posicinamento de membros superiores

posicinamento de membros superiores

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117- 4º CAPITULO - MEMBRO SUPERIOR

C O L A B O R A Ç Õ E S D E: DONNA DAVIS, M ED, RT (R) (CV), LINDA LINGAR, M ED, RT (R) (M)

C O L A B O R A D O R E S NAS E D I Ç Õ E S A N TE R I O R E S: JOHN P. LAMPIGNANO, M ED, RT (R), KATHY MARTENSEN, BS, RT

CONTEUDO

Anatomia Radiográfica

Mão e punho, 118

Articulações da mão, 1 19

Ossos do carpo, 120

Revisão de anatomia com radiografias, 119, 121, 124 Antebraço - rádio e ulna, 122

Porção distal do úmero, 123

Classificação das articulações, 124

Articulações do punho e do cotovelo, 125 Movimentos do punho, antebraço e cotovelo, 126

Visualização dos coxins adiposos, 127

Posicionamento Radiográfico Considerações gerais sobre posicionamento, 128

. Quadro de conversão para imobilizadores, 128 Modalidades ou procedimentos alternativos, 129 Indicações patológicas, 129

Sumário de indicações patológicas, 130 Informações de pesquisas, 131

Incidências básicas e especiais, 131

Dedos da mão:

. PA, 132

. PA oblíqua, 133

. Lateral, 134

Polegar:

. AP, 135

. PA oblíqua, 136

. Lateral, 737

. AP (método de Robert), 138

Mão:

Posicionamento Radiográfico-continuação. Punho:

. PA (AP), 144

. PA oblíqua,145

. Lateral, 146

. Vistas do escafóide, PA

- Ângulo do Rc, flexão ulnar, 147

Método de Stecher modificado, 148

. Flexão radial, 149

. Túnel do carpo

ínfero-superior (método de Gaynor-Hart), 150

Ponte do carpo, 151

Antebraço:

. AP, 152

. Lateral, 153 Cotovelo:

AP

. PA, 139

. PA oblíqua, 140

. Lateral Cem leque"), 141

. Lateral (em extensão e flexão), 142

. AP oblíqua bilateral (método de Norgaard), 143

- Extensão completa, 154

- Flexão parcial, 155

. AP oblíqua

- Rotação lateral (externa), 156

- Rotação medial (interna), 157

. Lateral, 158

. Flexão aguda (método de Jones), 159

. Axiais laterais para traumatismo (método de Coyle), 160 . Laterais da cabeça do rádio, 161

Úmero:

. AP, 162

. Rotação lateral, 163

. Lateral com feixe horizontal, 164

Porção proximal do úmero - Ver Ombro, Capo 5

Radiografias para crítica, 165

118- MEMBRO SUPERIOR

ANATOMIA RADILOLOGICA

Membro Superior (Extremidade)

Os ossos do membro superior podem ser divididos em quatro grupos

principais: (1) mão e punho, (2) antebraço, (3) úmero e (4) cintura escapular.

Os três primeiros grupos são discutidos neste capítulo. As importantes

articulações do punho e do cotovelo estão incluídas, mas a articulação

do ombro e a porção proximal do úmero são discutidas no Capo 5 com

a cintura escapular.

O formato e a estrutura de todos os ossos e as articulações do membro

superior precisa ser completamente compreendidos pelos radiologistas

para que cada parte seja identificada e demonstrada nas radio­grafias.

MÃO E PUNHO

Os 27 ossos de cada mão e punho dividem-se nos três grupos seguintes:

1. Falanges (dedos e polegar) 14

2. Metacarpos (palma) 5

3. Carpos (punho) _

TOTAL 27

Os ossos mais distais da mão são as falanges, que compreendem os dedos

(polegar e demais dedos). O segundo grupo de ossos são os metacarpos,

que compreendem a palma de cada mão. O terceiro grupo de ossos, os

carpas, compreendem os ossos do punho.

Falanges - Dedos das Mãos e Polegar

O polegar e os demais dedos da mão são denominados dedos, e cada dedo

consiste em dois ou três pequenos ossos separados, chamados falanges.

Os dedos são numerados a partir do polegar como o número um (1), terminando

no dedo mínimo, número cinco (5).

Cada um dos quatro dedos (dedos dois, três, quatro e cinco) são com­postos

de três falanges: a proximal, a média e a dista!. O polegar, ou primeiro dedo,

apresenta apenas duas falanges: a proximal e a dista!.

Cada falange consiste em três partes: uma cabeça circular distal, um corpo

(diáfise) e uma base alargada, semelhante àquela dos metacarpos.

Metacarpos (Palma)

O segundo grupo de ossos da mão, que constituem a palma, são os cinco

metacarpos. Esses ossos são numerados como os dedos, com o primeiro

metacarpo localizando-se no polegar, ou lateralmente, estando a mão em

posição anatômica.

Cada metacarpo é composto de três partes, semelhantes às falanges.

