assistencia-de-enfermagem-aos-pacientes -Acamados- em-domiclio

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(Parte 1 de 3)

CASCAVEL 2008

CASCAVEL 2008

INTRODUÇÃO7
1 A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NAS DIVERSAS FAZES DA VIDA9
2 A ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE1
3 A VISITA DOMICILIAR REALIZADA PELO ENFERMEIRO12
4 CAUSAS QUE LEVAM OS INDIVÍDUOS A FICAREM ACAMADOS14
4.1 COMO OCORRE O PROCESSO SAÚDE DOENÇA18
ACAMADO19
6 COMO PROCEDE A FAMILIA FRENTE AO INDIVIDUO “ACAMADO”27
6.1 ATUAÇÕES DA ENFERMAGEM JUNTO À FAMILIA DO ACAMADO28
7 READAPTAÇÃO DO PACIENTE “ACAMADO” NO ÂMBITO FAMILIAR E SOCIAL29
CONSIDERAÇÕES FINAIS31
vida

Sabemos que hoje existem muitos fatores que levam as pessoas a sofrerem danos irreversíveis, as quais se deparam em leito hospitalar acamado, e quando recebem alta hospitalar e precisam retornar a seus domicílios, muitas vezes são forçados a uma transformação radical no estilo de vida e para buscar uma adaptação em seu âmbito familiar e social, na busca de manter uma qualidade de vida que contemple suas necessidades da melhor maneira possível. Mas o que geralmente acontece é que quando este indivíduo retorna ao seu lar, a família se depara com uma situação oposta a sua realidade, onde as condições familiares muitas vezes não são favoráveis, pois existe uma grande carência de conhecimentos para que possam cuidar desse paciente que necessita de cuidados especiais. O fator econômico influencia nos cuidados, pois muitas dessas famílias não têm condição de se adaptar, por que a situação financeira não é favorável para a aquisição de materiais específicos, que proporcionam qualidade de

Outra questão importante a ser levantada e que influencia grandemente no cuidado do individuo acamado são os sentimentos que permeiam a relação paciente – família. Angustia, insegurança, medo, desanimo e revolta são alguns de tantos sentimentos que são experimentados de uma forma muito desagradável tanto pelo acamado quanto pela família principalmente nos primeiros dias da volta para o domicilio em que as maiores devem mudanças ocorrer, para uma melhor adaptação do acamado ao seu novo estilo de vida e com isso basicamente a dinâmica familiar tende a mudar.

O entendimento desta complexa situação, ou seja, das alterações que a família e o doente estão expostos, faz com que o enfermeiro tenha subsídios adequados para promover o desenvolvimento de suas atividades junto ao acamado e cuidador/família.

Esses pacientes estando nessas situações de vida, estão a um passo de ocupar novamente um leito hospitalar, se não obtiver cuidados adequados em seu leito domiciliar, isso não acontece se o Enfermeiro estiver empenhado em passar a essa família de como deve reagir com a nova rotina de vida, segundo Reis:

[...] o profissional deve utilizar seu conhecimento sobre as informações obtidas deste funcionamento para que, juntamente com as pessoas que compõem a família, possa pensar e implementar a melhor assistência cabível para cada determinada situação familiar, [...] (REIS 2005, pg.13)

presente em todos os momentos, realizara um monitoramento junto com sua equipe

A importância desse estudo é mostrar que existem grandes formas de realizar uma grande assistência tanto para o individuo acamado quanto a família, que necessita da maior atenção e orientação, será ela que prestara todos os cuidados necessários durante todo o tempo, sendo que o Enfermeiro orientará a família e por não estar

Este trabalho justifica-se tendo em vista que os cuidados e assistência de enfermagem hoje têm seu foco principal nos pacientes acamados em leitos hospitalares, nos deparamos com grande necessidade de ter um olhar amplo; para que os pacientes acamados em domicilio possam usufruir de assistência humanizada, voltada para o atendimento de suas necessidades humanas básicas, contempladas na compreensão do seu contexto sócio-econômico-cultural.

Dessa forma trata-se de uma revisão bibliográfica e qualitativa, para a elaboração do mesmo, foram consultados diversos autores, visando explicar a importância de se prestar uma assistência de qualidade e humanizada destinado à pacientes acamados em domicilio, pois os mesmos muitas vezes não se encontram em condições favoráveis.

Acredita-se que esta contribuição cientifica, possibilitou o encontro de diversas obras, que possibilitou a sustentação e construção de algumas idéias referentes as formas de abordagem e de trabalho do enfermeiro perante o acamado e familiares, e que na maioria das vezes se tem uma dificuldade para desenvolver a assistência junto este tipo especificio de clientela.

