O surgimento da filosofia na grécia antiga

O surgimento da filosofia na grécia antiga

O SURGIMENTO DA FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA

Os diferentes povos da Antiguidade tiveram visões próprias da natureza e maneiras diversas de explicar os fenômenos e processos naturais. Só os gregos, entretanto, fizeram ciência, e é na cultura grega que podemos identificar o principio deste tipo de pensamento que podemos denominar, nesta fase inicial, de filosófico-cientifico.

  • Homero (séc. IX a. C) e Hesíodo (séc. VIII a. C): Fizeram registras poéticas de tradições de diversos povos que ocuparam a Grécia.

A filosofia surge nas colônias da Jônica, com as seguintes condições:

  • Viagem Marítima: Desmistificação dos territórios distantes;

  • Vida Urbana: Cosmopolitismo (fluxo de diversas culturas na mesma região)

  • Moeda: Valor abstrato de troca – pensamento filosófico-científico/ atribuição de valores diferentes ao mesmo produto de forma abstrata; Comportamento abstrato de pensamento;

  • Escrita Alfabética: hábitos abstratos de pensamento;

  • Invenção da Política: Estimulo do consenso de conhecimento havendo um discurso completo.

CARACTERÍSTICAS DOS PENSAMENTOS GREGOS:

Pensamento Mítico:

  • Um povo explica aspectos essenciais da realidade em que vive;

  • Caracterizado pelo tipo de discurso que constitui;

  • Pressupõe a adesão, a aceitação dos indivíduos, na medida em que constitui as formas de suas experiência do real, tendo como elementos centrais o apelo ao sobrenatural, ao mistério, ao sagrado, à magia.

  • Organiza as relações sociais de modo a legitimar e garantir a permanência de um sistema complexo de proibições e permissões;

Pensamento Filosófico-Científico:

  • Nasce da insatisfação com o tipo de explicação do real que encontramos no pensamento mítico.

  • Reflete sobre a realidade, qualquer que seja ela, descobrindo seus significados mais profundos.

  1. A Physis:

Denominados, estudiosos ou teóricos da natureza. Assim o objeto de investigação dos primeiros filósofos cientistas é o mundo natural;

  1. A causalidade:

Interpretada em termos estritamente naturais buscando um principio lógico e racional;

  1. A arqué (elemento primordial):

A existência de um elemento primordial (água – Tales de Mileto, ar, fogo).

  1. O cosmo:

Idéias de ordem, harmonia e beleza (universo).

Ordem

Harmonia

Sem Ordem

(ordem natural)

Unidade

Razão

Palavra

(ordem racional)

  1. O logos:

É fundamentalmente uma explicação, em que razões são dadas, (discurso).

- Para os Gregos: Verdade - > Alethéia -> Adequação do pensamento à coisa.

  1. O caráter crítico:

Teorias onde eram apresentadas como passíveis de serem discutidas, de permitirem formulações e propostas alternativas.

OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

  • A denominação: “filósofos pré-socráticos”

É basicamente cronológica e designa os primeiros filósofos, que viveram antes de Sócrates (470-399 a.C), chegando alguns dos últimos a ser seu contemporâneos. Sócrates é tomado como um marco não só devido a sua influencia e importância, mas também por introduzir uma nova problemática na discussão filosófica.

A leitura, interpretação e discussão da filosofia dos pré-socráticos envolve para nós uma grande dificuldade. Em alguns casos é possível ate que não tenha havido obra escrita, já que a tradição filosófica grega em seus primórdios valorizava mais a linguagem falada do que a escrita.

A filosofia era vista essencialmente como discussão, debate, e não como texto escrito.

  • São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.

  • A doxografia consiste em sínteses do pensamento desses filósofos e comentários a eles.

  • Os fragmentos são citações de passagens dos próprios filósofos pré-socráticos encontradas também em obras posteriores.

A diferença principal entre ambos é a seguinte: enquanto o fragmento nos dá as próprias palavras do pensador, a doxografia apresenta seu pensamento nas palavras de outro.

