Doenças da mangueira

Doenças da mangueira

(Parte 1 de 2)

Curso: Agronomia Disciplina: Fitopatologia Aplicada Professor: Bruno Sérgio Vieira

DOENÇAS DA MANGUEIRA Helton Massao Isewaki

PATOS DE MINAS 2011

Helton Massao Isewaki

Trabalho apresentado como requisito parcial de avaliação na disciplina Fitopatologia Aplicada do curso de Agronomia do Centro Universitário de Patos de Minas, sob orientação do(a) professor(a) Bruno Sérgio Vieira.

PATOS DE MINAS 2011

1. INTRODUÇAO……………………………………………………2
2. FATORES QUE PREDISPOEM A MANGUEIRA A DOENCAS3
3. MONITORAMENTO DE DOENÇAS DA MANGUEIRA5
3.1 ANTRACNOSE6
3.2 OIDIO7
3.3 MORTE DESCEDENTE8
3.4 MALFORMAÇÃO VEGETATIVA E FLORAL – EMBONECAMENTO9
3.5 SECA DA MANGUEIRA10
3.6 PODRIDOES PEDUNCULARES10
3.7 MANCHA ANGULAR1
4. CONCLUSAO12

SUMÁRIO 5. REFERENCIAS.................................................................................................12

1. INTRODUÇÃO

A produção de frutas tem aumentado consideravelmente em todo o mundo, haja vista a mudança de hábitos de uma alimentação mais sadia (TAVARES, 2002). Segundo o mesmo autor a manga figura como uma importante fruta de valor comercial em diversas regiões do mundo, principalmente as tropicais.

As doenças da mangueira têm um importante papel na irregularidade produtiva dos pomares. Além da produtividade, as doenças também afetam a qualidade dos frutos, fato extremamente importante quando a produção se destina a exportação (RIBEIRO, 2005). O autor complementa que para uma produção e qualidade elevadas são obtidas com controle eficiente das principais moléstias e que para isso é necessário um conhecimento adequado dos sintomas que produzem bem como bem como as condições favoráveis ao seu aparecimento permitido, através do uso racional dos defensivos agrícolas e assim otimizar os controles fitossanitários.

No empenho de atender às exigências mundiais de que a boa aparência e qualidade das frutas se alie ao menor uso de agrotóxicos, a fruticultura de exportação vem valorizando a adoção de práticas adequadas de manejo do pomar como parte integrante de um sistema de prevenção contra pragas e doenças da manga.

A preocupação com a sobrevivência do homem e do planeta Terra levou as organizações mundiais como a ONU-FAO a buscarem alternativas de preservação ambiental em todos os segmentos industriais e culturais, criando normas para gestão e monitoramento ambiental. Assim, surgiu a proposta da Produção Integrada de Frutas – PIF para o setor agrícola (TAVARES, 2002), que busca uma atividade frutífera com redução de custos, diminuindo o número de aplicações de defensivos através do monitoramento com adoção de medidas preventivas e curativas.

O ambiente, o hospedeiro (mangueira), a ação dos vetores e do homem, e os patógenos constituem os quatro elementos fundamentais, responsáveis pela ocorrência de problemas fitossanitários e por sua incidência e gravidade.

Esse trabalho tem como objetivo adquirir conhecimentos das doenças que afetam a mangicultura e tomar conhecimentos dos patógenos e seu controle, assim como saber as condições favoráveis para esses patógenos.

