ORÇAMENTO, PLANEJAMENTO E CUSTOS INDUSTRIAIS

ORÇAMENTO, PLANEJAMENTO E CUSTOS INDUSTRIAIS

(Parte 1 de 11)

curso ano 2008

Orçamento, planejamento e custos de obras professor Ivan Xavier

Expediente

Fupam Fundação de Apoio a Pesquisa Ambiental

Diretoria Diretor presidente • Pedro Taddei Neto

Administração Conselho presidente • Vice-presidente • Conselheiros •

Diretor de cursos • Paulo Pellegrino Coordenador do curso • Simões Redação/edição • Ivan Xavier Projeto gráfi co e diagramação • Daniela Nogueira Secondo

XAVIER, IVAN e-mail: lmivan@usp.br

APOSTILA DA FUPAM – FUNDAÇÃO PARA A PESQUISA AMBIENTAL 1.Introdução ao curso e objetivos; 2. Apresentação do curso; 3.Teoria do memorial; 4. Teoria do orçamento, 5. A elaboração de orçamento nas empresas; 6. Atributos do orçamento; 7. Etapas da orçamentação; 8. Graus de orçamento; 9. Levantamento de quantidades; 10. Custo direto, indireto, lucro, impostos, BDI e preço de venda; 1. Planejamento e custos de obra; 12. Bibliografi a.

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU – USP Universidade de São Paulo – USP FUPAM – Fundação para a Pesquisa Ambiental

Ficha catalográfi ca

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1. Introdução ao curso e objetivos4
2. Apresentação do curso5
O orçamento5
O planejamento de obra7
Ferramentas de planejamento8
Controle de custos9
3. Teoria do memorial10
4. Teoria do orçamento14
5. Elaboração do orçamento nas empresas18
6. Atributos do orçamento19
Aproximação20
Especifi cidade21
Temporalidade2
Enfoques do orçamento2
7. Etapas da orçamentação23
Entendimento e estudo das condicionantes24
Elaboração de custos26
Utilidades do orçamento30
8. Graus de orçamento31
9. Levantamento de quantidades3
10. Custo direto, indireto, lucro, impostos, BDI e preço de venda40
1. Planejamento e custos de obras4
Programação da obra – após a contratação49
Organização de uma obra52
Procedimentos prévios à execução52
Precedimentos gerenciais para controle da obra53
Ferramentas de controle53
Diagrama de rede54
Gráfi co de Ghant54
Cronograma físico-fi nanceiro54
Operação e controle da obra54

Índice 12. Bibliografi a .................................................................................. 62

1. Introdução ao curso e objetivos

O mercado da construção civil, com a rapidez das transformações tecnológicas (técnicas e tecnologia) associada à competitividade cada vez mais acirrada e abrangente entre as empresas, exige do mercado profi ssionais aptos e capazes de atender e dar respostas rápidas a estas demandas.

As empresas e os contratantes, exigem qualidade associada à produtividade e rapidez (cronogramas cada vez mais apertados); hoje em dia este desempenho é quase uma obrigação. A satisfação do cliente tornou-se prioridade, assim o nosso pensar e agir devem estar relacionado com um novo processo de execução de projeto e obra, onde os trabalhos, a produção e o planejamento devem ser elaborados dentro desta nova realidade.

A produtividade está relacionada com a qualidade e desempenho, com a eliminação do desperdício, o consumo elevado de materiais, mão de obra e equipamentos; acompanhados da utilização de técnicas, tecnologias e normas que respeitem o meio ambiente.

Não temos mais condições de tomar decisões amadorísticas, devemos, pois, acompanhar a demandas de mercado e as novas sistematizações dos processos de construção. Devemos sempre estar à busca de boas soluções com qualidade e custos compatíveis de execução, associando ao máximo o aproveitamento de idéias que elevem o processo produtivo, aproveitando os novos conceitos de planejamento e de execução de obras.

Precisamos ter em mente o que signifi ca o projeto do produto e ou empreendimento, como defi nir e especifi car a maior quantidade de informações e detalhes possíveis para, posteriormente temos uma execução mais racional e simplifi cada, não se esquecendo da máxima: Atrás de uma boa OBRA, sempre existe um bom PROJETO e um bom ORÇAMENTO.

No projeto do produto / empreendimento, a elaboração do orçamento signifi ca também a defi nição de como se executará cada uma das etapas participantes do processo produtivo ou seja: para podermos chegar aos melhores resultados necessitamos conhecer as melhores técnicas e tecnologia, o emprego de materiais adequados e mão-de-obra cada vez mais qualifi cada e preparada são necessidades fundamentais para tornar o objeto (edifício) cada vez efi ciente. Este é o nosso grande desafi o, considerando sempre neste processo a melhor relação entre o custo e benefício.

Precisamos defi nir e organizar os elementos disponíveis para que o processo de planejamento, execução e controle da obra ocorram da melhor forma possível considerando a realidade e as práticas vigentes no mercado atual.