1 A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NAS DIVERSAS FAZES DA VIDA

O ser humano durante sua vida está sujeito e exposto a grandes mudanças e transformações que podem favorecer seu bem estar como também prejudicá-lo, depende de como ocorre às situações em seu meio, o homem desde seu nascer até seu morrer depende de outro ser para sua sobrevivência, e isso gera um grande vínculo entre pessoas que a ele são ligadas direta e indiretamente, é possível analisar um recém nascido que é completamente dependente de sua mãe para sua sobrevivência, e ao passar dos anos em seu desenvolvimento e transformações e principalmente ao tratar em saúde ele é assistido por um grande número de pessoas que se dedicam a esse cuidado, cuidado fundamental principalmente nessa faze de total dependência para um total desenvolvimento. Segundo Machado (2002, pg.256) “O ser humano é por natureza suscetível a diversas formas de dependência e cuidados. Uma criança ou qualquer outro animal recém-nascido, sem o cuidado e atendimento às suas limitações, não sobrevive aos impactos gerados pelos fenômenos físicos, químicos e biológicos do ambiente”.

Com tudo, a enfermagem tem um papel fundamental e necessário para o ser humano, uma vez que ela tem o dever de acompanhar o ser humano em todas as suas fazes de vida, ao começar pelo acompanhamento em gestação e infância com trabalhos de promoção e prevenção de doenças, e principalmente o olhar voltado para um correto desenvolvimento físico, e assim prossegue nas fazes: adulta com cuidado da mulher, adulto, idoso, mental e muitos outros.

Assim, a enfermagem surge não mais como uma atividade empírica, desvinculada do saber especializado, mas como uma ocupação assalariada que vem atender à necessidade de mão-de-obra nos hospitais, constituindo-se como uma prática social institucionalizada e específica. (MACHADO, 2002, pg.27)

E um grande diferencial da enfermagem desde seu surgimento é que ela tem como função assistir todos os indivíduos em diferentes situações, desde seu surgimento até os dias de hoje tudo isso ainda é mantido, para que o ser humano estando ele em formas ou locais diferentes possa receber a assistência da qual necessita frente as suas necessidades.

As concepções teórico-filosóficas da enfermagem desenvolvidas por Florence Nightingale apoiaram-se em observações sistematizadas e registros estatísticos, extraídos de sua experiência prática no cuidado aos doentes e destacavam quatro conceitos fundamentais: ser humano, meio ambiente, saúde e enfermagem. Esses conceitos, considerados revolucionários para a sua época, foram revistos e ainda hoje identificam-se com as bases humanísticas da Enfermagem tendo sido revigorados pela teoria holística. (MACHADO, 2002, pg.26)

Tudo isso vem a nos mostrar a grande importância da intervenção da enfermagem nas diversas áreas e os grandes resultados que ela traz não só para os indivíduos assistidos, mas também para todos os profissionais. Para Machado (2002), é um trabalho maior e de grande desenvolvimento na grande área saúde, seja relacionado à assistência ou mesmo no auxilio e andamento para que outros profissionais também da saúde possam realizar seus trabalhos cabíveis.

2 A ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE

A Enfermagem em sua gênese, de atenção a assistência aos enfermos, teve seu foco principal voltado para a assistência hospitalar onde buscava-se contribuir no sentido da cura e reabilitação dos indivíduos. Mas com o passar dos tempos, observouse era necessário antecipar os cuidados com o povo, para se evitar a necessidade de ter que chegar a um leito hospitalar, e então se chegou ao entendimento da grande importância da atuação do enfermeiro na atenção primaria à saúde. Para Santos (2007) se formos pensar realmente no significado da atenção primária à saúde, vai se além de seu entendimento, uma vez que entendendo não só o que é realizado nessa faze, mas também toda sua transformação e marcas na história, e é claro principalmente o verdadeiro significado como o de saúde.

Este grande e fundamental eixo de atenção está voltado para a promoção à saúde e prevenção de doenças junto à população, mas é necessário que o interesse venha principalmente primeiro da comunidade em se prevenir e buscar os recursos que a Unidade Básica de Saúde (UBS) oferece, antes que se tornem grandes problemas crônicos. Os profissionais que atuam na atenção primária à saúde,

Assumem a responsabilidade de estar próximas a seus usuários e, com isso, oferecer espaço para a participação destes em uma busca de construção conjunta do sistema de saúde, mas pouco conseguem sensibilizar a comunidade para uma participação efetiva e constante. (SANTOS, 2007, p.02)

O Enfermeiro que atua na atenção primária tem grande responsabilidade, pois está em suas mãos o dever de assistir toda a comunidade de sua área de abrangência junto com toda a equipe de saúde da Unidade Básica de Saúde, que cabe a ele também a sua supervisão. Segundo Alves (2007, p.1) “O enfermeiro, como integrante da equipe de saúde, atua na promoção, na prevenção e na recuperação da saúde da população. Pode, também, gerenciar o funcionamento das Unidades de Saúde da Família (USF)”.

