Para que serve a teoria afinal?

Para que serve a teoria afinal?

PARA QUE SERVEM AS TEORIAS AFINAL

ALUNO: LUIS CARLOS MENEZES VICTOR

CURSO: LICENCIATURA EM CONSTRUÇÃO CIVIL

DISCIPLINA: PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

1. ASPECTOS QUE CHAMARAM MAIS MINHA ATENÇÃO

    1. A prática pedagógica de cada professor com seus alunos refletem os valores e crenças que formam o “corpo teórico e metodológico” que o orienta.”

1.1.1. Introdução

Não há dúvida que teoria e prática sempre andam juntas, mesmo quando não se tem clareza sobre quais teorias influenciam a prática.. Mas reconhecemos também a importância da reflexão dos professores sobre as teorias já produzidas no campo da Psicologia e da Educação.

“A formação psicológica dos professores não pode ficar limitada aos livros. Deve ter uma referência perpétua nas experiências pedagógicas que eles próprios possam pessoalmente realizar.” (Wallon, 1975:366)

1.1.2. Minha opinião sobre teoria

Teoria é algo que se aprendeu e não se vivenciou, é conhecimento que se adquire pelo saber do outro, o que revela a dicotomia teoria-prática.

A função específica do professor, sobre a qual ele tem controle direto, é a condução do processo ensino-aprendizagem. E a condução desse processo através de propostas pedagógicas pode ser enriquecida por conhecimentos derivados de teorias de desenvolvimento, de aprendizagem, de ensino. Além de conhecer essas teorias como abstrações discursivas, a questão nodal do ensino é como fazer com que seus conceitos, princípios, tendências se transforme em comportamentos, e esta é inclusive uma forma de testá-los. Isto vai exigir tanto do professor como do aluno uma postura de indagador, de observador, de pesquisador.

1.1.3. Teoria científica

É uma síntese aceita de um vasto campo de conhecimento, consistindo-se de hipóteses necessariamente falseáveis - mas não por isto erradas, dúbias ou tão pouco duvidosas - que foram e são permanentemente e devidamente confrontadas entre si e com os fatos científicos, fatos estes que integram um conjunto de evidências que, juntamente com as hipóteses, alicerçam o conceito de teoria científica. As hipóteses, em casos específicos, devido à simplicidade e ampla abrangência, podem ser elevadas ao status de leis.

1.1.4. Método: o caminho da teoria

"O método é a alma da teoria" (Lenin)

Dinamizar a teoria na prática, como vimos, encontra inúmeras limitações. Apontamos, anteriormente, alguns dos fatores que entravam o processo, em especial, a falta de conhecimento histórico dos conteúdos. Claro é que os problemas não se restringem a isso. No entanto, na realidade em que se encontram, para que possam construir um prática pedagógica significativa, apesar dos problemas históricos e atuais da educação, muitos deles situados fora da sala de aula, mas que têm influências nela.

Tendo pensado no resgate da origem e da significação dos conteúdos, nossas reflexões agora se voltam para uma proposta metodológica capaz de orientar a prática pedagógica do professor, tendo presente a convicção de Lenin de que "o método é a alma da teoria". Os passos metodológicos precisam respeitar a natureza humana; levar à meta, ou seja, ao perfil de aluno a que a Instituição Educativa se propõe; e fundamentar-se nos conhecimentos teóricos disponíveis em relação ao processo de ensinar e aprender.

    1. “É preciso entender que nenhuma teoria isoladamente poderá responder a todas as questões que se coloca no interior da sala de aula.”

1.2.1. Introdução

"Não há conhecimento sem conhecimento do conhecimento" (Morin)

A referência dos teóricos, somada às nossas vivências profissionais na educação, indicam que nada acontece por acaso, e que para algo ser significativo no presente, é preciso conhecer sua  origem, sua história, o contexto em que surgiu. Vejam que não estamos usando o termo "aplicar algo no presente", mas sim "significar". Para nós, há uma diferença: nem tudo é possível  aplicar; mas tudo é possível significar. É importante a pergunta: Essa teoria surgiu para compreender que tipo de situação, ou para resolver que tipo de problema?