A obra Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres é uma das principais fontes para conhecer o pensamento dos pré-socráticos, costuma dividi-los em duas grandes correntes, a escola jônica e a escola italiana.

  • Escola jônica: caracteriza-se, sobretudo pelo interesse pela physis, pelas teorias sobre a natureza.

  • Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo. Suas duas características principais são: em primeiro lugar, seu modo de explicar a realidade natural a partir dela mesma, sem nenhuma referencia a sobrenatural ou ao misterioso, formulando a doutrina da água como elemento primordial; e, em segundo lugar, o caráter crítico de sua doutrina.

  • Anaximandro: foi o principal discípulo e sucessor de Tales. Destacou-se por introduzir uma noção nova, que não se confunde com nenhum dos elementos tradicionais, e que pode ser considerada um esforço na direção de uma explicação mais abstrata ou genérica do real.

  • Anaxímenes: provavelmente discípulo de Anaximandro, adotou por sua vez o ar (pneuma) como arque, na tentativa de encontrar um elemento de caráter invisível e incorpóreo, uma explicação abstrata da realidade física.

  • Xenófanes: considerado um precursor do pensamento dos eleatas e talvez mestre de Parmênides. Defendeu a idéia de um deus único que, segundo alguns, se identifica com a própria natureza. Adota como elemento primordial a terra, de onde se origina todas as coisas.

  • Escola italiana: caracteriza-se por uma visão de mundo mais abstrata, menos voltada para uma explicação naturalista da realidade.

  • Pitágoras e o Pitagorismo: representa uma transição do pensamento jônico para o das escolas italianas, mas também representa a permanência de elementos míticos e religiosos no pensamento filosófico.

A escola pitagórica constitui uma longa tradição na antiguidade, subsistindo durante praticamente dez séculos. Os pitagóricos tiveram grande importância, portanto, no desenvolvimento da matemática grega, sobretudo na geometria. A teoria da harmonia musical reflete também concepção pitagórica de que há uma proporção ideal em todo o universo que se reflete na concepção da escola musical.

  • Segunda fase do pensamento pré-socrático: caracteriza-se, sobretudo por pensadores que, que tendo sofrido influencia de seus predecessores, muitas vezes de mais de uma tendência, desenvolveram suas teorias a partir de tais influencias.

  • Anaxágoras: sofreu a influencia dos milesianos como Anaxímenes e possivelmente também dos pitagóricos. Concebeu a realidade como composta de uma multiplicidade infinita de elementos a eu denomina-se de homeomerias.

  • Empédocles: é conhecido principalmente por sua doutrina dos 4 elementos (fogo, água, terra e ar). Procura sintetizar a doutrina de pensadores anteriores sobre elementos primordiais, bem como superar a oposição entre a concepção monista eleata de unidade do real e as concepções pluralistas e mobilistas.

  • Parmênides e os Eléatas: são adversários dos mobilistas, defendendo uma posição que podemos caracterizar como monista, ou seja, a doutrina da existência de uma realidade única. O primeiro argumento contra o mobilismo consiste em caracterizar o movimento apenas como aparente como um aspecto superficial das coisas.

Em seu poema, o mais extenso dos textos dos pré-socráticos que chegaram até nós, Parmênides afirma que “aquilo que é não pode não ser”, formulando assim uma versão inicial da lei da identidade, um princípio lógico-metafísico que consiste em caracterizar a realidade em seu sentido mais profundo como algo de imutável.

É difícil avaliar a controvérsia entre mobilistas e monistas. A primeira valoriza a pluralidade do real, a contribuição de nossa experiência concreta para o conhecimento dessa realidade, a oposição e o conflito entre os elementos dessa realidade que constatamos a partir dessa experiência, os quais, longe de ser algo problemático, caracterizam a própria natureza dessa realidade. A segunda busca aquilo que é único, permanente, estável, eterno, perfeito; o que não se dá de imediato a nossos sentidos, só se revelando a nosso pensamento após uma longa experiência de reflexão.

