Ovulação-fecundação-nidificação-desenvolvimento placentario

Ovulação-fecundação-nidificação-desenvolvimento placentario

(Parte 2 de 3)

Artificial Fertilização In vitro (ICSI)

A técnica de inseminação ICSI, é usada quando o problema de esterilidade é decorrente de oligoespermia acentuada. O espermatozóide é colhido no testículo e, através de micromanipulação, é introduzido no óvulo, espera-se que haja a formação do pré-embrião que será introduzido no útero.

Figura 13 – Fertilização in vitro – visão esquemática da fertilização (desenho esquemático)

Figura 14 - A técnica de inseminação ICSI, é usada quando o problema de esterilidade é decorrente de oligoespermia acentuada.

Figura 15 – Ejaculação - Numa ejaculação são liberados milhões de espermatozóides

Figura 16 - Muco cervical ovulatório cristalizado, observar a forma de folhas de samambáia.

Cristalização do Muco Cervical no Período ovulatório

Muco cervical ovulatório cristaliza-se em forma de folhas de samambáia, é bastante fluido com acentuada filância (Forma fios de cerca de 10 cm) e, só nesta fase, ovulatória é permeável à penetração dos espermatozóides.

Ao encontrar o ovócito secundário uma grande quantidade de espermatozóides penetra na coroa radiada, secretam substância que capacitam o óvulo a tornar-se permeável, porém, apenas um poderá atravessar a zona pelúcida.

Fecundação

União do óvulo com o espermatozóide ocorre, na maioria dos casos, no terço médio da trompa. Um dos numerosos espermatozóides que rodeiam o ovócito secundário atravessa a zona pelúcida, após o que esta se torna impenetrável aos demais.

Figura 17 - Na figura da esquerda se observa a penetração do espermatozóide na da direita o início da divisão celular do ovócito e do polócito(desenho esquemático).

Apenas a cabeça do espermatozóide atravessa a zona pelúcida, o colo e a cauda ficam presos e ficam fora da célula reprodutora feminina. Neste momento se inicia a segunda fase da divisão meiótica e na da direita, ao mesmo tempo em que ocorre a 2ª fase da divisão meiótica do ovócito secundário, acontece a divisão do corpúsculo polar (polócito), apesar dessa última ser uma célula infértil .

Figura 18 - Espermatozóides em torno do óvulo.

Figura 19 - Microfotografia mostrando espermatozóides penetrando na coroa radiada.

Figura 20 – Desenho esquemático. O ovócito secundário dá origem ao 2o corpúsculo polar e ao óvulo enquanto o primeiro corpúsculo formará mais duas células inférteis (desenho esquemático).

Anfimixia – É a união do pronúcleo feminino com o pronúcleo masculino (células aplóides) para recompor o número normal de cromossomas da espécie (célula diplóide). A cabeça do espermatozoide se aproxima do centro do óvulo e em sua massa cromática evidenciam-se os cromossomas, constituindo o pronúcleo masculino, enquanto que a evidenciação dos cromossomas do núcleo do óvulo irá constituir o pronúcleo feminino. O colo do espermatozóide dá origem a dois centrossomas que se colocam entre os dois pronúcleos e vão dirigir a cinética da formação ovular.

Figura 21 - União dos dois pro-núcleos, masculino (núcleo do espermatozóide) e feminino (núcleo do óvulo) para formar a célula ovo (desenho esquemático).

Início da divisão da célula ovo – Logo após se inicia a divisão blastomérica. È interessante notar que a ordenação quanto à cinética do zigoto são uma função masculina.

Figura 22 - Alinhamento dos cromossomas no equador da célula na preparação da duplicação do material genético, constituindo o início da primeira mitose da célula ovo (desenho esquemático).

FASE OVULAR

Migração tubária do ovo –

Após a fecundação do óvulo no terço médio da trompa, o ovo migra em direção à cavidade uterina impulsionado pelos movimentos dos cílios das células da trompa, pela corrente de secreções tubárias e pelo movimento peristáltico da tuba. As secreções tubárias são substâncias importantes também por seu papel nutritivo do ovo durante seu trajeto pela tuba.

Figura 23 - Trajetória da célula ovo até a cavidade uterina, durante a qual, continuam as divisões mitóticas para formação da mórula (desenho esquemático).

