Relatorio Extensão Rural

Relatorio Extensão Rural

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Estagiária: Marribe Síria Cardena Orientador do Estágio I: Prof. Me. Edson Junior Heitor de Paula

“Relatório de Estágio Supervisionado I do Curso de graduação em Zootecnia, apresentado ao Departamento de Zootecnia da Universidade do Estado de Mato Grosso

– Campus Universitário de Pontes e Lacerda, como parte das exigências para obtenção do título de BACHAREL EM ZOOTECNIA”.

MIRASSOL DOESTE ABRIL/2010

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ÍNDICE Página

1.INTRODUÇÃO1
2.OBJETIVOS
2.1. Geral
2.2. Específicos
3-DESCRIÇÃO DO LOCAL
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
4.1. Visitas técnicas as comunidades rurais
4.1.1 Divulgação ciclo de palestras
4.1.2 Visita a USDE
4.1.3 Visita crédito rural
4.2. Acompanhamento na elaboração de projetos de crédito rural
4.3. Organização e participação em palestras e reuniões
4.3.1 Reunião do CMDR
Leite
4.3.2.1 Palestra técnica Manejo Gado de Leite
4.3.2.2 Palestra técnica Boas Práticas na Produção de Leite
4.4. Atendimento ao público

3 3 4 4.3.2 Palestra Técnica Manejo Gado de Leite e Boas Práticas na Produção de

5. SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES17
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS18
7. LITERATURA CITADA19
8.1 Manual de crédito rural Banco central do Brasil
8.2 Plano de atividades

1 INTRODUÇÃO

A extensão faz parte de um dos três pilares do sistema universitário mundial, acompanhado da pesquisa e do ensino. Enquanto o ensino aborda a ministração do conhecimento formal ou curricular, a extensão trata da divulgação, da transmissão do conhecimento por meios e métodos extra-escolares, a exemplo de palestras conferências, cursos de curta duração, seminários, no contato direto dos extensionistas com os educandos, em suas residências e comunidades (MANHÃES, 2010).

O conhecimento refere-se, aos resultados obtidos pela pesquisa ou adquiridos em outras fontes do saber. Deste modo, a mais apropriada definição de extensão é que se trata de um processo educativo, extracurricular ou informal (SILVA, 2010).

A extensão rural “Extention Service” surgiu nos Estados Unidos na década de 80 do século dezenove, quando os resultados das pesquisas realizadas nos Centros de Experimentação e nos Colégios Agrícolas precisaram ser divulgados entre os produtores rurais, com suas metodologias pedagógicas próprias, principalmente pelas demonstrações, realizadas nas propriedades dos próprios agricultores, na maioria das vezes no terreno de um líder comunitário, sob o princípio pedagógico do “ensinar a fazer, fazendo” nasceu de forma organizada e considerada clássica pelos que estudam sua história (OLINGER, 2006).

Em Mato Grosso, o serviço de Extensão Rural foi fundado oficialmente no dia 15 de setembro de 1964, instituído em decorrência da fusão da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa de Pesquisa Agropecuária (Empa) e Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codeagri), das quais é legatária (EMPAER, 2010).

A empresa atende mais de 40 mil produtores através de um modelo operacional em que a assistência técnica, extensão rural e pesquisa estão viradas para a agricultura familiar. O setor de pesquisa está focado na autentificação de tecnologia para o pequeno produtor, atuando com 32 pesquisadores em 10 programas de pesquisa e desenvolvendo 38 projetos com 182 experimentos e 9 unidades de validação, distribuídos em 43 municípios. Os experimentos são realizados junto a diferentes instituições públicas e privadas do Estado de Mato Grosso (EMPAER, 2010).

2-OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS 2.1 Geral

Complementar o processo aprendizagem, buscando aperfeiçoamento pessoal e profissional acompanhando todos os processos direcionados a extensão rural.

