Movimentação de Cargas

Movimentação de Cargas

(Parte 1 de 3)

Manual de Movimentação de Cargas1 /50

Consultoria,, desenvolvimento e ttrreiinnaammennttoo para mmaannuuttennccããoo

Assuntopag.
Critérios para utilização de laços03
Cargas nos laços04
Tabela prática para determinação dos ângulos05
Métodos de amarração de carga06
Cabos de aço08
Laços de cabos de aço para movimentação de cargas1
Inspeção em laços de cabos de aço14
Cintas de poliéster17
Inspeção em cintas de poliéster19
Lingas de correntes21
Inspeção em lingas de corrente25
Acessórios27
Sinalização manual para pontes rolantes30
Sinalização manual para máquinas de baldeio35
Cuidados básicos de segurança38
Check-list diário do movimentador de cargas39
Anexos40

Índice Referencias bibliográfica 50

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A movimentação de cargas e a segurança no trabalho.

A movimentação de cargas nos diversos segmentos de produção industrial tem sido motivo de preocupação para a segurança dos trabalhadores envolvidos na operação. Operação corriqueira no dia a de qualquer empresa sejam na operação de carga ou descarga no recebimento de materiais, materiais primas, no deslocamento de equipamentos, produtos, ou operações de manutenção. Não raros são os relatos de acidentes com trabalhadores durante a realização da mesma. A prevenção de acidentes de trabalho nestas operações deve passar por um processo de conscientização dos empregados das limitações e métodos de utilização dos mecanismos e acessórios utilizados nas mesmas e na visão empresarial, que o investimento na capacitação de pessoal e aquisição de acessórios que auxiliem com segurança tais operações lhes economiza no passivo trabalhista gerado por um acidente de trabalho.

Procuramos abordar neste manual as principais recomendações a serem seguidas pelos profissionais responsáveis pela Movimentação de cargas através da utilização de pontes rolantes, pórticos ou máquinas de baldeio. Abordando as características técnicas e de segurança na utilização de laços de cabos de aço, cintas de poliéster, lingas de corrente e seus acessórios.

José Geraldo de Assis Junho / 2009

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¾ Cabos de Aço: para cargas com superfície lisa, oleosa ou escorregadia, assim como laços de cabo de aço com ganchos para aplicação nos olhais da carga. ¾ Cintas e Laços Sintéticos: para cargas com superfícies extremamente escorregadias ou sensíveis, como por exemplo, cilindros de calandragem, eixos, peças prontas e pintadas. ¾ Correntes: para materiais em altas temperaturas e cargas que não tenham chapas ou perfis. Lingas de corrente com gancho podem ser acoplados aos olhais da carga.

¾ Cabos de Aço: para materiais com cantos vivos ou em altas temperaturas. ¾ Cintas e Laços Sintéticos: para cantos vivos e cargas em altas temperaturas.

¾ Correntes: para cargas com superfície lisa ou escorregadia.

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A 9 Cargas nos laços

Ao se especificar um laço para a utilização na movimentação de cargas, devem-se levar em consideração as cargas:

¾ Carga de ruptura mínima: Força mínima que o laço deve suportar sem que haja rompimento.

¾ Carga máxima de trabalho: Massa máxima que o laço está autorizado a sustentar em serviços gerais.

A carga de trabalho a que os laços devem estar sujeitados, devem ser observadas de acordo com o tipo de construção, resistência à tração e ângulo dos mesmos em relação à carga a ser içada. A tensão nos laços, varia de acordo com as inclinações que os sustentam, alterando com isto a carga a que podemos expor os mesmos

A tabela 03 e as figuras a seguir nos mostram a variação na capacidade dos laços de acordo com estas inclinações

E 1,02 1,06 1,10 1,15 1,2 1,31 1,41 1,56 1,74 2,0 K 2,83 1,37 1,07 0,87 0,71 0,60 0,50 0,42 0,35 0,29

E e K = Coeficientes de multiplicação T = P x E H = L X K

Carga L P

L x

Carga

Carga L

L x

Carga

L x

Carga

L x

Carga L

L x

Carga L

L x

90 T=PT=P T=P0

Carga

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Tabela prática para determinação ângulo do laço

Comprimento do laço ( L )

Distância entre os olhais dos laços ( D )

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9 Métodos de amarração de cargas

Os laços a serem aplicados na amarração de cargas, podem ser classificados em: Laço simples, Laços forca, Laços Cesta, variando sua eficiência de capacidade de carga máxima de trabalho, de acordo com o tipo e angulo da amarração (ver tabelas anexas).

Forca Cesta

Triplo Quadruplo Simples

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Consultoria,, desenvolvimento e ttrreiinnaammennttoo para mmaannuuttennccããoo Exemplos de amarração de cargas

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Os cabos de aço são acessórios para levantamento de cargas que devem apresentar as qualidades de força, resistência à tração e flexibilidade.

