferentes fases do ciclo menstrual.

Material para exame

  • O cumprimento do que se é recomendado por parte do paciente;

  • Se as orientações foram fornecidas de forma correta;

  • Coleta adequada;

  • Fixação e o transporte do meterial correto.

OBS.: O enfermeiro deve sempre reforçar ao paciente a necessidade de seguir as devidas orientações para a coleta de materiais e a importância do rigoroso cumprimento delas para que sejam garantidos resultados seguros.

Exames abordados

  • Urina (EAS);

  • Fezes;

  • Baciloscopia Hanseníase;

  • Baciloscopia Tuberculose;

  • Sangue.

Exame de urina (Sedimento urinário ou EAS)

EAS

  • É um exame geral e seus resultados devem ser avaliados considerando-se vários dados clínicos do paciente. São avaliados aspectos físico-químicos da urina, além da presença de elementos no sedimento.

Orientações ao paciente

  • Utilizar o kit fornecido pelo laboratório gratuitamente com instruções específicas.

  • Fazer uma higiêne íntima rigorosa em sua casa, usando sabonete e água; enxaguar bem com água abundante e secar bem com uma toalha limpa.

  • Coletar a primeira urina da manhã ou 2 horas após a última micção.

  • Desprezar o primeiro jato da urina no vaso sanitário, coletar o jato do meio, mais ou menos ( até a metade do copo) desprezando o restante da micção no vaso sanitário.

  • Depois vedar o coletor, identificar

com seu nome completo e enviar ao

laboratório.

  • O material pode ser coletado fora do laboratório, mas deve ser encaminhado ao mesmo até 2 horas depois. Se mantida refrigerada, a amostra pode ser entregue até 24 horas.

  • Não é necessário estar em jejum;

  • Evite a ingestão excessiva de líquidos;

  • Informar os medicamentos usados nos últimos 7dias;

  • Não fazer uso de contraste radiológico nas 48 horas anteriores;

  • Mulheres: evite colher urina estando menstruada ou se estiver usando pomadas ou cremes vaginais. Recomenda-se esperar 3 dias após o término para colher a urina ou a critério médico;

Alterações físico-químico

  • Cor;

  • Aspecto;

  • Densidade;

  • Odor;

  • pH.

elementos no sedimento

  • Proteina

  • Glicose

  • Cetonas

  • Hemoglibina

  • Bilirrubina

  • Urobilinogênio

  • Nitrito

  • Leucocitos

  • Hemacias

  • Celulas epiteliais

  • Cristais

  • Parasitas

  • Espermatozoides

  • Cilindros hialinos

Cor

  • A urina pode sofrer uma grande variação em sua colocação, em virtude de condições fisiológica, patológicas, pelo uso de medicamentos ou por intoxicações químicas.

Urina Amarela escuro ou Acastanhada

  • A urina normal varia de amarelo bem claro até amarelo escuro. Quanto mais hidratada a pessoa estiver, mais clara a urina será. Uma urina acastanhada ou amarelo escura normalmente é uma urina extremamente concentrada devido a desidratação. Algumas doenças como hepatite que causam bilirrubina na urina, podem apresentar urina escurecida, as vezes semelhantes a mate ou até mesmo Coca-Cola.

Urina Roxa

  • Normalmente causado por infecção urinária. Em geral por bactérias que alcalinizam a urina. É um achado raro. Ocorre mais em pacientes com cateter vesical.

Urina laranja

  • Pode ser uma urina vermelha diluída; Urina muito concentrada normalmente é amarelo forte, mas pode ser alaranjada também; Ingestão de beterraba, cenoura e amoras silvestres ou medicamentos como Rifampicina também podem ser a origem.

Urina Verde

  • Normalmente causada pela ingestão de corantes, pode também ocorrer com medicamentos como amitriptilina, propofol e indometacina; Ingestão de aspargos e corantes artificiais como azul de metileno; Eventualmente, algumas bactérias também podem causar uma urina verde.

Urina Vermelha ou Rosa

  • Urina vermelha em geral é sinal de sangramento, mas pode ser também por medicamento, alimentos ou nas mulheres pelo ciclo menstrual; Laxantes, principalmente os que possuem Sena em sua fórmula, Rifampicina, Pyridium, vitamina B, beterraba e amoras. Anticoagulantes como Varfarina e heparina, podem levar a hematúria e consequentemente urina avermelhada. Uma doença chamada metahemoglobinemia também pode ser a causa; Em uma pessoa com boa hidratação, a urina vermelha pode ficar diluída e se apresentar mais rosada ou alaranjada.