2.2 Específicos

Vivenciar a rotina diária dos técnicos locais, ampliando conhecimentos a respeito dos produtos e serviços oferecidos pelo escritório local da EMPAER, como: Assistência técnica agropecuária;

Elaboração de projetos de crédito rural;

Apoio aos serviços básicos de saúde, educação e nutrição;

Apoio à organização rural;

Assessoria em planejamento do desenvolvimento agropecuário municipal e elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural (PMDR);

Execução de projetos de pesquisa e/ou validação de tecnologias com culturas anuais, frutíferas, olerícolas, pastagem, pecuária, piscicultura, essências florestais e recursos naturais renováveis e recomendação; Execução de coleta e análises laboratoriais de solo;

Comercialização de mudas frutíferas, ornamentais, culturas perenes e florestais nativas;

Apoio e execução de Programas e Projetos do Governo Federal e Estadual;

Elaboração e execução de projetos de recuperação, conservação e preservação de recursos naturais renováveis;

3 DESCRIÇÃO DO LOCAL

A unidade operativa local de Mirassol DOeste está localizada na Rua Prof.

Odélio Barbosa Silva, Nº 1.145 , Bairro Centro desde 1978, no período de implantação a população do município era de 28900 habitantes sendo que 17200 consistia em trabalhadores rurais, o objetivo na época era prestar assistência técnica aos produtores de culturas de arroz, feijão, algodão, café e pecuária de corte.

Neste escritório realiza-se assistência técnica agropecuária em geral, orientação e projetos de credito rural, assessoria a programas de políticas públicas como CMDRS (Conselho Municipal de Desenvolvimento de Rural Sustentável), incentivo a UDSE – Unidade Desenvolvimento Sustentação Econômica (1 unidade de Policultivo Seringueira Hevea brasiliensis e Castanha do Brasil Bertholletia excelsa).

O escritório conta com três funcionários os quais não são suficientes para atendimento satisfatório de todas as atividades, um Técnico em agropecuária, chefe local senhor Milton Antonio da Silva, uma Técnica em agroindústria senhora Maria Da Conceição Saminez Viana, e uma secretária senhora Eli Barboza.

4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

4.1. Visitas técnicas as comunidades rurais

Entre as atividades de estágio desenvolvidas está visitas técnicas às comunidades rurais, realizadas pelos técnicos locais, técnico em agropecuária e ou técnico em agroindústria que no contato direto com o produtor rural, vivencia-se a realidade do produtor e ocorre à troca de experiências.

4.1.1 Divulgação do ciclo de reuniões técnicas

Neste período houve mobilização nas comunidades rurais para divulgação do ciclo de reuniões técnicas sobre Manejo de gado de leite e Boas práticas na produção de leite, palestras estas que foram solicitadas pelas comunidades, que aconteceu nos dias 14 e 20 de abril de 2010 nas comunidades Veredinha e Rancho Alegre, abrangendo também outras comunidades próximas, os técnicos fizeram visitas a muitas residências de proprietários rurais entregando convites ao máximo possível de interessados confirmando dia, horário, local e importância da presença de cada membro da família, também houve divulgação em meios de comunicação como nas duas rádios FM do município.

4.1.2 Visita a UDSE – Unidade Desenvolvimento Sustentação Econômica (Policultivo):

No dia 12 de abril realizou-se visita a UDSE na comunidade de Rancho Alegre com objetivo de tomar nota de materiais necessários para manutenção como: iscas para combate a formigas; fertilizantes, que neste caso utiliza-se o formulado NPK 20-0-20 de acordo com análise de solo realizada anteriormente; arames para manutenção das cercas e outras orientações técnicas quanto ao cultivo de 115 árvores de Seringueira

Hevea brasiliensis e 21 árvores de Castanha do Brasil Bertholletia excelsa. Esta unidade foi implantada em 1986 e hoje se encontra em plena fase de produção, sendo aberta a visitação para servir como modelo para recuperação de áreas degradadas e como alternativa de produção, incentivando o morador rural e sua família a produzir em sua própria terra o necessário para sua alimentação, capacitando membros da família para produção e conservação de alimentos básicos.

