Apostila física 3 - ceesvo

Apostila física 3 - ceesvo

(Parte 1 de 3)

Apostila 3 3ª Série FÍSICA - CEESVO

MÓDULO 9 A COR DE UM CORPO

A luz branca, que é a luz emitida pelo Sol, pode ser decomposta em sete cores principais:

luz branca

A cor que um corpo iluminado apresenta é dada pela constituição da luz que ele reflete difusamente.

Por exemplo: se um corpo iluminado com luz branca refletir a luz verde e absorver as demais, este corpo terá cor verde; quando iluminado com luz branca, absorvendo-a totalmente, terá cor preta. Observe os esquemas:

Iluminado com luz branca

Quando um corpo verde (sob luz solar) é iluminado com luz vermelha, ele se apresenta preto.

Um filtro de luz é utilizado para deixar passar somente a luz de mesma cor que a do filtro.

Por exemplo, se o filtro é vermelho ele deixa passar somente a luz vermelha. As outras cores são refletidas ou absorvidas e não conseguem atravessar o filtro.

vermelho alaranjado amarelo verde azul anil violeta corpo verde — reflete a luz verde corpo vermelho — reflete a luz vermelha corpo branco — reflete todas as cores corpo preto — absorve todas as cores

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Toda superfície capaz de refletir a luz pode formar imagens e é chamada espelho.

A ilustração seguinte mostra como a imagem é formada, graças à reflexão da luz.

Tipos de espelho

Usando como critério a forma da superfície refletora de luz, os espelhos podem ser classificados em planos e curvos.

Espelhos planos

Os espelhos planos são superfícies polidas planas, onde a distância entre o objeto e o espelho é igual à distância entre o espelho e a imagem. A imagem é, portanto, simétrica ao objeto, em relação ao plano do espelho.

Além disso, a imagem é: • virtual — forma-se atrás do espelho;

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• direita — apresenta posição igual à do objeto; • do mesmo tamanho que o objeto.

Os espelhos utilizados nas residências geralmente são planos, e feitos de vidro polido, estanhado na superfície de trás.

Espelhos curvos ou esféricos

Os espelhos curvos são superfícies polidas curvas. Dentre os espelhos curvos, estudaremos apenas os esféricos, ou seja, aqueles que são, ou que poderiam ser, partes de uma esfera.

Os espelhos esféricos podem ser: • côncavos — quando a superfície refletora (polida) for a interna;

• convexos — quando a superfície refletora for a externa.

Elementos dos espelhos periféricos

Os elementos dos espelhos esféricos são: centro de curvatura, eixo principal e foco principal.

• Centro de curvatura (C) — é o centro da esfera a que pertence o espelho. A distância entre o centro de curvatura e o espelho corresponde, portanto, ao raio da esfera.

• Eixo principal (AB) — é a reta que passa pelo centro de curvatura e pela região mediana do espelho.

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• Foco principal (F) — é o ponto para onde se dirigem, após a reflexão, todos os raios que incidem paralelamente ao eixo principal do espelho.

Raios particulares

Se um raio de luz incidir paralelamente ao eixo principal, o raio refletido passa pelo foco principal.

Se um raio de luz incidir no vértice do espelho, o raio refletido é simétrico em relação ao eixo principal.

Se um raio de luz incidir passando pelo centro de curvatura, o raio é refletido sobre si mesmo.

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Formação das imagens nos espelhos esféricos

As imagens (i) formadas nos espelhos esféricos têm características que dependem da distância entre o objeto (o) e a superfície refletora e que variam, também, conforme o espelho, seja côncavo ou convexo.

A ilustração mostra que, para se construir a imagem nos espelhos esféricos, devemos traçar três linhas:

1) Uma que vai da extremidade do objeto (o) até o espelho, paralelamente ao eixo principal, representando um raio luminoso que atinge a superfície refletora;

2) Uma que parte do ponto onde incidiu o raio luminoso no espelho e passa pelo foco principal; esta linha representa a reflexão do raio luminoso que atingiu o espelho paralelamente ao eixo principal;

3) Uma que parte da extremidade do objeto (o) e passa pelo centro de curvatura, representando um raio luminoso incidente, que não é paralelo ao eixo principal.

