Sociologia Aplicada

Sociologia Aplicada

(Parte 1 de 8)

SOCIOLOGIA APLICADA Graduação

Os tempos atuais nos trazem mudanças que são cada vez mais aceleradas. Estas se refletem em nosso cotidiano exigindo-nos adaptações e assimilações constantes. O nosso jeito de falar, trabalhar, assim como de estudar são alterados. Não estudamos mais como antigamente. Hoje, temos um elemento-chave que faz parte, permanentemente, desta atividade - o ‘computador’. Os currículos escolares se modificam para acompanhar essas mudanças e como um dos frutos de todas essas transformações temos uma nova metodologia de ensino que é o Ensino a Distância – EaD.

Dentro desse contexto descrito acima, a Sociologia, como outras disciplinas, inicia sua trajetória “on-line” ao seu lado.

Tendo em vista essas novas necessidades, procuramos organizar uma disciplina que propicie a você – aluno – uma auto-suficiência, isto é, que você seja capaz de conduzir o seu processo de aprendizagem, fazendo a leitura do material, interagindo com o conteúdo e se auto-avaliando ao final de cada unidade de estudo.

Se por um lado a Sociologia é considerada uma ciência nova, pois nasceu no século XIX, por outro lado, é considerada também uma ciência dinâmica que incorpora novas questões, constantemente, ao seu objeto de estudo e amplia suas relações com outras ciências. E é essa visão dinâmica que enfatizamos em nossos estudos, procurando não só transmitir conhecimentos, mas estimular a reflexão, contribuindo para fomentar a produção de conhecimentos através da pesquisa.

Dessa forma, iremos introduzi-lo no estudo das principais problemáticas que fazem parte do arcabouço teórico desta disciplina, assim como não deixaremos de examinar seus principais pensadores que montaram os diferentes paradigmas no intuito de embasá-lo para a compreensão da realidade social aplicando a teoria à prática através de exemplos de sua vida real.

As profundas mudanças que vivenciamos hoje conferem à Sociologia um especial papel analítico, daí a importância do seu ensino na formação profissional de diferentes áreas, contribuindo para que este profissional possa construir uma postura crítica e consciente deste quadro, assumindo um papel ativo na busca de uma sociedade mais justa e solidária.

Estaremos presente para auxiliá-lo nesta tarefa quando for preciso, por isso vamos em frente, cumprindo passo a passo as atividades propostas, administrando bem o seu tempo e alcançando todos os prazos!

SOCIOLOGIA APLICADA Graduação

UNID ADE 1

Prezado aluno iniciaremos os nossos estudos de Sociologia fazendo uma análise do contexto sócio-histórico que propiciou o seu surgimento e, a partir daí, poderemos entender melhor o seu conceito e o seu objeto de estudo.

•Analisar as condições sócio-históricas que favoreceram o surgimento da Sociologia como ciência, identificando seu objeto de estudo e comparando as diferentes posturas paradigmáticas neste contexto, a fim de que possa participar do processo social conscientemente.

•O contexto sócio-histórico e intelectual do surgimento da Sociologia.

Bem-vindo à primeira unidade de estudo. Sucesso!

UNIDADE 1 - A FORMAÇÃO DA SOCIOLOGIA COMO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

O surgimento da Sociologia pode ser identificado no bojo de um amplo processo histórico que tem início na transição feudal-capitalista, quando se dá a desagregação da sociedade feudal no século XV e vai até o período das revoluções burguesas - revolução industrial inglesa e a revolução francesa no século XVIII, marcando a consolidação da sociedade capitalista.

encaminhadosSendo assim, vamos em

Respondendo a essas indagações, estaremos com os nossos estudos bem frente!

Caminharemos juntos nesta etapa, visando entender que, para que a nova ordem pudesse ganhar espaço, o Feudalismo teria que extinguir todas as suas possibilidades de reprodução.

A partir dos séculos XV e XVI podemos observar que grandes transformações ocorreram na Europa e, conseqüentemente, no mundo todo. Esses acontecimentos desestruturaram o sistema feudal existente e deram origem a um novo sistema – o capitalismo. A grande crise do feudalismo desenvolveu-se na Europa Ocidental no século XIV, atingindo indiscriminadamente campo e cidade, disseminando a fome, epidemias e as guerras, podendo ser explicada por um conjunto de fatores que trouxe, como conseqüência, a superação do sistema feudal.

A economia medieval encontrava-se em crise face à baixa produtividade agrícola, ocasionada pelo esgotamento dos solos - utilização inadequada de técnicas agrícolas predatórias - o que projetava um declínio na produção de alimentos, gerando a fome e, conseqüentemente, as epidemias.

Em meados do século XIV, os comerciantes genoveses trouxeram da região do Mar Negro uma epidemia que, no espaço de dois anos, espalhou a morte por toda a Europa, atingindo homens e mulheres adultos e crianças de todos os segmentos sociais, sendo conhecida como Peste Negra – um castigo de Deus.

A crise se agravou na medida em que os senhores feudais viram seus rendimentos declinarem devido à falta de trabalhadores e ao despovoamento dos campos.

Capitalismo: sistema social baseado no capital, no dinheiro.

A mortalidade trazida pela fome e a peste negra foi ainda ampliada pela longa Guerra dos Cem Anos (1337/1453), desencadeada pela disputa das regiões de Bordéus e Flandres, entre França e Inglaterra.

