Vasos Pressurisados

Vasos Pressurisados

(Parte 1 de 3)

Coletânea de Manuais Técnicos de Bombeiros

1ª Edição 2006

Volume 25

Os direitos autorais da presente obra pertencem ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Permitida a reprodução parcial ou total desde que citada a fonte.

Comandante do Corpo de Bombeiros Cel PM Antonio dos Santos Antonio

Subcomandante do Corpo de Bombeiros Cel PM Manoel Antônio da Silva Araújo

Chefe do Departamento de Operações Ten Cel PM Marcos Monteiro de Farias

Comissão coordenadora dos Manuais Técnicos de Bombeiros

Ten Cel Res PM Silvio Bento da Silva Ten Cel PM Marcos Monteiro de Farias

Maj PM Omar Lima Leal

Cap PM José Luiz Ferreira Borges 1º Ten PM Marco Antonio Basso

Comissão de elaboração do Manual

Cap PM Luiz Claudio dos Santos

Cap PM Milton Augusto dos Santos

Cap PM Ricardo Vieira Peixoto

Cap PM Marcos Abondanza Vitiello 1º Ten PM Henguel Ricardo Pereira 1º Ten PM Paulo Maurício Maculevicius Ferreira

Comissão de Revisão de Português 1º Ten PM Fauzi Salim Katibe 1° Sgt PM Nelson Nascimento Filho 2º Sgt PM Davi Cândido Borja e Silva

Cb PM Fábio Roberto Bueno Cb PM Carlos Alberto Oliveira Sd PM Vitanei Jesus dos Santos

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma
Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a
Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa
Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo. diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos. preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado. forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. pesquisados e desenvolvidos. Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

Os novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB são ferramentas
Estudados e aplicados aos treinamentos, poderão proporcionar inestimável

O Corpo de Bombeiros continua a escrever brilhantes linhas no livro de sua história. Desta feita fica consignado mais uma vez o espírito de profissionalismo e dedicação à causa pública, manifesto no valor dos que de forma abnegada desenvolveram e contribuíram para a concretização de mais essa realização de nossa Organização. importantíssimas que vêm juntar-se ao acervo de cada um dos Policiais Militares que servem no Corpo de Bombeiros. ganho de qualidade nos serviços prestados à população, permitindo o emprego das melhores técnicas, com menor risco para vítimas e para os próprios Bombeiros, alcançando a excelência em todas as atividades desenvolvidas e o cumprimento da nossa missão de proteção à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio.

Parabéns ao Corpo de Bombeiros e a todos os seus integrantes pelos seus novos

Manuais Técnicos e, porque não dizer, à população de São Paulo, que poderá continuar contando com seus Bombeiros cada vez mais especializados e preparados.

São Paulo, 02 de Julho de 2006.
Coronel PM ANTONIO DOS SANTOS ANTONIO

Comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

MAEVP - MANUAL DE ATENDIMENTO EM EMERGÊNCIAS EM VASOS PRESSURIZADOS 1

O presente manual nasceu a partir de estudos dos cilindros ou vasos e produtos
É relevante esclarecer que no universo de produtos perigosos e não perigosos, mas
emergências

PREFÁCIO mais utilizados, transportados, de maior risco e com a estatística mais desfavorável, no que tange às ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros nos últimos anos. que oferecem algum tipo de risco face estarem acondicionados e pressurizados em vasos metálicos, polímeros e afins, não dotamos este compêndio com toda a gama de gases explosivos, líquidos inflamáveis e produtos inertes e oxidantes existentes, contudo ajustamos o trabalho a uma realidade mais próxima do factível e substancial para que pudesse atender e orientar o nosso homem no treinamento preventivo e na atuação corretiva dessas

Como já fora colocado, anteriormente, não nos seria possível elencar as centenas de produtos existentes e engarrafados em vasos metálicos e em cilindros à base de polímeros rígidos, porém, reforço que se procurou explorar e pautar os, estatisticamente, mais comuns e conhecidos pelo profissional de bombeiros, procurando satisfazer nosso efetivo da forma mais ampla, prática e pertinente possível.

