DOENÇAS FUNGICAS

DOENÇAS FUNGICAS

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1 - INTRODUÇÃO

Os fungos são geralmente reconhecidos, primeiramente, pela sua capacidade de decompor a matéria orgânica.

Relativamente poucos fungos são suficientemente virulentos para serem considerados patógenos primários. Estes são capazes de iniciar uma infecção em um hospedeiro normal, aparentemente imunocompetente. Eles são capazes de colonizar o hospedeiro, encontrar um nicho microambiental com substratos nutricionais suficientes, a fim de evitar ou subverter os mecanismos de defesa do hospedeiro, e se multiplicar dentro do nicho microambiental.

Entre patógenos fúngicos primários conhecidos se encontram quatro fungos ascomicetos, os patógenos dimórficos endêmicos Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis (e C. posadasii), Hstoplasma capsulatum e Paracoccidioides brasiliensis. Cada um destes microrganismos possui fatores de virulência que lhes permitem romper ativamente as defesas do hospedeiro e que habitualmente restringem o crescimento invasivo de outros microrganismos. Quando um grande número de conídios desses quatro fungos é inalado por humanos, mesmo se esses indivíduos forem saudáveis e imunocompetentes, habitualmente ocorre infecção e colonização, invasão tecidual e disseminação sistêmica do patógeno. Como ocorre com a maioria dos patógenos microbianos primários, estes fungos podem também agir como patógenos oportunistas, uma vez que as formas mais severas de cada uma destas micoses são vistas mais frequentemente em indivíduos com comprometimento das defesas imune inata e adquirida.

Geralmente, indivíduos saudáveis e imunocompetentes apresentam alta resistência inata à infecção fúngica, apesar de serem constantemente expostas às formas infecciosas de diversos fungos presente como parte da microbiota endógena (endógenos) ou no ambiente (exógenos). Os patógenos fúngicos oportunistas, como Candida, Cryptococcus spp. e Aspergillus spp., somente causam infecção quando ocorrem quebras nas barreias protetoras da pele e membranas mucosas ou quando a falhas no sistema imune do hospedeiro. Entretanto, mesmo nas infecções oportunistas, há fatores associados ao organismo, e não ao hospedeiro, que contribuem para a capacidade do fungo causar doença.

Além dessa função, algumas espécies são capazes de provocar infecções, tanto em plantas quanto em animais e em humanos.

Em humanos, as infecções fúngicas não costumam evoluir para quadros mais sérios de complicação. Entretanto, quando se trata de alguém com a imunidade comprometida, como portadores do vírus HIV, diabéticos, transplantados, etc., podem ser devastadores e, inclusive, provocar a morte em curto espaço de tempo.

Muitos fungos vivem, de forma harmoniosa, em nosso corpo. Entretanto, situações que propiciam sua superpopulação podem provocar problemas. A candidíase e a pitiríase versicolor (pano branco) são alguns exemplos. Ambas são micoses, que é o resultado da proliferação demasiada destes organismos na pele. Em alguns casos, os mesmos agentes de infecções cutâneas, ou outras espécies, podem colonizar regiões diferenciadas, como o aparelho respiratório, sistema nervoso, genital e gastrointestinal. Para agravar o quadro, algumas liberam toxinas: as chamadas micotoxinas piorando ainda o quadro.

O tratamento de doenças fúngicas costuma ser mais demorado que o de uma infecção bacteriana, por exemplo; e as chances de reincidir também são maiores. Assim, evitar situações que propiciam a proliferação de tais organismos, como calor e umidade excessivos, e alta ingestão de açúcares, no caso de fungos que se encontram internamente no organismo; são algumas medidas para evitar tais ocorrências.

1.1 – APLICAÇÕES DOS FUNGOS

Indústria

  • Bebidas e alimentos

  • Biodegradação

  • Biotecnologia (fermentação e produção de enzimas)

  • Corantes e tinturas (fungos liquenizados)

Ecológicas:

  • Decomposição de matéria orgânica (decompositores de lignina, celulose, reciclagem de nutrientes em florestas)

  • Associações ecológicas: Simbiose Mutualista (Liquens (algas) e micorrizas (raízes)) e Parasitismo (micose).

