Projeto sobre gravidez na adolescência

Projeto sobre gravidez na adolescência

(Parte 1 de 2)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

PROGRAMA DARCY RIBEIRO

CENTRO DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS – CECEN

DISCIPLINA: PRÁTICA CURRICULAR DIMENSÃO- POLÍTICO - SOCIAL

POLO: ICATU

PROFESSORA ESP.: SILVANIA BARBOSA DOS SANTOS

ALEXANDRO DE JESUS COSTA

GEOVANA CRISTINA LIMA MATOS

JOHMESON ALEXANDRE LIMA NUNES

LEUZIANE BATISTA PIRES

WANDERSON KLEYTON ROCHA DUTRA

O PROBLEMA DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NA CIDADE DE ICATU - MA

ICATU –MA

2011

ALEXANDRO DE JESUS COSTA

GEOVANA CRISTINA LIMA MATOS

JOHMESON ALEXANDRE LIMA NUNES

LEUZIANE BATISTA PIRES

WANDERSON KLEYTON ROCHA DUTRA

O PROBLEMA DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NA CIDADE DE ICATU - MA

Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA para obtenção de nota na disciplina de Prática Curricular Dimensão Político- Social.

Orientadora: Profª. Esp. Silvania Barbosa dos Santos.

ICATU – MA

2011

SUMÁRIO

1 IDENTIFICAÇÃO...............................................................................................................04

    1. Título..................................................................................................................................04

    2. Autores...............................................................................................................................04

    3. Instituições Envolvidas......................................................................................................04

2 JUSTIFICATIVA................................................................................................................04

3 PROBLEMATIZAÇÃO.....................................................................................................05

4 REFERNCIAL TEÓRICO................................................................................................06

5 OBJETIVOS........................................................................................................................09

5.1 Objetivo Geral.....................................................................................................................09

5.2 Objetivos Específicos..........................................................................................................09

6 METODOLOGIA...............................................................................................................10

7 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PROJETO.....................................................11

REFERÊNCIAS......................................................................................................................12

1 IDENTIFICAÇÃO

    1. Título

O problema da gravidez na adolescência na cidade de Icatu – MA

    1. Autores

  • Orientadora: Silvania Barbosa dos Santos

  • Orientandos: Alexandro de Jesus Costa

Geovana Cristina Lima Matos

Johmeson Alexandre Lima Nunes

Leuziane Batista Pires

Wanderson Kleyton Rocha Dutra

1.3 Instituições envolvidas

  • Universidade Estadual do Maranhão – UEMA

  • Programa Darcy Ribeiro

  • Escola Municipal Severiano de Azevedo – Sede;

  • Escola Municipal Severiano de Azevedo – Anexo (Mutirão);

  • Programa Saúde da Família – PSF – Icatu;

2. JUSTIFICATIVA

A gravidez na adolescência tem sérias implicações biológicas, familiares, emocionais e econômicas, além das jurídico-sociais, que atingem o indivíduo isoladamente, e a sociedade como um todo, limitando ou mesmo adiando as possibilidades de desenvolvimento e engajamento dessas jovens na sociedade. Devido às repercussões sobre a mãe e sobre o concepto é considerada gestação de alto risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS 1977, 1978), porém, atualmente postula-se que o risco seja mais social do que biológico.

A atividade sexual na adolescência vem se iniciando cada vez mais precocemente, com consequências indesejáveis imediatas como o aumento da frequência de doenças sexualmente transmissíveis (DST) nessa faixa etária; e gravidez, muitas vezes também indesejável e que por isso, pode terminar em aborto (Basso et al, 1991; Mimica & Piato, 1991; Taquete, 1992; Oh et al, 1993; Crespin, 1998; Chabon et al., 2000).

Segundo Almeida (1987), vários fatores estão associados à iniciativa precoce dos adolescentes na vida sexual, que vão do desequilíbrio familiar, como divórcios, maus tratos, relacionamento difícil com padrastos e madrastas, influência de amigos. O mesmo autor, baseado em diversos estudos, apresenta o ser humano como um ser sexual, que apresenta diversas etapas da sexualidade e uma adolescência mal assistida por pais e educadores acarreta consequências, como a maternidade e paternidade nesta fase da vida, além, é claro, das DST’s.

