monografia modelo

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(Parte 1 de 3)

[NOME DA INSTITUIÇÃO]

TEMA DO TRABALHO

NOME DO ALUNO

Orientador._____________________

[CIDADE]

[ANO]

[NOME DO ALUNO]

TEMA DO TRABALHO

Monografia apresentada pela acadêmica [nome de aluno] como exigência do curso de graduação em [nome do curso] da Faculdade [nome do faculdade] sob a orientação do professor [nome do professor]

[CIDADE]

[ANO]

TEMA DO TRABALHO

NOME DO ALUNO

Aprovada em ____/____/_____.

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________________

Nome Completo (orientador)

Titulação-Instituição

__________________________________________________

Nome Completo

Titulação-Instituição

__________________________________________________

Nome Completo

Titulação-Instituição

CONCEITO FINAL: _____________________

AGRADECIMENTOS

A Jesus Cristo, amigo sempre presente, sem o qual nada teria feito.

Aos amigos, que sempre incentivaram meus sonhos e estiveram sempre ao meu lado.

Aos meus colegas de classe e demais formandos pela amizade e companheirismo que recebi.

Ao Prof.° .............., que me acompanhou, transmitindo-me tranqüilidade.

RESUMO

A predominância do sedentarismo, principalmente em nações desenvolvidas e em desenvolvimento, tem se tornado um motivo de preocupação para a sociedade atual. O desenvolvimento do conceito de atividade física como um hábito na vida das pessoas, tem sido bem pesquisado, mas, somado a esse fato, o crescimento da população idosa também é um fator marcante em todo o mundo. Embora se divulguem amplamente os benefícios oriundos da atividade física regular para todas as pessoas de todas as idades e, especialmente, os idosos, os indivíduos com mais de 60 anos representam a parcela da população mais sedentária. Por isso, a atividade física tem sido apontada como uma das estratégias a serem utilizadas para a melhora da qualidade de vida das pessoas.

Este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios das práticas de atividades físicas e de recreação para os idosos. Além disto, também tem como intuito mostrar como as atividades físicas contribuem para o resgate do idoso ao convívio social e para que o envelhecimento não seja um período de perdas e sim possa ser considerado um período de novas experiências. Verificando que através das atividades lúdicas podemos ajudar a transformar a terceira idade em uma experiência gratificante, para que esta não seja apenas um período de inatividade e exclusão social e sim uma nova e bem sucedida etapa da vida.

Palavras chaves: Atividade física na terceira idade, recreação, socialização, e qualidade de vida.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 06

1. OS IDOSOS NO BRASIL 09

1.1 – Envelhecimento 10

1.2 - A Alterações Fisiológicas no Processo de Envelhecimento 12

2. A ATIVIDADE FÍSICA 14

3. ATIVIDADES FÍSICAS: BENEFÍCIOS PARA A QUALIDADE DE VIDA 21

4. A RECREÇÃO E O LAZER COMO FORMA DE ENTRETENIMENTO 25

4.1. Uma Terceira Idade bem sucedida, self e bem-estar subjetivo 26

CONSIDERAÇOES FINAIS 29

REFERÊNCIAS 31

INTRODUÇÃO

O contato com atividades físicas na terceira idade inicia-se geralmente por indicação médica. Essas pessoas acabam encontrando nos exercícios muito mais que alívio para suas dores, fazem novas amizades e têm momentos de descontração. Além dos aspectos ligados à saúde, as atividades físicas trazem inúmeros benefícios psicológicos, de auto-estima e de melhoria do relacionamento social, aspectos muito importantes para pessoas da terceira idade, devido às inúmeras mudanças desta fase da vida.

A terceira idade, nova terminologia do idoso na sociedade contemporânea, implica na constatação de uma nova etapa de vida compreendida entre a idade adulta e a velhice. Categoria de idade, como as demais, opera em recorte no todo social, com direitos e deveres diferenciais característicos dessa população. As categorias de idade são constitutivas de realidades sociais específicas (BRANDÃO, 2004).

A terceira idade é acompanhada de um conjunto de práticas, instituições e agentes especializados encarregados de definir e atender às necessidades dessa população. Foi a partir de 1970 que, na maioria das sociedades européias e americanas, o idoso passou a ser visto como vítima da marginalização e da solidão (DEBERT, 2003).