Urina Azul

  • Normalmente a urina azulada é causada por medicamentos e ingestão de corantes como azul de metileno. Drogas descritas como causas de urina azul incluem, Triantereno, amtriptilina, indometacina e Viagra; Existe uma doença genética metabólica, chamada de síndrome da fralda azul, que é causa urina azulada em recém-nascidos.

Urina preta

  • Causada por outra doença genética rara chamada de Alcaptonúria, na região norte, também causada por hematúria.

Aspecto

Densidade

odor

O Ph da urina pode variar em condições fisiológicas, segunda hora do dia para coleta, condições patológicas ou uso de medicamento (Ac. Ascorbico leve a acidificação).

Sua presença em pequenas quantidades pode ser normal. Caso elevada ou persistente, é indicativo de lesão renal.

Normalmente não deve haver glicosúria.

São provenientes do metabolismo dos lipídios

hemoglobina

Sua presença significa aumento da bilirrubina direta, cuja ciclo de degradação normal foi interrompido por causa hepática ou pos-hepática.

a urina normal deve conter urobilinogenio

O nitrito é formado pela metabolização bacteriana do nitrato, e em condições normais não é encontrado na urina. Ocorre sua presença quando houver bacteriúria por gram-negativos ( Exceto Pseudômonas sp.).

Obs.: Quando o resulto for expresso por numero de leucócitos por campo, o valor Maximo de normalidade é de 5 leucócitos por campo.

Obs.: Quando o resultado for expresso por numero de hemácias por campo, o valor Maximo de normalidade é de 3 hemácias por campo.

Células epiteliais

Cristais

parasitas

espermatozóides

Cilindros hialinos

Exame de fezes

Exame de fezes

  • A importância da solicitação adequada do exame e das informações clínicas que direcionam a escolha do melhor método. A coleta de fezes tem recomendações especiais, segundo as finalidades do exame a que se destinam. As principais finalidades do exame de fezes são: o estudo das funções digestivas, a dosagem da gordura fecal, as pesquisas de sangue oculto, a pesquisa de ovos e parasitas, e a coprocultura.

Protoparasitológico

  • Pesquisar a presença de Helmintos e protozoários. Os principais sintomas das verminoses são diarréia, fezes com sangue, anemia, dores abdominais, náuseas, vômitos, emagrecimento e perda do apetite.

Orientações ao paciente

  • Colher fezes em recipiente limpo de boca larga, tomando cuidado de não contaminar as fezes com a urina ou água do vaso sanitário

  • Ter o cuidado de não ultrapassar a metade do frasco;

  • Tampar bem o frasco e identificar com seu nome completo e encaminhar ao laboratório.

  • 3 amostras de fezes é recomendável colher em 3 dias diferentes;

  • A cada coleta encaminhar a amostra ao laboratório em até 2 horas em temperatura ambiente ou no máximo 14 horas se refrigerada

  • Material deverá ser colhido mesmo apresentando-se diarréico, muco, pus ou sangue.

  • Evitar contraste radiológico na véspera do exame.

  • Orientar quanto ao não uso de laxantes

Cultura de fezes (cropocultura)

  • È o exame bacteriológico das fezes, geralmente muito utilizado em casos de gastroenterite adulta. A finalidade da cultura de fezes é identificar germes patogênicos causadores de quadros de diarréia aguda ou crônica.

Orientações ao paciente

  • Colher a amostra em recipiente próprio contendo o meio de transporte Cary Blair e enviar ao laboratório até 24 horas após a colheita.

  • É suficiente introduzir a ponta do swab nas fezes recém emitidas e colocar este no meio de Cary Blair.

  • Não refrigerar e não usar laxante para coleta.

  • Evitar o uso de laxantes

  • Antibióticos interferem no resultado

Pesquisas de sangue oculto

  • É um exame laboratorial que tem como objetivo identificar a presença de sangue nas fezes em virtude de hemorragias de graus variados do aparelho digestivo, que podem ser causadas por algo tão insignificante como uma pequena irritação da mucosa intestinal ou por algo mais grave como um cancro ou cânceres no trato gastrintestinal. Situações clínicas como hemorróidas, fissuras no reto ou ânus e diverticuloses podem ser responsáveis pelo encontro de sangue nas fezes.