São compostos de arames enrolados em torno de um núcleo, conforme a figura abaixo:

Alma Arame

Perna Cabo

Força

A capacidade de força de um cabo de aço é determinada pela resistência à tração dos arames que compõem suas pernas. A mesma varia de acordo com o tipo de material utilizado na fabricação do mesmo, que são classificados em:

Material

Categoria de resistência de cabosResistência a tração dos arames - N/mm2

Improved plow steel 1770 1570 a 1960

Extra improved plow steel. 1960 1770 a 2160 Extra extra improved plow steel 2160 1960 a 2160

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Flexibilidade

As almas de aço garantem maior resistência aos amassamentos e aumentam a resistência à tração. A alma de aço pode ser formada pôr uma perna de cabo ou pôr um cabo de aço independente, sendo esta última modalidade, preferida quando se exige do cabo maior flexibilidade combinada com alta resistência à tração.

Com exceção dos cabos muito finos, todos os demais são fornecidos com alma de aço formada pôr cabo independente. A utilização da alma de aço é também recomendada para locais de trabalho onde a temperatura seja elevada.

A Alma formada pôr uma Perna de Cabo AACI Alma formada pôr Cabo de Aço Independente

As almas de fibra em geral dão maior flexibilidade ao cabo de aço.

9 As almas de fibras naturais

São normalmente de cânhamo ou sisal. Não devem ser usados em locais onde se apresentam altas temperaturas e onde exista grande umidade.

AF Alma de Fibra Natural

São normalmente de polipropileno, nylon, polietileno ou algum substituto indicado pelo fabricante. Estas apresentam as mesmas vantagens das fibras naturais, mais as seguintes:

Não deterioram em contato com água ou substâncias agressivas; Não absorve umidade, o que representa uma garantia contra o perigo da corrosão interna.

AFA Alma de Fibra Artificial

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Identificação dos cabos de aço

A identificação de um cabo compõe-se do seu diâmetro, número de pernas, número de fios de cada perna, do tipo de alma e da composição das pernas

Exemplo: 6 x 19 AF Seale 1 + 9 + 9: 6 pernas, 19 fios em cada perna, Alma de fibra, Construção seale, arame central, 9 fios na primeira camada e 9 fios na segunda camada

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Laços de Cabos de Aço para movimentação de cargas

Os laços devem ser fabricados a partir de cabos de aço novos.

O cabo de aço utilizado para confecção de laços deve ser da classificação 6 x 19 ou 6 x 37, de torção regular, com alma de aço ou de fibra, conforme a NBRISO 2408.

A resistência à tração dos arames deve ser de pelo menos 1764 MPa, conforme NBRISO 2408, para laços com cabos de alma de fibra, e de pelo menos 1960 MPa para laços com cabos de alma de aço.

Características dos laços de cabo de aço 9 Classificação Os laços ou conjuntos de laços devem ser classificados da seguinte forma:

Quanto ao tipo de extremidade

9 trançado flamengo com presilhas; 9 trançado flamengo com presilhas e sapatilhas,

9 Trançado manualmente (sem presilha),

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Quanto à flexibilidade do cabo de aço 9 Classificação 6 x 19, 9 Classificação 6 x 37

Quanto à alma do cabo de aço 9 Fibra (AF) 9 Aço (AACI)\

Quanto à construção

Laços simples, Conjunto de dois laços, Conjunto de quatro laços.

Quanto à amarração Vertical Forca Cesta

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9 Utilizado um sapatilho, estribo protetor seja usado, onde possível, no olhal para reduzir danos ao cabo, e um gancho corrediço seja utilizado sempre que possível.

Notas:

Considera-se canto vivo um raio de curvatura menor que o diâmetro do cabo de aço.

nominal

Quando o cabo é dobrado sobre seu próprio diâmetro, ele pode perder 50% da sua resistência

Além de levar em consideração as cargas mínimas de ruptura dos cabos, as cargas máximas de trabalho com laços de cabos de aço variam de acordo com as categorias dos cabos de aço e com o método de amarração dos mesmos nas cargas, para determinação das mesmas, deve-se observar as tabelas dos anexos I, anexo I e anexo II.

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Inspeção dos laços de cabos de aço

Medições em um cabo de aço ¾ Diâmetro

CertoErrado

¾ Passo

9 Inspeção visual A inspeção visual deve ser feita para detectar o seguinte:

¾ Arames partidos; ¾ Distorção do cabo (por exemplo, nó e amassamentos);

¾ Danos no trancamento, nas presilhas ou acessórios;

¾ Desgaste excessivo;

¾ Corrosão

9 Arames rompidos

Se, em uma inspeção visual preliminar, o total de arames partidos visíveis em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo exceder 5% do numero de arames do cabo, o laço deve ser colocado fora de serviço e encaminhado a uma pessoa qualificada para uma inspeção completa.

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Após a inspeção completa, recomenda-se substituir o cabo em serviço quando forem detectados:

¾ Dez arames partidos, distribuídos aleatoriamente em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo (não aplicável a cabos de classificação 6 x 7);

¾ Cinco arames partidos em uma mesma perna em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo (não aplicável a cabos de classificação 6 x 7); alor de seu diâmetro nominal ( NBR 13543 ).

