ExaME FÍSICO

ExaME FÍSICO

(Parte 1 de 8)

Exame Fisico a ser realizado pelos profissionais de Enfermagem

1-INTRODUCAO 07 2-SEMIOTECNICA 07 3- SISTEMATIZACAO 07 4- METODOS DE AVALIACAO FISICA 08 4.1- Inspecao 08 4.2- Palpacao 09 4.3- Percussao 10 4.4-Auscultacao 1 4.5- Olfato 13 4.5.1- Preparo para o exame 13 4.5.2- Preparo do ambiente 13 4.5.3- Preparo do Equipamento 13 4.5.4- Preparo fisico do paciente 13 5- PREPARO PARA O EXAME 14 5.1- Preparo do Ambiente 14 5.2- Preparo do Equipamento 15 6- TEGUMENTO 16 6.1- Pele, Cabelo e Couro Cabeludo 17 6.2- Unhas 18 7- CABECA E PESCOCO 19 7.1- Cabeca 19 7.2- Olhos 20 7.3- Acuidade visual 20 7.4- Campo visual 2 8- MOVIMENTOS EXTRA-OCULARES 23 9- AVALIACAO DAS ESTRUTURAS EXTERNAS 24 10- EXAME OFTALMOSCOPICO 26 10.1- Orelhas 27 1- PAVILHAO AURICULAR 27 12- CONDUTO AUDITIVO E MEMBRANA TIMPANICA 28 13- ACUIDADE AUDITIVA 29 13.1- Nariz e Seios Nasais 30 14- NARIZ. 30 15- SEIOS NASAIS 31 15.1- Boca e faringe 32 16- BOCA. 32 17- FARINGE 3 17.1-pescoco 34 17.2- Nodulos Linfaticos 34 18- GLANDULA TIREOIDE 35 19- TORAX E PULMAO 35 19.1 Torax Posterior 36 19.2 Torax Lateral 37 19.3 Torax Anterior 38 20 CORACAO E SISTEMA VASCULAR 39 20.1 Coracao 39 20.1.1 Inspecao e palpacao 40 20.1.2 Percussao 40 20.1.3 Ascultacao 40 20.1.4 Sopros 41 21 SISTEMA VASCULAR 41 21.1 Arterias Carotidas 42 21.2 Veias Jugulares 42 21.3 Exame de veias e Arterias Perifericas 42 2 MAMAS 46 2.1 Mamas Femininas 46 2.1.1 Inspecao 46 2.1.2 Palpacao 46 2.2 Mamas Masculinas 47 23 ABDOMEN 47 23.1 Inspecao 48 23.2 Ascultacao 48 23.3 Percussao 48 23.4 Palpacao 49 24 GENITALIA FEMININA E RETO 49

24.1 Preparo do Paciente 49 24.2 Genitalia Externa 50 25 SINAIS VITAIS 52 25.1 Temperatura Corporea 52 25.1.1 Fatores que Alteram a Temperatura Corporea 52 25.1.2 Febre 53 25.1.3 Medicao da Temperatura Corporea 54 25.1.4 Diretrizes para Medicao da Temperatura 54 26 RESPIRACAO 56 26.1 Avaliacao dos Movimentos Respiratorios de um Paciente 57 26.2 Frequencia 58 26.3 Amplitude 58 26.4 Ritmo 58 26.5 Alteracoes na Respiracao 59 27 PRESSAO ARTERIAL 60 27.1 Fisiologia da Pressao Sanguinea Arterial 60 27.2 Variacoes na Pressao Sanguinea 61 27.3 Equipamento para Medicao da Pressao Sanguinea 62 27.4 Verificacao da Pressao Sanguinea 62 27.4.1 Auscultacao 63 27.4.2 Verificacao em Criancas 63 27.4.3 Palpacao 64 27.4.4 Verificacao da Pressao Arterial nas Extremidades Inferiores 64