Orientações ao paciente

  • É necessário que o usuário realize durante três dias uma dieta onde são proibidos carnes e derivados, bem como alimentos coloridos e que contenham alta atividade de peroxidase;

  • Não usar medicamentos irritantes da mucosa gástrica;

  • Evitar sangramento gengival, durante a escovação dos dentes e também nos casos de sangramento nasal ou hemorroidal a coleta deverá ser evitada.

  • Encaminhar ao setor de coleta no mesmo dia ou no máximo até o dia seguinte, desde que conservada em geladeira;

  • Anotar medicamentos utilizados nos últimos 2 dias;

  • Não colher amostras até 3 dias após a menstruação.

Pesquisa de Isospora e Cryptosporidium

  • Com o surgimento da AIDS, esses parasitas que não tinha tanta importância passaram a ter sua conotação devido o paciente ser imunodeprimido.

Orientações ao pacientes

  • Evacuar em recipiente limpo e seco e transferir uma porção uma porção das fezes recém emitidas para o frasco coletor, tendo o cuidado para não ultrapassar a metade do frasco.

  • Não utilizar laxantes ou supositórios

Pesquisa de gordura

  • Tem utilidade no diagnóstico e no acompanhamento da síndrome de má absorção, sendo que, quando se tem a síndrome, tem-se um aumento do teor de gordura fecal.

Orientações ao paciente

  • Evacuar em recipiente limpo e seco e transferir uma porção uma porção das fezes recém emitidas para o frasco coletor, tendo o cuidado de não ultrapassar a metade do frasco.

  • Não utilizar laxantes ou supositório.

  • Contraste radiológico: deve-se aguardar 1 semana para a realização do exame

  • As fezes devem ser conservadas sob refrigeração até o envio ao laboratório.

Pesquisa de Enterobius vermiculares

  • O Enterobius vermicularis é um helminto cuja infestação é associada, entre outros, a prurido na região anorretal. Sua presença é diagnóstica, sugerindo-se tratamento para todos os indivíduos que o hospedem. Menos de 10% dos pacientes infestados por E. vermicularis apresentam ovos nas fezes.

Orientações ao paciente

  • A coleta deve ser realizada de manhã, sem que o usuário tenha realizado a higiene anal no dia.

  • Use 10 cm de fita adesiva transparente e contorne-a no fundo de um tubo de ensaio deixando a parte da cola externamente.

  • Afaste os glúteos, exponha o ânus e aplique a fita várias vezes na região anal e perianal.

  • Cole a área aderente da fita em uma lâmina, evitando a formação de bolhas de ar e pregas.

  • Identificar e enviar ao laboratório.

  • Evitar o uso de supositórios e medicamentos tópicos: cremes, pomadas

Baciloscopia hanseníase

importância

  • A técnica de baciloscopia é realizada na clientela com suspeita de portar a Hanseníase. Consiste em análise da linfa através do exame microscópico onde se observa o Mycobacterium leprae, diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos. A baciloscopia é o exame complementar mais útil no diagnóstico; é de fácil execução e baixo custo. Colhe-se o material a ser examinado (raspado de tecido dérmico) nos lóbulos das orelhas direita e esquerda, cotovelos direito e esquerdo e em lesão suspeita.

Orientações ao paciente

  • Acomodar o paciente confortavelmente.

  • Explicar o procedimento que será realizado. No caso de criança explicar também para a pessoa responsável.

  • Observar indicações dos sítios de coleta na solicitação médica.

  • Manusear a lâmina pelas bordas evitando colocar os dedos no local onde a amostra será distribuída.

  • Identificar a lâmina com as iniciais do nome do paciente, o número de registro da unidade e data da coleta.

  • No momento de cada coleta fazer anti-sepsia com álcool a 70%, dos sítios indicados na solicitação médica.

  • Com o auxílio da pinça Kelly, fazer uma prega no sítio de coleta, pressionando a pele o suficiente para obter a isquemia, evitando o sangramento. Manter a pressão até o final da coleta tomando o cuidado de não travar a pinça.

Baciloscopia tuberculose

Baciloscopia tuberculose

  • Exame básico para diagnóstico bacteriológico da tuberculose, especialmente na forma pulmonar, identificando os doentes bacilíferos, permitindo a pronta atuação na interrupção da cadeia de transmissão. Também utilizada para acompanhar a eficácia do tratamento através da redução bacilar e negativação do BK no escarro em exames mensais.