A conjuntura de epidemias, de aumento brutal da mortalidade e de superexploração camponesa que caracterizou a Europa do século XIV trazendo a crise, foi sendo superada no decorrer do século XV, com a retomada do crescimento populacional, agrícola e comercial.

Para acompanharmos as transformações em curso, é fundamental concentrarmos-nos na aliança entre a burguesia e o rei, que resulta na formação dos Estados-Nacionais, verificando-se a consolidação territorial a partir de práticas políticas absolutistas, com o fortalecimento do poder e autoridade dos reis.

Essa nova forma de organização política atendia aos interesses tanto da nobreza quanto da burguesia. Os nobres, apesar de sua crescente dependência frente aos reis e da perda de autonomia, tiveram assegurados os seus privilégios feudais sobre os camponeses, mantendo suas terras e os seus títulos nobiliárquicos, além de cargos administrativos, pensões e chefias de regimentos militares.

Os burgueses procuraram aliar-se aos reis, financiando-os com recursos para a manutenção de exércitos profissionais permanentes, necessários à manutenção da ordem e do poder. Além disso, a centralização política e administrativa trouxe a gradual unificação de impostos, leis, moedas, pesos, medidas e alfândegas em cada país, beneficiando o comércio e a burguesia.

Os Estados-Nacionais, formados a partir de fins do século XIV em

Portugal e durante o século XV na França, Espanha e Inglaterra, evoluíram no sentido do Absolutismo monárquico. Sistema político o qual o rei detém o poder total, cabendo-lhe o direito de impor leis e obediência aos súditos. Mesmo as regiões que permaneceram divididas em pequenos reinos e cidades, como a

Itália e a Alemanha, a tendência foi para o fortalecimento do poder político dos governantes locais.

Veremos agora como os europeus – pioneiramente Espanha e Portugal - chegam a regiões nunca antes alcançadas e quais os seus verdadeiros interesses. A expansão territorial implementada pela política

UNIDADE 1 - A FORMAÇÃO DA SOCIOLOGIA COMO CONHECIMENTO CIENTÍFICO mercantilista resultou na conquista e exploração de novos territórios denominados “colônias” e estas passando a cumprir o papel de complementaridade da economia da metrópole, constituindo-se em fontes geradoras de riquezas dos países europeus. Através do “Pacto Colonial”, ficava assegurada a exclusividade das transações mercantis estabelecidas entre as metrópoles e suas respectivas colônias, numa relação também conhecida como monopólio comercial.

Dentre as características do Mercantilismo, podemos identificar:

•expansão marítima comercial e a conquista de novos mercados fornecedores de matérias-primas e mão-de-obra;

•busca incessante do lucro, através da manutenção de uma balança comercial de superávit, ou seja, exportar sempre mais do que importar;

•idéia metalista – nível de riqueza de um país medido pelo montante de ouro e prata acumulado em seu tesouro nacional;

•absolutismo monárquico – poder político centralizado em torno do rei que constituía-se na autoridade maior do sistema, com o Estado controlando a política econômica em favor dos interesses burgueses.

As práticas mercantilistas impulsionaram o crescimento do capitalismo comercial dando origem à acumulação primitiva de capitais, pré-condição necessária ao desenvolvimento do próprio capitalismo.

Secularização

É importante agora, percebermos as mudanças do entendimento do homem sobre si mesmo e o mundo. Na transição feudal-capitalista surge um novo homem, principalmente nos centros urbanos, mais crítico e sensível, representando um pensamento antropocêntrico – o homem como o centro de todas as coisas e racionalista – crença ilimitada na capacidade da razão em dar conta do mundo - movimento resgatado da antiguidade greco-romana, que chocava-se com a postura teocêntrica e dogmática, definida pelo poder clerical na Idade Média.

Desenvolve-se, então, uma nova forma de entender a realidade, isto é, a razão passou a ser considerada o elemento principal de interpretação dos fatos. O homem constrói uma concepção anticlerical apoiada em bases de liberdade, que não precisava se submeter à autoridade divina imposta pela Igreja Católica.

Renascimento

O Renascimento foi um movimento intelectual que marcou a cultura européia entre os séculos XIV e XVI, originário da Itália e irradiado por toda a Europa.

Está associado ao humanismo e fudamentado nos conceitos da civilização da antiguidade clássica, numa demonstração de menosprezo pela Idade Média, considerada como “noite de mil anos” ou “escuridão”.

O Renascimento representou uma nova visão de mundo que atendia plenamente aos interesses da burguesia em ascensão. Suas principais características eram o racionalismo, crença na razão como forma explicativa do mundo em oposição à fé; o antropocentrismo, colocando o homem no centro de todas as coisas, em oposição ao teocentrismo e o individualismo, em oposição ao coletivismo cristão.

O Humanismo pregava a pesquisa, a crítica e a observação, em oposição ao princípio da autoridade.

A explicação da origem italiana do Renascimento e do

Humanismo, se dá em função da riqueza das cidades italianas, da presença de sábios bizantinos, da herança clássica da Antiga Roma e da difusão do mecenato. A invenção da Imprensa contribuiu muito para a divulgação das novas idéias.

Fases do Renascimento

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