Relatorio SARESP 2009/MATEMATICA

Relatorio SARESP 2009/MATEMATICA

(Parte 4 de 7)

Total

Tabela 3: Participação dos Alunos da Rede Estadual por Coordenadoria de Ensino, Série/Ano e Período – SARESP 2009*

(*) Os números de alunos participantes aqui se referem ao 1º dia de aplicação.

Além da participação dos alunos, cabe ressaltar a enorme mobilização de diversos profissionais envolvidos na aplicação do SARESP 2009, além da participação de diretores, professores e pais, que, por meio de questionários, contribuíram com as observações e opiniões que expressaram sobre o sistema educacional paulista. A avaliação da Rede Estadual mobilizou, ao todo, 5.143 escolas e diretores. Ao total, foram empregados os serviços de 53.376 aplicadores e 5.678 fiscais, com coordenadores de aplicação designados a cada uma das 91 Diretorias de Ensino que compõem a Rede Estadual de São Paulo.

Observe os dados gerais da Rede Estadual indicados no tópico 3 (Abrangência do

SARESP 2009) da Parte 1.

Agora, complete a tabela com os dados de sua escola. Participação dos Alunos da Escola por Nível de Ensino, Dia de Aplicação e Período

Nível de Ensino

PeríodoPrevistos1º Dia de Aplicação2º Dia de Aplicação3º Dia de Aplicação Nº Nº%N º%N º%

Ensino

Fundamental

Diurno Noturno

Total

Ensino Médio

Diurno Noturno

Total TOTAL GERAL

Diurno Noturno Total

Para reflexão: Faça uma análise dos dados da sua escola, comparando-os com os das Tabelas 1, 2 e 3 do tópico 3.

Em quais séries/anos a presença dos alunos da escola foi menor/maior? Por quê? Na sua escola, a abstenção no período noturno foi maior do que no período diurno?

Por quê?

Qual compreensão que os alunos de sua escola têm do SARESP? Os alunos são preparados com antecedência para a participação no SARESP? Há por parte de sua escola uma recepção positiva do SARESP?

6ª série/7º ano Ensino Fundamental

8ª série/9º ano Ensino Fundamental

3ª série Ensino Médio

4. NÍVEIS DEPROFICIÊNCIA DOSARESP 2009

Desde 1995, o desempenho dos alunos da educação básica do Brasil tem sido medido por meio da métrica do SAEB. A escala já é bastante conhecida e seu uso permite a comparação de resultados com aqueles obtidos no SAEB/Prova Brasil. A escolha dos números que definem os pontos da escala de proficiência é arbitrária e construída com os resultados da aplicação do método estatístico de análise denominado Teoria da Resposta ao Item (TRI).

Sendo assim, as proficiências dos alunos da Rede Estadual de ensino de São Paulo, aferidas em 2009 por meio do SARESP, foram também consideradas nesta mesma métrica do SAEB/Prova Brasil. Seus resultados utilizam a interpretação da escala do SAEB, completada pela amplitude oferecida pelos itens que melhor realizam a cobertura do Currículo proposto para as escolas estaduais, como explicado nas Matrizes de Referência do SARESP para cada disciplina e séries/anos avaliados. Para que isso fosse possível, foram utilizados, no SARESP, alguns itens do SAEB, cedidos e autorizados pelo MEC.

No entanto, a opção de usar a mesma “régua” não exime a SEE-SP de interpretar cada ponto da escala a partir do resultado da aplicação de seus próprios instrumentos, de agrupar os desempenhos indicados em diferentes pontos da escala em níveis qualificados de desempenho e de associá-los aos fatores de contexto investigados por ocasião da prova, tal como o fazem outros consolidados sistemas estaduais de avaliação educacional.

Para interpretar a escala de proficiência dos alunos da 4ª/5º, 6ª/7º e 8ª/9º séries/anos do EF e 3ª série do

Como o SAEB não possui uma escala de proficiência em Geografia e História, a SEE-SP/CENP, analogamente ao SAEB, para obter a escala, arbitrou uma média de 250 pontos na 8ª/9º série/ano e um desvio-padrão de 50 pontos.