1 Introducao

Terminada a anaminese, passa-se ao exame fisico. O medico, cuja percepcao foi agucada pela experiencia, comeca, consciente ou inconscientemente, o exame fisico tao logo avista o paciente (obesidade, grandes deformidades, aspecto incomum da pele, movimentos involuntarios e posicao anormal no leito sao notados num relance). O exame fisico pode ser dividido em duas partes: 1) constitui o que se costuma designar de exame fisico geral, somatoscopio ou ectoscopio. 2) corresponde ao exame dos diferentes sistemas e aparelhos que tem metodologia propria. Constituem preliminares para um adequado exame fisico geral os seguintes elementos: Local adequado Iluminacao adequada Posicao do paciente, o qual podera estar deitado, sentado ou mesmo de pe, dependendo de suas condicoes e do que se ira investigar. A parte a ser examinada deve ser descoberto, o que sera feito sem ofender o pudor do paciente. Dispor de instrumentos e aparelhos rotineiros.

2 Semiotecnica

O exame fisico geral e realizado pela inspecao e palpacao, havendo varias manobras baseadas nestes procedimentos fundamentais que irao sendo descritas nos momentos oportunos.

3 Sistematizacao

Sugerimos que seja obedecida esta sequencia: Avaliacao do estado geral Facies Atitude e decubito preferido no leito Atitude na posicao de pe ou postura Movimentos involuntarios Biotipo ou tipo morfologico Altura e outras medidas antropometricas Peso Desenvolvimento fisico Temperatura corporal Febre Pele Mucosas Tecido celular subcutaneo e paniculo adiposo Musculatura Veias superficiais

Circulacao colateral Edema Enfisema subcutaneo Avaliacao do estado de nutricao Avaliacao do estado de hidratacao Fala e linguagem Marcha Avaliacao do nivel de consciencia.

4 Metodos de avaliacao fisica. 4.1 Inspecao

O profissional inspeciona ou examina visualmente o paciente para detectar sinais fisicos. Em primeiro lugar ele aprende a reconhecer as caracteristicas fisicas normais, para entao passar a distinguir aquilo que foge da normalidade. E necessaria muita experiencia para reconhecer as variacoes normais entre os pacientes, assim como as variacoes de normalidade de um paciente em particular. A extensao dos achados dependera de o profissional utilizar uma abordagem metodica, certificando-se de que todas as areas sejam inspecionadas completamente. A qualidade dessa inspecao dependera da disposicao do profissional em gastar o tempo necessario a um exame completo. Iluminacao adequada a exposicao total da parte do corpo para exame sao fatores essenciais para uma boa inspecao. Cada area deve ser inspecionada quanto ao tamanho, aparencia, coloracao, simetria, posicao e anormalidades. Se possivel, cada area inspecionada deve ser comparada com a mesma area no lado oposto do corpo. Para inspecionar as cavidades do corpo, uma fonte adicional de iluminacao e necessaria. O profissional que faz uma investigacao minuciosa durante uma inspecao obtera muitas informacoes sobre o paciente. Os achados resultantes de uma inspecao assim realizada, poderao levantar questoes que exijam um exame mais profundo. A palpacao e frequentemente utilizada durante ou apos a inspecao.

4.2 Palpacao

A avaliacao adicional das partes do corpo e realizada pelo sentido do tato. As maos podem medir delicada e sensitivamente sinais fisicos especificos; assim sendo, a palpacao e utilizada para o exame de todas as partes acessiveis do corpo. O profissional utiliza diferentes partes da mao para detectar caracteristicas como textura, temperatura e percepcao de movimentos. Para o paciente e importante estar relaxado e em posicao confortavel.A tensao muscular de um paciente durante a palpacao impede que o examinador utilize habilidade de modo eficiente. As areas mais delicadas sao examinadas por ultimo. O profissional coloca sua mao sobre a area a ser examinada e aprofunda cerca de 1cm.Quaisquer areas sensiveis localizadas serao, posteriormente, examinadas mais detalhadamente.Apos a aplicacao da palpacao suave, intensifica-se a pressao para examinar as condicoes dos orgaos, tais como os do abdomen.O examinador pressiona a regiao aproximadamente 2,5 cm e neste trabalho o cuidado e regra geral. A palpacao profunda pode ser executada com uma das maos ou ambas(bimanualmente). Neste ultimo caso, uma das maos (chamada a mao sensitiva) fica relaxada e colocada sobre a pele do paciente, enquanto a outra mao (mao ativa) aplica a pressao para a mao sensitiva. A mao que fica por baixo nao exerce pressao diretamente e assim retem a sensibilidade necessaria para detectar as caracteristicas do orgao que esta sendo examinado. O profissional nao deve utilizar a palpacao sem ter antes considerado cuidadosamente o paciente e suas condicoes.Ele deve considerar a area do corpo a ser examinada e o motivo do uso da palpacao, alem de ser realmente habil para discriminar e interpretar o significado do que esta sendo percebido no exame.

