RELATORIO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO DE QUIMICA

RELATORIO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO DE QUIMICA

(Parte 1 de 5)

Relatório apresentado a coordenadora de estágio do Curso Técnico em Química da Escola São Francisco de Assis - ESFA como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Técnico em Química.

Orientadora: Profª. Mayra Campista Corteletti

Declaração do Autor

Declaro para fins de pesquisa acadêmico-científica, que o presente Relatório de Estágio pode ser parcial ou totalmente utilizado desde que se faça referência à fonte e ao autor.

Santa Teresa, 2 de Julho de 2011 Breno Sperandio Fadini

Dedico este trabalho a Deus, que me concedeu capacidade e inteligência para correr atrás e realizar tudo aquilo que tenho sonhado, tanto profissionalmente quanto pessoalmente, concedendo também forças em momentos de cansaço e momentos.

Sempre que nos deparamos com momentos que são cruciais e que nos conduzem a uma nova etapa de vida nos lembramos de que não atingimos nossas metas sozinhos. Durante a jornada para que alcancemos nossos objetivos temos a certeza de que grandes pessoas e grandes amigos estiveram do nosso lado e colaboraram para que o resultado final fosse o melhor possível.

Primeiramente a Deus pela vida, inteligência e capacidade a mim concedidas.

Portanto, em homenagem a todos aqueles que de alguma forma se tornaram colaboradores para a conclusão deste trabalho, meus sinceros agradecimentos.

Aos meus pais pela dedicação em educar a mim e a meus irmãos priorizando em nossas vidas estudo e dedicação e mostrando que para tudo na vida há um tempo.

Agradeço aos meus amigos, os quais foram compreensivos e tolerantes à dedicação de meu tempo aos estudos e à vida profissional, compreendendo que muitas vezes é preciso abrir mão de algumas coisas por algo que venha para um bem maior e à Escola São Francisco de Assis - ESFA por uma formação Técnica de qualidade.

Agradeço ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – Ifes Campus Santa Teresa, a oportunidade oferecida de aprimoramento dos meus conhecimentos através deste estágio supervisionado, principalmente Danilo Permanhane técnico responsável pelo laboratório de Análise de Água e Alimentos, e Elvis Pantaleão Ferreira, técnico responsável pelo laboratório de Física e Química de Solos, pela atenciosidade e prontidão em ajudar sempre que precisei.

“Creio que a verdade é perfeita para a matemática, a química, a filosofia, mas não para a vida. Na vida contam mais a ilusão, a imaginação, o desejo, a esperança”

Ernesto Sábato

Fórmula 1 - Determinação de alcalinidade à fenolftaleína7
Fórmula 2 - Determinação de alcalinidade total8
Fórmula 3 - Determinação da dureza total10
Fórmula 4 - Determinação do teor de cálcio1
Fórmula 5 - Determinação do teor de magnésio1
Fórmula 6 - Determinação de cloretos13
Fórmula 7 - determinação do teor de Alumínio:23
Fórmula 8 - determinação do teor do Cálcio:23
Fórmula 9 - determinação do teor do Magnésio:24
Fórmula 10 - determinação do teor do Hidrogênio + Alumínio:26
Fórmula 1 - determinação do teor do Fósforo27
Fórmula 12 - determinação do teor do Sódio e Potássio28

LISTA DE FÓRMULAS Fórmula 13 - determinação do teor de Matéria Orgânica ................................. 29

Figura 1- Titulação para determinação da alcalinidade total8
Figura 2 - Titulação para determinação da dureza total1
Figura 3 - Titulação para determinação de cloretos13
Figura 4 – Secagem de solo para preparação da TFSA20
Figura 6 - Titulação dos nutrientes cálcio, magnésio e alumínio2
Figura 7 – Titulação em ponte tituladora do H+Al25
Figura 8 – Espectro fotômetro utilizado para a determinação do fósforo27
Figura 9 – Procedimento de leitura para a determinação de Na e K28

Figura 5 – pHmetro utilizado para a determinação do potencial de hidrogênio.21

Figura 10 – Chapa aquecedora utilizada para oxidação do carbono orgânico. 29 Figura 1 – Balança analítica utilizada para a pesagem do solo. ..................... 30