Os pontos da escala do SARESP, por sua vez, foram agrupados em quatro níveis de desempenho –

Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidas para cada disciplina, série/ano, no Currículo proposto para as escolas estaduais de São Paulo. Os níveis também foram agrupados e classificados – Insuficiente, Suficiente e Avançado –, representando os estágios de aprendizagem dos alunos em relação à sua continuidade dos estudos nas séries/anos posteriores às avaliadas. Sendo que, os alunos localizados no nível Abaixo do Básico (Insuficiente) precisarão de apoio intensivo por meio de programas de recuperação específicos para interagir com a Proposta Curricular da série/ano subsequente. O Quadro 3 apresenta uma síntese desse agrupamento.

Classificação Níveis de Proficiência Descrição

InsuficienteAbaixo do Básico

Os alunos neste nível demonstram domínio insuficiente dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para a série/ano escolar em que se encontram.

Suficiente

Básico

Os alunos neste nível demonstram domínio mínimo dos conteúdos, competências e habilidades, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a Proposta Curricular na série/ano subsequente.

Adequado

Os alunos neste nível demonstram domínio pleno dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para a série/ano escolar em que se encontram.

Avançado Avançado

Os alunos neste nível demonstram conhecimentos e domínio dos conteúdos, competências e habilidades acima do requerido na série/ano escolar em que se encontram.

Quadro 3: Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP

A partir de 2008, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo implementou um sistema de avaliação de desempenho das escolas estaduais paulistas. Especificamente, esta avaliação tem por objetivo, além de diagnosticar a situação atual das escolas estaduais paulistas no que tange à qualidade da educação, estabelecer metas para a melhoria desta qualidade. Para que a avaliação seja feita de forma objetiva e transparente, foi criado um indicador de desempenho, semelhante ao IDEB do Governo Federal, denominado IDESP – Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo.

Quando se trata da avaliação de instituições de ensino no que se refere à qualidade da educação, dois quesitos são importantes: o desempenho dos alunos em exames de proficiência e o fluxo escolar. Ou seja, uma escola de qualidade é aquela que a maior parte dos seus alunos desenvolve boa parcela dos conteúdos, competências e habilidades requeridos para o nível escolar em que estão matriculados, no período de tempo determinado.

Esses quesitos complementares são utilizados para o cálculo do IDESP, que leva em conta a distribuição dos alunos nos quatro níveis de proficiência (Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado), obtida a partir das notas do SARESP, e as taxas de aprovação.

O IDESP foi lançado oficialmente em maio de 2008. Nessa oportunidade, foram divulgados os indicadores de qualidade de cada escola apurados para o ano de 2007, por nível educacional oferecido (1º ciclo do Ensino Fundamental, 2º ciclo do Ensino Fundamental e Ensino Médio). Além disso, também foram divulgadas as metas de qualidade a serem perseguidas por cada escola.

O estabelecimento das metas paulistas de qualidade segue o eixo do Programa de Metas e Compromisso Todos Pela Educação (TPE) e do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) ao estabelecer uma meta de qualidade para toda a Rede Estadual para 2022. O objetivo das metas é fazer com que os alunos da Rede Estadual paulista melhorem gradativamente seus níveis de proficiência e que eles aprendam no tempo adequado.

Assim, o IDESP permite que cada escola conheça sua situação atual em termos de qualidade de ensino, podendo acompanhar seu desempenho ano a ano. Além disso, as metas servem como um guia para a escola e a comunidade, uma vez que mostram a trajetória a ser percorrida no esforço de melhorar cada vez mais a qualidade da educação oferecida às crianças e aos jovens de São Paulo.

Para reflexão: Qual o IDESP de sua escola? Em 2009, sua escola conseguiu alcançar a metas previstas no IDESP? Quais indicadores influenciaram no alcance ou não das metas do IDESP? Ambiente educativo da escola? Proposta Pedagógica da escola? Gestão escolar? Formação continuada? Materiais didáticos? Processos de recuperação? Índices de falta/presença, evasão/permanência escolar, defasagem idade-série? Médias do SARESP? Outros?

(Parte 4 de 7)

Comentários