SÓCRATES E OS SOFISTAS

  1. INTRODUÇÃO

O pensamento de Sócrates é um marco na construção de nossa tradição filosófica, e inaugura a filosofia clássica rompendo com a preocupação de doutrinas sobre a realidade natural dos filósofos pré-socráticos (filosofia de Sócrates como um divisor de águas). É nesse momento que a problemática ético-profissional passa ao primeiro plano da natureza como temática central. Os Sofistas são contemporâneos de Sócrates, seu principal adversário, assim como foram posteriormente Platão e Aristóteles. Sócrates e os Sofistas compartilham o interesse pela problemática ética-política, pela questão do homem enquanto cidadão da polis, que passa a se organizar politicamente no sistema que conhecemos como democracia. O pensamento de Sócrates e dos Sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sóciopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto explicito com sua realidade.

É na Grécia dos Séculos VI - IV a.C que a filosofia começa a se definir como gênero cultural autônomo, com estilo próprio e objetivo e princípios específicos, o seu surgimento como um fato cultural corresponde ao começo da estabilização da sociedade grega, com o desenvolvimento da atividade comercial, com a consolidação das varias cidades-estados e com a organização da sociedade ateniense, que finalmente assumirá a hegemonia através da liderança da Liga de Delos (477 a. C). Há um enriquecimento vindo do comercio e da expansão marítima nas reformas políticas iniciadas por Sólon, levadas a diante por Cistenes, que praticamente introduz as primeiras regras democráticas, chegando até o primeiro governo de Péricles e de Enfialtes. Isso representa concretamente a quebra dos privilégios da oligarquia até então dominante e a progressiva secularização da sociedade.

A democracia representa a possibilidade de se resolverem, através do entendimento mutuo e de leis iguais para todos, as diferenças e divergências existentes nessa sociedade em nome de um interesse comum, onde as decisões serão tomadas em assembléias. A razão se sobrepõe à apresentação de justificativas do poder, de argumentos, sendo abertas á interpretação ao questionamento.

Essas mudanças sociais e culturais não se caracterizam apenas pela filosofia mais seus reflexos podem ser constatados igualmente em outras áreas da cultura e do pensamento como o teatro com a tragédia como exemplo tema Esquilo, cujas tragédias dotam de 490 – 456 a.C, e principalmente Sófocles, cuja obra é de 469 – 405 a.C, destacando-se Édipo rei e Antígona, há também os relatos históricos e geográficos como as de Herodoto, Lucidides e Xenofante, que representam a passagem das narrativas míticas e lendárias, surge também a ciência, em especial a física e a astronomia, alem da medicina, com Hipocrates, as artes do discursos, a retórica e a oratória, na medida em que a palavra passa a ser livre ela se torna um instrumento no qual cidadão podem defender seus interesses, direitos e suas propostas. Tudo isso é claro não ocorreram de um momento para outro.

B – OS SOFISTAS

Surgem nesse momento de passagem da tirania e da oligarquia para a democracia são mestres retórica e oratória, há, portanto uma Paidéia, um ensinamento pelo quais sofistas foram responsáveis, consistindo numa forma de preparação do cidadão para a participação na vida política. Os Sofistas foram filósofos e educadores, embora este papel lhe seja negado, por exemplo, por Platão.

Os principais e mais conhecidos sofistas formam Protágoras, Gorgias de Leontinos, Hipeas de Elis, Licofron, Pródicas, que teria sido inclusive mestre de Sócrates, Trasímaco, embora tinham existido muitos outros.

Protágoras e Gorgias foram talvez os mais importantes influentes sofistas dos quais Platão nos legou um retrato bastante elaborado nos diálogos de Protágoras e Gorgias, respectivamente.

