TEORIA

  • Conjunto de conceitos e regras que condicionam todo trabalhos científico.

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO

  • A origem das formas de relevo são um assunto que vem sendo questionado desde os tempos mais remotos.

  • Inicialmente as explicações para as formas de relevo eram obtidas recorrendo a fábulas e com grande cunho religioso.

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO

FILOGÊNESE DO PENSAMENTO GEOMORFOLÓGICO

A ESCOLA ANGLO-AMERICANA

  • Origem em trabalhos executados por geólogos e engenheiros europeus e norteamericanos;

  • A publicação "The geographical cycle" de W. M. Davis (1899) como o marco fundamental;

  • Influenciou autores de expressão inglesa e francesa;

A ESCOLA ANGLO-AMERICANA

  • Entram como fatores principais do ciclo a estrutura geológica, os processos operantes e o tempo, valorizando-se o aspecto histórico na formação do modelo.

  • Pode-se dizer que Davis foi o criador da geomorfologia estrutural.

A ESCOLA ALEMÃ

  • A outra corrente tem origem na Alemanha, com uma concepção mais naturalista e global a respeito das ciências da terra;

  • e a escola Alemã, com autores eslavos e escandinavos;

  • A segunda trabalhava mais a dinâmica da natureza vinculada aos processos climáticos;

  • A escola Alemã teve Von Richthofen e Albrecht Penck como os pais da Geomorfologia de língua germânica;

Walter Penck, apresentando-se como um dos principais opositores das idéias propostas por Davis.

  • Walter Penck, apresentando-se como um dos principais opositores das idéias propostas por Davis.

  • Foi no trabalho "Die Morphologische Analyse" (1924), que Walter Penck contrapôs-se à sucessão progressiva e irreversível, ou seja, à de formação seguida de erosão de William Morris Davis;

Walter Penck tem o mérito de ter desenvolvido uma fundamentação teórico-metodológica, que até o momento atual é balizadora das pesquisas geomorfológicas;

  • Walter Penck tem o mérito de ter desenvolvido uma fundamentação teórico-metodológica, que até o momento atual é balizadora das pesquisas geomorfológicas;

Compreende que o entendimento das formas de relevo presente é fruto do antagonismo entre as

  • Compreende que o entendimento das formas de relevo presente é fruto do antagonismo entre as

  • Forças endógenas (abalos sísmicos; vulcanismos; dobramentos; afundamentos e soerguimentos das plataformas; falhamentos e fraturamentos), e

  • Forças exógenas (ação climática local, regional e zonal; processo de meteorização; erosão e transporte de base rochosa; ação do vento e ação da água);

TEORIA DA PEDIMENTAÇÃO E DA PEDIPLANAÇÃO

  • TEORIA DA PEDIMENTAÇÃO E DA PEDIPLANAÇÃO

  • Lester King (1956)

TEORIA DA PEDIMENTAÇÃO E DA PEDIPLANAÇÃO

  • TEORIA DA PEDIMENTAÇÃO E DA PEDIPLANAÇÃO

  • Lester King (1956)

Teorias geomorfológicas pós anos 60: Geomorfologia Dinâmica, Climática e da Paisagem.

  • Luna B. Leopold e W. B. Langbein (1962), outra teoria que emergiu a serviço de uma análise sistêmica do relevo foi a T. PROBABILÍSTICA.

  • De modo simplificado, esta teoria se baseia na utilização de métodos estatísticos e probabilísticos para o estudo da paisagem como um todo, abordando a sua evolução através de analogias simples, como a termodinâmica (entropia).

Jahn (1954) BALANÇO DE DENUDAÇÃO entre as forças morfogenéticas das componentes perpendiculares (infiltração - pedogênese) e paralelas (denudacional – morfogênese);

  • Jahn (1954) BALANÇO DE DENUDAÇÃO entre as forças morfogenéticas das componentes perpendiculares (infiltração - pedogênese) e paralelas (denudacional – morfogênese);

  • Tricart (1957) BALANÇO MORFOGENÉTICO (abrasão e acumulação);

  • Erhart (1956) TEORIA BIORESISTÁTICA: biostasia e resistasia;

Teorias geomorfológicas pós anos 60: Geomorfologia Dinâmica, Climática e da Paisagem.

  • John T. Hack (1960) utiliza as idéias propostas por Grove Karl Gilbert em 1880, amplia esta proposta e formula uma nova teoria: a do EQUILÍBRIO DINÂMICO.

  • Para Hack o modelado terrestre é um sistema aberto, que mantém constantes trocas de matéria e energia com os demais sistemas de seu universo.

  • Todos os elementos que compõem uma determinada área apresentam-se mutuamente ajustados, modificando-se uns aos outros.

  • Tanto as formas topográficas como os processos atuantes na esculturação do modelado estão em estado de estabilidade.

Büdel (1957, 1963 e 1982) : influência do intemperismo químico da análise geomorfológica (dupla superfície de aplainamento). Na sua concepção existe uma integração dialética entre a alteração geoquímica das rochas e a erosão superficial, sendo que os processos de lixiviação e lessivagem (ascensão de argilas) promovem a disjunção nas ligações ferro-argilas, instabilizando os horizontes superficiais, preparando-os para os processos erosivos nas encostas.

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