Figura 22 - Nas primeiras 12 horas o ovo ainda não sofreu a primeira mitose, porém o processo de divisão já está se desenvolvendo(desenho esquemático).

FASE OVULAR

Duplicação celular, observar que as células filhas herdam parte do citoplasma da célula mãe, havendo uma redução do tamanho da célula. Isto é conseqüência da falta de nutrição externa. Nesta etapa da formação da mórula, as divisões sucessivas do ovo, acarretam a redução a redução progressiva da gigantesca célula ovo às dimensões de uma célula normal do organismo.

Durante este trajeto, o ovo se divide múltiplas vezes e se transforma em a esfera compacta de células, denominada de mórula, alcançando a cavidade uterina por volta do 7º ao 8º dia. Quando o zigoto alcança a cavidade uterina já se encontra no estágio de Blástula ou Blastocisto.

Figura 23 – 1 - Fuso nuclear e duplicação dos cormossomas. 2 - Duplicação celular(desenho esquemático).

Figura 24 - Microfotografia mostrando a primeira divisão nuclear da célula ovo Início da primeira divisão celular, observar a divisão nuclear (Microfotografia).

Figura 25 - Representação esquemática do ovo 30 horas após a fecundação, primeira duplicação celular (desenho esquemático).

FASE OVULAR - Estágio de 2 células

Figura 26 - Duas microfotografias com técnicas diferentes, mostrando o ovo na fase de duas células.

Figura 27 - Desenho esquemático mostrando o estágio tetracelular do ovo nas primeiras 45 horas após a fecundação (desenho esquemático).

FASE OVULAR (60 horas) Estágio de 8 células

Figura 28 - Microfotografia mostrando o ovo na fase de oito células, após as primeiras 60 horas da fecundação.

Figura 29 - Desenho esquemático mostrando o ovo no estágio de 16 células, o que ocorre 72 horas de após fecundação. Esta fase recebe a denominação de Mórula por apresenta a forma semelhante à de uma amora (desenho esquemático).

Figura 30 - Desenho esquemático mostrando a posição do ovo na fase final da mórula. No sexto dia após a fecundação, o ovo já está entrando na cavidade uterina. A mórula é constituída por numerosas células formando uma esfera compacta.

FASE OVULAR – BLASTULA OU BLASTOCISTO

A formação do blastocito se deve à penetração de secreções tubárias e uterinas entre as células da mórula, As células são deslocadas para a periferia, transformando o que era uma esfera compacta em uma esfera oca. Estas secreções promovem a nutrição do ovo, (nutrição tubotrófica e, ao atingir a cavidade uterina, nutrição uterotrófica), permitindo o desenvolvimento e o crescimento do ovo. No sétimo dia o ovo, já sob a forma de blastocisto, o ovo está pronto para penetrar no endométrio (processo de nidação). O ovo já apresenta células diferenciadas, formando dois tecidos diferenciados: o embrioblasto e o trofoblasto.

NIDAÇÃO OU NIDIFICAÇÃO DO OVO

Para facilitar a penetração do ovo na mucosa uterina, há necessidade da persistência do corpo amarelo, cujas secreções irão transformar o endométrio em um tecido nutridor, a decídua. A porção da superfície do ovo (denominada trofoblasto) que fica em contacto com os tecidos maternos tem a propriedade de secretar substâncias semelhantes à tripsina, enquanto que a porção profunda, embrionária, não a possui. Esta camada celular com propriedades corrosivas o ovo, ao passar pelo endométrio, provoque uma histolise local. Essa lise local, permitindo a fixação, a penetração do blastocisto na decídua e sua nutrição.

Figura 31 – Mostra o blastocisto iniciando o processo de nidação (desenho esquemático).

Figura 32 - Fase inicial da nidação: Nesta ta fase o trofoblasto se apresenta sob a forma de dois tecidos: o sinciciotrofoblasto e o citotrofoblasto. O sinciciotrofoblasto através de ação enzimática provoca lise na parede endometrial e penetra no tecido (desenho esquemático).

Figura 34 - Observar que após a penetração do blastocisto o endométrio sofre cicatrização, recobrindo completamente o blastocisto. Este fenômeno de nidação é semelhante a uma semente colocada em um buraco e recoberta de terra, ou seja, o ovo fica plantado no endométrio (desenho esquemático).

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