O Brasil é um dos países que possui o maior potencial para atender o déficit da produção de borracha do mercado internacional e no mercado nacional há um crescente déficit na produção. Esse aspecto faz do estado de Mato Grosso um potencial de atendimento desta demanda em função das suas condições edafoclimáticas favoráveis e da tradição heveícola (EMPAER, 2009).

A castanheira (Bertholletia excelsa H.B.K) é conhecida também como castanha do Brasil e castanha do Pará e Brazil nut ou Para nut. Na 3ª Convenção mundial de Frutos Secos ocorrida em 1992 em Manaus, com a participação de mais de 300 empresários, convencionou-se chamá-la de castanha da Amazônia, tem grande valor econômico. A amêndoa produzida pela castanheira pode ser utilizada para fazer a extração de óleo. E a madeira da castanheira, árvore muito utilizada para reflorestamento, pode ser empregada na construção civil (LOCATELLI et al, 2002).

4.1.3 Visita de crédito rural;

Na propriedade do senhor Nilson Romin Gimenes, Sitio Rancho Alegre na comunidade de mesmo nome estabeleceu esclarecimento a respeito de crédito rural para pleitear investimento em seu sitio de 24,1 ha fazendo uma melhor divisão da área em piquetes de 1 ha com bebedouros; correção e adubação da área se for necessário mediante análise de solo; investimento em vacas de melhor genética e sêmen de touros com aptidão leiteira (Gir, Jersey, Holandês...) bem como a construção de um barracão para ordenhar as vacas.

4.2 Acompanhamento na elaboração de projetos de crédito rural;

Os projetos de crédito rural estão ao alcance de produtores rurais ou empresas agropecuárias de pesquisa, de produção de mudas e sementes, de inseminação artificial para bovinos, de serviços mecanizados e outras empresas com fim comercial são fundamentadas nos estudos das características de cada região e afinidade dos agricultores e produtores. O crédito rural procura estimular os investimentos rurais, cobrir o valor de custeio da produção e comercialização, deste modo favorecendo o setor rural, o qual é responsável pela produção de alimentos (PLANETA ORGÂNICO, 2008).

No período de estágio havia muitos projetos em andamento e muitos produtores de vários níveis tecnológicos vinham em busca de orientação e realização destes projetos, a grande maioria da procura ao escritório era em busca de informações a respeito destes créditos.

Em anexo segue um manual de esclarecimento e orientação do Banco Central do

Brasil a respeito de todos os meios para aquisição de crédito rural, informações estas que também podem ser encontradas na pagina do Banco Central no Brasil no link: http://www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/rural.asp#1

4.3 Organização e participação em palestras e reuniões;

Dentro da extensão rural realizam-se diversas reuniões e encontros para resolução de problemas comuns, busca de melhorias para as comunidades, realização de eventos culturais e sociais, dinamização dos produtores e suas famílias, treinamento de produtores, trabalhadores e mulheres rurais (EMATER, 2010);

Entre estes eventos incluem reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento

Rural (CMDR) com objetivo de tratar de políticas públicas para agricultura familiar e organização rural e Reunião Técnica para comunidades do município.

4.3.1 Reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR);

Na tarde do dia 13 de abril foi realizada uma reunião do CMDR em sala nas dependências da prefeitura municipal de Mirassol dOeste – MT com aproximadamente 20 pessoas representando órgãos públicos e comunidades rurais, sendo algumas delas:

Senhor Gelson Cândido Miranda secretário de agricultura; José Renê Souza Chefe

Indea; Milton Aparecido Viana Chefe da Empaer; José Fernando do assentamento Rosely Nunes; Osvaldo gerente do Banco do Brasil entre outros.

O conselho se reúne uma vez ao mês e é discutido assuntos da comunidade e tudo é registrado em ata.