Protágoras: Seu principal e mais conhecido fragmento são a única de sua obra sobre a verdade, quando afirma: ”o homem é a medida de todas as coisas, das que são como são e das que são como não são”. Esse fragmento de certa forma sintetiza duas idéias centrais associadas aos sofistas, o humanismo e o relativismo, ou seja, as coisas são como nos parecem ser, como se mostram a nossa percepção sensorial, e não temos nenhum outro critério para decidir essa questão. A técnica argumentativa de Protágoras se encontra, sobretudo em seu trabalho antológica, em que desenvolve a antologia como tentativa de argumentando pro e contra determinada posição, sendo ambas igualmente verdadeiras e defensorias.

Gorgias: Foi considerado um dos maiores oradores e principais mestres de retórica de sua época. É importante sua contribuição ao desenvolvimento de diferentes estudos da oratória grega, sobretudo o incomum, Elegia e Helena, a Oração fúnebre, apologia destacando-se Apologia de Palamedes, seu tratado Da natureza ou Do não-ser.

Os sofistas deram uma grande contribuição ao desenvolvimento dos estudos da linguagem na tradição cultural grega.

C - SÓCRATES

É o seu pensamento que marca nascimento da filosofia clássica desenvolvida por Platão e Aristóteles. O julgamento e a morte de Sócrates marcaram profundamente seus contemporâneos e muitos de seus discípulos e companheiros escreveram relatos e testemunhos do episodio em que o filosofo confronta o Estado, em que suas idéias se surgem contra as praticas políticas da época, em que a necessidade de independência do pensamento é explicitada e discutida pela primeira vez em nossa tradição.

Em 399 a.C, Sócrates é acusado de graves crimes por alguns cidadãos atenienses que pedem sua condenação à morte elevada para uma prisão. A interpretação de seus pensamentos enfrenta uma dificuldade, já que Sócrates efetivamente nada escreveu, valorizando, sobretudo o debate e o ensinamento oral, por outro lado conhece extensamente suas idéias através de Platão seu principal discípulo.

A concepção filosófica de Sócrates pode ser caracterizada com um método de analise conceitual. Isso pode ser ilustrado pela celebre questão Socrática “o que é...?, encontrado em todos esses diálogos, através da qual se busca a definição de uma determinada coisa, geralmente uma virtude ou uma qualidade moral.

Para Sócrates o papel da filosofia não é transmitir um saber pronto e acabado, mais fazer com que outro individuo, seu interlocutor, através da dialética, da discurssão no dialogo, dê a luz as suas próprias idéias. A dialética socrática opera inicialmente através de um questionamento das crenças habituais de um interlocutor, interrogando-o a dar respostas e a explicitar o conteúdo e o sentido dessas crenças. É este o sentido da celebre forma Socrática “Só sei que nada sei” a idéia de que o reconhecimento da ignorância é o principio da sabedoria. A partir daí, o individuo tem o caminho aberto para encontrar o conhecimento afastando-se do domínio da opinião.

A critica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofistica limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que vem a convencer o oponente daquilo que diz mais não leva ao verdadeiro conhecimento.

É essa oposição que marca, segundo Sócrates, a diferença entre a filosofia e a sofistica e que permite que Platão e Aristóteles considerem os sofistas como não filósofos.

PLATÃO

  • Epistemologia, isto é, a temática do conhecimento e o papel crítico da filosofia. A filosofia então adquire uma função de análise crítica dos fundamentos, do discurso legitimador, uma vez que a cultura e precisamente o conjunto dessas pretensões do conhecimento.

  • O conhecimento, em seu sentido mais elevado identifica-se com a visão do bem, pode ser caracterizado como a posse de uma representação correta do real. Uma análise de nossas pretensões ao conhecimento é possível na medida em que examinemos como se formam essas pretensões.

  • A obra de Platão se caracteriza com a síntese de uma preocupação com a ciência (o conhecimento verdadeiro e legitimo), com a moral e a política.

  • A filosofia corresponderia a um método para se atingir o ideal em todas as áreas pela superação do senso comum, estabelecendo o que deve ser aceito por todos, independente de origem, classe ou função.