2. FATORES QUE PREDISPOEM A MANGUEIRA A DOENCAS

Zambolim e Junqueira citam em uma publicação os fatores que afetam a cultura da manga quanto a susceptibilidade à doenças. i) clima: os fatores do clima que mais se relacionam com a incidência e a severidade das doenças na manga são: temperatura, precipitação pluviométrica, umidade relativa, duração do molhamento foliar e ventos fortes i) solo – impedimento físico: solos com deficiência de drenagem e com impedimentos físico devem ser evitados, pois o acúmulo de umidade favorece patógenos habitantes do solo como patógenos habitantes do solo como Phytophthira e Pythium. i) solo - impedimento químico: solos ácidos devem ser corrigidos de acordo com a exigência da cultura, antes da implantação com análise de solo a cada dois anos para eventual correção. Excesso de pH, indisponibiliza a maioria dos micronutrientes alterando a fauna e flora do solo e pode tornar as plantas suscetíveis a determinadas doenças. iv) qualidade de mudas: a qualidade genética ou fitossanitária da muda reflete diretamente na qualidade e no sucesso do pomar. As mudas podem disseminar doenças que podem inviabilizar o pomar como nematóides, bactérias, fungos de solos e doenças foliares. Dessa forma, o produtor deve exigir o certificado fitossanitário de origem. v) uso de porta-enxerto suscetível às doenças. vi) cultivares de suscetíveis a doenças e não adaptadas à região: o produtor deve levar em conta a condição climática e do solo, a altitude e os estágios fenológicos da planta. Doenças que tem alvo flores ou frutos, a variedade escolhida deve florar ou produzir em épocas secas e ou frias, mesmo que haja necessidade de podas programadas. vii) monocultura: a monocultura facilita a proliferação e a disseminação de doenças. Sistemas de policultivos ou sistemas de cultivos integrados ou consorciados entre culturas diferentes ou entre cultivares geneticamente heterogêneas, diversificam e aumentam as populações de vertebrados, artrópodes não pragas e de microorganismos não patogênicos no rizoplano e fitoplano.

viii) método do sistema de irrigação: o sistema de aspersão ou pivô central não é adequado para fruteiras por molhar a parte aérea da planta, acarretando em problemas na polinização e aumentando a incidência de doenças. ix) orientação do pomar em relação à posição do sol e ventos: plantios no sentido norte-sul provocam queimadura dos frutos, pois ficam sujeitos ao sol da tarde, aumentando a incidência de doença. x) deficiência de matéria orgânica: a utilização constante de defensivos e adubos químicos acidifica, saliniza, mineraliza e esteriliza parcialmente o solo, reduzindo a população de microorganismos benéficos na rizosfera. xi) espaçamento inadequado: espaçamento muito adensados favorecem a incidência de doenças e dificultam o controle. xii) época inadequada de plantio: no plantio efetuado durante o período seco, as plantas desenvolvem sadias e atingem rapidamente a fase adulta, tornando-se mais tolerantes a doenças. xiii) desconhecimento da epidemiologia das doenças: conhecer o ciclo e a epidemiologia e de extrema importância no seu controle e na redução do uso de agroquímicos. A eliminação de restos de cultura visa diminuir a densidade do inóculo primário da doença. xiv) ausência de podas de formação e condução: as podas devem ser efetuadas para formar copas com arquitetura desejável para a colheita e tratos fitossanitários e para permitir maior arejamento no interior da copa, diminuindo a incidência de doenças. xv) ausência de podas de limpeza: deve ser feita para eliminar os galhos secos e doentes que servem como fonte de inóculo de doenças e hospedeiros de brocas. xvi) fertilizantes empregados incorretamente: a mangueira possui sistema radicular simples e pouco eficaz, dessa forma, quando aplicados em quantidades de uma vez só, os fertilizantes acidificam e salinizam o solo, provocando estresse na planta. Pode haver um desequilíbrio nutricional na planta, predispondo ao ataque de patógenos. xvii) pH da rizosfera: o uso constante de fertilizantes nitrogenados à base de uréia e sulfato de amônio na rizosfera abaixa consideravelmente o pH do solo. Dessa forma a planta reduz ou cessa a absorção de outros elementos essenciais provocando um desequilíbrio nutricional.

xviii) desconhecimento dos fatores climáticos que predispõe a doenças: a prevenção de doenças em função das condições climáticas é de extrema importância para o seu controle e para a redução da quantidade de defensivos a ser aplicada. xix) pH da água usada nas pulverizações: a maioria dos defensivos disponível no mercado é mais eficaz em pH em torno de 5,0. Em muitos casos, a água utilizada tem pH acima de 6,0, o que diminui consideravelmente o sucesso no controle da doença. x) falta de conhecimento no uso de herbicidas: o mau uso de herbicidas pode provocar prejuízos e aumentar incidências de doenças em fruteiras. xxi) uso indiscriminado de agroquímicos: o uso indiscriminado de agroquímicos pode provocar atrofobiose e efeitos iatrogênicos como nanismo, enfezamento, clorose, amarelecimento, baixo índice de vingamento de flores e frutos pequenos nas plantas. xi) pulverizações feitas com equipamentos e bicos inadequados e ou desregulados: estima-se que 90% dos pesticidas aplicados não atinjam o alvo. No caso da manga, recomenda-se que as pulverizações sejam feitas diretamente sobre frutos e flores. xi) redução da população de inimigos naturais e predadores: o manejo ecológico de doenças e pragas mantém em equilíbrio a população de inimigos naturais e predadores no ambiente. xxiv) controle de erosão dentro do pomar: a erosão empobrece o solo em nutrientes e matéria orgânica. xxv) cuidados durante a colheita, transporte e no armazenamento das frutas: ferimentos provocados servem de porta de entrada para fungos apodrecedores.