Nesta reunião foram tratados temas como: aprovação de créditos rural para produtores rurais principalmente assentados, com ênfase nas áreas de preservação ambiental, ficou definido que assentamentos que não tiverem licença ambiental não receberão custeios. Houve esclarecimento da Empaer a respeito da não realização de assistência técnica a assentamentos do INCRA, somente a comunidades tradicionais com produtores cadastrados, quem realizará assistência aos assentados será a empresa Creatio. A Empaer também convidou a todos e se fez estender o convite as comunidades para o ciclo de palestra sobre Manejo de gado de leite. O chefe do Indea esclareceu sobre a importância da vacinação principalmente raiva (é uma das doenças infecto contagiosas que tem ocasionado preocupações ao governo e aos pecuaristas, por ser uma zoonose, causando impacto para a Saúde Pública, e prejuízos causados pela doença ROSENBERGER, 1987), pois houve casos recentes nas comunidades Pau dalho, Assentamento Rosely Nunes, Providencia, Santa Helena, também alertou a todos a respeito de focos de raiva e varíola bovina (é uma doença infecto-contagiosa, de etiologia viral caracterizada por causar lesões cutâneas em vacas lactentes, bezerros e no homem. Destaca-se por confundir–se com febre aftosa e ser uma zoonose ( OKUDA, 2009)) no município vizinho São José dos IV Marcos, falou também da importância da devolução das embalagens de agrotóxicos no posto de recebimento da cidade. O Secretário de Agricultura falou sobre Cadastro para ingressar no programa de piscicultura do Consórcio do Complexo Nascente do Pantanal onde serão cadastrados 15 pequenos agricultores por município onde cada um ganhará 5 tanques de peixes e terão convênio direto com o frigorífico de peixes que será construído em Araputanga. Falou também sobre os resfriadores de leite que chegaram e ainda não foram instalados por falta de instalações adequadas na comunidade, adiantou ainda o projeto de implantação de duas fábricas de ração e pasteurizadora de leite em duas comunidades. Entre outros assuntos finalizou-se a reunião com levantamento estatístico da agricultura familiar do município sendo os principais dados: Gado de Leite 25000 cabeças, gado de corte 122000 cabeças, suínos 5383, aves 424365 cabeças, produção de leite 50 litros, mel 2,5 toneladas, pequi 2 toneladas, 1023 famílias nas comunidades rurais.

4.3.2 Palestra técnica sobre manejo de Gado de Leite e Boas Práticas na produção de leite No dia 14 de abril aconteceu a palestra técnica sobre Manejo De Gado de Leite e

Boas Práticas na Produção de Leite na comunidade Rancho Alegre e no dia 20 do mesmo mês aconteceu outra palestra com os mesmos temas na comunidade Veredinha, com os facilitadores, médico veterinário Irezê Moraes Ferreira da unidade Empaer de São José dos IV Marcos e a técnica em agroindústria Maria Conceição Saminez Viana, tendo mobilizado todos os funcionários do escritório local e os líderes das comunidades para realização dos eventos que foi bem prestigiado por muitos produtores.

Foi gasto para realização destes dois eventos R$ 80,0 financiado pela própria

Empaer.

4.3.2.1 Palestra técnica sobre manejo de Gado de Leite

O médico veterinário Irezê iniciou a palestra abordando os três tópicos de maior importância para o adequado manejo do gado leiteiro Manejo Sanitário, Nutricional e Reprodutivo.

Segundo Irezê, o primeiro passo para ter uma boa produtividade, o gado deve estar saudável e com as vacinações atualizadas segundo o esquema de vacinação obrigatória adotado no estado de Mato Grosso para eliminação da febre aftosa: 1) fevereiro: vacinar todos os bovinos e bubalinos de 0 a 12 meses de idade. 2) maio: vacinar todos os bovinos e bubalinos de 0 a 24 meses de idade. 3) novembro: vacinar todo o rebanho bovino e bubalino (de mamando a caducando).

Contra a Brucelose uma única dose de vacina B19, nas fêmeas de 3 a 8 meses, garante a proteção por toda a vida produtiva.

A vacinação contra o carbúnculo sintomático deve ser realizada em todos os animais acima de 3 meses de idade sendo repetida de 6 em 6 meses até aos dois anos de idade.

Outra vacinação importante é a contra a raiva que deve ser aplicada anualmente a partir de 4 semanas de vida, principalmente em regiões de surto.

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