  • O discurso filosófico preocupa-se com sua própria legitimação, sua justificação, daí ser considerado crítico e reflexivo. O discurso sempre expressão de um sujeito, de um interesse, de um conjunto de crenças e valores, isto e, em última análise, de convenções.

  • O diálogo é a forma pela qual tal consenso pode se estabelecer. O método dialético - em suas primeiras versões nos diálogos socráticos de Platão – visa expor e denunciar a fragilidade, a ausência de fundamento, o caráter de aparência das opiniões e preconceitos dos homens habitualmente em seu senso comum.

  • A dialética assim também inicialmente um processo de abstração, que permite com que se chegue à definição de conceitos. Deve admitir provisoriamente contradições para que elas sejam superadas.

  • É precisamente a natureza essencial das coisas que Platão chama de forma ou idéia, partindo da questão socrática, mas, ao mesmo tempo, reformulando-a.

  • O que Platão pretende é estabelecer, num nível bastante abstrato – a metafísica -, uma teoria da natureza essencial das coisas, que nos permita assim realizar, quando nos perguntamos “o que é x?”, a análise pretendida.

  • Platão enfatiza assim a teoria, mas a põe de certo modo a serviço de uma aplicação prática justificada teoricamente.

  • A solução platônica reside na famosa doutrina da reminiscência ou anamnese, uma das primeiras formulações em nossa tradição da hipótese inatista, ou seja, há um conhecimento inato, e é este conhecimento que serve de ponto de partida para todo processo de conhecimento.

  • Nos mitos da linha divida e da caverna, na república, Platão caracteriza esse saber, sua relação com a realidade, o processo pelo qual pode ser obtido e sua dimensão ético-política.

A CRÍTICA DE PLATÃO

● O ponto central da critica de Aristóteles a Platão consiste na rejeição do dualismo, representado pela teoria das idéias. A principal objeção de Aristóteles ao dualismo platônico está centrada portanto na relação q a teoria das idéias supõe existir entre o mundo inteligível e o sensível, podendo ser considerada uma versão do paradoxo da relação. Toda e qualquer relação pode ser de dois tipos interna ou externa.

● Aristóteles considerará necessário um novo ponto de partida para sua metafísica, isto é, sua concepção de vida real, evitando assim o dualismo dos dois mundos. Esse novo ponto de partida considerará, para Aristóteles, em uma nova concepção de realidade segundo a qual existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como um indivíduo material concreto (synolon).

● Aristóteles afirma que os indivíduos são, por sua vez, compostos de matéria (hylé) e forma (eidos). A matéria é o principio de individualização e a forma maneira como, em cada individuo, a matéria se organiza.

● A idéia ou forma é um princípio de determinação que faz com que um indivíduo pertença a uma determinada espécie. Porém, apenas as substâncias existem; se não existem indivíduos, nada existiria, nem gêneros, nem espécies.

● Aristóteles defende assim a necessidade de formular distinções claras, desenvolvendo sua teoria sobre o ser, sua metafísica, com base nesse propósito.

● Na Metafísica encontramos ainda três distinções adicionais a esse respeito que resultam da elaboração da teoria aristotélica do ser: 1) essência e acidente, 2) necessidade e contingência, 3) ato e potencia.

● Essência é aquilo que faz com q a coisa seja o q é, a unidade que serve de suporte aos predicados, o hipokeinemenom, literalmente ´´aquilo que subjaz``. Os acidentes são as características mutáveis e variáveis da coisa, que explicam por tanto a mudança, sem que isso afete sua natureza essencial que é estável.

● Necessidade e contingência – as características essências são necessárias, ou seja, a coisa não pode deixar de tê-las, caso contrário deixaria de ser o que é, ao passo que os contingentes são variáveis e mutáveis.

● Ato e potencia permite explicar a mudança e a transformação. Uma coisa pode ser una e múltipla.

● As obras de Aristóteles tiveram grande importância fundamental na Antiguidade para o desenvolvimento e a difusão não só da filosofia de Aristóteles, mas de sua ciência, com a valorização da ciência empírica, da ética, da política e da estética.

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