Grupo de trabalho do MTB-25

Introdução1
Capitulo – 01- Emergências em Caldeiras Aquatubulares e Flamutubulares2
1.1. Introdução2
1.2. Tipos e instalação de Caldeiras5
1.3. Acidentes mais comuns envolvendo caldeiras21
1.4. Procedimentos emergenciais43
1.5. Medidas de primeiros socorros48
1.6. Bibliografia49
Capitulo – 02- Emergências em Autoclaves50
2.1. Introdução50
2.2. Tipos e instalação de Autoclave52
2.3. Acidentes mais comuns envolvendo Autoclave58
2.4. Procedimentos emergenciais59
2.5 Medidas de primeiros socorros62
2.6. Bibliografia62
Capitulo – 03- Emergências em cilindro de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)63
3.1. Introdução63
3.2. Tipos e instalação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)65
3.3. Acidentes mais comuns envolvendo (GLP)68
3.4. Bibliografia76
Capitulo – 04- Emergências em cilindro de Gás Acetileno7
4.1. Introdução7
4.2. Tipos e instalação de Gás Acetileno84
4.3. Acidentes mais comuns envolvendo acetileno8
4.4. Procedimentos emergenciais91
4.5. Bibliografia104
Capitulo – 05- Emergências em cilindro de Oxigênio105
5.1. Introdução105
5.2. Tipos e instalação de Oxigênio105
5.3. Acidentes mais comuns envolvendo Oxigênio107
5.4. Medidas de primeiros socorros107
5.5. Procedimentos emergenciais109
Emergências em cilindro contendo Gases Inertes e Oxidantes110
1. Introdução110

COLETÂNEA DE MANUAIS TÉCNICOS DE BOMBEIROS Capitulo – 06 2. Argônio....................................................................................................................112

2.1 Tipos e instalação de cilindros de Argônio116
2.2. Acidentes mais comuns envolvendo cilindro de Argônio117
3. Xenônio123
3.1. Tipos e instalação de cilindros de Xenônio123
3.2. Acidentes mais comuns envolvendo cilindro de Xenônio123
4. Dióxido de Carbono125
4.1. Tipos e instalação de cilindros de CO²125
4.2. Acidentes mais comuns envolvendo cilindro de CO²125
5. Nitrogênio127
5.1. Tipos e instalação de cilindros de Nitrogênio127
5.2 Acidentes mais comuns envolvendo cilindros de Nitrogênio127
6. Neônio129
6.1. Tipos e instalação de cilindros de Neônio129
6.2. Acidentes mais comuns envolvendo cilindros de Neônio129
7. Hélio130
7.1. Tipos e instalação de cilindros de Hélio130
7.2. Acidentes mais comuns envolvendo cilindros de Hélio130
7.3. Procedimentos emergenciais130
Capitulo – 07- Emergências envolvendo cilindro contendo Hidrogênio132
7.1. Introdução132
7.2. Tipos e instalação de Hidrogênio134
7.3. Medidas de primeiros socorros135
7.4. Procedimentos emergenciais136
Capitulo – 08- Emergências envolvendo Amônia139
8.1. Introdução139
8.2. Tipos e instalação de Amônia141
8.3. Acidentes mais comuns envolvendo Amônia141
8.4. Medidas de primeiros socorros141
8.5. Procedimentos emergenciais142
Capitulo – 09- Emergências envolvendo Gás Cloro144
9.1. Introdução144
9.2. Tipos e instalação de Gás Cloro146
9.3. Acidentes mais comuns envolvendo Gás Cloro147
9.4. Medidas de primeiros socorros148

COLETÂNEA DE MANUAIS TÉCNICOS DE BOMBEIROS 9.5. Procedimentos emergenciais ..................................................................................148

1 INTRODUÇÃO

O presente manual nasceu a partir de estudos dos cilindros ou vasos e produtos

mais utilizados, transportados, de maior risco e com a estatística mais desfavorável, no que tange às ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros nos últimos anos.

É relevante esclarecer que no universo de produtos perigosos e não perigosos, mas
emergências

que oferecem algum tipo de risco face estarem acondicionados e pressurizados em vasos metálicos, polímeros e afins, não dotamos este compêndio com toda a gama de gases explosivos, líquidos inflamáveis e produtos inertes e oxidantes existentes, contudo ajustamos o trabalho a uma realidade mais próxima do factível e substancial para que pudesse atender e orientar o nosso homem no treinamento preventivo e na atuação corretiva dessas

Como já fora colocado, anteriormente, não nos seria possível elencar as centenas de produtos existentes e engarrafados em vasos metálicos e em cilindros à base de polímeros rígidos, porém, reforço que se procurou explorar e pautar os, estatisticamente, mais comuns e conhecidos pelo profissional de bombeiros, procurando satisfazer nosso efetivo da forma mais ampla, prática e pertinente possível.