¾ Mais de um arame rompido no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo.

9 Rupturas localizadas Os laços devem ser descartados quando:

Houver três ou mais arames partidos agrupados aproximadamente;

A quantidade de arames partidos na união do cabo de aço com a presilha ultrapassar o as especificações abaixo:

classe 6x19

01 arame rompido na base inferior da presilha 02 arames rompido na base inferior da presilha classe 6x37

O cabo deve ser substituído quando ocorrer uma redução de 10% no v

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9 Corrosão

O efeito da corrosão é identificado facilmente com a perda da flexibilidade e o aumento da rugosidade. Embora uma leve corrosão superficial não afete a resistência do cabo, ela pode ser uma indicação de corrosão interna de efeitos imprevisíveis.

Quando houver suspeitas de corrosão interna ou corrosão debaixo do amarrilho do traçado manual, o laço deve ser colocado fora de serviço e sujeito a uma inspeção completa por uma pessoa qualificada.

9 Deformação do cabo

O laço deve ser descartado quando ocorrer dobra, amassamento e colapso da alma. Entretanto, em certas circunstâncias, deformações permanentes podem ocorrer sem necessariamente afetar a resistência do laço, como, por exemplo, quando o cabo é dobrado sob o efeito de uma carga pesada sobre um diâmetro pequeno.

No caso de dúvidas quanto à aceitação da deformação, o cabo deve ser sujeito a uma inspeção por pessoa qualificada.

9 Danos por calor

Quanto exposto à temperatura excessiva ( maior que 300º )durante muito tempo, o laço pode ter a sua resistência significativamente reduzida

Evidências de sobreaquecimento pode ser a descoloração dos arames, perda de lubrificação ou vestígio de arco elétrico. Quando estas condições forem identificadas, o laço deve ser retirado de serviço e sujeito a inspeção por pessoa qualificada.

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As cintas de poliéster utilizadas na movimentação de cargas devem ser fabricadas e utilizadas observando-se as normas NBR15637-1 e 15637-2. Tem a característica de:

¾ Polímero resistente a ácidos mas não a produtos alcalinos,como amônia,soda cáustica,etc.; ¾ Ponto de Fusão a 260°C, porém não deve ser utilizado com cargas acima de 100°C;

¾ Resistência do material não é afetada pela água; Absorção desprezível;

¾ Baixa resistência a atrito e frágil a cantos vivos;

Dentre os vários modelos que são fabricadas, o mais comum são a cinta de Corpo duplo e tipo anel:

Proteções para cintas de poliéster

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Para determinar a capacidade de carga de uma de cinta de poliéster, deve-se antes observar o número de camadas em que a mesma foi fabricada e o método utilizado na amarração da mesma, para determinação de cargas em cintas de duas camadas tipo olhal e anel, devem-se observar as tabelas do anexos IV.

Exemplos de métodos de utilização de cintas Métodos corretos na movimentação

Métodos proibidos na movimentação

Conservação das cintas

As cintas de poliéster podem ser limpas com sabão neutro para a retirada de poeira, graxa, óleo, etc. e não pode ser colocada em locais quentes após sua lavagem

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Inspeção em cintas de poliéster

O uso seguro das cintas de poliéster podem ser comprometidos com a existência dos seguintes defeitos ou danos, como segue:

Desfiamento da superfície As fibras da superfície podem ser desfiadas no decorrer de sua utilização, geradas por abrasão. Deve-se analisar a intensidade do desfiamento, uma vez que pode comprometer a resistência da cinta de poliéster, sendo necessário o seu descarte.

Cortes transversais

Os cortes que ocorrem no sentido transversal das cintas de poliéster são gerados por contatos com cantos vivos ou abrasivos ou ainda quando surge uma tensão desequilibrada. O descarte deve ocorrer quando o corte transversal for superior a 10% da largura da cinta de poliéster.

Cortes longitudinais Os cortes longitudinais ocorrem quando a cinta de poliéster é utilizada em uma superfície não plana da carga como quinas, e cargas com largura inferior a da cinta de poliéster. O descarte deve ocorrer quando o corte longitudinal for superior a 10% da largura da cinta de poliéster.

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Danos por temperatura

As cintas fabricadas em poliéster são dimensionadas a trabalhar em ambientes com as seguinte faixa de temperatura: - 40°C a + 100°C. Verifica-se superficialmente esse danos como: a aparência lisa e brilhante e, em casos extremos, através da fusão das fibras.

Ataques químicos Produtos químicos em contato com as cintas de poliéster acarretam no enfraquecimento do material e apresentam perda de área e amolecimento da cinta de poliéster. A identificação desse dano é a descamação na superfície e deve-se descartar toda cinta de poliéster que apresentar significativa perda de área referente a esse tipo de dano.

Olhais reforçados As Cintas de poliéster devem ter seus pontos de fixação, ou seja os olhais íntegros. A presença de abrasão severa pode levar a ruptura do olhal quando a cinta for colocada em uso. Recomendase a inspeção criteriosa nos olhais.

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CORRENTES As correntes são fabricadas em diferentes graus de resistência.

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