3. MONITORAMENTO DE DOENÇAS DA MANGUEIRA

As doenças mais importantes da mangueira são a antracnose, oídio, podridão peduncular do fruto e podridão-seca-dos-ramos, seca da mangueira, mancha angular, malformação da mangueira e colapso interno do fruto. A seguir, são descritas medidas de controle para as principais doenças.

3.1 ANTRACNOSE

A antracnose é encontrada em todas as áreas produtoras de manga do mundo, cariando a gravidade de sua infestação com os níveis de umidade do ambiente, e se constitui uma das mais importantes doenças da mangueira na pré e pós-colheita. Sua importância econômica é ressaltada em todas as regiões com clima favorável.

Essa doença é causada por Colletotrichum gloeosporioides, fungo patogênico que sobrevive em tecidos vivos ou mortos, principalmente dobre frutos caídos no solo, em hospedeiros silvestres e em outras culturas como o mamoeiro, abacateiro e cajueiro. O patógeno é disseminado principalmente pelo vento e por respingos de chuva, penetrando na planta através das aberturas naturais e por ferimentos ou por permanecer inerte nos órgãos da planta até que ocorram as condições favoráveis de alta temperatura e umidade relativa.

Os sintomas ocorrem em ramos, folhas, flores e frutos em suas várias fases fenológicas, expresso por manchas ou lesões escuras e deprimidas na superfície dos órgãos afetados. As folhas afetadas apresentam manchas marrons, de forma e tamanho irregulares. No raque da inflorescência e nas suas ramificações, aparecem manchas de coloração marrom-escura, profundas e secas, alongadas no sentido longitudinal destruindo o grande número de flores. As flores afetadas enegrecem e secam no pedúnculo, prejudicando a frutificação de toda a panícula. Quando ocorrem em frutos novos, estes podem não vingar ou cair prematuramente, ou pode permanecer em latência sem a expressão de sintomas até que os frutos amadureça.

A intensidade da doença varia conforme o período de prevalência de condições climáticas ideais, temperatura >20ºC e UR >70%.

A amostragem deve ser feita semanalmente durante todo o ciclo fenológico da cultura, em folhas, frutos, inflorescência amostrando plantas ao acaso onde se avalia 40 folhas por planta quanto a presença de sintomas em folhas de oito ramos, sendo dois por quadrante na planta, fazendo uma observação de cinco folhas do último fluxo e de cinco folhas do penúltimo fluxo de ramo. Na inflorescência serão avaliados oito panículas por planta sendo duas por quadrante, considerando a presença de sintomas e nos frutos serão avaliados oito frutos por planta, sendo dois por quadrante e em panículas distintas, considerando a presença de sintomas.

Quando o percentual de infecção na área monitorada for ≥10% de folhas com sintomas, estando a planta sem flores ou ≥5% estando a planta com flores e frutos, e quando ≥5% de inflorescência ou de frutos, com umidade relativa ≥70% e temperaturas amenas de 20 a 25ºC por períodos contínuos é recomendado acionar as medidas de controle.

O controle deve ser feito por meio de uma associação de métodos culturais e químicos. Maior espaçamento e podas de limpeza são exemplos de controle cultural. Pulverizações com fungicidas cúpricos (calda bordalesa, oxicloreto de cobre) e orgânicos (zineb, maneb, captan) semanalmente tem mostrado eficiência no controle da antracnose, tomando o cuidado de evitar os cúpricos na fase de pré-florescimento. Uso de fungicidas sistêmicos (benomyl, tiofanato metílico, tebuconazole, mancozeb) também tem mostrado eficiência no controle de antracnose. De uma maneira geral, os tratamentos são iniciados logo após o intumescimento das gemas florais, prosseguindo até que os frutinhos estejam bem formados, realizando a continuidade do controle caso necessário. Frutos destinados à exportação precisam de um tratamento pós-colheita que consiste na imersão dos frutos em uma solução fungicida a 55ºC durante 5 minutos com benomyl ou procloraz, adicionando um espalhante adesivo. Algumas variedades não suportam o tratamento térmico, aplicando-se então um banho com os mesmos defensivos.

