Tendências da Arquitetura Moderna

Tendências da Arquitetura Moderna

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Agradecimento3
Introdução4
Desenvolvimento5
1.1. Generalidades5

I. Breve Historial sobre Arquitectura Moderna 5 1.2. Origem do Movimento Moderno 1.3. Principais Características do Movimento Moderno 1.4. Principais Arquitectos do Movimento Moderno 1.4.1. Le Corbusier 1.4.1.1. Literatura 1.4.1.2. Projectos Importantes 1.4.1.3. Cronologia 1.4.2. Ludwig Mies van der Rohe 1.4.2.1. Literatura 1.4.2.2. Projectos Importantes 1.4.3. Walter Gropius 1.4.3.1. Literatura: 1.4.3.2. Projectos Importantes 1.4.4. Frank Lloyd Wright 1.4.4.1. Literatura 1.4.4.2. Projectos Importantes 1.4.4.3. Cronologia 1.4.5. Philip Johnson: 1.4.6. Marcel Breuer: 1.4.6.1. Bauhaus: 1.4.6.2. Projectos Importantes: 1.5. Marcos do Modernismo Moderno: 1.6. International Style: 1.7. Arquitectura Orgânica:

I. CIAM - Congressos Internacionais da Arquitectura Moderna

1.8. 9. Conclusões 1.9. 10. Bibliografia

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Agradecimento

A realização deste trabalho só foi possível graças ao apoio e dedicação de todos professores, que durante o curso souberam nos capacitar em conhecimentos nas diversas disciplinas do curso, principalmente nas diversas cadeiras de História de Arquitectura. Agradeço os meus colegas pelo apoio, dedicação, irmandade e espírito de equipa que tiveram durante os últimos anos, agradeço também a todos aqueles que directa ou indirectamente contribuíram para a execução deste trabalho.

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Introdução:

Chama-se Arquitectura Moderna ao conjunto de movimentos e escolas arquitectónicas que vieram a caracterizar a arquitectura produzida durante grande parte do século X (especialmente os períodos entre as décadas de 20 e 60), inserida no contexto artístico e cultural do Modernismo.

As origens do ideário moderno encontram-se nos estudos feitos principalmente pela Bauhaus, na Alemanha; por Le Corbusier, na França e por Frank Lloyd Wright nos EUA. No entanto, muitos historiadores da arquitectura (como Leonardo Benevolo e Nikolaus Pevsner) traçam a génese histórica do moderno em uma série de movimentos ocorridos em meados do século XIX, como o arts & crafts.

Um dos princípios básicos do modernismo era renovar a arquitectura de modo a rejeitar toda a arquitectura anterior ao início do movimento - fato posteriormente questionado pelos pós-modernistas.

Considera-se genericamente que tenham existido duas grandes vertentes do movimento moderno: o International style, de origem europeia; e a arquitectura orgânica de origem americana.

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Desenvolvimento

I. Breve Historial Sobre Arquitectura Moderno. 1.1. Generalidades:

É muito comum dividir o movimento moderno em duas grandes linhas: o organicismo (tendo em Frank Lloyd Right seu principal nome) e o funcionalismo. Do funcionalismo surgem novas tendências, sendo a mais abrangente o international style.

As raízes do International Style se encontram nas obras e idéias de Le Corbusier e da Bauhaus. Como o modernismo, de uma forma geral nega referências históricas na arquitectura (considerando-as principalmente como ornamento, e portanto, desnessecário), a produção que começou a ser realizada pelos arquitectos modernos podia facilmente se adaptar às necessidades de todos os países (o que efectivamente aconteceu), daí o carácter internacional do movimento.

Os CIAM também foram importantes na formalização do movimento e de seus ideais.

É importante também destacar que, apesar do style, este movimento não pretendia revestir-se de um estilo (com um conjunto de elementos que poderiam ser exaustivamente copiados). Críticos contemporâneos do funcionalismo, no entanto, alegam que com o passar do tempo o international style tornou-se um estilo de facto, contrariando seus ideais originais: é o fenômeno da estilização do modernismo, ocorrido principalmente nas décadas de 60 e 70. Alega-se também que esta estilização continua em curso principalmente na arquitectura brasileira.

A origem do termo se encontra no título de um livro publicado em 1932 por

Henry-Hussel Hitchcock e Philip Johnson. No mesmo ano a Exposição Internacional de Arquitectura Moderna no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque contribuiu para a divulgação do movimento, tornando-o uma das tendências dominantes da arquitectura do século X.

1.2. Origem do Movimento Moderno:

É possível traçar linhas evolutivas nas quais pode-se encontrar a génese da arquitectura moderna. O que une as três linhas é o fato de que elas terminam naquilo que é chamado de movimento moderno na arquitectura, considerado o clímax de uma trajectória histórica que desembocou na arquitectura realizada na maior parte do século X.

