Sinais Vitais e Unidade do Paciente

Sinais Vitais e Unidade do Paciente

Associação Teresinense de Ensino-ATE Faculdade SANTO AGOSTINHO-FSA DISCIPLINA:TEORIAS E PRÁTICAS EM ENF. PROF.(A):MAGDA ROGÉRIA

SINAIS VITAIS E UNIDADE DO PACIENTE

COMPONENTES:

  • Ana Caroline Mendes

  • Carla Fernanda

  • Daniela Rufino

  • Ydaiana

  • Maria do Espírito Santo

SINAIS VITAIS

  • Os sinais vitais são indicadores das funções vitais e podem orientar o diagnóstico inicial e o acompanhamento da evolução do quadro clínico do paciente. São eles: Pressão arterial; Pulso; Respiração e Temperatura. Os sinais vitais são medidos para estabelecer os padrões basais, observar tendências, identificar problemas fisiológicos e monitorar a resposta do paciente ao tratamento.

  • PRESSÃO ARTERIAL:é um parâmetro de suma importância na investigação diagnóstica, sendo obrigatório em toda consulta de qualquer especialidade. É medida com a utilização do esfigmomanômetro e do estetoscópio.

  • VALORES NORMAIS DA PRESSÃO ARTERIAL

Os valores máximos estabelecidos pelo Consenso

Brasileiro da Sociedade Brasileira de Cardiologia

par indivíduos acima de 18 anos é de 140/90 mmHg.

A pressão arterial sistólica como a diastólica podem

estar alteradas isolada ou conjuntamente.

SINAIS VITAIS

  • PULSO:A palpação do pulso é um dos procedimentos clínicos mais antigos da prática médica, e representa também um gesto simbólico, pois é um dos primeiros contato físico entre o médico e o paciente.

  • Normalmente faz-se a verificação do pulso sobre a artéria radial. Quando o pulso se apresenta muito filiforme, artérias mais calibrosas como a carótida, femoral poderão facilitar o controle.

  • Frequência: Varia de acordo com a idade e o sexo. É importante que se tenha um registro cronológico da frequência do pulso.

Valores normais: - Recém nascido: 120 - 160 - Lactente: 100 - 120 - Segunda infância e adolescência: 80 - 100 - Adulto: 60 - 100

SINAIS VITAIS

  • TEMPERATURA:Existem vários fatores que influenciam no controle da temperatura corporal, sendo influenciada por meios físicos e químicos e o controle feito através de estimulação do sistema nervoso. A temperatura reflete o balanceamento entre o calor produzido e o calor perdido pelo corpo.

  • O índice normal de temperatura é de 37 ºC, admitindo-se variações de até 0,6 ºC para mais ou para menos. As crianças têm temperaturas mais altas que os adultos, porque seu metabolismo é mais rápido. Tem-se observado que a temperatura do corpo é mais baixa nas primeiras horas da manhã, e mais alta no final da tarde ou no início da noite.

  • A temperatura corporal pode ser medida nos seguintes locais:

  • Temperatura axilar: 35,8 °C – 37,0 ºC

  • Temperatura oral: 36,3°C – 37,4°C

  • Temperatura retal: 37°C – 38°C

SINAIS VITAIS

  • RESPIRAÇÃO:Consiste na sucessão rítmica de movimentos de expansão e de retração pulmonar com a finalidade de efetuar as trocas gasosas entre o organismo e o meio ambiente promovendo absorção de O2 e eliminação de CO2.

Tipo: abdominal ou diafragmática torácica

Ritmo: irregular ou regular

ALTERAÇÕES DA RESPIRAÇÃO:.

Dispnénia: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta

Ortopnéia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.

Taquipnéia : respiração rápida, acima dos valores da normalidade, freqüentemente pouco profunda.

Bradipnéia : respiração lenta, abaixo da normalidade.

Apnéia: ausência da respiração

UNIDADE DO PACIENTE

Após a limpeza da unidade, a arrumação da cama é fundamental para propiciar o conforto e bem estar do cliente. Sendo assim o preparo da cama consiste em arrumar o leito de acordo com as características e as necessidades do cliente que irá ocupá-la.

Objetivos: proporcionar conforto e segurança ao paciente. Economia de tempo e fadiga da enfermagem.