3.2 OIDIO

Esta doença está disseminada em várias regiões produtoras de manga do mundo. Nas áreas semi-áridas irrigadas, o oídio pode ocorrer durante todo o ano, devido às condições climáticas totalmente favoráveis o ano inteiro, principalmente no segundo semestre, uma vez que sua ocorrência é favorecida por ambiente seco e temperaturas amenas. Sua importância econômica é ressaltada pelo fato de ocorrer com maior incidência na época de pleno florescimento e frutificação, fases vitais para o cultivo da mangueira.

O oídio é causado por Oidium mangiferae, fungo patogênico encontrado apenas nos tecidos vegetais vivos e suscetíveis do hospedeiro. A disseminação do fitopatógeno se dá pelo vento e insetos, enquanto que a penetração na planta ocorre através das aberturas naturais, parasitando as células epidérmicas de onde são retiradas as substâncias nutritivas de que necessita para se desenvolver.

Os sinais podem ser observados nas folhas, inflorescências e frutos novos, caracterizados pela presença de estruturas do fungo sobre a estrutura vegetal, visíveis a olho nu, na forma de intenso crescimento pulverulento de cor branca que em seguida deixa a área afetada com aspecto ferruginoso. Sua presença sobre os pedúnculos torna estes finos e quebradiços, favorecendo a queda e a entrada de outros patógenos como os responsáveis pela antracnose pela podridão peduncular. A amostragem de folhas e flores deve ser feita semanalmente, durante todo o ciclo fenológico da cultura.

Quando o percentual de infecção constatado na área monitorada dor ≥10% de folhas com sintomas, estando a planta sem flores ou ≥5% estando a planta com flores ou frutos e quando ≥5% de inflorescência com sintomas, serão acionadas medidas de controle. Assim quando forem constatadas condições climáticas com temperatura em tornos de 25ºC, UR ≥60% com molhamento foliar e período sem chuva.

Pulverizações quinzenais, começando antes da abertura das flores até o início da frutificação, com fungicida específico, como o quinometionato tem oferecido bons resultados, assim como o enxofre, o tebuconazole, fenarimol, triadimenol, procloraz, benomyl, pirazofos, tiofanato metílico e triforine também são eficientes no controle desta moléstia.

3.3 MORTE DESCEDENTE

Esta doença reduz a vida produtiva das plantas, afeta a produção e aumenta os custos. Esta doença é causado por Botryodiplodia theobromae, fungo patogênico que sobrevive em tecidos vegetais vivos ou mortos caídos no solo do pomar. O fungo é disseminado pelo vento, insetos e instrumentos de poda e penetra na planta através de aberturas naturais e principalmente por ferimentos. Altas temperaturas e umidade relativa amena são condições para sua infecção, não sendo sistêmico, ou seja, sua infecção é localizada e progressiva, destruindo célula por célula até penetrar no interior do lenho.

Os sintomas podem ser observados em todos os órgãos da planta e em qualquer estádio fenológico da cultura. Na planta adulta aparecem podridões secas, que iniciam nos ponteiros da copa, principalmente na panícula de frutificação anterior, progredindo para os ramos, atingindo as gemas vegetativas, fazendo a planta reagir emitindo exsudados gomosos de coloração claro a escura. Em seguida, observa-se a morte dos ramos com folhas de coloração palha e com pecíolo escurecido ou necrosado com sinais do fungo ou micélio expressado por um pó acinzentado. Na inflorescência provoca a morte de flores que ficam secas podendo ficar aderidas na panícula ou caírem no solo. Nos frutos causa necrose do pedúnculo, podendo levar a queda do fruto. A amostragem deve ser realizada semanalmente e durante todo o ciclo fenológico da cultura, em folhas ramos, inflorescência e frutos.