Médica:

  • Micoses: Frieira, pano branco, impigem, sapinho, candidiase, blastomicose, histoplamose, tinhas;

  • Fornecedores de químicos na produção de antibióticos (penicilina). 

1.2 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS FUNGOS:

No sistema de classificação em cinco reinos, os fungos ocupam um reino exclusivo – o reino Fungi. Os fungos são encontrados em quase todos os lugares da terra; alguns, (os saprófitos) vivem na matéria orgânica, na água e no solo, e outros (fungos parasitas) vivem na superfície ou no interior de animais e vegetais. Alguns são prejudiciais, enquanto que outros são benéficos. Os fungos também vivem em muitos materiais utilizáveis causando deterioração e estragando alimentos. Os fungos benéficos são importantes na indústria como a fabricação de queijos, iogurtes, cervejas, vinhos e outros alimentos, e também tem seu papel importante na indústria farmacêutica na fabricação de certas drogas como a ciclosporina, que é uma droga imunossupressora e vários antibióticos.

Uma variedade de fungos (incluindo leveduras, bolores e alguns carnudos) tem importância médica, veterinária e na agricultura, devido às doenças que causam no ser humano, em animais e vegetal. Muitas doenças em plantas cultiváveis, grãos, milho e batata são causados por bolores. Algumas dessas doenças que acometem os vegetais são denominadas ferrugens. Esses fungos não destroem apenas plantações, mas alguns produzem toxinas que causam doença no ser humano e animais. As toxinas produzidas pelos bolores e por certos tipos de fungos carnudos são denominadas micotoxinas, e as doenças que causam são conhecidas coletivamente como micotoxicoses, que são produzidas por mais de 350 espécies de fungos. As micotoxinas são metabólicos complexos, prejudiciais ao ser humano e animais. Alguns fungos produzem apenas uma única micotoxina, porém outros produzem mais de uma. Os bolores e as leveduras também causam outras doenças infecciosas no ser humano e em outros animais, genericamente denominadas micoses. Considerando o grande número de espécies de fungos, há poucos que são patogênicos para o ser humano.

1.3 - PATOGÊNESE

A resposta do organismo à infecção por grande numero de fungos é a formação de granulomas. Os granulomas são produzidos nas principais doenças fúngicas sistêmicas como, Histoplasmose e Blastomicose, assim como várias outras. A resposta imune mediada por células esta envolvida na formação do granuloma. Supuração aguda, caracterizada pela presença de neutrófilos no exsudato, também ocorre em certas doenças fúngicas, tais como Aspergilose e Esporotricose. Fungos não contem exotoxinas do tipo bacteriano.

A pele intacta é uma defesa efetiva do hospedeiro contra certos fungos (por ex: Candida, dermatófitos), mas se a pele for danificada, organismos podem se estabelecer. Os ácidos graxos na pele inibem o crescimento de dermatófitos e alterações da pele associadas a hormônios na puberdade limitam a micose do couro cabeludo causada pelo Trichophyton. A flora normal da pele e das membranas mucosas impede o aparecimento de fungos. Quando a flora normal é inibida, por exemplo, por antibióticos, um crescimento excessivo de fungos como C. albicans pode ocorrer.

1.4 - PAPEL DOS FUNGOS NAS DOENÇAS

Asdoenças micóticas em humanos se desenvolvem como processos patológicos em um ou mais sistemas de órgãos. Os sistemas afetados podem ser tão superficiais quanto à camada externa da pele, ou tão profundas quanto o coração, o sistema nervoso central, ou as vísceras abdominais. Embora um único fungo possa estar mais comumente associado com infecção envolvendo um único sistema orgânico, mais frequentemente, vários organismos diferentes podem produzir uma síndrome patológica similar. Como a conduta diante de uma determinada infecção, pode ser diferente de acordo com o agente etiológico, para orientar o diagnostico subseqüente e esforços terapêuticos, é útil estabelecer um diagnostico diferencial que inclua os mais prováveis patogênicos fúngicos.