TIPOS DE CAMA

  • Cama fechada

  • Cama aberta

  • Cama com paciente acamado

  • Cama para operado

UNIDADE DO PACIENTE

CAMA FECHADA - É aquela que esta desocupada, aguardando a chegada do paciente. Deve ser arrumada aproximadamente 2 horas após ter sido feita a limpeza geral, permitindo arejamento do ambiente.

As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho. As seqüências em que as roupas devem ser colocadas na cadeira para a troca são:

  • Toalha de banho e rosto;

  • Fronha;

  • Colcha;

  • Lençol de cima;

  • Lençol de baixo.

UNIDADE DO PACIENTE

CAMA ABERTA- Cama aberta é a cama que está sendo ocupada por um cliente que pode deambular após a sua internação. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.

A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

  • Toalha de banho e rosto;

  • Fronha;

  • Colcha;

  • Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;

  • Lençol de cima;

  • Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);

  • Lençol de baixo.

UNIDADE DO PACIENTE

CAMA COM PACIENTE ACAMADO-É a cama ocupada por paciente que não pode deambular.Em caso de doente grave, a cama será feita por duas pessoas, para evitar esforço demasiado do paciente e da enfermagem, e obter andamento mais rápido do cuidado. Geralmente a arrumação da cama é feita durante o banho dado no leito, para evitar perda de tempo e esforço.

A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

  • Toalha de banho e uma de rosto;

  • Fronha;

  • Colcha;

  • Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;

  • Lençol de cima;

  • Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);

  • Lençol de baixo.

UNIDADE DO PACIENTE

CAMA PARA OPERADO- È feita para receber o paciente que esta na sala de cirurgia ou exame, sob efeito anestésico.O leito do operado é igual ao leito fechado, mas com lençol dobrado em pregas, na cabeceira do leito próximo ao lençol móvel. Esse leito terá as roupas soltas nos pés, exceto o lençol de baixo.

As roupas necessárias para a arrumação da cama são:

  • lençol de baixo,

  • lençolimpermeável,

  • lençol móvel,

  • lençol de pregas na cabeceira para aparar vômitos,

  • lençol de cima com cobertor

  • colcha em forma de envelope (para lateral ou parte inferior da cama),

  • fronha (travesseiro de ser colocado na parte inferior da cama ou sobre cadeira,uma toalha de rosto e uma de banho).

NORMAS

01 - O leito dever ser trocado quantas vezes forem

necessárias durante o plantão;

02 - O leito dever ser preparado de acordo com a sua

finalidade;

03 - Abrir portas e janelas antes de iniciar o trabalho;

04 - Utilizar lençóis limpos, secos e sem pregas;

05 - Caso os lençóis sejam reutilizados, não deixar

migalhas, fios de cabelos;

06 - Observar o estado de conservação dos colchões e

travesseiros;

07 - Não sacudir as roupas de cama;

08 - Não arrastar as roupas de cama no chão.

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE HIGIENE DO PACIENTE

NORMAS

  • A higiene do paciente fica a cargo da Equipe de Enfermagem;

  • Explicar sempre ao paciente o que vai ser feito;

  • Preferencialmente realizar a higiene oral do paciente, antes do banho e apos as refeicoes, com solucao de Bicarbonato de Sodio, e quando se fizer necessario;

  • Ao lidar com o paciente, de maneira direta, e imprescindivel o uso de luvas para procedimentos;

  • Cuidar durante o banho, para nao expor, desnecessariamente, o paciente. A privacidade contribui muito para o conforto mental do paciente;

  • Secar bem toda a superficie do corpo do paciente, principalmente as dobras;

  • As portas do banheiro nao devem ser trancadas, durante o banho;

  • Deve-se testar a temperatura da agua, antes do banho do paciente. Geralmente se usa agua morna.

HIGIENE ORAL

Definição: Consiste na limpeza dos dentes, gengivas, bochechas, língua e lábios. Condições patológicas que predispõem a irritação e a lesão da mucosa oral: (estado de coma, hipertemia).

Finalidades:

  • Promover conforto ao paciente,

  • Evitar halitose,

  • Prevenir carie dentaria,

  • Conservar a boca livre de resíduos alimentares.