1. INTRODUÇÃO4
2. RESULTADOS E DISCUSSÃO5
2.1. Infra-estrutura Física e Recursos Humanos5
2.2. Atividades Desenvolvidas6
2.2.1 Laboratório de Água e Alimentos6
Análises Físico-Químicas de Água6
1 Alcalinidade:6
2 Dureza:9
3 Cloretos:1
Análises de qualidades do leite:13
1 Determinação da estabilidade pela prova do álcool:14
2 Acidez pelo Método Dornic:14
3 Teste do Alizarol:15
4 Teste de cocção:15
5 Densidade:16
6 Teor de gordura:16
1 Presença de Amido:17
2 Presença de Água:18
3 Presença de Peróxido de Hidrogênio:18
4 Presença de Hipoclorito de Sódio:18
6 Presença de Formol:19
7 Presença de Cloretos:19
8 Presença de Sacarose:19
2.2.3. Laboratório de Física e Química de Solos20
1 Determinação do Potencial de Hidrogênio – pH21
2 Determinação do Alumínio, Cálcio e Magnésio2
3 Determinação do Hidrogênio e Alumínio25
4 Determinação do Fósforo, Sódio e Potássio26
5 Determinação do Carbono Orgânico28
2.3. Experiência Profissional31
3. CONCLUSÃO32

Análises para determinação de fraudes em leites: .......................... 17 4. FONTES CONSULTADAS .......................................................................... 34

1. INTRODUÇÃO

A química é uma ciência que nasceu da curiosidade, necessidade e ambição do homem para entender e dominar a natureza. A química só foi reconhecida como ciência a partir do século XVIII, porém ela é marcada por um aspecto que é a experimentação. E é na experimentação onde entra o técnico, profissional responsável, resumidamente, pela aplicação e analise de processos químicos, entre outras funções.

O técnico em química é o profissional que faz a ligação direta entre químicos ou engenheiros químicos. Ele tem autonomia para efetuar processos químicos, analisar os resultados e operar a aparelhagem devida para a realização das atividades propostas.

O Técnico em Química tem uma área de trabalho bem ampla podendo realizar suas tarefas em indústrias petroquímicas, indústrias alimentícias, indústrias de celulose, indústrias de cerâmica, indústrias farmacêuticas, indústrias têxtil, indústrias de fabricação de plásticos, borrachas, fibras, álcool, fertilizantes, indústrias de tratamento de efluentes, indústrias na produção de produtos químicos e em muitas outras áreas existentes que abrangem a química.

2. RESULTADOS E DISCUSSÃO 2.1. Infra-estrutura Física e Recursos Humanos

O estágio foi desenvolvido na Antiga Escola agrotécnica Federal de Santa Teresa, que em dezembro de 2008 passou a integrar o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo - IFES, campus Santa Teresa esta localizado na rodovia ES-080, Km 21 - São João de Petrópolis no município de Santa Teresa no estado do Espírito Santo.

A antiga Escola agrotécnica Federal de Santa Teresa teve sua origem datada em 1940, quando foi criado pelo Decreto-Lei nº 12.147, de 06 de setembro, do Interventor Federal no Estado do Espírito Santo, João Punaro Bley. Foi inaugurada a 8 de setembro de 1941, sob a denominação de Escola Prática de Agricultura (EPA), com a finalidade de ministrar dois cursos práticos e intensivos, de um ano de duração, a trabalhadores rurais - Administrador de Fazenda e Prático Rural (IFES, 2011).

Em 1948, a 10 de março, por força do Convênio firmado entre a União e o Estado, passou para a supervisão da Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário - SEAV - do Ministério da Agricultura, para ministrar os cursos previstos na Lei Orgânica do Ensino Agrícola - Decreto-Lei nº 9.613, de 20 de agosto de 1946, com a denominação de Escola Agrotécnica do Espírito Santo, nome que perdurou até 1956. Em 1956, face à renovação do Convênio em apreço, passou a chamar-se de Escola Agrotécnica de Santa Teresa. O nome Colégio Agrícola de Santa Teresa, foi-lhe dado pelo Decreto nº 53.588, de 13 de fevereiro de 1964. O nome atual, Escola Agrotécnica de Santa Teresa - ES foi estabelecido pelo Decreto nº 83.935, de 4 de setembro de 1979, publicado no D.O.U., de 05/09/79, transformada em Autarquia através da Lei Nº. 8.731, de 16/1/1993, publicado no D.O.U., de 17/1/1993 vinculado a Secretaria de Educação Média e Tecnológica-SEMTEC (IFES, 2011).