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Para a construção da imagem (i) desenhamos a sua extremidade no ponto de intersecção (ponto de cruzamento) da linha 1, que passa pelo foco principal, com a linha 2, que passa pelo centro de curvatura. A base da imagem (i) repousa, como a base do objeto (o), no eixo principal.

Os exemplos dados mostraram um caso de formação de imagem em espelho côncavo e um de formação de imagem em espelho convexo. A imagens, no entanto, não são sempre como as que se formaram nos exemplos mostrados. Elas podem variar, principalmente em função da distância do objeto ao espelho.

Nos espelhos côncavos, por exemplo, quando o objeto está situado entre foco principal e o espelho, a imagem formada é virtual, direita e maior que o objeto.

A imagem formada no espelho côncavo é:

• assimétrica — a distância entre o objeto e o espelho é diferente da distância entre a imagem e o espelho; • real — a imagem forma-se antes (na frente) do espelho;

• invertida — a posição da imagem é contrária à posição do objeto;

• tamanho menor— a imagem é menor que o objeto.

A imagem formada no espelho convexo é:

• assimétrica — a distância entre o objeto e o espelho é diferente da distância entre a imagem e o espelho; • virtual — a imagem forma-se atrás do espelho;

• direita — a imagem apresenta a mesma posição que o objeto;

• tamanho menor — a imagem é menor que o objeto.

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Veja:

Compare agora as imagens de dois objetos do mesmo tamanho formados em um espelho côncavo, quando um objeto está localizado entre o centro de curvatura e o foco principal, e o outro está mais afastado, antes do centro de curvatura:

Nos dois casos, as imagens são reais e invertidas, mas os tamanhos delas variam conforme a posição do objeto.

Nos espelhos côncavos as imagens podem ser reais ou virtuais, direitas ou invertidas, menores ou maiores que o objeto. São, no entanto, normalmente assimétricas.

Nos espelhos convexos, as imagens são sempre virtuais, direitas e menores que o objeto. São também, como as imagens nos espelhos côncavos, normalmente assimétricas.

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Estudo analítico

Convenção de sinais (referencial de Gauss) Consideremos dois eixos ortogonais, com origem no vértice do espelho.

Equação de Gauss e equação do aumento linear transversal Consideremos o espelho da figura:

origem: vértice do espelho . direção: a do eixo principal. sentido: contrário ao da luz incidente.

Eixo das abscissas

Eixo das ordenadas origem: vértice do espelho.

direção: perpendicular ao eixo. principal sentido: de baixo para cima.

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Em que: p = distância do objeto ao vértice (abscissa do objeto); p’= distância da imagem ao vértice (abscissa da imagem); o = altura do objeto; i = altura da imagem; f = distância focal; R = raio de curvatura (R = 2.f).

Por semelhança de triângulos podemos demonstrar que:

Para cálculo da distância focal(f), posição do objeto(p), e posição da imagem(p), usamos a fómula

Para cálculo da altura da imagem usamos a fómula

Para cálculo do aumento linear transversal (A) usamos as fórmulas

ou p

Considerando sempre o objeto real (p> O), nestas equações temos:

ppf ′ ppo o iA =

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A. Um espelho côncavo fornece, de um objeto real situado a 30 cm do seu vértice, uma imagem real situada a 20 cm do vértice. Calcule: a) A distância focal do espelho. b) O raio de curvatura do espelho. c) O aumento linear transversal.