Mas acima de tudo além de várias atribuições administrativas, é de sua competência no âmbito da atenção primária o dever de assistir e saber como está à saúde das pessoas de sua região, prestando toda assistência dentro da unidade e junto à comunidade e em domicílio.

O Ministério da Saúde, em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), elaborou em 1977 os padrões mínimos de assistência de enfermagem à comunidade: a identificação de grupos de risco na comunidade para a atenção prioritária (contribui para a redução dos danos nos grupos suscetíveis, serve para determinar o tipo de assistência de enfermagem e favorece a ampliação da cobertura da assistência de enfermagem); a prestação de serviços primários de enfermagem especialmente a populações desprovidas de serviços de saúde (permite estender ações de saúde às populações sem acesso aos serviços, contribui para reduzir a morbidade e a mortalidade, por causas preveníveis, possibilita o desenvolvimento da comunidade para a participação nas ações de saúde visando melhorar seu nível de vida); o planejamento da assistência ao indivíduo, à família e a comunidade, para assegurar a satisfação das necessidades identificadas, com base no plano geral de saúde (garante uma atenção contínua e humana, fundamentada no direito do indivíduo de satisfazer suas necessidades de saúde, assegura cobertura aos grupos vulneráveis da comunidade, principalmente aos de alto risco, garante o desenvolvimento das ações de enfermagem em todos os níveis de prevenção). (COSTA, 2007, p.158 e 159)

3 A VISITA DOMICILIAR REALIZADA PELO ENFERMEIRO

Uma das atividades importantes que existem na atenção primária são as visitas domiciliares, atividade importante também desenvolvida pelo enfermeiro, que passa a conhecer de perto a realidade da população e a perceber quais são as reais necessidades e dificuldades vivenciadas pelos moradores de sua área de abrangência.

Segundo o Ministério da Saúde (2001, pg.43) “A visita domiciliária (VD) é um instrumento de intervenção fundamental da estratégia de Saúde da Família, utilizado pelos integrantes das equipes de saúde para conhecer as condições de vida e saúde das famílias sob sua responsabilidade.” [...] isso faz com que seja realizada uma grande assistência para a família que esta sendo assistida pelo enfermeiro, onde o mesmo consegue realizar inúmeras atividades tanto de assistência como de educação, conforme nos mostra Reis (2005, pg.56) apud Mattos (1995,pg.35) “é um conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento, tanto educativo como assistencial”.

O atendimento do profissional enfermeiro nos domicílios vislumbra aproximação deste profissional com a expectativa do indivíduo que esta sendo assistido, ou seja, o enfermeiro percebe quais são as necessidades que precisa, qual família que não se sente bem recebendo todos esses cuidados no ambiente domiciliar, pois estando todos mais à-vontade, ficam mais abertos para a exposição de seus problemas e esclarecimento de duvidas, para Pietsch, e Lazzarotto (2005,pg.87) “O atendimento no domicilio proporciona a humanização do tratamento” [...] e isso é uma base fundamental para que todos os cuidados sejam realizados com grandes resultados positivos.

Conforme Reis (2005) o Enfermeiro deve fazer com que a visita domiciliar mostre a ele formas de pensamentos sobre a saúde e situação em que se encontra a família, pois pelo fato de o mesmo estar próximo e vivendo a empatia familiar, e assim conforme cada necessidade estar levantando soluções para que a família possa estar tendo uma melhor qualidade de vida. Segundo o Ministério da Saúde (2001, pg.4) “A VD compreende as seguintes etapas: planejamento, execução, registros de dados, avaliação do processo.” Sendo assim, se ela for cumprida corretamente conforme se indica, se pode realizar um grande trabalho de promoção e prevenção junto a família, ainda Reis (2005) nos diz que para que o sucesso da visita domiciliária possa ser obtido é necessário pleno e completo domínio em seu desenvolvimento, e requer do profissional completo conhecimento técnico – cientifico para que tudo possa ser completamente sistematizado.