A pesquisa antropológica tem demonstrado que as fases da vida, como a infância, a adolescência e a velhice, não são propriedades substanciais que o indivíduo adquire com o avanço da idade cronológica. As categorias de idade são construções históricas e sociais. Há trabalhos de diferentes autores que são unânimes em afirmar que os comportamentos em diferentes idades correspondem aos estímulos da natureza social, histórica e cultural que caracterizam diferentes épocas (DEBERT, 2003).

As representações sobre a velhice, a posição social dos idosos e o tratamento que ele recebe da sociedade ganham significados diversos conforme os contextos da sua época. Assim, o aposentado vem ganhando notoriedade nas falas das lideranças, nas suas associações, que desde a década de 1980 já vinham se concretizando em discussões sobre a Previdência Social. O idoso, como aposentado, ganhou identidade e formas de atuação no espaço público (SIMÕES, 2003).

Os idosos se nutrem do passado. Da sua trajetória se origina sua própria identidade, constituída pela representação de papéis sociais, papéis esses que vão dimensionar essa identidade. E há uma relação entre memória e construção de identidade social, compreendida no processo de envelhecimento. A memória, para o processo de envelhecimento tem lugar privilegiado na construção de sua identidade e suas estratégias de afirmação nos espaços sociais (FERREIRA, 2003).

Geralmente, a velhice está ligada às modificações do corpo, com o aparecimento das rugas e dos cabelos brancos, com o andar mais lento, diminuição das capacidades auditivas e visual, é o corpo frágil. Essa é a velhice biologicamente normal, que evolui progressivamente e prevalece sobre o envelhecimento cronológico. Cientistas e geriatras preferem separar a idade cronológica da idade biológica. Para eles, tanto o homem quanto à mulher se encontra na terceira idade por parâmetros físicos, orgânicos e biológicos (CACHIONI, 1999)

A cada ano a população que pertence ao grupo da terceira idade, cresce de forma acelerada e sem os devidos esclarecimentos a respeito desses tais benefícios. Atividades simples e leves como, caminhadas, viagens turísticas a lazer em geral, proporcionam uma melhoria na condição física e psicológica, auxiliando na realização de movimentos do dia-a-dia, tornando esses indivíduos prestativos em seu meio social e conscientes enquanto cidadãos.

A importância da recreação para o idoso está relacionada em utilizar o  tempo livre, deixando de lado o sentimento de inutilidade, solidão e abandono, que muitas vezes ajudam no desenvolvimento de patologias.  Aproveitar ao máximo este novo tempo com passeios, danças, teatro, jogos, esporte e tudo o que tiver vontade de fazer para viver com prazer. (BRANDÃO, 2004).

O lazer é de muita importância para saúde física e psicológica das pessoas, assim como também é responsável pela socialização e aumento a auto-estima. Praticar algum tipo de atividade física como, por exemplo, caminhadas, danças, ginásticas, dentre outras, pode ser um instrumento de recreação e lazer para o idoso. (BRANDÃO, 2004).

A população de idosos no Brasil é estimada atualmente em 13,5 milhões de pessoas. Isso faz com que se tenha uma crescente preocupação com a qualidade de vida dos idosos.

A qualidade de vida na terceira idade é importante para que se possa viver bem com saúde, sem sofrer tanto impacto com as alterações fisiológicas, psicológicas e cognitivas, próprias do processo de envelhecimento, e as modificações e intensificações sociais, físicas, políticas e morais que ocorrem ao mesmo tempo no ambiente. Para garantir a qualidade de vida, é fundamental adotar hábitos saudáveis, praticar atividade física regular e realizar uma alimentação equilibrada. Estas medidas precisam ser adotadas o quanto antes, pois contribuem para a melhoria das funções cardiovascular, endócrina, metabólica, músculo-esquelética e mental, prevenindo e adiando doenças debilitantes como osteoporose, diabetes e doenças cardiovasculares (PLUGIA, 2004).

Na sociedade atual, a qualidade de vida, não apenas de idosos, mas de todos crianças, jovens e adultos - é reflexo da alimentação adequada e também da prática de exercícios físicos. Uma dedicação a qualidade de vida dos idosos torna-se essencial, para uma reintegração social dos idosos, contribuindo para a sua saúde física e mental.

