relatorio sobre a dosagem de amilase

relatorio sobre a dosagem de amilase

Universidade do Estado da Bahia

Enfermagem

Danilo Carvalho de Lima

DOSAGEM DE AMILASE

Salvador– BA

2011

FUNDAMENTOS TEORICOS

A amilase é uma hidrolase de produção pancreática, sendo sua produção realizada nas células acinares do pâncreas para posterior liberação no duodeno. Bem como as glândulas salivares também são responsáveis por sua produção. A amilase é responsável pela clivagem de polissacarídeos aos seus monômeros carboidratos, sendo essa hidrolise iniciada logo na boca no momento de ingestão do alimento pela amilase salivar. Essa amilase ao entrar em contato com o estomago é inibida, por causa do acido clorídrico estomacal de pH muito baixo. Quando da chegada do alimento ao intestino, a amilase volta a atuar pelo suco pancreático, fragmentando os demais açúcares.

Em casos de lesões nas células acinares do pâncreas, comumente encontradas em casos de pancreatite aguda, ou bloqueios na passagem do liquido pancreático, sendo frequentemente encontrado em carcinomas pancreáticos, ocorrera uma mobilidade da amilase em direção ao sistema linfático, sendo concomitantemente drenada para os vasos sanguíneos. Isso leva a um aumento sérico dessa substancia no fluxo sanguíneo, variando entre doze a setenta e duas horas, tão logo o limiar patológico. Com a decorrer do tempo, os rins atuam estabilizando esses níveis as padronizações normais, em no máximo quarenta e oito a setenta e duas horas. Contudo em casos de pancreatite aguda, os níveis séricos de amilase estarão constantemente elevados, pois a pancreatite atuará na obstrução dos ductos pancreáticos e no falso cisto pancreático.

Contudo, se por um lado a dosagem de amilase pode atuar como fator determinante para as patologias pancreáticas ela possui um baixo teor de especificidade, em razão de esse aumento poder ter sido levado por outras circunstancias anômalas como a lesão aberta do intestino, em ulceras no pâncreas, e em casos de caxumba. Os níveis normais de amilase na corrente sanguínea estão entre 70 a 160 unidades/dl.

Fundamentos da Reação

A amilase hidrolisa o amido liberando moléculas de açúcares e dextrina. Após a adição da solução de iodo ocorre a formação de cor azul com o amido não hidrolisado do substrato.

Nesta técnica, a atividade da amilase da amostra analisada é inversamente proporcional à intensidade de cor azul formada e é calculada em comparação com um controle de substrato.

Material utilizado

  1. Espectrofotômetro;

  2. Banho-Maria ou termostatizador na temperatura constante de 370C;

  3. Tubos e Pipetas;

  4. Cronômetro.

  5. Substrato de amido

  6. Substrato de iodo

  7. Agua destilada

Cálculos

Tubos

Teste

Controle

Substrato de Amido

1 ml

1 ml

Colocar em banho-maria a 37° C por dois minutos

Amostra

20µl

-

Agitar e incubar em banho-maria a 37°C por exatamente 7 minutos e 30 segundos.

Determinar a absorbância no espectrofotômetro a 660 nm.

AC = Absorbância do Controle

AT = Absorbância do Teste

Unidades da Amilase / dL = AC – AT × 800

AC

Unidades da Amilase/ dl= 197-148 x 800 = 198 unidades/ dl

197

Conclusão

O resultado foi muito acima do esperado em pacientes com regulação enzimática normal. Pacientes muito acima do normal como no caso supracitado pode sofrer de pancreatites, de ulceras, perfuração do intestino e caxumba.

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