Diabetes

Diabetes

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ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE DIABÉTICO E SUAS COMPLICAÇÕES.

DISCIPLINA: CLINICA MEDICA 1

PROFESSORA: JEISE CRISTINA CAPELARI

ALUNOS: ALAIDE, CLAUSON, MARIA OTACIANA, MARLENE

JARAGUA DO SUL 2011

Sumario

Introdução

Diabetes Mellitus DM

Diabetes Mellitus Tipo I

Diabetes Mellitus Tipo II

Diabetes gestacional

Diabetes insipidus

Como se desenvolve

Sintomas visuais:

Sintomas cardíacos:

Sintomas circulatórios:

Sintomas digestivos:

Sintomas urinários:

Sintoma renal

Doença Renal Crônica

Sintomas urinários:

Sintomas neurológicos:

Sintomas dermatológicos:

Sintomas ortopédicos:

Como o médico faz o diagnóstico

Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus

Objetivos do Tratamento

Plano alimentar

Composição de o plano alimentar

Atividade física

Medicamentos, Hipoglicemiantes orais

Como se previne?

Descoberta da Insulina

Cuidados de enfermagem

Considerações finais

Referencias Bibliográficas

INTRODUÇAO

Existem doenças que acometem, limitam e expõem o paciente.

E necessário analisá-las para tomar medidas que ofereçam uma melhor forma de viver.

O diabetes é uma doença distinta, porém tratável, com importante interação, envolvimento e vontade da família no processo de melhoras.

Veremos qual o melhor tratamento, o diagnostico, sintomas da doença e principalmente, quais os cuidados indispensáveis para o bem estar e da pessoa com diabetes.

DIABETES MELLITUS (DM)

O termo diabetes foi cunhado lá pelo ano 70, na Grécia antiga, quando Areteu da Capadócia descreveu a doença pela primeira vez. Ele comparou o funcionamento do organismo desses pacientes a um sifão, o significado da palavra grega: comiam e bebiam muito, mas toda a energia que entrava pela boca ia embora literalmente pelo ralo com o excesso de urina. Já mellitus foi incorporado bem mais tarde. Em 1670 o médico inglês Thomas Willis provou a urina de indivíduos que apresentavam sintomas parecidos e descobriu que ela era muito doce. Quase dois séculos depois, em 1815, o químico francês M. Chevreul demonstrou que o açúcar dos diabéticos era glicose. Daí os médicos começaram a experimentar a urina de quem tinha suspeitas da doença. Ela foi batizada então de diabetes açucarada ou diabetes mellitus, palavra de origem latina que quer dizer mel ou adocicado.

Sinônimos: Diabetes, hiperglicemia

Nomes populares: Glicose no sangue aumenta de glicose.

Valor normal da glicose no sangue: 70 a 110 MG/dl.

Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características. O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil. Sete em cada cem mil torna-se diabéticos, principalmente crianças em idade escolar e adolescentes, ate mesmo lactentes e crianças pequenas podem se tornar diabéticas.

Em crianças, o diabetes mais comum e o do tipo I provocado pela falta de insulina u m hormônio produzido pelo pâncreas. Sem insulina o organismo não consegue usar a glicose como fonte de energia para as células. Conseqüentemente, as células ficam sem alimento, ao mesmo tempo em que se eleva o nível de glicose no sangue.

As pesquisas indicam que existe uma tendência hereditária para adquirir o diabetes tipo I. Porem há outros fatores desencadeantes, como a infecção causada por determinados vírus que provocam a doença em pessoas geneticamente propensas.

Alguns pais acreditam que doce em excesso pode causar diabetes, mas não é verdade. O diabetes manifesta-se apenas nas pessoas que herdam a tendência para a doença, independente do tipo de alimento que gostem ou que tenham comido ultimamente.

Diabetes Mellitus tipo I:

Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina.

O diabetes tipo I é uma doença seria que exige tratamento medico. Se não for tratado prontamente, tende a agravar-se e pode levar a um estado de descompensação metabólica grave, com sério prejuízo a saúde e risco de morte.

Se os sintomas sugerirem diabetes, deve-se procurar o medico ou o serviço de saúde, a fim de realizar testes apropriados para a detecção e o tratamento precoce da doença. A pessoa diabética pode levar uma vida normal e participar de todas as atividades realizadas por outras pessoas, exemplo de atletas, artistas e músicos famosos que são diabéticos.

Bem controlado, o diabetes não chega a prejudicar a qualidade de vida. Porem, se a glicose do sangue não for mantida em níveis próximos aos normais, o diabético corre mais risco de apresentar complicações a longo prazo, que afetarão olhos, rins, coração e sistema nervoso.

Diabetes Mellitus tipo II:

Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção, O diabetes tipo II, requer tratamento diferente, a base de dieta, medicação oral e exercícios.

O tratamento incorreto, também leva a complicações de longo prazo, semelhante as do diabetes tipo I. Embora sejam doenças diferentes e requeiram tratamentos diversos, os diabéticos tipo I e II exigem acompanhamento medico regular.

Em qualquer caso, o medico especialista e sua equipe fornecerá todas as informações necessárias para que aprendam a controlar a doença e sejam capazes de tornar as decisões necessárias no dia-dia.

Quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.

Diabetes Gestacional:

Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.

Diabetes insipidus

O diabetes insipidus é uma forma de diabetes mais rara e que nada tem a ver com falta de insulina ou aumento da glicose no sangue.

Ocorre basicamente por 2 motivos: Um problema no sistema nervoso central que impede a produção e liberação do ADH (hormônio antidiurético) mesmo em estados de desidratação; Ou um problema nos rins que passam a não responder a presença do hormônio. Em ambos casos o resultado final é um excesso de perda de água pela urina, chamada de poliúria.

Como se desenvolve?

No DM tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células betas). Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - ANTIGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.

No DM tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.

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