Grupo de trabalho do MTB-25

2 CAPÍTULO I

Emergência em Cadeiras Flamutubular e Aquatubular

1. CALDEIRAS 1.1. Introdução: Este capítulo foi elaborado para que os componentes das guarnições do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, envolvidos no controle de emergências em caldeiras a vapor tenham um procedimento operacional padrão. A preocupação com a integridade física da guarnição, das demais pessoas envolvidas, da preservação do meio ambiente e do patrimônio devem estar presentes em todas as fases da operação. O controle de emergências em caldeiras a vapor requer um conhecimento mínimo desses aparelhos no que se refere a forma e as condições de trabalho, à diferenciação de cada tipo de aparelho, à finalidade a que se presta, quais os sinais que fornece quando fora do regime normal de trabalho e o que deve ser feito para controlar a emergência impedindo que a mesma progrida além dos limites críticos. 1.1.1. Conceituação Caldeiras a Vapor: São equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior a atmosférica a partir de um fluído vaporizante ( no nosso caso a água) e energia térmica (calor); vamos tratar apenas dos geradores de vapor de água, (caldeiras) embora existam geradores para outros tipos de vapores. A energia térmica usada no processo de produção de vapor, será obtida a partir da queima de um combustível que poderá ser: sólido, líquido ou gasoso.

1.1.2. Categoria da Caldeira: De acordo com a NR-13 do Manual Técnico de Bombeiros as caldeiras são classificadas em 03 (três) categorias conforme segue: a) Caldeiras da categoria “A” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1960 Kpa (19,98 Kgf/cm²); b) Caldeiras da categoria “C” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou inferior a 588 Kpa (5,9 Kgf/cm²) e o volume interno é igual ou inferior a 100 litros; c) Caldeiras da categoria “B” são todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. 1.1.3. Funcionalidade da caldeira: a) Caldeiras manuais – São aquelas que dependem de total vigilância do operador. Essas caldeiras encontram-se em total desuso; b) Caldeiras semi-automáticas: Aquelas que possuem alguns dispositivos manuais e outros automáticos. Geralmente são caldeiras manuais antigas que passaram por algumas modificações, e receberam dispositivos automáticos, portanto, algumas operações são executadas manualmente pelo operador e outras automaticamente. Os dispositivos automáticos mais comumente encontrados nesse tipo de caldeira são os alimentadores de água e de óleo. c) Caldeiras automáticas: São aquelas cujo trabalho do operador é mínimo, cabendo a ele apenas o controle e verificação dos dispositivos. Tudo na caldeira

Fig. 01 Caldeira a vapor

Exemplo: usinas de açúcar que queimam o bagaço da cana
quadrado de superfície

funciona automaticamente: alimentação de combustível e água, controle de combustão e pressão interna, acendimento, etc. Em certos casos o automatismo total não é conveniente; é o caso de empresas que utilizam seus entulhos como combustível o que representa grande economia. 1.1.4. Capacidade da caldeira: A capacidade de uma caldeira pode ser muito variada, segundo os fins a que se destina, porém essa capacidade pode ser expressada numericamente, usando-se diversos sistemas de medidas sendo que os mais comuns são: a) Potência em HP: quando uma caldeira for capaz de vaporizar 34,5 libras de água por hora, desde que a água de entrada esteja a uma temperatura de 212º F, ela terá a potência de 1 HP. Transformando isso para o sistema métrico teremos: 1 HP = 8430 quilocalorias por hora. b) Fator Carga (FC): Uma caldeira apresenta um fator carga de 100% quando 10 ft2 (pés ao quadrado) de superfície da caldeira, produzirem 34,5 lbs (libras) de vapor a 212º F, partindo de água a 212º F, em uma hora. Convertendo isso para o sistema métrico, teremos: 9100 quilocalorias em uma hora, correspondendo aproximadamente a 15 kg de vapor por hora, por metro 1.1.5. Componentes principais de um gerador de vapor: 1) Tambor de vapor: É um cilindro fechado colocado na parte mais alta da caldeira, onde é feita a separação da água e do vapor. São conectados a esse tambor os tubos geradores de vapor, o nível de água e o manômetro de pressão do vapor. O nível de água nesse tambor nunca é superior a ¾ da capacidade do mesmo, e nunca inferior a ½ tambor. A fim de impedir que o vapor arraste partículas sólidas é colocado dentro do tambor de vapor algumas placas chamadas de defletoras ou chicanas, que impedem também que o vapor se misture com a água. 2) Tambor de lama: É o inverso do tambor de vapor, este tambor está localizado na parte mais baixa da caldeira, trabalha sempre cheio de água e a sua finalidade é de acumular as impurezas da água tais como a lama, ferrugem e outros materiais. Periodicamente se faz a descarga dessas impurezas. 3) Feixe tubular: Como o próprio nome indica, é constituido de feixes de tubos de diversos perfis que se interligam com os tambores. Estão colocados sobre as