2.2. Atividades Desenvolvidas

O estágio foi desenvolvido no período de 30 de Maio a 18 Junho de 2011, nos laboratórios de Análises de Água e Alimentos, e no Laboratório de Física e Química de Solos. No qual foram desenvolvidos procedimentos juntamente com os técnicos responsáveis pelos respectivos setores. Para maior clareza, segue abaixo a descrição das atividades desenvolvidas.

2.2.1 Laboratório de Água e Alimentos

Análises Físico-Químicas de Água

1 Alcalinidade:

Quimicamente definindo alcalinidade é a propriedade inversa da acidez, ou seja, é a capacidade de neutralização de ácidos. Em geral a presença de alcalinidade leva a pH para valores superiores a 7,0, porém ph inferior (acima de 4) não significa que não hajam substâncias alcalinas dissolvidas no meio aquoso. Os principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos HCO3-, os carbonatos (CO3 2-) e os hidróxidos (OH -), cujas formas são função do pH.

Para ph superior a 9,4 tem-se dureza de carbonatos e predominantemente de hidróxidos. Entre pH de 8,3 e 9,4, predominam os carbonatos e ausência de hidroxilas. Para pH inferires a 8,3 e acima de 4.4 ocorre apenas dureza de bicarbonato.

Abaixo de 4,4 não ocorre alcalinidade. De um modo geral as alterações de alcalinidade têm origem na decomposição de rochas em contato com a água, reações envolvendo o CO2 de origem atmosférica e da oxidação de matéria orgânica, além da introdução de despejos industriais.

Para a determinação deste parâmetro utilizamos o método titulométrico seguindo conforme descreve a ABNT. NBR 13736: águas – Determinação de alcalinidade – Método titulométrico. Rio de Janeiro, novembro 1996.

Para a realização do procedimento de análise foram seguidas as etapas:

Determinação da alcalinidade da Amostra a) Preparação das amostras, transferir 100 mL da amostra para um erlenmeyer, utilizando pipeta volumétrica; b) Adicionar 3 gotas de solução de fenolftaleína e se a amostra apresentar coloração vermelha, adicionar titular com H2SO4 0,01 mol/L até desaparecimento da cor e anotar o volume gasto; c) Adicionar sobre a mesma amostra ainda no erlenmeyer, 3 gotas de meti orange e se a amostra ficar amarela, titular com H2SO4 0,01 mol/L até coloração levemente avermelhada e anotar o volume total gasto, incluindo aquele para a fenolftaleína, conforme figura 1.

Expressão dos resultados A alcalinidade à fenolftaleína é expressa por:

mg CaCO3/L = V1 x fc x 0,01 x 100000 Va

Fórmula 1 - Determinação de alcalinidade à fenolftaleína

Sendo:

V1= Volume (mL) de solução de H2SO4 gasto na titulação até mudança de coloração de vermelha para incolor; fc= fator de correção volumétrica da solução de H2SO4. Va= Volume (mL) da amostra.

A alcalinidade total é expressa por:

mg CaCO3/L = VT x fc x 0,01 x 100000 Va

Fórmula 2 - Determinação de alcalinidade total

Sendo:

VT= Volume total (mL) de solução de H2SO4 gastos na titulação; fc= fator de correção volumétrica da solução de H2SO4; Va= Volume (mL) da amostra.

Figura 1- Titulação para determinação da alcalinidade total Fonte: Ferreira & Zanotti, 2011.

2 Dureza:

Característica conferida à água, pela presença de sais alcalino-terrosos (cálcio, magnésio, e outros) e de alguns metais, em menor intensidade. Quando a dureza é devida aos sais bicarbonatos e carbonatos (de cálcio, magnésio, e outros), denomina-se temporária, pois pode ser eliminada quase totalmente pela fervura; quando é devida a outros sais, denomina-se permanente. As águas duras, em função de condições desfavoráveis de equilíbrio químico, podem incrustar nas tubulações e dificultar a formação de espumas com o sabão. (NBR 9896/1993).

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