Como o desenvolvimento de uma infecção fúngica depende de vários fatores, deve ser levado em consideração, numerosos fatores, como o estado de imune do hospedeiro, a oportunidade de interação entre o hospedeiro e o fungo, e a dose infecciosa potencial, na determinação da possibilidade de uma infecção fúngica, a importância dos dados microbiológicos ,e a necessidade de tratar e com que agente. Outros fatores que podem ser importantes na determinação da freqüência relativa com que fungos específicos causam doença (p. ex: idade, comorbidades, imunidade do hospedeiro, exposições epidemiológicas e fatores de risco)

2 – SELEÇÃO DE FUNGOS CAUSADORES DE DOENÇAS

Categoria

Gênero/Espécie

Doença

Leveduras

Cândida albicans

Cryptococcus neoformans

Estomatite, vaginite, infecção das unhas, infecção sistêmica criptococose(infecção pulmonar, meningite, etc).

Mofo

Espécies de Aspergillus

Espécies de Mucor e Rhizopus e outras espécies de mofo do pão

Vários dermatófitos

Aspergilose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)

Mucormicose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)

Infecções o por tinhas

Fungos

Dimorfos

Blastomyces dermatitidis

Coccidioides immitis

Histoplasma capsulatum

Sporothrix shenckii

Blastomicoses (principalmente doença pulmonar e cutânea)

Coccidioidomicose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)

Histoplasmose (infecção pulmonar, infecção sistêmica)

Esporotricose (doença cutânea)

Outros

Pneumocytis jiroveci

Pneumonia por pneumocystis (PCP)

2.1 – FATORES DE RISCOS PARA DESENVOLVIMENTO DOS FUNGOS

Fatores de Risco Para o Desenvolvimento de Infecções FúngicasTerapia que suprime o sistema imune• Drogas antineoplásicas (quimioterapia)• Corticosteróides e outras drogas imunossupressoras Doenças e outras condições• AIDS• Insuficiência renal• Diabetes• Doença pulmonar (p.ex., enfisema)• Doença de Hodgkin ou outros linfomas• Leucemia• Queimaduras extensas

3 - MICOSES

3.1 - MICOSES CUTÂNEAS E SUBCUTANEAS

As micoses de interesse médico podem ser divididas em quatro categorias:

Cutânea, subcutânea, sistêmica, oportunistas. Alguns aspectos importantes das doenças fúngicas estão descritos a seguir.

Tipo

Localização Anatômica

Gênero Doenças Representativa

Organismo Causador

Cutânea

Camada morta da pele

Epiderme, cabelo, unhas

Tinea versicolor

Dermatomicose (tinha)

Malassezia

Microsporum, Trichophyton

Epidermophyton

Subcutânea

Subcútis

Esporotricose

Micetona

Sporothrix

Vários gêneros

Sistêmica

Órgãos internos

Coccidiomicose

Histoplasmose

Blastomicose

Paracoccidiomicose

Coccidioides

Histoplasma

Blastomyces

Paracoccidioides

Oportunista

Órgãos internos

Criptococose

Candidíase

Aspergilose

Mucormicose

Cryptococcus

Cândida

Aspergillus

Mucor, Rhizopus

4 - Micoses Cutâneas

4.1 - Pitiríase versicolor(Tinea versicolor)

Dermatose superficial crônica, cosmopolita, muito freqüente em clima tropical, caracterizada pelo aparecimento de pequenas manchas bem delimitadas, de coloração variável, localizadas principalmente no tronco e no abdômen. Atinge indistintamente todas as raças e mais freqüentemente adultos jovens.

Agente etiológico: Malassezia furfur (Baillon, 1889).

Características clínicas: Lesões superficiais, atingindo principalmente o tronco e abdômen, mas podendo acometer pescoço, face, braços, e raramente mão e região inguinocrural. As lesões se apresentam sob a forma de manchas hipocrômicas descamativas irregulares, de cor variável, dependendo da cor do indivíduo, e condição do clima. Apresenta fluorescência à luz de Wood.