Orientações do paciente

  • Recipiente coletor: entregar ao paciente: pote com tampa rosqueável já devidamente identificado (nome do paciente no corpo do pote);

  • Procedimento de coleta: orientar o paciente para ao despertar pela manhã, lavar a boca, sem escovar os dentes, inspirar profundamente, prender a respiração por um instante e escarrar após forçar a tosse. Repetir essa operação até obter três eliminações de escarro, evitando que esse escorra pela parede externa do pote;

  • As amostras devem ser coletadas em locais abertas ao ar livre ou salas bem arejadas;

  • Informar que o pote deve ser tampado e colocado em um saco plástico com a tampa para cima, cuidando para que permaneça nessa posição;

  • Orientar para lavar as mãos após esse procedimento.

  • Devem ser coletadas pelo menos 2 amostras.

Primeira amostra:

  • Não é necessário estar em jejum. - a amostra deve ser coletada em local aberto ao ar livre ou em sala bem arejada;

Segunda amostra:

  • Coletada na manhã do dia seguinte, assim que o paciente despertar. Essa amostra, em geral, tem uma quantidade maior de bacilos porque é composta da secreção acumulada na árvore brônquica por toda à noite.

Conservação e Transporte:

  • As amostras de escarro deverão ser mantidas sob refrigeração, protegidas da luz solares, acondicionadas de forma que não haja derramamento.

  • O material deve ser coletado em potes plásticos com as seguintes características: descartáveis, com boca larga (50mm de diâmetro), transparentes, com tampa de rosca de 40mm, capacidade entre 35 e 50 ml. A identificação (nome do paciente e data da coleta), deve ser feita no corpo do pote e nunca na tampa, utilizando-se, para tal, fita gomada ou etiquetas.

  • Seu transporte deve ser realizado em caixas com divisões bem vedadas, podendo ser isopor por serem leves, protegerem do calor e da luz solar, acondicionadas com gelo reciclável ou cubos de gelo dentro de um saco plástico.

  • Nunca encaminhar a requisição de exame juntamente com o pote, dentro da caixa térmica, mas afixado do lado de fora da caixa.

Exame de sangue

hemograma

  • O hemograma é o exame para avaliar as três principais linhagens de células do sangue.

Orientações ao paciente

  • O jejum deve ser de 4 horas, exceto para bebês que devem se alimentar com muita freqüência.

  • Informar se está usando algum tipo de medicação.

Eritrograma

  • Geralmente a primeira parte do Hemograma é a série vermelha onde são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina.

  • Hemácias - Valores baixos podem indicar um caso de anemia normocítica (aquela que as hemácias tem tamanho normal, mas existe pouca produção dessas células), valores altos são chamados de eritrocitose e podem indicar policitemia (oposto da anemia, pode aumentar a espessura do sangue, reduzindo a sua velocidade de circulação).

  • Hemoglobina - valores baixos causa descoramento do sangue, palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos.

  • Hematocrito - Valores baixos podem indicar uma provável anemia e um valor alto também pode ser um caso de policitemia.

  • VCM - Ajuda na observação do tamanho das hemácias e no diagnóstico da anemia. No exame pode vir escrito: microcíticas, macrocíticas.

  • HCM- Também ajudam a decifrar casos diferentes de anemias.

  • CHCM – Pode esta hipocrômica (pouco hemoglobina na hemácia), hipercrômica (quantidade de hemoglobina além do normal).

leucócitos

São diferenciados em cinco tipos no hemograma. Seus valores colaboram para esclarecer e diagnosticar doenças infecciosas e hematológicas.

  • Basófilos: Em um indivíduo normal, só é encontrado até 1%, além desse valor indica processos alérgicos.

  • Eosinófilos: Seu número além do normal indica casos de processos alérgicos ou parasitoses.

  • Neutrófilos: É a célula mais encontrada em adultos. Seu aumento pode indicar infecção bacteriana, mas pode estar aumentada em infecção viral.

  • Linfócitos: É a célula predominante nas crianças. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou, mais raramente, leucemia.

  • Monócitos: Quando estão aumentados indica infecções virais. Os valores são alterados também, após quimioterapia.

  • Plaquetas - São responsáveis pela coagulação do nosso sangue

glicemia

  • O exame de dosagem da glicose sanguínea é solicitado para avaliar a quantidade de glicose que está circulando no sangue naquele momento. É utilizado para detectar hiperglicemia e hipoglicemia e ajudar a diagnosticar o diabetes.

