Destilação Simples

Destilação Simples

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL – UEMS

UNIDADE DE ENSINO DE DOURADOS

CURSO DE FÍSICA

DESTILAÇÃO SIMPLES

DOURADOS-MS

SETEMBRO 2011

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL - UEMS

CARLOS JUPITER ALMEIDA LOPES – 19073

LUCAS NASCIMENTO GONÇALVES - 19085

LUIZ AFFONSO SOUZA FARIA – 19088

DESTILAÇÃO SIMPLES

Relatório apresentado à disciplina de Laboratório Química Experimental do 3° ano, curso de Físca, sob orientação do Prof. Mst. Clauber Dalmas Rodrigues.

DOURADOS-MS

SETEMBRO 2011

  1. INTRODUÇÃO

A purificação de substâncias é um processo muito importante em laboratórios de

química e indústrias. Os compostos orgânicos nem sempre são obtidos na sua forma pura, sendo freqüentemente acompanhados de impurezas. Um dos processos utilizados na purificação de compostos orgânicos líquidos é a destilação, na qual a técnica baseia-se nas diferenças entre temperaturas de ebulição das substâncias. O fracionamento do petróleo, a obtenção de álcoois e a extração de essências são apenas alguns exemplos dos processos em que a destilação é empregada na indústria.

Existem diferentes técnicas para a destilação de compostos a partir de uma mistura. A destilação simples é a técnica mais utilizada e mais importante para a separação de líquidos (MARAMBIO, 2007). É muito utilizada para separar dois ou mais líquidos que tenham pontos de ebulição diferentes, ou impurezas não voláteis presentes na solução. Em outras palavras, trata-se da evaporação de um líquido mais volátil seguido do esfriamento do vapor para promover sua condensação em outro recipiente. Quando uma substância pura é destilada à pressão constante, a temperatura do vapor permanece constante durante a destilação. O mesmo comportamento é observado com misturas contendo um líquido e uma impureza não-volátil, uma vez que o material condensado não se encontra contaminado com a impureza.

Misturas contendo líquidos voláteis se comportam de maneira diferente. Durante a destilação, a fase líquida se enriquece cada vez mais no componente menos volátil, refletindo em um aumento gradual do ponto de ebulição da mistura.

  1. OBJETIVO

Aplicar a técnica de destilação simples como método de purificação de compostos orgânicos em uma amostra de água com sal, a fim de separar o sal presente na mistura.

  1. METODOLOGIA

No desenvolvimento deste procedimento experimental, foram usados os métodos, materiais e equipamentos descritos abaixo.

    1. MATERIAIS E REAGENTES

      1. Materiais

  • Duas mangueiras;

  • Termômetro;

  • Funil;

  • Frasco de destilação;

  • Adaptadores;

  • Becker de 50 ml e 100 ml;

  • Tubo de ensaio;

  • Suporte;

  • Manta aquecedora;

  • Fogareiro;

  • Pedras de Vidro ou Porcelana.

      1. Reagentes

  • Água H₂O (H₂O);

  • Cloreto de sódio – sal de cozinha (NaCl);

  • Nitrato de Prata (AgNO₃).

    1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Adicionou-se dentro do balão de destilação 30ml da amostra de água, sal e nitrato de prata. Montou-se o sistema de destilação simples (Figura 1), onde verificou-se se todas as conexões se encontravam bem ajustadas e adaptou-se um termômetro na parte superior da junta de vidro. Abriu-se o registro de água para que um fluxo de água passasse lentamente pelo condensador.

Em seguida começou-se o aquecimento do balão, até que o líquido com menor ponto de ebulição começou a evaporar. Ao passar pelas paredes reesfriadas do condensador, o vapor desse líquido se condensou e caiu no béquer.

Após o recolhimento do primeiro líquido, continuo-se o aquecimento e a temperatura continuo a subir, até um momento em que ela ficou novamente constante e o segundo líquido, com ponto de ebulição maior, começou a evaporar e se condensar, sendo recolhido em outro béquer.

Fig. 1- ilustração da montagem do experimento

  1. RESULTADOS

Após ter feito o experimento conforme explicado no procedimento foi feito dois testes para verificar se os resultados do experimento e os resultados foram satisfatórios. Para testar se após a destilação a água estava pura, primeiro pegamos uma gota da água após a destilação e, com o auxilio de um arame, colocamos a água sobre o fogareiro, e como a solução estava pura, ou seja, sem cloreto de sódio, a chama continuou na mesma cor, se tivesse a presença de cloreto de sódio a chama mudaria de cor.

Uma questão que foi observada desde o início foi relativo ao uso das pérolas de vidro, que elas servem para evitar a ebulição tumultuosa de um líquido durante a destilação sob pressão atmosférica. Estas dentro da solução se aquecem e liberam pequenas bolhas que ajudam a promover uma ebulição mais regular. Essas pérolas podem ser de vidro ou porcelana.

E para fazer o segundo teste, misturamos um pouco de água destilada com nitrato de prata (AgNO₃), e se a solução ficasse com uma cor “leitosa” indicaria que a água estava impura, mas não houve essa reação, indicando que a destilação havia sido feita com sucesso.

  1. CONCLUSÃO

O processo de destilação operado neste experimento, apesar da simplicidade da técnica, obteve um resultado satisfatório, porém há de se considerar em qualquer processo de destilação operado com fins comerciais ou de pesquisa, controles mais rigorosos da temperatura de ebulição e da saída do líquido do condensador. A importância dos balanços de energia bem como de massa é indispensável para dimensionar o sistema de aquecimento e o consumo de combustível. O controle da temperatura é importante também para evitar que ocorra a evaporação do líquido menos volátil,que não se quer presente no destilado.

  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atkins,P. W. Princípios da Química:questionando a vida moderna e o meio ambiente. Trad. Ricardo Bicca.- 3ed.- Porto Alegre: Bookman,2006 p. 70-71.

http://www.qmc.ufsc.br/organica( acessado dia 04/09/2011 as 22h e 15h).

DOMINGUINI. L. Aula 06 – Processos de Separação de Misturas. Apostila de Aulas Práticas. Laboratório de Química Farmácia/UNESC. Criciúma, Agosto, 2010.

MARAMBIO,O.G., Métodos Experimentales en Química Orgânica. Pizarro DC.1a Ed. UTEM, , Mayo 2007 .Editorial Universidad Tecnológica Metropolitana.

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