Não obstante à realidade da cidade de Icatu – MA, campo dessa pesquisa, onde pudemos constatar que a maioria das adolescentes entrevistadas que começara a ter ralações sexuais precocemente não mantêm um bom relacionamento com seus pais e irmãos. Outro fator importante observado foi que a grande maioria dessas adolescentes não possui uma estrutura, no mínimo, adequada para receber e criar um filho. Uma boa parcela de entrevistadas pensou ou pensam em parar de estudar para conseguir um trabalho, muitas vezes, com remuneração superbaixa para obter condições de sustentar o filho, ou seja, a escola vai ficando em segundo plano e os desejos ou sonhos de uma faculdade se tornam objetivos distantes para essas adolescentes. Por isso, a gravidez na adolescência também é um fator preocupante nessa cidade. Pois é preciso conscientizar as adolescentes dos riscos que as mesmas correm ao se permitirem passar por essa experiência.

Com este trabalho pretende-se contribuir para o conhecimento, os estudos e a implantação de programas que ajudem na redução dos índices de gravidez na adolescência desta cidade. E que a sociedade saiba como agir diante dessa situação, partindo de pai para filho e da própria sociedade para os seus adolescentes, no que tange as informações necessárias para evitar tal gravidez. Podendo também ser executado de forma simples e enfática, utilizando assim os recursos de fácil acesso e os dados previamente recolhidos. Assim, esse trabalho pode ao seu final, apresentar sugestões que amplifiquem a necessidade de um atendimento preventivo mais contundente para as adolescentes. Desta forma se tornará um material de suma importância para o desenvolvimento de programas e projetos que atendam estas demandas, seja em casa, na escola ou na sociedade.

3. PROBLEMATIZAÇÃO

A gravidez na adolescência é um problema mundial e aumenta cada vez mais, preocupando principalmente os profissionais das áreas da educação e saúde. Diversos trabalhos, pesquisas e programas desenvolvidos com os adolescentes, observaram que a atividade sexual precoce, começa a partir do namoro ou “fica”. Todos sabem que isso não é novo, mas o grande diferencial é que antes, a relação sexual acontecia dentro da instituição do casamento. A falta de informações quanto ao uso de métodos anticoncepcionais, o não planejamento familiar, são dentre outros, fatores importantes para desencadear uma gravidez indesejada. A gestação não desejada vai repercutir na vida pessoal e social dos jovens, pois, dificilmente estas pessoas retomarão suas atividades estudantis ou profissionais. No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas em relação à década de 70. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.

A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante, 14% das adolescentes já tinham pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.

A maioria dos jovens de hoje possuem um alto grau de informações sobre assuntos relacionados ao sexo, menos para os meios de prevenção. Mas, infelizmente estas informações nem sempre são bem assimiladas e a gravidez precoce e indesejada torna-se um grande problema para os adolescentes de todos os níveis sociais, embora afetem em maior grau, as camadas de baixa renda. Iniciativas urgentes são necessárias para a prevenção da gravidez na adolescência.

Com base no problema da falta de informação – pergunta-se: O que fazer para tornar a população em geral e especialmente os adolescentes a par dessa problemática? E qual o seu papel na luta pela redução dos índices de gravidez na adolescência, principalmente na cidade de Icatu?

4. REFERENCIAL TEÓRICO

A gravidez prematura é um período de turbulências físicas e psicológicas, e por vezes até sociais. A adolescência compreende o período entre os 10 e 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A gravidez nesse período acarreta diversos problemas biológicos e psicossociais, porém é primariamente um problema social que pode resultar em consequências médicas.

A prevenção ainda não tem trazidos resultados efetivos, provavelmente devido à complexidade dos fatores envolvidos. Por isso, diversos estudiosos, de diversas áreas de conhecimento, têm se prontificado a estudar esse tema visando levar conhecimentos prévios que podem evitar enormes danos físicos, psicológicos e sociais.

Segundo Maria Sylvia de Souza Vitalle e Olga Maria Silvério Amâncio, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

(...) quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera consequências tardias e em longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido. A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. É por isso que alguns autores consideram a gravidez na adolescência como sendo uma das complicações da atividade sexual (BALLONE; 2003, P.79)

Ainda segundo essas autoras,

o contexto familiar tem uma relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. As adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães se assemelharam a essa biografia, ou seja, também iniciaram vida sexual precoce ou engravidaram durante a adolescência (Ballone GJ - Gravidez na Adolescência - in. PsiqWeb, 2003).

Vivemos numa sociedade erotizada, na qual os jovens recebem mensagens dúbias sobre o que é bom ou ruim em relação ao exercício da sexualidade. Há uma permissividade social negligente. Em geral a atividade sexual inicia-se sem clareza suficiente entre o que se deseja e a influência sofrida pelos pares e pela sociedade.

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