Orientações ao paciente

  • A glicemia deve ser medida em um jejum de 8 a 10 horas.

Glicemia de jejum:

  • De 60 a 109 mg/dl (3.9 a 5.5 mmol/L) - Normal

  • De 100 a 125 mg/dl (5.6 a 6.9 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída (pré-diabetes)

  • Acima de 126 mg/dl (7.0 mmol/L) em mais de um teste - Diabetes Melito

Função renal

Ureia

  • È outro tipo de exame realizado no laboratório de análises clínicas, sintetizada no fígado a partir de CO2 e amônia, é o principal produto do metabolismo protéico, circula no sangue e é filtrada nos rins, a maior parte excretada na urina. Não é tão específica para avaliação da função renal como a creatinina.

Creatinina

  • È um importante parâmetro para diagnosticar vários problemas renais, um dos exames mais solicitados no laboratório de análises clínicas, realizado no sangue e na urina, a creatinina é um composto orgânico nitrogenado não-protéico formado a partir da desidratação da creatina

Orientações ao paciente

  • Deve fazer jejum de 12 horas antes do exame.

Valores de referência

  • Os valores de referência ou normais para a creatinina: Adulto: 0,60 a 1,30 mg/dL, Criança 0 a 1 semana: 0,60 a 1,30 mg/dL, Criança 1 a 6 meses : 0,40 a 0,60 mg/dL, Criança 1 a 18 anos : 0,40 a 0,90 mg/dL. Estes valores podem ter ligeiras variações dependendo do laboratório.

  • Os valores de referência ou normais para uréia: 10 a 40 mg/dl.

colesterol

  • O colesterol total é composto da soma das frações HDL+LDL+VLDL.

  • HDL - colesterol bom. Protege os vasos da aterosclerose. Quanto mais elevado melhor.

  • LDL e VLDL - Colesterol ruim, formador da aterosclerose que obstrui os vasos sanguíneos e leva a doenças como infarto. Quanto mais baixo melhor.

  • Triglicerídeos - o nível alto está associado a um aumento no risco de doenças do coração, especialmente quando está associado a colesterol alto e outros fatores de risco.

Orientacões ao paciente

  • A dosagem deve ser realizada apenas quando a pessoa estiver em equilíbrio metabólico, isto é, não estiver doente nem se recuperando de alguma doença ou cirurgia. Recomenda-se nestes casos, aguardar pelo menos oito semanas para a dosagem dos lipídios. Durante a gestação e até o terceiro mês do puerpério, o exame não deve ser feito.

  • As pessoas devem estar em dieta usual, com peso estável por, pelo menos, duas semanas, isto é, o exame não deve ser feito logo após o início ou o abandono de uma dieta.

  • Várias dosagens durante dois meses, com intervalo de pelo menos uma semana entre elas, devem ser realizadas antes de qualquer decisão médica ser tomada, e o resultado a ser considerado é a média de todas estas dosagens.

  • Realizar as dosagens seriadas sempre que possível no mesmo laboratório para minimizar a variabilidade analítica.

  • As pessoas não devem realizar atividade física intensa 24 horas antes da coleta do sangue.

  • Para a dosagem dos triglicérides, é necessário jejum de 12 a 14 horas, no mínimo.

  • Não tomar bebidas alcoólicas por 72 horas antes do teste.

hiv

  • O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue.

Orientações ao paciente

  • Informa os locais que ele poderá ir realizar o exame

  • Não precisa ficar em jejum

  • Testes Elisa: 

  • Essa técnica é amplamente utilizada como teste inicial para detecção de anticorpos contra o HIV no sangue do paciente, podendo ser realizada com um grande número de amostras ao mesmo tempo.

  • Teste de imunofluorescência indireta para o HIV:

  • Esse teste também permite a detecção de anticorpos contra o HIV. No entanto, somente é utilizado quando a amostra de sangue do paciente apresentar resultado positivo no teste Elisa. É, portanto, um teste confirmatório.

Teste western blot:

  • O western blot também é um teste confirmatório, que tem custo bastante elevado. Assim, só é realizado quando a amostra de sangue do paciente apresentar resultado positivo no teste Elisa

Testes rápidos anti-HIV:

  • Os testes rápidos permitem a detecção de anticorpos contra o HIV, presentes na amostra de sangue do paciente, em um tempo inferior a 30 minutos. Por isso, podem ser realizados no momento da consulta.

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