4.3 Percussao

Esta habilidade requer maior pericia. A localizacao, tamanho e densidade de uma estrutura subjacente sao determinados atraves da percussao. Este metodo tambem ajuda a verificar anormalidades avaliadas atraves da palpacao e da auscultacao. Quando o examinador golpeia a superficie do corpo com um dos dedos, produzira uma vibracao e um som. Essa vibracao e transmitida atraves dos tecidos do corpo e a natureza do som vai depender da densidade do tecido subjacente. Atraves do conhecimento de como as varias densidades influem nos sons, o profissional sera capaz de localizar orgaos ou massas, de mapear seus limites e de determinar seu tamanho. Um som anormal sugere a presenca de massa ou substancia, tais como liquido dentro de um orgao ou cavidade do corpo. A percussao direta envolve um processo de golpeamento da superficie do corpo diretamente com os dedos. Utilizam-se, tipicamente, um ou dois dedos. A percussao indireta e executada colocando-se o dedo medio da mao nao dominante do examinador (chamado de plessometro) firmemente contra a superficie do corpo. Mantendo a palma e/ou outros dedos afastados da pele, a ponta do dedo medio da mao dominante (chamado de plessor) golpeia a base da articulacao distal do plessometro. O examinador utiliza um golpe rapido e curto com o dedo plessor, mantendo o antebraco estacionario. O punho deve estar relaxado para conduzir adequadamente o golpe. Se o golpe nao for curto, se o plessometro estiver folgado ou se a palma da mao estiver em contato com a superficie do corpo, o som sera abafado ou suavizado, impedindo a transmissao para as estruturas subjacentes. A mesma forca deve ser aplicada a cada regiao a ser examinada de modo a permitir uma comparacao precisa de sons. Um golpe rapido e suave normalmente produz o som mais claro. A percussao produz cinco tipos de som: timpanico, ressonancia, hiper-ressonancia, surdo e grave. Cada som e tipicamente produzido por certos tipos de tecidos subjacentes. Cada um desses sons e avaliado por sua intensidade, altura, duracao e qualidade.

4.4 Auscultacao

A auscultacao e o processo de ouvir os sons gerados nos varios orgaos do corpo para identificar variacoes do normal. Alguns sons podem ser percebidos com a orelha sem equipamento, embora a maioria deles so possa ser detectada atraves de um estetoscopio. Em primeiro lugar, o estudante precisa se familiarizar com os sons normais gerados pelos orgaos internos (por exemplo, as bulhas cardiacas ou o murmurio vesicular nos pulmoes). Os sons anormais poderao ser reconhecidos depois que o estudante aprender as variacoes sonoras normais. O profissional tera mais sucesso na execucao da auscultacao, se conhecer os tipos de sons provenientes de cada estrutura do corpo e localizacao das areas onde esses sons podem ser mais facilmente percebidos. Para se tornar suficientemente habil em auscultacao, o profissional precisa Ter boa acuidade auditiva, um bom estetoscopio e o conhecimento sobre como utilizar esse equipamento adequadamente. Um profissional precisa ficar familiarizado com o estetoscopio antes de tentar utiliza-lo em um paciente. Sera muito util praticar esse metodo utilizando o equipamento em um colega. Um grande numero de sons estranhos gerados pelo movimento do tubo de borracha ou do conjunto receptor do torax vao interferir na auscultacao dos sons dos orgaos. Ao produzir deliberadamente esses sons, o profissional pode reconhece-los e desconsidera-los durante um exame real.

