Como - Fazer - Uma - Boa - Monografia

Como - Fazer - Uma - Boa - Monografia

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Seus Trabalhos Acadêmicos

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Esta é a coisa mais óbvia e a mais problemática no universo das monografias. A primeira dama vive reclamando lá em casa que os alunos dela volta e meia dão mole com coisas banais. Muitas vezes o orientador come mosca e o parecerista não marreta. Com isso, seu trabalho ficará ad eternum queimando seu filme.

O que são as normas? Bom, se você está fazendo esta pergunta agora, é sinal que a coisa está BEM GRAVE pro teu lado, meu amigo. Você pretende fazer uma capa com purpurina e cola colorida? Prende escrever seu trabalho com aquela caneta de 16 cores made in Paraguai? Acha que bibliografia é só uma coisa que a gente copia dos livros no fim do trabalho? Se você pensa isso, ferrou.

Na verdade , as normas que eu me refiro são os padrões estabelecidos pela

ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O fato de existirem normas que orientam a forma de se construir um trabalho acadêmico pressupõe que esta é a forma CERTA. Eu não estou dizendo que você é obrigado a fazer assim. Se quiser colocar adesivinhos da hellokitty na sua monografia ou decorar a capa com purpurina, ótimo, vai nessa. O que eu estou propondo é: Minimize o risco de ser marretado e ter que passar o verão de sol e mar num quarto abafado refazendo seu trabalho. Siga as normas. E o principal: NUNCA, JAMAIS, EM HIPÓTESE NENHUMA compre uma monografia pronta.

Existem espertalhões por aí oferecendo monografias compradas. Quem cai nessa, esquece o básico. O espertalhão some com sua grana, o trabalho fica cadastrado na biblioteca com o SEU NOME, e isso constitui fraude. Cedo ou tarde, alguém vai descobrir, possívelmente colocarão a polícia nisso e você pode responder processo. Recentemente a PF iniciou um trabalho de varredura e prisão de pessoas ligadas à compra de trabalhos acadêmicos.

Na dúvida, prefira fazer um trabalho de péssima qualidade a apelar para uma monografia comprada.Voc6e vai pagar mico, sem dúvida, mas pelo menos não será crime.

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2- APRESENTAÇÂO

Como o nome sugere, a apresentação é fundamental. Ela pode ajudar a dar uma moral ao seu trabalho ou destruir sua credibilidade rapidamente. Quer um exemplo?

Qual dos dois você contrataria para ser o gerente do seu banco?

Sacou onde queremos chegar? O visual não é tudo, mas ajuda a conceder credibilidade ao seu trabalho. Nada de espalhafato. Guarde a cola colorida, canetinhas e adesivinhos cheirosos. Aqui é coisa séria e seu trabalho tem que passar isso.

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Segundo o Site Universia, a capa do trabalho é fundamental:

A capa é elemento obrigatório na apresentação de trabalhos acadêmicos. Embora algumas informações sejam de presença opcional, como o nome da instituição, por exemplo, há dados que são indispensáveis. Na capa da sua monografia é indispensável que conste seu nome, o título do trabalho e, quando houver, o subtítulo da obra. Além disso, se o trabalho for composto de vários volumes, isso precisa ser informado na capa. Para fechar a lista de informações obrigatórias, não se pode esquecer do nome da cidade em que a instituição se localiza e o ano em que a obra será entregue.

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3- FOLHA DE ROSTO

Folha de rosto é uma espécie de cópia da capa, só que este item da monografia comporta algumas cosinhas a mais, que poluiriam a capa.

A Folha de rosto é praticamente uma cópia da Capa. A diferença é que ela traz algumas informações obrigatórias que a capa não demanda. Há descrições mais detalhadas na folha de rosto. É o caso da natureza do trabalho. Trata-se de um texto breve em que conste o tipo da apresentação – que pode ser uma tese, dissertação ou trabalho de conclusão de curso -, além do objetivo da realização do mesmo – como obtenção de grau ou aprovação em disciplina determinada – nome da universidade e a área de concentração. Outros itens obrigatórios da Folha de Rosto são os nomes do orientador e, se houve, co-orientador do projeto.

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4- A ERRATA

Você vai morrer. Não, não estou maluco. Isso é um fato, já que para morrer, basta estar vivo. Do mesmo modo, para errar, basta iniciar um trabalho qualquer. O erro é parte do processo e embora teimemos em buscar acabar com eles o tempo todo, eles sempre estão lá. Você tem duas maneiras de lidar com este fato. Um deles é aceitá-los e corrigi-los, e o outro é dar uma de Paulo Coelho (diz a fama do Mago que ele não deixa o revisor corrigir seus erros de português por acreditar que os erros são parte de um tipo de Magia que faz o livro vender bem) Infelizmente, se você não vende milhões de dólares em livros pelo mundo, esta desculpa só vai te ferrar. Assim, assuma os erros e crie uma errata.