HIGIENE ORAL EM PACIENTES IMPOSSIBILITADOS DE CUIIDAR DE SI:

Material :Solução anti-séptica - solução bicarbonatada (para cada 1 colher de chá, 500 ml de água); Espátula envoltas em gazes; Lubrificante (vaselina liquida); Toalha; Copo para colocar solução anti-séptica; Luvas; Cuba-rim.

HIGIENE ORAL (em pacientes impossibilitados de cuidar de si)

  • Lavar as mãos; Explicar ao paciente o que ser feito; Calcar luvas; Reunir o material na mesa de cabeceira; Colocar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada. Em pacientes inconscientes, colocá-los em decúbito lateral; Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço do paciente, com forro plástico, se necessário; Proceder a limpeza de toda a boca do paciente usando as espátula envoltas em gazes, embebidas em solução anti-séptica diluído em água; Utilizar cuba-rim para o paciente "bochechar"; Limpar a língua, para evitar que fique seborréia; Enxugar os lábios com a toalha; Lubrificar os lábios com vaselina liquida, para evitar rachaduras; Retirar luvas; Lavar as mãos; Recompor a unidade; Anotar no prontuário o que foi feito e anormalidades detectadas.

TIPOS DE BANHO

Sua finalidade , no entanto, é a higiene e limpeza da pele, momento em que são removidas células mortas, sujidades e microrganismos aderidos à pele.

  • Caso o paciente não se consiga movimentar até à casa de banho, deve-se proceder à sua higiene na cama.

O autocuidado deve ser sempre incentivado Assim, deve-se avaliar se o paciente tem condições de se lavar sozinho. Caso seja possível, todo o material necessário à higiene oral e banho deve ser colocado na mesa-de-cabeceira ou carrinho móvel do lado da cama, da forma que for mais funcional para o paciente. A enfermagem deve dar apoio, auxiliando e orientando no que for necessário.

  • Aspersão - banho de chuveiro;

  • Imersão - banho na banheira;

  • Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo;

  • No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto.

BANHO DE ASPERÇÃO

  • Material :Roupa pessoal (pijama, camisola, shorts - fornecidos pelo Hospital), Toalha de banho, Sabonete (individual), Pente, Luva de banho (opcional).

  • TÉCNICA:

Lavar as mãos; Explicar ao paciente o que vai ser feito; Reunir o material e levar ao banheiro; Encaminhar o paciente ao banheiro (portas e janelas fechadas); Abrir o chuveiro e regular a temperatura da água e orientar o paciente sobre o manuseio da torneira; Ajudar o paciente a se despir, caso não consiga fazer sozinho; Iniciar o banho se a situação permitir, deixando o paciente sozinho; 0 Enxugar ou ajudar o paciente a fazê-lo, observando as condições da pele e a reacao do banho; Vestir e pentear o paciente caso não consiga fazê-lo sozinho; Conduzir o paciente a sua unidade, colocando-o em posição confortável na cadeira; Arrumar o leito e deixar a unidade em ordem; Colocar tudo no lugar e chamar o pessoal da limpeza para proceder a limpeza do banheiro; Lavar as mãos; Anotar no prontuário.

BANHO DE IMERSÃO

A partir do momento em que o paciente se consegue levantar da cama, o melhor método para manter a sua higiene consiste em tomar um banho de imersão .

  • Temperatura adequada, fecha-se as janelas para evitar as correntes de ar; coloca-se um tapete antiderrapante junto à banheira ou chuveiro.

  • Deve-se preparar todos os utensílios necessários, deixando-os ao alcance do paciente: o material de limpeza (sabonete, esponja ou luva, pente), a roupa de banho (toalhas grandes e pequenas, roupão) e a roupa do paciente (roupa interior, pijama ou camisa de dormir, chinelos).

  • Para se efetuar um banho de imersão, deve-se encher a banheira com água quente, entre os 37°C e os 40°C.

  • Caso o paciente se sinta capaz de tomar um banho sem ajuda, deve-se deixar que o tome sozinho, mas vigiando-o de vez em quando para se certificar de que não há problemas.

  • Caso se encontre debilitado, o melhor é dar-lhe ajuda, sobretudo no momento de se despir e entrar na banheira e, após o banho, ao sair da banheira, secar-se e vestir-se.

BANHO DE ABLUÇÃO

  • Jogando pequenas porções de água sobre o corpo.

BANHO NO LEITO

  •  Para os pacientes acamados, o banho é dado no leito, pelo pessoal de enfermagem.