A utilização de mudas sadias sem sinais de lesões ou cancros na região da enxertia é a primeira medida preventiva de controle. Podas sistemáticas de limpeza do pomar, com queima de todo material infectado reduzem o potencial de inóculo. Após as podas e anelamentos, os ferimentos devem ser protegidos com pasta cúprica seguida de uma pulverização imediata com tiabendazole ou benomyl para impedir novas infecções do patógeno.

3.4 MALFORMAÇÃO VEGETATIVA E FLORAL – EMBONECAMENTO

A malformação vegetativa e floral constitui um sério problema da mangueira devido aos prejuízos que acarretam na produção, uma vez que o fungo afeta as inflorescências e as brotações vegetativas da mangueira, aumentando os níveis endógenos de substâncias reguladoras de crescimento principalmente a giberelina.

Esta doença é causada por Fusarium subglutinans, fungo patogênico que sobrevive em tecidos vivos ou mortos caídos no chão. Sua disseminação ocorre por ácaros, insetos e instrumentos de poda, penetrando na planta por ferimentos. Temperaturas amenas favorecem a infecção, apresentando menor incidência em variedades de floração tardia.

Os sintomas podem ser observados em inflorescências e nas brotações vegetativas da mangueira, caracterizados por displasia que provoca uma superfloração e dano na morfologia floral, ficando a inflorescência muito compacta e com flores improdutivas. As inflorescências afetadas geralmente não produzem frutos e, quando produzem, podem perdê-los prematuramente. A inflorescência malformada de início apresenta um crescimento vigoroso, mas em seguida, as flores secam e permanecem fixas na planta por longo tempo servindo de abrigo de ácaros, responsáveis pela disseminação do patógeno. As mudas e plantas afetadas por essa anomalia tem seu crescimento retardado e em geral dão origem a futuras plantas com inflorescências malformadas.

A eliminação periódica de brotos e inflorescências malformadas resulta numa gradativa redução do problema dentro do pomar. A poda deve ser feita 20 cm abaixo da panícula malformada. Os ramos que apresentam continuamente malformação floral devem ser eliminados a partir do nó pela primeira vez que apresentou o sintoma. Todo o material podado deve ser retirado da plantação e queimado. A implantação do pomar deve ser feito com mudas comprovadamente sadias. O exame visual das plantas mostra facilmente as plantas com malformação vegetativa, que devem ser eliminados do viveiro.

3.5 SECA DA MANGUEIRA

A seca da mangueira é uma doença que só ocorre no Brasil, não sendo observado em outros países. A doença é causado por Ceratocystis fimbriata. O primeiro sintoma da moléstia é a perda de coloração verde-escura da folhagem em alguns setores da copa, seguida de murcha das folhas. As folhas secam adquirindo coloração palha, ficando muito tempo presas aos ramos. Com o tempo, as folhas caem deixando o galho desfolhado e seco. O fungo só penetra na parte aérea da planta através de ferimentos, condição esta não necessária quando a infecção começa pelas raízes. Hypocryphalus mangiferae é considerado o inseto vetor primário do agente da seca da mangueira, sendo a única broca específica da mangueira.

As medidas de controle consiste na eliminação e queima dos materiais contaminados e controle do besouro vetor da doença, quando se trata de sintomas na parte área. Quando os sintomas provém do sistema radicular, o melhor meio de controle é o uso de porta-enxerto resistentes à doença.

3.6 PODRIDOES PEDUNCULARES

Condições de chuvas e altas temperaturas na época da colheita d manga favorecem as podridões que afetam o pedúnculo e a porção basal da fruta, causando sérios prejuízos no transporte, armazenamento e exportação da manga, pois os tratamentos pós-colheita não tem sido eficientes para controlá-las. Vários fungos estão envolvidos nestas podridões, sendo os principais deles o Diplodia natalensis e Diaporthe citri. Esses organismos, geralmente, necessitam ferimentos para iniciarem o apodrecimento, além de poderem causar queda prematura dos frutos no campo.

Para controlar ou diminuir a incidência dessas podridões recomenda-se que os frutos sejam manuseados com cuidado para evitar ferimentos, devendo ser levado rapidamente para as câmaras frias. Evitar quebrar os pedicelos e proteger com fungicidas, geralmente os mesmos recomendados para controle de antracnose.

3.7 MANCHA ANGULAR

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