Diagnóstico micológico: O médico diagnostica a pitiríase versicolor pelo seu aspecto. Ele pode utilizar uma luz ultravioleta para detectar a infecção de modo mais acurado ou pode examinar raspados da área infectada ao microscópio. As escamas devem ser clarificadas pela potassa a 20% ou 30%. Ao exame microscópico observam-se células birrefringentes arrendondadas, isoladas ou agrupadas com um cacho de uvas ao lado de hifas curtas, septadas, ramificadas.

4.2 - Dermatomicoses

As dermatomicoses são causadas por fungos (dermatófilos) que infectam somente estruturas superficiais queratinizadas ( pele, cabelo e unhas), não infectando tecidos mais profundos. Os dermatófitos mais importante são classificados em três gêneros: Epidermophyton, Tricophyton e Microsporum. Eles são disseminados a partir de pessoas contaminadas por contato direto. Microsporum é também transmitido por animais, como cachorros e gatos. Isso indica que para prevenir reinfecção, o animal também precisa ser tratado.

As dermatomicoses (tinea, tinha) são infecções crônicas favorecidas pelo calor e pela umidade, por exemplo, pé de atleta e coceira do jóquei (conhecidas também como tinea pedis e tinea cruris, respectivamente. Elas são caracterizadas por pruridos provocados por pápulas e vesículas pruriginosas, cabelos quebrados e unhas espessas e quebradas. Trichophyton tonsurans é a causa mais comum de surtos de tinea capitis em crianças e a principal causa de infecções do endotrix (dentro do cabelo). T. rubum é também uma causa muito comum de tinea capitis. T. shoenleinii é a causa do favo, uma forma de tinea capitis onde crostas são vistas no couro cabeludo. Em algumas pessoas infectadas, a hipersensibilidade causa reações dermatofítidas, por exemplo, vesículas nos dedos. Lesões são uma resposta a antígenos fúngicos circulantes; as lesões não contem hifas. Pacientes com infecções por tinea mostram testes cutâneos positivos com extratos fúngicos, por exemplo tricofitina.

Tratamento

A maioria das infecções fúngicas cutâneas, excetuando-se as do couro cabeludo e das unhas, são leves. Os ingredientes ativos das medicações antifúngicas incluem o miconazol, o clotrimazol, o econazol e o cetoconazol.

Quando a aplicação do creme é interrompida muito precocemente, a infecção pode não ser erradicada e a erupção retorna. Podem transcorrer vários dias até os efeitos dos cremes antifúngicos serem observados. Neste período, cremes de corticosteróides são freqüentemente utilizados para aliviar o prurido e a dor. Para as infecções mais graves ou resistentes, o médico pode prescrever vários meses de tratamento com outros medicamentos, algumas vezes concomitante com cremes antifúngicos.

5 -Micoses subcutâneas

Estas são causadas por fungos que crescem no solo e sobre a vegetação e são introduzidos nos tecidos subcutâneos por meio de trauma.

5.1 - Esporotricose

A esporotricose é uma infecção causada pelo fungo Sporothrix schenckii. O Sporothrix é geralmente encontrado em roseiras, arbustos de uva-espim, musgo esfagno e outras matérias vegetais. Freqüentemente, os fazendeiros, os jardineiros e os horticultores são infectados. Geralmente, a esporotricose afeta a pele e os vasos linfáticos vizinhos. Ocasionalmente, os pulmões ou outros tecidos podem ser infectados.

Sintomas e Diagnóstico

Geralmente, uma infecção cutânea e dos vasos linfáticos vizinhos iniciam em um dedo da mão como um nódulo pequeno e indolor, o qual cresce lentamente e, a seguir, forma uma ferida. No decorrer dos dias ou semanas seguintes, a infecção dissemina-se através dos vasos linfáticos do dedo, da mão e do braço até os linfonodos, formando nódulos e úlceras ao longo do trajeto. Normalmente, o indivíduo não apresenta outros sintomas. A infecção pulmonar pode causar pneumonia, com uma discreta dor torácica e tosse.