Nossas reflexões voltam-se para a importância do conhecimento da realidade que gerou a teoria - na escola costumeiramente chamado de conteúdo - e as limitações que o seu desconhecimento traz para sua significação no contexto contemporâneo, nesse caso para os alunos em sala de aula. Importa frisar que discordamos daqueles que dizem que os conhecimentos, ou os saberes, ou os conteúdos, ou os referenciais teóricos, para nós conceitos análogos, são apenas teóricos e como tais devem ser conhecidos, ou repetidos pelos alunos, pois não é possível dar-lhes uma significação.

Esses conhecimentos não foram trazidos de “outro planeta”. Surgiram em um contexto histórico. Foram produzidos por pessoas humanas que, confrontadas com situações e problemas da sua época, por curiosidade, por necessidade ou até por acaso, tiveram a intuição, a sensibilidade, a  criatividade de encontrar respostas para que essas situações fossem compreendidas e os problemas resolvidos.

1.2.2. Da teoria à sala de aula

Nos últimos anos, a produção teórica, voltada para a reflexão sobre como deve ser a educação para que se torne significativa, é vasta. No entanto, a prática tem demonstrado que está muito distante o dia em que esses ideais irão fazer-se efetivos na sala de aula.

Começamos nossas reflexões a partir de uma questão que pouco vimos ser abordada pelos pedagogos, ou teóricos de outras áreas quando estudam os entraves que têm limitado e, na grande maioria das vezes, impedem a concretização desses ideais teóricos apontados anteriormente. Trata-se do limitado domínio que os professores têm da história dos conhecimentos desenvolvidos com os alunos. Partimos do pressuposto de que é impossível significar algo, quando se  desconhece a sua origem e as transformações que sofreu no decorrer dos anos.

2. A IMPORTÂNCIA DA TEORIA ILUMINADA A PRÁTICA DO PROFESSOR

O que nos motivou nessas reflexões são nossas angústias profissionais na busca de respostas para históricos problemas na educação. Por um lado, nos livros, em estudos e reflexões, encontramos teorias muito importantes. Concordamos com elas, mais com umas, menos com outras. Nos últimos anos, principalmente, temos visto referenciais que vêm sempre mais ao encontro da natureza humana, trazendo orientações teóricas sobre o ensinar e o aprender. No entanto, no cotidiano escolar, temos nos debatido com o distanciamento entre a teoria e a prática.

Essa distância tem provocado angústias, insatisfações pessoais, pois, sempre mais, vemos colegas desgastados, alunos e professores desmotivados, críticas aos  professores, aumento da indisciplina. Em pesquisas, vemos o Brasil como um dos últimos colocados, quando se trata de produção de conhecimentos, compreensão e interpretação. Fomos sempre da opinião de que nenhuma teoria tem sentido sem a prática e, também, de que nenhuma prática é consistente sem uma boa teoria.

Então temos nos desafiado. Buscando avançar nos estudos teóricos. Escrevendo e publicando as reflexões. Levando para a sala de aula novas propostas,  não só no discurso, mas na prática. Percebendo as reações dos alunos. Discutindo com eles as propostas. Ouvindo suas opiniões. Reavaliando processos. Contribuindo com colegas. Escutando suas angústias. Esses movimentos tem-nos proporcionado muita satisfação, pois estamos em busca, mesmo sabendo que os processos são lentos. Plantamos e, às vezes, temos a impressão de que as sementes não germinam. Mas, mesmo assim, sabemos que vale a pena!

BIBLIOGRAFIA:

Psicologia Educacional – Uma crônica do desenvolvimento humano – Marlene Rodrigues;

http://www.pedagogia.com.br/artigos/significar.

ALUNO: LUIS CARLOS MENEZES VICTOR. CURSO: LICENCIATURA EM CONSTRUÇÃO CIVIL

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