Embora seja uma parte opcional no trabalho, a errata pode ser uma ferramenta valiosa para compensar algum escorregão que passou pelo processo de impressão. Ela deve ser posicionada logo depois da folha de rosto. Para localizar o erro é preciso usar uma referência em que se informe a página e a linha onde se encontre o erro. Em seguida expõe-se o texto da errata e imediatamente ao lado a correção.

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5- FOLHA DE APROVAÇÃO

Você vai ser aprovado ou não, mas para isso, é importante que seu trabalho exiba este item, que é obrigatório numa boa monografia.

Mais um item obrigatório, a Folha de Aprovação deve estar na seqüência da

Folha de Rosto. É aqui que será feita a avaliação do trabalho por parte dos examinadores. Por isso, além do nome do autor, título e subtítulo – se necessário -, natureza, objetivo do trabalho, nome da universidade e área de concentração, é preciso constar o nome dos avaliadores, titulação e o nome das instituições das quais cada uma deles faz parte. A assinatura dos destes será posta nesta folha, juntamente com a data da aprovação, tão logo a avaliação esteja concluída.

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6- O TRIO TERNURA: dedicatória, agradecimento e epígrafe

Estes itens nunca perdem uma festa. São o trio-ternura das monografias acadêmicas e deverão estar na sua. Não vou me alongar sobre a dedicatória. Basta dizer que ela é uma espécie de listagem onde você dedica seu trabalho. Vale seu cachorro falecido, sua avó, seu professor de matemático que te surrou com uma régua ou aquele amiguinho que te mordeu nos tempos da escola. O trabalho é seu. Você dedica ele a quem bem lhe interessar.

Já o agradecimento, é similar, só que nele, você agradece a quem bem entender.

Muita gente começa agradecendo a Deus. Se você não é religioso, agradeça a Darwin ou Carl Seagan, talvez quem sabe, James Randi.

Já a epígrafe constitui aquele espaço onde você cita uma frase inspiradora, que -em alguns casos- tem a ver com seu trabalho. Estes três elementos, não são obrigatórios, mas quem resiste a babar o ovo de alguém ou dar aquele “chega pra lá” no leitor citando uma frase arrasa-quarteirão do Frederich Nietzsche?

Não são elementos obrigatórios, mas podem ser usados pelo autor caso queira dedicar o trabalho a alguém, fazer algum agradecimento a pessoas que contribuíram de maneira relevante com o trabalho ou adicionar alguma epígrafe antes do início do trabalho, o que pode também ser feito na própria folha inicial do texto.

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7- RESUMO

Seria bem louco se você resolvesse fazer um resumo do seu trabalho numa língua perdida no tempo, ou algo bem hermético como tabelas cabalísticas. Só que seria também inútil, já que ninguém ia conseguir ler. E é por isso que costuma se fazer um resumo do trabalho na sua língua. A finalidade óbvia disso é que quando seu trabalho for indexado, o cara que vai consultar poderá saber do que se trata seu trabalho sem ter que bancar o arqueólogo e ler tudo que você escreveu para só então concluir que nào era aquilo que ele estava procurando. Dica: Use o contador de palavras do seu editor de texto para saber se está no limite de palavras recomendado pela ABNT.

Esta parte, obrigatória, é usada para que o autor faça uma breve síntese do trabalho. A ABNT aconselha que o Resumo tenha no máximo 500 palavras que devem ser distribuídas em frases concisas e objetivas que descrevam o trabalho, desde sua elaboração, objetivo, metodologia e conclusão. Recomenda-se que as frases estejam na terceira pessoa do singular e em voz ativa. Também aqui deve ser feita uma pequena lista de palavras (no mínimo três palavras) para indexação.

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8- RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

Se você pensa que globalização é só um monte de produto chinês na banquinha do camelô, está enganado. Globalização é isso e também ver seu trabalho sendo lido – e se você tiver sorte – citado em trabalhos e papers internacionais. Isso é possível permitindo que pessoas de todo o mundo acessem seu texto. Daí surge a necessidade de um resumo em outra língua. Basicamente voc6e vai traduzir seu resumo para inglês. Se você não é bom na língua anglo-saxã, recomendo juntar alguns caraminguás e PAGAR um tradutor profissional para traduzir isso profissionalmente pra você. Evite a todo custo recorrer a tradução automática, como aquelas que saem muito ao “foot of the letter”. Na falta total de dindim, recorra a amigos. Com a popularização dos cursos de inglês, certamente você tem um amigo(a) que sabe falar e escrever fluente nesta língua. Pague um chopp pra ele em troca do trabalho. Ninguém gosta de trabalhar de graça e assim você valoriza o conhecimento que ele adquiriu – e que não veio de graça.

O resumo em língua estrangeira tem exatamente a mesma configuração do

Resumo da Língua Vernácula e também é obrigatório. Deve estar numa página separada. Em inglês ABSTRACT, em espanhol RESUMEN, em francês RÈSUMÉ. Da mesma forma, é necessária a lista de no mínimo três palavras (no idioma escolhido) para indexação.

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