Tratamento

A esporotricose que afeta a pele geralmente dissemina-se muito lentamente e raramente é fatal. A infecção cutânea é tratada com o itraconazol oral. Para as infecções generalizadas e potencialmente letais, é realizada a administração de anfotericina B intravenosa, mas o itraconazol oral tem se revelado eficaz ou mesmo mais eficaz à medida em que é utilizado em um número cada vez maior de casos.

5.2 - Micetona

Micetona é uma síndrome clínica, de evolução crônica, caracterizada pelo aumento de volume de uma região ou órgão, com a presença ou não de fístulas que drenam um material seroso ou seropurulento no qual podem ser encontrados “grãos”. A tríade de tumefação, fístulas que drenam e a presença de grãos é usada no sentido restrito para definir o termo micetoma. O Grão é um aglomerado de microrganismos.

O micetoma pode ser provocado tanto por bactérias como por fungo verdadeiro.

Os micetomas são classificados em dois grupos: actinomicóticos ou actinomicose e maduromicóticos ou maduromicose. O primeiro grupo, mais numeroso, estão os micetomas produzidos por bactérias, os actinomicetos. No segundo estão os micetomas provocados por fungos verdadeiros, ou eumicetos.

6 -Micoses sistêmicas

6.1 - Coccidioidomicose

A coccidioidomicose (febre de San Joaquin, febre do vale) é uma infecção causada pelo fungo Coccidioides immitis que geralmente afeta os pulmões. A coccidioidomicose ocorre tanto como uma infecção pulmonar leve que desaparece sem tratamento (forma aguda primária) quanto como uma infecção progressiva grave que se dissemina por todo o corpo e, freqüentemente, fatal (forma progressiva). A forma progressiva é freqüentemente um sinal de que o indivíduo apresenta um comprometimento do sistema imunológico, normalmente em decorrência da AIDS. Os esporos do Coccidioides estão presentes no solo de certas áreas da América do Norte, da América Central e da América do Sul. Os fazendeiros e outros trabalhadores que manipulam o solo apresentam maior probabilidade de inalar os esporos e de tornarem-se infectados. Os indivíduos que são infectados durante uma viagem podem apresentar sintomas da doença somente após deixarem a área.

Sintomas

No inicio geralmente não apresentam sintomas. Quando estes ocorrem, eles manifestam- se 1 a 3 semanas após o indivíduo ser infectado apresentando sintomas leves como febre, a dor torácica e calafrios e as vezes acompanhado de tosse com expectoração e escarro e alguns apresentam o reumatismo do deserto. A forma progressiva da doença é incomum e pode ocorrer semanas, meses ou mesmo anos após a infecção aguda primária. A infecção pulmonar pode piorar, causando uma maior dificuldade respiratória. A infecção também pode disseminar-se dos pulmões para os ossos, as articulações, o fígado, o baço, os rins e o cérebro e as meninges.

Diagnóstico

O médico pode suspeitar de coccidioidomicose quando um indivíduo que habita ou que viajou recentemente a uma área infectada apresenta esses sintomas. São coletadas amostras de escarro ou de pus do indivíduo infectado e as mesmas são enviadas a um laboratório para análise. Os exames de sangue podem revelar a presença de anticorpos contra o fungo.

Prognóstico e Tratamento

A forma aguda de coccidioidomicose geralmente desaparece sem tratamento e a recuperação normalmente é completa. Conduto, os indivíduos com a forma progressiva são tratadas com anfotericina B intravenosa ou com fluconazol oral. Alternativamente, o médico pode tratar a infecção com itraconazol ou cetoconazol.

6.2 -Blastomicose

A blastomicose é uma infecção causada pelo fungo Blastomyces dermatitidis. É basicamente uma infecção pulmonar, mas, algumas vezes, ela dissemina-se através da corrente sangüínea. Os esporos do Blastomyces provavelmente penetram no organismo através do trato respiratório, quando eles são inalados. Desconhece-se a origem dos esporos no ambiente, mas uma epidemia foi relacionada a tocas de castor. A maioria das infecções ocorre nos Estados Unidos, sobretudo no sudeste e no vale do rio Mississipi. A doença é rara em indivíduos com AIDS.

Sintomas e Diagnóstico

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