As famílias geralmente possuem diferentes problemas e necessidades, e o enfermeiro estando em seu meio, precisa ter uma grande visão, não somente para serviços assistenciais, mas também para os outros inúmeros problemas que uma família possa apresentar, e assim ele pode estar buscando auxilio a outros profissionais e meios, para que essa família seja assistida de uma forma completa e continua. Segundo Reis:

Para o desenvolvimento dessa atividade, é necessário o envolvimento e a polivalência de toda a equipe de saúde, pois a família e/ou individuo possuem os mais variados diagnósticos, diferentes necessidades e problemas. Portanto, é fundamental que os profissionais possuam conhecimentos adequados do problema apresentado, para que possam planejar e executar corretamente as atividades propostas. (REIS, 2005, pg.59)

4 CAUSAS QUE LEVAM OS INDIVÍDUOS A FICAREM ACAMADOS

Para que uma pessoa venha a ficar completamente dependente e acamada em domicílio é necessária uma grande influência de fatores que em associação chega a esse estágio de complicação, uma delas é a hipertensão arterial que atinge hoje grande parte da população. Para Smeltzer e Bare (2006, p.905) “A hipertensão é uma pressão arterial sistólica superior a 140 mmHg e uma pressão diastólica maior que 90 mmHg durante um período sustentado, [...]”. E claro que se esse grande problema crônico não detectado com antecedência e principalmente tratado com as medidas de controle favorável, estará evoluindo a outros problemas, uma vez que o indivíduo muitas vezes não sebe que é hipertenso, Smeltzer e Bare (2006, pg.905) afirma que “A hipertensão é por vezes chamado de “assassino silencioso”, porque as pessoas que a possuem freqüentemente não evidenciam sintomas.” [...] já para Reis (2005, pg.50) apud Pierin e Mion Jr. (2001) [...] “a hipertensão arterial é uma doença muito perigosa, por ser praticamente assintomática” [...] e assim passam a levar uma vida normal sem se preocupar, e quando se percebe já está em um pico grave sem volta e afetando sistemicamente outros órgãos, como em emergências hipertensivas. Ainda para Smeltzer e Bare (2006, pg.915) afirma que “As condições associadas à emergência hipertensiva incluem o infarto agudo do miocárdio, aneurisma dissecante da aorta e hemorragia intracraniana.” [...]. Ainda sobre as emergências hipertensivas verificamos que:

Caracteriza-se por um aumento rápido e acentuado na pressão arterial, levando, a principio, a intensa vasoconstrição à medida que o corpo tenta se proteger contra a pressão elevada. Se a pressão arterial permanece criticamente alta, a vasoconstrição compensatória falha, resultando em pressão e fluxo sanguíneo aumentados por todo o sistema vascular.(MORTON;FONTAINE;HUDAK;GALLO,2007,pg.396)

Em associação e também sendo um problema crônico de saúde na população, entra o diabetes mellitus que em muitos casos os portadores de diabetes também são portadores da hipertensão, Segundo Smeltzer e Bare (2006, pg.1216) “O diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia) decorrentes dos defeitos na secreção e/ou na ação da insulina” [...], e os portadores necessitam de uma grande e radical mudança na sua rotina de vida para que não migrem para situações de complicação. Ainda para Smeltzer e Bare (2006, pg.1258) “As pessoas com diabetes possuem um risco duas vezes maior de desenvolver a doença vascular cerebral,” [...] e junto existem outras complicações que se desenvolvem com o tempo e evolução do problema.

Os dois tipos mais comum de neuropatia diabética são a polineuropatia sensoriomotora e a neuropatia autônoma [...] A polineuropatia sensoriomotora é uma neuropatia diabética também chamada de neuropatia periférica. Ela afeta mais amiúde as porções distais dos nervos, principalmente dos nervos dos membros inferiores. Afeta ambos os lados do corpo de maneira simétrica e pode espalhar-se para a direção proximal. (SMELTZER;BARE,2006,pg.1262)

Ainda sobre diabetes mellitus os autores Guyton e Hall (1998) nos trazem que nas maiorias das vezes o individuo adquire o diabetes hereditariamente através de seus familiares mais próximos, e que também outro grande fator de risco que influencia para seu surgimento são a obesidade em pessoas sedentárias.