=60
=
5f = 60

Obs.: R = 2.f f = foco p = distância do espelho p’ = distância da imagem do espelho.

b) R = 2f c) A = p

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1. O que é um espelho? 2. Qual é a diferença entre espelho côncavo e espelho convexo? 3. A imagem de um objeto forma-se a 40 cm de um espelho côncavo (p1) com distância focal (f) de 30 cm. A imagem formada situa-se sobre o eixo principal do espelho, real, invertido e teve 3 cm de altura. Determine a posição (distância – p) do objeto ao espelho.

LENTES A propriedade que os corpos transparentes possuem de desviar a luz que os atravessa é utilizada na fabricação de lentes.

As lentes são corpos transparentes que possuem duas superfícies, sendo que pelo menos uma é curva.

A ilustração ao lado mostra o que acontece quando um feixe de luz atravessa uma lente convexa e quando atravessa uma lente côncava.

Os raios luminosos que formam os feixes de luz aproximam-se quando atravessam a lente convexa, e afastamse quando atravessam a lente côncava.

Como as lentes convexas determinam convergências dos raios luminosos, elas são chamadas lentes convergentes.

As lentes côncavas são divergentes, pois provocam a divergência dos raios luminosos, isto é, fazem com que os raios luminosos se afastem.

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Veja, inicialmente, como é formada a imagem nas lentes convexas, que são convergentes.

No olho humano, a imagem forma-se de maneira semelhante, pois dentro dele existe o cristalino, que é uma lente convergente.

No olho normal, chamado emetrope, a imagem forma-se exatamente na retina. Quando a imagem se forma antes da retina, o olho é míope; quando se forma depois, é hipermetrope. A miopia e a hipermetropia são, pois, defeitos opostos da visão humana. De fato, pessoas míopes têm dificuldade em enxergar à distância e as pessoas hipermetropes têm dificuldade de enxergar objetos muito próximos.

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A miopia e a hipermetropia são defeitos que ocorrem com grande freqüência na espécie humana. A correção desses defeitos é feita com o uso de lentes corretoras: para miopia usam-se lentes côncavas ou divergentes; para hipermetropia usam-se lentes convexas ou convergentes.

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EXERCÍCIOS- RESPONDA EM SEU CADERNO: 4. Qual a diferença entre lentes convergentes e divergentes?

5. O que diferencia a miopia da hipermetropia? Como podem ser corrigidos esses problemas?

EXEMPLO B. Uma lente convergente tem distância focal f = 6 cm. Um objeto luminoso, de

4 cm de altura, é colocado perpendicularmente ao eixo óptico e a 9 cm da lente (p). Calcule: a) Posição da imagem (p) b) O tamanho da imagem (i) c) O aumento linear transversal

cmp p ppf ppf

módulo

f = 6 cm
p = 9 cm

Dados: o = 4 cm p pA

Para subtrair 9 1 de

1 , tiramos o M.M.C.

(Mínimo múltiplo comum) entre os números 6 e 9.

O mínimo entre 6 e 9 é 18 cmioucmi i ppo i b) c)

Obs.: i significa tamanho da imagem, mas tamanho não pode ser negativo, por isso colocamos em módulo pois ele pode ser tanto positivo quanto negativo.

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EXERCÍCIO – Responda em seu caderno:

a) A posição da imagem (p’)c) O aumento linear transversal

6. Um objeto (o) = 6 cm de altura está colocado a 12 cm de uma lente (p) convergente de distância focal = 4cm. Determine: b) O tamanho da imagem (i)

INSTRUMENTOS ÓPTICOS Introdução

Para pesquisar objetos distantes ou objetos pequenos, utilizamos instrumentos que permitem sua observação em condições mais favoráveis do que a olho nu. Os instrumentos ópticos são classificados em: • instrumentos de observação;

• instrumentos de projeção.

Os instrumentos de observação fornecem imagens virtuais, maiores que o objeto. Exemplo: microscópio, lupa, telescópio, etc.

Os instrumentos de projeção fornecem imagens reais, maiores que o objeto.

A imagem deve ser real porque será projetada num anteparo. Exemplo: máquinas fotográficas, projetores, etc.