Distalmente, a porção arredondada é a cabeça. O corpo (diáfise) é a porção

longa curva, com a parte anterior tendo à forma côncava, e a posterior, ou

porção dorsal, convexa. A base tem a extremidade proximal alargada, a

qual se articula com os associados ossos do carpo.

119- MEMBRO SUPERIOR

Articulações da Mão

As articulações entre os ossos individuais do membro superior são importantes

em radiologia porque fraturas pequenas podem ocorrer próximas aos espaços

articulares. Por essa razão, é necessária a identificação precisa de todas as

articulações das falanges e metacarpos da mão.

Polegar (primeiro dedo) O polegar tem apenas duas falanges, por isso a articulação

entre elas é denominada interfalangiana (lF). A articulação entre o primeiro

metacarpo e o polegar é chamada metacarpo falangiana (MCF). O nome desse

as articulações consiste nos nomes dos ossos que as compõem. O osso proximal

é denominado primeiro, seguido do osso distal.

Para propósitos radiográficos, o primeiro metacarpo é considerado parte do polegar

e precisa ser incluído em sua totalidade na radiografia, desde a falange distal até a

base do primeiro metacarpo. Essa inclusão não é o caso dos dedos, os quais, para

fins de posicionamento, incluem somente as três falanges: distal, média e proximal.

Dedos (do segundo ao quinto) O segundo ao quinto dedos possuem três falanges;

por isso, eles também apresentam três articulações cada. Começando da porção

mais distal de cada dedo, as articulações são interfalangiana distal (lFD), seguida

pela interfalangiana proximal (lFP) e, mais proximamente, a metacarpo falangiana (MCF).

Metacarpos Os metacarpos articulam-se com a falange em sua extremidade distal e

são denominados articulações metacarpo falangianas (MCF). Na extremidade proximal,

os metacarpos articulam-se com os respectivos ossos do carpo e são denominados

articulações carpo metacarpianas (CMe). Os cinco metacarpos (Me) articulam-se com

os carpos específicos na forma que se segue:

. Primeiro MC com o trapézio

. Segundo MC com o trapezóide

. Terceiro MC com o capitato

. Quarto e quinto MC com o hamato

Exercido de Revisão com Radiografia

Na identificação de articulações e falanges da mão, lembre-se de que é importante

incluir na descrição cada dedo específico e a mão. Uma radiografia da mão (Fig. 4.4)

mostra as falanges e os metacarpos, bem como as articulações descritas previamente.

Um bom exercício de revi­são inclui cobrir todas as respostas e identificar cada parte

indicada de A-R na Fig. 4.4, como se segue:

  1. Articulação carpo metacarpiana do primeiro dedo da mão direita

B. Primeiro metacarpo da mão direita

  1. Articulação metacarpo falangiana do primeiro dedo da mão direita

  2. Falange proximal do primeiro dedo (ou polegar) da mão direita

  3. Articulação interfalangiana do primeiro dedo (ou polegar) da mão direita

  4. Falange distal do primeiro dedo (ou polegar) da mão direita

  5. Segunda articulação metacarpo falangiana da mão direita

  6. Falange proximal do segundo dedo da mão direita

  7. Articulação interfalangiana proximal do segundo dedo da mão direita

  8. Falange média do segundo dedo da mão direita

  9. Articulação interfalangiana distal do segundo dedo da mão direita

  10. Falange distal do segundo dedo da mão direita

  11. Falange média do quarto dedo da mão direita

  12. Articulação interfalangiana dista! do quinto dedo da mão direita

O. Falange proximal do terceiro dedo da mão direita

P. Quinta articulação metacarpo falangiana da mão direita

Q. Quarto metacarpo da mão direita

R. Quinta articulação carpo metacarpiana da mão direita

120-MEMBRO SUPERIOR

Ossos do Carpa (Punho)

O terceiro grupo de ossos da mão e do punho são os carpos, os ossos do punho.

Aprender o nome de cada um dos oito ossos do carpa é mais fácil quando eles

são divididos em duas fileiras de quatro.

Fileira Proximal Começando na porção lateral ou no lado do polegar está o escafóide,

algumas vezes referido como navicular. Um dos os­sos tarsais do pé é algumas vezes

também chamado de navicular ou escafóide. Contudo, o termo correto para designar

o osso do tarso do pé é navicular, e o osso do carpa do punho é escafóide.

O escafóide, um osso em forma de barco, é o maior dos ossos da fileira proximal e

articula-se com o rádio proximamente. Sua localização e articulação com o antebraço

o tornam importante em termos radiográficos, visto que é o osso do carpa mais

freqüentemente fraturado.

O semilunar (em forma de lua) é o segundo osso do carpa da fileira proximal e

também se articula com o rádio. Distingue-se por sua pro­funda concavidade na

superfície distal, onde se articula com o capitato, da fileira distal de ossos do carpa

(visto melhor pela visão anterior; ver Fig. 4.6)

O terceiro osso do carpa é o piramidal, que apresenta três superfícies articulares e

distingue-se pela forma de pirâmide e a articulação anterior com o pequeno pisiforme.

O pisiforme (em forma de ervilha) é o menor de todos os ossos do carpa e localiza-se

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