A primeira linha é a que leva em consideração que o ideário arquitectónico moderno está absolutamente ligado ao projecto da modernidade, e, em particular, à visão de mundo iluminista. Esta linha localiza o momento de génese na arquitectura realizada com as inovações tecnológicas obtidas com a Revolução Industrial e com as

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Universidade Privada de Angola (U.P.R.A.) História da Arquitectura diversas propostas urbanísticas e sociais realizadas por teóricos como os socialistas utópicos e os partidários das cidades-jardins. Segundo esta interpretação, o problema estético aqui é secundário: o moderno tem muito mais a ver com uma causa social que com uma causa estética.

A segunda linha leva em consideração as alterações que se deram nos diversos momentos do século XIX com relação à definição e teorização da arte e de seu papel na sociedade. Esta interpretação dá especial destaque ao movimento Arts & crafts e à art noveau de uma forma geral, consideradas visões de mundo que, ainda que presas às formas e conceitos do passado, de alguma forma propunham novos caminhos para a estética do futuro.

A terceira linha normalmente a mais comum entendida como sendo a base do modernismo, é a que afirma que a arquitectura moderna surge justamente com a génese do movimento moderno, sendo as interpretações anteriores apenas consequências desta forma de pensamento. A arquitectura moderna surge, portanto, com as profundas transformações estéticas propostas pelas vanguardas artísticas das décadas de 10 e 20, em especial o Cubismo, o Abstraccionismo (com destaque aos estudos realizados pela Bauhaus, pelo De Stijl e pela vanguarda russa) e o Construtivismo.

1.3. Principais Características do Movimento Moderno:

Apesar de ser um momento multifacetado da produção arquitectónica internacional, o Modernismo manifestou alguns princípios que foram seguidos por um sem-número de arquitectos, das mais variadas escolas e tendências.

A primeira e mais clara característica foi a rejeição por parte dos modernos do repertório formal do passado e a aversão deles à ideia de estilo. Conjuntamente às vanguardas artísticas que manifestavam-se no período de génese do moderno (décadas de 1920 e 1930), havia no ar um sentimento de construção que levaria à criação e ao estudo de espaços abstractos, geométricos e mínimos. Os modernos viam no ornamento, um elemento típico dos estilos históricos, um inimigo a ser combatido: produzir uma arquitectura sem ornamentos tornou-se um desafio constante.

Outras características importantes eram as ideias de industrialização, economia e a recém-descoberta noção do design. Acreditava-se que o arquitecto era um profissional responsável pela correcta e socialmente justa construção do ambiente habitado pelo homem, carregando um fardo pesado. Os edifícios deveriam ser económicos, limpos e úteis.

Duas máximas (Frases) marcaram o período moderno: 1º Menos é mais frase cunhada pelo Arquitecto Mies Van der Rohe.

2º A forma segue a função "Form follows function", frase do Arquitecto prós moderno Louis Sullivan, também traduzida como Forma é função.

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Estas sentenças sintetizam bem o ideário moderno, ainda que em vários momentos tenham sido confrontadas.

Le Corbusier foi dos que mais contribui para o movimento sobretudo para a formulação de uma nova linguagem arquitectónica para o século X assentes em 5 pontos principais:

1- Construção sobre pilotis: ao tornar todas as construções suspensas, crio-se no ambiente urbano uma perspectiva nova. Uma inédita relação do interno – externo com o observador e morador. 2- Terraço – jardim: não mais os telhados do passado. Com o avanço técnico do betão armado seria possível aproveitar a última laje da edificação como espaço de lazer. 3- Planta livre da estrutura: a definição dos espaços internos não mais estaria atrelada à concepção estrutural. O uso de sistemas viga-pilar em grelhas ortogonais geraria a flexibilidade necessária para a melhor definição espacial interna possível. 4- Fachada livre da estrutura: consequência do tópico anterior. Os pilares devem ser projectados internamente às construções, criando recuos nas lajes de forma a tornar o projecto das aberturas mais flexível. Deveriam ser abolidos quaisquer resquícios de ornamentação. 5- Janela em fita: a uma certa altura, de um ponto ao outro da fachada, de acordo com a melhor orientação solar.

1.4. Principais Arquitectos do Movimento Moderno:

A lista abaixo não limita seus nomes a este movimento. Ao longo de suas carreiras, cada um destes arquitectos adoptou uma linguagem própria e independente.

Le Corbusier; Ludwig Mies van der Rohe;

Walter Gropius;

Marcel Breuer;

Philip Johnson;

Frank Lloyd Wright.

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1.4.1. Le Corbusier:

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