As quatro caracteristicas de um som sao a frequencia ou altura, intensidade ou sonoridade, qualidade e duracao. A frequencia de uma vibracao e o numero de ciclos de ondas gerados por segundo pelo objeto em vibracao. Quanto maior a frequencia, maior sera a altura de um som e vice-versa. A sonoridade e a amplitude da onda sonora produzida por um objeto em vibracao. Uma onda de energia sonora elevada produzira altas amplitudes, resultando em um ruido intenso. Os sons auscultados sao geralmente descritos como altos ou suaves. A qualidade e utilizada para distinguir sons de frequencia e sonoridade semelhantes, resultantes de fontes diferentes. Termos como sopro, assovio ou crepitacoes descrevem a qualidade do som. Um som tambem varia quanto a duracao ou extensao de acordo com o numero de vibracoes continuas. Essas vibracoes podem ser diminuidas ou abafadas pela resistencia do atrito. Camadas de tecidos moles abafam a duracao de sons provenientes dos orgaos internos profundos. A duracao de um som pode ser curta, media ou longa. 4.5 Olfato

Enquanto realiza a avaliacao fisica, e tambem importante que o profissional esteja familiarizado com a natureza e significado dos odores do corpo

4.5.1 Preparo para o exame O paciente devera estar devidamente preparado tanto fisica quanto psicologicamente, de modo que o profissional possa conduzir sem dificuldades e com o minimo possivel de interrupcoes.

4.5.2 Preparo do ambiente O ambiente devera ser adequado p/ o exame em local privado e com todo equipamento necessario e disponivel. O profissional devera eliminar todas as fontes de ruidos estranhos e tomar os devidos cuidados para evitar interrupcoes por parte da equipe de saude durante o exame. Durante partes do exame, quando o paciente esta em posicao de supinacao, a cabeceira da mesma podera ser levantada cerca de 30 grau. Pode-se tambem fornecer ao paciente um pequeno travesseiro, ao examinador o paciente no leito, o profissional podera eleva-lo, de modo a facilitar o acesso as partes do corpo que estao sendo examinadas.

4.5.3 Preparo do Equipamento O profissional deve ter todo o equipamento necessario pronto e disponivel antes de iniciar o procedimento. Se possivel, tanto o equipamento a ser utilizado como as maos do examinador deverao estar aquecidos. Todo o equipamento deve ser verificado quanto ao funcionamento adequado.

4.5.4 Preparo fisico do paciente O conforto fisico do paciente e vital para o exito do exame. Antes de dar inicio ao processo, o examinador deve perguntar se o paciente que utilizar o banheiro. A bexiga e os intestinos vazios facilitarao o exame do abdomen, da genitalia e do reto. Esta e tambem uma boa ocasiao para a coleta de urina e fezes. O preparo fisico tambem inclui verificar se o paciente esta adequadamente vestido e coberto. Deve-se proporcionar o ele privacidade e tempo suficiente para se despir. Apos o paciente ter tirado a roupa e vestido a camisola, ele devera sentarse ou deitar-se na mesa de exames com o lencol sobre o colo ou tronco inferior. O examinador deve se certificar de que o paciente permanece aquecido, para isto evitando correntes de ar, controlando a temperatura da sala e providenciar cobertores adequados. O examinador deve se certificar de que o paciente esta confortavelmente acomodado.

5 Preparo para o Exame

Em nenhum momento deve se conduzir qualquer parte de um exame fisico ao acaso. O preparo inadequado pode facilmente resultar em achados incompletos e incorretos. O ambiente devera ser adequado para o exame e todo o equipamento necessario devera estar disponivel. O paciente devera estar devidamente preparado tanto fisica quanto psicologicamente, de modo que o profissional possa conduzir o exame sem dificuldades e com o minimo possivel de interrupcoes.

5.1 Preparo do Ambiente

Os pacientes podem ser examinados em uma sala especial ou no quarto.Independentemente do local, a area deve ter: Facil acesso a um banheiro; Uma porta ou uma cortina para garantir privacidade, ou ate mesmo o uso de divisorias; Calor adequado ao conforto do paciente; Eliminar todas as fontes de ruidos estranhos e tomar os devidos cuidados para evitar interrupcoes por parte da equipe de saude durante o exame; Uma mesa ou uma cama forrada e confortavel; Espaco suficiente para a movimentacao de cada lado do paciente; Iluminacao apropriada; Instalacoes para lavagem das maos; Balcao ou superficie limpa para colocar o equipamento; Um container para receber itens sujos.

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