Associado também como um problema que leva as pessoas a ficarem acamadas e sendo umas das principais causas é o AVC (acidente vascular cerebral) que geralmente está associado o histórico de pessoas que tem diabetes e hipertensão juntas, segundo Smeltzer e Bare (2006, pg.1997) “O acidente vascular cerebral (AVC) [...] “derrame cerebral”, é a perda súbita da função decorrente da interrupção do suprimento sanguíneo para uma região do cérebro.” [...] e quando ocorre esse episódio na pessoa geralmente em seguida vem o óbito, mas felizmente acontece da pessoa ficar viva, mas com as seqüelas, e sempre ela passa a ficar acamada e sem os movimentos voluntários, ainda para Smeltzer e Bare (2006, pg.1998) “O acidente vascular cerebral é uma lesão dos neurônios motores superiores e resulta em perda do controle voluntário sobre os movimentos motores.” [...] sendo assim a pessoa muitas vezes fica acamado e totalmente dependente de outra para todos os cuidados básicos.

As perdas sensoriais devido ao acidente vascular cerebral podem tomar a forma do comprometimento discreto do tato ou ser mais graves, com a perda da propriocepção (capacidade de perceber a posição e movimentos de partes do corpo), bem como a dificuldade na interpretação dos estímulos visual, tátil e auditivo. (SMELTZER;BARE,2006,pg.2000)

Ainda sobre o acidente vascular cerebral, para Morton, Fontaine, Hudak e Gallo (2007, pg.826) [...] “ocorre quando existe uma ruptura do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro. O fluxo sanguíneo é interrompido por causa de uma obstrução de um vaso, por conta de um trombo ou êmbolo, ou da ruptura de um vaso”. [...]

Também mas não sendo umas das principais causas para levar as pessoas a ficarem acamados, são as doenças oncológicas ou o câncer, pois na maioria das vezes atinge pessoas mais idosas e fracas, e pelo fato de se manifestar rápido prejudica o desenvolvimento das atividades humanas básicas.

O câncer é um processo patológico que começa quando uma célula anormal é transformada por mutação genética do DNA celular. Essa célula anormal forma um clone e começa a se proliferar de maneira anormal, ignorando os sinais de regulação do crescimento no ambiente que circunda célula. [...] As células infiltram esses tecidos e ganham acesso aos vasos linfáticos e sanguíneos, que as transportam até outras áreas do corpo. (SMELTZER;BARE,2006,pg.336 e 337)

Outro fator de grande importância são os acidentes automobilísticos envolvendo carros, motos, bicicletas e outros que na maioria das vezes acometem pessoas mais jovens por estarem mais expostas a esses meios de transportes, e quase sempre não obedecem a seus limites e acabam se envolvendo em graves acidentes, e nas maiorias envolvem pessoas inocentes no meio. Em acidentes desse nível o corpo humano esta exposto a todos os tipos de lesões, muitas vezes simples que não geram problema algum, mas dependendo da lesão se for principalmente à medula espinhal pode custar à vida, ou uma paralisia irreversível no corpo.

As lesões do neurônio motor superior podem envolver o córtex motor, a cápsula interna, a medula espinhal e outras estruturas do cérebro através das quais desce o trato corticoespinhal. Se os neurônios motores superiores são lesionados ou destruídos, como frequentemente acontece com acidente vascular cerebral ou a lesão raquimedular, resulta a paralisia (perda do movimento voluntário). (SMELTZER;BARE,2006,pg.1938)

Ainda sobre essas lesões na medula Avello e Grau (2003) mostram que muitas doenças fazem a perda da sensibilidade nas pessoas, e são mais comuns em pessoas paraplégicas porque geralmente sofreram algum tipo de lesão na medula espinhal, e dependendo da lesão na medula impede que o cérebro receba informações de todos os membros do corpo, deixando completamente imóvel.

4.1 COMO OCORRE O PROCESSO SAÚDE DOENÇA

Sabendo que existem todos esses fatores que influenciam na saúde da população que de alguma forma ou de outra venha a dificultar suas qualidades de vida, o processo saúde doença é uma de forma de trabalhar com uma nova visão, pois facilitam as diversas formas de assistência prestada a todos, e também é uma maneira de verificar as diversas necessidades da comunidade em geral, gerenciar meios para atender a todos e principalmente alimentar os projetos de como tudo está se transcorrendo, assim agilizam formas para que as atividades sejam todas bem direcionadas. Sobre o Processo Saúde Doença, Starfield nos diz que:

A avaliação de saúde e doença (condição de saúde) serve para quatro propósitos: facilitar a prestação de atendimento clínico, documentar as diferenças entre populações e subpopulações para informar as atividades de saúde pública e a política de saúde, dispor e administrar recursos de acordo com a extensão da necessidade e medir o impacto (resultados) de serviços e saúde. (STARFIELD, 2002, pg.71)

5 COMO O ENFERMEIRO DEVE PROCEDER A ASSISTÊNCIA DURANTE A VISITA AO ACAMADO

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