convenientemente com o ar, a fim de se obter uma boa combustão

paredes da fornalha e em todo o percurso dos gases quentes. É através da superfície desses tubos que se efetua a troca de calor na caldeira. 4) Fornalha: Local onde é realizada a queima dos combustíveis. 5) Superaquecedor: Esse equipamento transforma o vapor saturado em vapor superaquecido. Ele eleva a temperatura do vapor. 6) Economizador: Destinado a aumentar a temperatura da água de alimentação por meio dos gases da combustão. Com isso melhoramos o rendimento da caldeira e evitamos o choque térmico. 7) Pré-aquecedor de ar: Sua finalidade é de elevar a temperatura do ar de combustão, conseguindo-se assim uma melhor queima e melhoria no rendimento da caldeira. 8) Chaminé: è um tubo destinado ao escoamento dos gases da combustão. A circulação de tais gases pode ser através de tiragem forçada ou tiragem natural; tiragem é a retirada dos gases de dentro da caldeira. Nas caldeiras alimentadas com combustível líquido, temos ainda: 9) Reservatório para o combustível: cuja capacidade varia de acordo com as necessidades do trabalho. 10) Aquecedor de combustível: colocado dentro do reservatório, tem a finalidade de manter o combustível convenientemente aquecido, para que possa fluir melhor até os maçaricos, e consequentemente, produzir melhor queima. 1) Maçarico: Aparelho destinado a pulverizar o combustível, misturando-o

Componentes principais de um gerador de vapor: Fig. 02

1.2. Tipo de Caldeira: As caldeiras de vapor de água são classificadas em dois grandes tipos: fogotubulares e aquatubulares. 1.2.1. Caldeiras fogotubulares: Esse foi o primeiro tipo de caldeira construída , chamada de tubo de fogo ou tubo de fumaça, por causa dos gases quentes provenientes da combustão que circulam no interior dos tubos ficando a água por fora dos mesmos. É o tipo de caldeira mais simples. Muito usada em navios e locomotivas, mesmo com o aparecimento das caldeiras mais modernas, esse tipo ainda continua em uso. Posteriormente com alguns aperfeiçoamentos, passou a chamar caldeira escocesa.

A caldeira tipo tubo de fogo não passa de um cilindro externo que comporta a água e um cilindro interno destinado a fornalha. Sua tiragem ou saída de gases é normal. A carcaça é construída de chapas que variam de espessura de acordo com o porte da caldeira a pressão pode variar entre 5 a 10 quilogramas por centímetros quadrado . Sucessivos estudos visando o aperfeiçoamento das caldeiras revelaram que a temperatura oscilava entre 316º a 427º (graus Celsius), que era perdida na tiragem. Resolveram aproveitar essa perda, a fim de reduzir o custo do combustível que na época era o carvão mineral. O problema foi resolvido, aumentando a superfície de aquecimento da água, colocando tubos em quantidade suficiente e forçando os gases quentes a passarem pelos tubos e depois pela tiragem. Com isso o rendimento foi aumentado, embora esse tipo de caldeira não tivesse eficiência superior a 60%. Podemos ainda classificar as caldeiras tubo-de-fogo em HORIZONTAIS E VERTICAIS. 1.2.1.1. Caldeiras Horizontais

Fig. 03 Caldeira tubo de fogo

1.2.1.1.1. Caldeira Cornualia: consta de um cilindro colocado internamente no sentido horizontal, ligando a fornalha até o local de saída dos gases. Seu funcionamento é simples, apresenta baixo rendimento e sua pressão não ultrapassa 10 kg/cm² . 1.2.1.1.2. Caldeira Lancaster: sua construção é idêntica a Cornualia, podendo apresentar de dois a quatro tubos internos. Esses dois tipos de caldeiras são chamados de tubo de fogo direto, porque os gases percorrem os tubos uma única vez.

Há caldeiras que apresentam tubos de fogo e de retorno, os gases desprendidos durante a combustão na fornalha , circulam por tubos que os fazem retornar a fornalha. Outras caldeiras apresentam os dois tubos conjugados , e o de aquecimento direto e o de retorno , sendo que os gases circulam pelos tubos diretos, e voltam pelos tubos de retorno. 1.2.1.1.3. Caldeiras Multitubulares de fornalha externa: o aquecimento é feito diretamente na base do cilindro e os gases retornam pelos tubos de fogo. A fornalha pode ser construída em alvenaria e ocupa quase toda extensão do cilindro.

Fig. 04

Fig. 05 esquema de caldeira com tubos de retorno

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