Apostila i - comunicação oral e escrita

Apostila i - comunicação oral e escrita

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Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho – Anexo Brumado

CURSO: Técnico em

COMPONENTE CURRICULAR: Comunicação Oral e Escrita

PROFESSOR(A): Lais Lobo

Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho – Anexo Brumado Introdução à comunicação

1. Ato de comunicar; informação, aviso. 2. Passagem, caminho, ligação. (Minidicionário, Ruth Rocha)

2. Ato ou efeito de comunicar(-se). 2. Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados. 3. A mensagem recebida por esses meios. 4. A capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar, com vista ao bom entendimento entre pessoas. (Mini Aurélio, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira).

A comunicação tem por objetivo a transmissão de mensagens. Não nos comunicamos unicamente através da fala: o silêncio, olhares, gestos, expressões faciais, vestimentas, nossa postura, etc. são comportamentos que comunicam.

Um policial não precisa dizer que é policial se estiver fardado.

A comunicação ocorre nas situações em que há intenção de comunicar e produzir uma reação ou efeito sobre o outro.

Elementos da comunicação

Um texto é uma forma de comunicação que coloca em relação um emissor (que fala ou escreve) e um receptor (ouvinte ou leitor).

Observe os elementos do processo de co0municação e em que consistem:

Emissor: Toma a iniciativa de enviar a mensagem. Pode ser individual ou coletivo.

Receptor: Recebe a mensagem e pode tornar-se em seguida também um emissor: (resposta). Pode ser individual ou coletivo. Ouvinte ou leitor.

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Mensagem: É o conteúdo das informações transmitidas. Mais especificamente, o conjunto de signos bem organizados ou não, mais claros ou menos claros, que o emissor envia ao receptor.

Canal: É o meio que possibilita a transmissão da mensagem. Canal visual:(escrita/leitura) desenhos, imagens fixas ou animadas, escrita etc.

Canal sonoro:(fala/audição) fala, música, ruídos etc.

Código: é a linguagem verbal ou não verbal utilizada. Mais especificamente um conjunto de signos, que o emissor e o receptor devem conhecer muito bem para se comunicarem com eficiência.

Referente:São o contexto, a situação e os objetos aos quais a mensagem remete.

Para que haja comunicação é preciso que o emissor e o receptor utilizem um código conhecido por ambos.

Uma conversação entre deficientes auditivos só é compreensível por aqueles que conhecem o código gestual particular que eles utilizam para se comunicar. A escrita japonesa só é compreensível para os que conhecem a língua japonesa.

O Feedback

O feedback é a reação do receptor ao comportamento do emissor. Fornece informação ao emissor sobre o impacto da sua ação sobre o receptor, sobre o sucesso na realização do seu objetivo comunicativo. Ao responder, o receptor exerce controle sobre as futuras mensagens que o emissor venha a codificar, promovendo a continuidade da comunicação. O feedback é, assim, um poderoso instrumento de influência ao nível de quem envia informação.

Se o feedback for compensador, o emissor mantém o seu comportamento; se não for, este modifica-o, a fim de aumentar as suas probabilidades de êxito. Se na comunicação frente-a-frente o feedback é máximo, no caso de canais como a televisão, o rádio, os jornais e revistas essa possibilidade é mínima. Neste caso, é o comportamento de compra dos consumidores que tem valor como feedback. O conhecimento e o uso do feedback aumentam a eficácia da comunicação interpessoal. As pessoas que são consideradas "boas comunicadoras" normalmente estão atentas aos sinais comunicativos do interlocutor, são boas observadoras de reações.

Em uma situação de leitura temos: Emissor – o autor do livro.

Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho – Anexo Brumado Receptor – o leitor.

Mensagem – o texto que está sendo lido. O referente – a história de amor contada no texto.

O código – a língua escrita (português, inglês, francês). O canal – o livro.

Os elementos da comunicação devem sempre ser muito bem analisados pelo comunicador para que sejam adequados e favoráveis ao seu objetivo.

Ruídos

Quando um dos elementos da comunicação falha, temos uma situação de ruído. Em um processo comunicativo, um ruído não necessariamente está associado a interferências sonoras, mas a qualquer fenômeno que de alguma forma possa perturbar a transmissão da mensagem e sua perfeita recepção e/ou decodificação por parte do receptor.

É claro que uma escola precisa estar situada em região silenciosa para que a aprendizagem seja mais produtiva por parte dos alunos, mas, mesmo estando em silêncio, os alunos podem ter outras dificuldades na situação de comunicação com seus professores, como, por exemplo, iluminação inadequada que atrapalhe a visibilidade na sala.

Quando falamos em público, quando nos apresentamos para uma entrevista de trabalho, ou quando atendemos um cliente, a maneira como nos vestimos pode constituir um ruído: uma roupa muito extravagante, adereços exagerados e penteados “incomuns” podem roubar a atenção da nossa fala por algum tempo, ou, em piores situações, dar leituras errôneas a nosso respeito.

O bom comunicador deve estar atento à situação em que se encontra, percebendo possibilidades de ruídos e sanando problemas comunicativos antes que eles se tornem prejuízos insolúveis.

Língua Oral e Língua Escrita

Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala."

Pois é. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas

Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho – Anexo Brumado palavras. Im purtuguêis não. É só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muinto diferenti. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. Quem soubé falá sabi iscrevê.

O comentário é do humorista Jô Soares, para a revista Veja. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. Na verdade, em todas as línguas, as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou.

Na língua escrita há mais exigências, em relação às regras da gramática normativa. Isso acontece porque, ao falar, as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra - pode-se pedir que se repita o que foi dito, há os gestos, etc. Já na linguagem escrita, a interação é mais complicada, o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação.

A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. Por essa razão, a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. A maioria de nós, brasileiros, falamos, por exemplo, "Eli me ensinô". O português na variante padrão exige, no entanto, que se escreva assim: "Ele me ensinou". Essas diferenças geram muitos conflitos.

A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales, "Malinculia", mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens.

Malinculia, Patrão, É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (...)

(BAGNO, Marcos. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística)

A língua muda, ainda, conforme o grupo social, a região, e o contexto histórico. São as chamadas variações linguísticas. A gíria e o jargão são algumas dessas variações.

IN: http://educacao.uol.com.br/portugues/lingua-escrita-e-oral-nao-se-fala-como-se-escreve.jhtm

Variações linguísticas

Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho – Anexo Brumado O modo de falar do brasileiro

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