  • Convém ressaltar que a grande maioria deles considera essa situação bastante constrangedora, pois a incapacidade de realizar os próprios cuidados desperta sentimentos de impotência e vergonha, sobretudo porque a intimidade é invadida.

  • A compreensão de tal fato pelo profissional de enfermagem, demonstrada ao prover os cuidados de higiene, ajuda a minimizar o problema e atitudes como colocar biombos e mantê-lo coberto durante o banho, expondo apenas o segmento do corpo que está sendo lavado, são inegavelmente mais valiosas do que muitas palavras proferidas.  

  •    O banho no leito, como qualquer outro procedimento, requer prévio planejamento e organização dos materiais e roupas da unidade - considerando as especificidades do paciente

  • Lava-se primeiro o rosto, braços, região ventral, membros inferiores, dorso e genitais, -a higiene deve ser realizada da região mais limpa para a mais suja, evitando-se levar sujidade e contaminação às áreas limpas.

  • Ao se posicionar o paciente de lado, para lavar o dorso, habitualmente se realiza uma massagem de conforto para ativar a circulação local.

  • Quando do banho, expor somente um segmento do corpo de cada vez, lavando-o com luva de banho ensaboada, enxaguando-o - tendo o cuidado de remover todo o sabão - e secando-o com a toalha de banho.

  • Esse processo deve ser repetido para cada segmento do corpo.

  • A secagem deve ser criteriosa, principalmente nas pregas cutâneas, espaços interdigitais e genitais, base dos seios e do abdome em obesos evitando a umidade da pele, que propicia proliferação de microrganismos e pode provocar assaduras.

LAVAGEM DOS CABELOS

  • Material:Shampoo,Balde,Bacia,Toalha de banho,Luvas para procedimento, Forro e saco plástico,Pente,Algodão em bola (02 unidades).

Explicar ao paciente o que vai ser feito; Reunir o material no carro de banho e levá-lo próximo a cama do paciente; Lavar as mãos; Fechar portas e janelas; Abaixar a cabeceira do leito do paciente; Retirar o travesseiro; Colocar toalha de banho na cabeceira da cama, sob o forro com o plástico; Colocar sobre o forro com plástico, a bacia com água morna; Colocar o paciente em posição diagonal, com a cabeça próxima ao funcionário; Proteger os ouvidos do paciente com algodão; Colocar outra toalha ao redor do pescoço do paciente, afrouxando a camisola, no caso de mulher, ou retirando a camisa no caso de homem, cobrindo-o com o lençol;

  • Sustentar a cabeça do paciente com uma das mãos, sobre a bacia com água;

  • Pentear os cabelos, inspecionando o couro cabeludo, cabelos e observando condições de anormalidade;

  • Umedecer os cabelos com um pouco de água, aplicando o shampoo evitando que o liquido escorra nos olhos;

  • Massagear o couro cabeludo com as pontas dos dedos; Lavar os cabelos;Enxaguar os cabelos do paciente ate sair toda espuma, com o auxilio de uma jarra;Despejar a água da bacia, quantas vezes forem necessário;

  • Elevar a cabeça do paciente e espremer os cabelos com cuidado, fazendo escorrer água;

  • Retirar a bacia que esta sob a cabeça do paciente;

  • Descansar e envolver a cabeça do paciente na toalha; Secar os cabelos com toalha de banho ou forro; Pentear os cabelos do paciente;

  • Recolocar o travesseiro e voltar o paciente a posição inicial;Retirar a toalha, recompor o material no carro de banho, deixando paciente em posição confortável;

  • Lavar as mãos;

  • Anotar na prescrição do paciente.

CONCLUSÃO

  • Entende-se que as ações de enfermagem devem ser sistematizadas e sempre com embasamento e obviedade, para a diminuição dos riscos existentes e melhor resultado obtido, superando os objetivos e as metas traçadas, para uma melhor atenção de melhoria no atendimento ao cliente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • POTTER PA e PERRY AG. Fundamentos de Enfermagem. ABDR. 2005, p. 73 e 107.

  • ARDELLI MS e SILVA SRLP. Manual de Procedimento Para Estágio em Enfermagem. Ed. Martinari. São Paulo. 2006, p. 30-40.

  • http://enfpaulareis.wordpress.com/2008/08/20/capitulo-v-higiene-corporal/

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