Instrumentos de projeção a) Máquina fotográfica

Consiste numa câmara escura que tem na frente uma lente convergente (objetiva) e um diafragma; na outra extremidade, um filme.

A imagem formada é real, invertida e menor que o objeto. O diafragma é um orifício reduzido que regula a penetração da luz na câmara.

Apostila 3 3ª Série FÍSICA - CEESVO b) Projetores São aparelhos destinados a ampliar e projetar em anteparos as imagens de objetos gravados (slides ou filmes).

Os projetores constam de uma lente convergente como objetiva, sendo necessária uma fonte de luz bem intensa para iluminar os objetos a serem projetados.

O condensador, constituído por duas lentes plano-convexas, concentra a luz sobre a objetiva.

Há dois tipos de projetores: • diascópios: para projetar objetos transparentes;

• episcópios: para projetar objetos opacos. Observe que a imagem é real, invertida e maior.

Instrumentos de observação a) Lupa ou microscópio simples Consiste numa lente convergente de pequena distância focal cuja finalidade é aumentar o tamanho do objeto.

A imagem é virtual, direita e maior, e o objeto deve ser colocado entre o foco e o centro óptico da lente.

Apostila 3 3ª Série FÍSICA - CEESVO b) Microscópio composto

É utilizado para observação de objetos de pequenas dimensões para os quais se deseja um aumento muito grande.

O microscópio composto consta de duas lentes convergentes, associadas entre duas fileiras e colocadas cada uma numa extremidade de um tubo fechado.

Uma delas, denominada objetiva, de pequena distância focal, da ordem de milímetros, é colocada na extremidade inferior do tubo, próxima ao objeto; a outra, denominada ocular, fica na parte superior do tubo; com ela observamos a imagem fornecida pela objetiva. A imagem final é virtual, invertida e maior que o objeto.

c) Luneta astronômica

É utilizada para observação de objetos distantes. Consta de duas lentes convergentes, a objetiva e a ocular. A objetiva tem uma distância focal grande, da ordem de alguns metros. A imagem final fornecida pela luneta é virtual, invertida e ampliada..

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Na luneta terrestre intercala-se uma terceira lente entre a ocular e a objetiva, com a finalidade de tornar a imagem final direita.

Nos telescópios, a objetiva é substituída por um espelho parabólico côncavo, com a vantagem de apresentar menos aberrações que as lentes.

Quando o olho é colocado no foco imagem da luneta astronômica, temos o aumento angular nominal, que é dado por:

GABARITO MÓDULO 9

Exercício 3: p = 120 cm

Exercício 6: a) P’ = 6 cm b) i = -3cm ou i = 3 cm

An = oc obff

Em que:

An = aumento angular nominal f ob = foco da objetiva foc = foco ocular

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MÓDULO 10 ELETRICIDADE

Raios, relâmpagos, trovões

As nuvens de tempestade apresentam-se, em geral, eletrizadas. Através de aviões e sondas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que tais nuvens possuem a parte superior eletrizada positivamente e a inferior, negativamente.

Quando a nuvem se torna excessivamente carregada, ocorre uma descarga elétrica sob a forma de uma grande faísca, que recebe o nome de raio. A luz que acompanha o raio — o relâmpago — resulta da ionização do ar; o som produzido pelo forte aquecimento do ar e sua brusca expansão é o trovão.

A NASA prevê com 30 minutos de antecedência onde o raio vai cair. O processo de descarga elétrica ocorre numa sucessão muito rápida.

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Inicia-se com uma descarga denominada descarga líder, que parte da nuvem até atingir o solo. Seguindo trajetórias irregulares à procura de caminhos que conduzam melhor a eletricidade, a descarga líder tem a forma de uma árvore invertida. Através desses mesmos caminhos, ocorre outra descarga elétrica de grande luminosidade, que parte do solo e atinge a nuvem e é denominada descarga principal. O processo descrito pode acontecer repetidas vezes, num intervalo de tempo extremamente pequeno.

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