2. Apresentação do curso

A organização e execução de uma obra exigem dos profi ssionais, atenção em todas as suas fases, especialmente as dedicadas ao planejamento e ao controle da mesma. Este curso propõe discutir os principais elementos de planejamento de uma obra: O orçamento, o planejamento de obra em si, as ferramentas de planejamento e o controle de custos. Abordaremos os seguintes aspectos:

O orçamento

O orçamento é um produto defi nido, informando o valor para a realização de um determinado produto ou serviço, as condições necessárias para a sua realização, o objeto a ser realizado e o prazo para que este produto ou serviço se realize.

Elaborar um orçamento exige um processo ao qual denominamos de orçamentação. A técnica orçamentária exige identifi - cação clara do produto e ou serviço, descrição correta, quantifi - cação, análise e valorização de uma série de itens, requerendo técnica, atenção e, principalmente, conhecimento de como se executa uma determinada obra e ou serviço. O conhecimento detalhado do serviço, a interpretação detalhada dos desenhos, planos e especifi cações da obra lhes permite a melhor maneira de realizar cada tarefa de uma obra, bem como identifi car a difi culdade de cada serviço e consequentemente seus custos. Além dos serviços identifi cados e extraídos do projeto, existem outros parâmetros que devem ser identifi cados, como é o caso das chuvas, condições do solo, acesso, difi culdades de abastecimento de materiais, fl utuações na produtividade dos operários e despesas indiretas, tais como: água, luz, telefone, refeições, combustivéis, manutenção do canteiro, etc.

A elaboração de um orçamento pode determinar o sucesso e ou fracasso de uma empresa construtora e ou construtor, um erro no orçamento acarreta imperfeições, frustações, falta de credibilidade e prejuizos a curto e médio prazo.

O orçamento é à base de fi xação do preço de um determinado projeto e ou empreendimento, é uma das mais importantes áreas no negócio da construção civil.

Executar um orçamento, não pode ser considerado um jogo de adivinhação, deve ser um trabalho bem executado com critérios, normas, regras e utilização de informações confi avéis; para que o verdadeiro custo de um empreendimento se aproxime ao máximo da estimativa de custo realizado, ou seja; nenhum orçamento fi xa de antemão o valor exato dos custos, o que um bom orçamento realmente consegue é uma estimativa de custos bem precisa em função da qual a empresa construtora irá atribuir o seu melhor Preço de Venda.

Em geral, um orçamento é elaborado considerando-se: • Custos diretos: Mão-de-obra de operários, materiais e equipamentos;

• Custos indiretos: equipes de supervisão e apoio, despesas gerais com o canteiro de obras, taxas, etc;

• Preço de venda: Incluindo custos diretos e indiretos, adicionando-se os impostos e lucro da operação.

O preço fi nal de um orçamento numa planilha de vendas proposto por uma construtora ou construtor não deve ser tão baixo a ponto de não permitir lucro, e também não deve ser tão alto a ponto de não ser competitivo com outras empresas na disputa da realização de determindo serviço e ou emprendimento.

Na elaboração de um orçamento, duas empresas construtoras chegarão sempre a orçamentos bem distintos e diferentes para uma determinada concorrência; porque diferentes são os critérios utilizados, a metodologia de levantamento de quantidade, as técnicas e métodos utilizados para a execução de obra, os preços coletados, o BDI (Bonifi cação de Despesas Indiretas) adotado pelas empresas, dentre outros fatores.

Em resumo, podemos afi mar que o orçamento refl ete a ideologia e as premissas de uma construtora, constituindo-se num produto que defi ne a qualidade e competência da empresa.

Nos próximos capítulos abordaremos: • Teoria do memorial e teoria do orçamento;

• A elaboração de orçamentos nas empresas;

• Atributos do orçamento (aproximação, especifi cidade e temporalidade); • Enfoque do orçamento (proprietário e construtor);

• Etapas da orçamentação (estudos das condicionantes e composição dos custos); • Utilidades da orçamentação;

• Graus de orçamento (no nível de estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo);

• Composição de custos (fontes de composição e apropriação de índices)

• Levantamento de quantidades (formulários e critérios de levantamentos); • Custo de material, mão-de-obra e equipamento;

• Custo indireto, lucro, impostos, BDI e Preço de Venda.

O planejamento de obra

Planejamento de obra signifi ca a execução de trabalho e preparação para qualquer empreendimento, segundo um roteiro e métodos determinados, com objetivos e bases técnicas defi nidas.

O planejamento inclui muitas atividades e estas devem ser identifi cadas, analisadas, coordenadas e gerenciadas, sendo o resultado de um plano de ação, isto é, contém as defi nições antecipadas das decisões que deverão ser tomadas durante ao processo de realização da obra, incluindo organização, direção e controle.

A organização é uma tarefa da qual se estabelece a melhor forma de se compor os recursos físicos, humanos e fi nanceiros para se obter o melhor desempenho. A direção é a ação por meio da qual se defi ne quando, como, onde, por quem, e com quais recursos devem ser executadas as tarefas planejadas.

O controle de um determinado empreendimento é a ação de medir o resultado de uma operação e comparar o resultado obtido com o padrão estabelecido, para verifi car se atende ou não aos limites de tolerâncias pré-estabelecidos.

Planejamento é o processo de tomada de decisões interdependentes, visando uma situação futura desejada, ou seja, são decisões tomadas no presente que resultam em implicações futuras.

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