Segundo Dumazedier (1974), o lazer também é à busca da auto-satisfação, no qual o indivíduo procura suprir as necessidades do corpo e do espírito. Há, portanto, os lazeres físicos, artísticos, sociais e culturais, condicionados de acordo com o nível sócio-econômico e político-cultural de cada sociedade. Segundo este autor, o lazer resulta de uma livre escolha do indivíduo e o seu caráter desinteressado faz com que quem o pratique não busque fins lucraticos ou utilitários, somente a realização pessoal.

O lazer é um direito dos cidadãos e é um pré-requisito fundamental para uma vida saudável. O lazer é uma constante para grande parte das crianças e adolescentes o lazer. Muitas vezes os adultos se esquecem desta parte da vida dedicando-se apenas às atividades produtivas, onde o trabalho, a realização profissional ou a superposição de atividades remuneradas vêm em primeiro lugar. (VELOSO, 2004)

No momento em que esses adultos se aposentam, sente-se, de certa forma, descartada pela sociedade e é acometida por uma série de distúrbios psíquicos, como a depressão, que vem sendo considerada por especialistas o verdadeiro “mal do século” para a terceira idade.

Com a mudança de certos hábitos, a ociosidade, a terceira idade chega, para a maioria das pessoas, acompanhada de frustrações pessoais, perda de pessoas queridas e fragilidades de saúde. Ao mesmo tempo, muitas vezes é também nessa hora que o lazer volta a fazer parte da vida e, assim, contribui para um aumento na qualidade de vida física e mental das pessoas. (VELOSO, 2004).

O contato direto com o meio ambiente é uma das formas que os idosos encontram para relaxar. Parques e praças são endereços certos para quem se interessa em momentos de alta qualidade de vida e tranqüilidade garantida. São espaços em que se pode perceber a natureza em todas as suas formas e praticar atividades físicas. (VELOSO, 2004)

1. OS IDOSOS NO BRASIL

O acelerado ritmo de envelhecimento no Brasil cria novos desafios para a sociedade brasileira contemporânea. O envelhecimento ocorre num cenário de profundas transformações sociais, urbanas, industriais e familiares. A família encontra grandes dificuldades para o desempenho das funções tradicionais a ela atribuídas, de educadora das crianças e cuidadora dos mais velhos. Se as instituições para idosos, conhecidas como asilos, se destinavam à velhice desvalida, hoje, na sociedade marcada pelo envelhecimento, passam a ter uma nova missão: cuidar de idosos necessitados de várias modalidades de serviços; em face das perdas funcionais que tornaram problemática a vida a sós ou com a família. (LEITE, 1996)

O envelhecimento da população brasileira sofreu um rápido aumento a partir dos anos 60, quando começou a crescer em ritmo bem mais acelerado do que as populações adulta e jovem. De 1970 até hoje, o peso da população idosa sobre a população total passou de 3% para 8% e esse percentual deve dobrar nos próximos vinte anos. Devido à redução nas taxas de natalidade, da ordem de 35,5% nos últimos 15 anos, e o aumento da expectativa de vida por ocasião do nascimento, que passou de 61,7 anos em 1980, para 69 anos nos dias atuais, a base da pirâmide populacional vem se estreitando nas últimas décadas. E existe ainda a expectativa de uma intensificação desse processo de envelhecimento populacional. Estima-se que a partir de meados do próximo século, a população brasileira com mais de 60 anos será maior que a de crianças e adolescentes com 14 anos ou menos. (LEITE, 1995)

Para o Brasil, os custos do envelhecimento são desafiadores e alarmantes, pois os mecanismos que este possui para lidar com os problemas da velhice avançada são precários e escassos. Os custos médicos, assistenciais e da aposentadoria indicam que o sistema atual para a gestão da velhice é inviável e que, provavelmente, não poderá arcar com esses gastos sociais num futuro bem próximo. (TAVARES, 1999)

Essa temática provocou uma preocupação generalizada em diversos segmentos profissionais e fez com que, nos últimos anos, proliferassem no Brasil os programas e associações destinados aos idosos, como o movimento dos aposentados, os movimentos assistenciais e os sócio-culturais. Em razão dessa visibilidade alcançada pelos idosos nos últimos anos, e graças aos esforços de organização dos profissionais dedicados à essa área de atuação, através de núcleos de estudo e pesquisa, os estudos teóricos e empíricos na área do envelhecimento começaram a florescer no Brasil.

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