aplicação de injetaveis

aplicação de injetaveis

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Histórico02
Instalações físicas02
Vias de administração de medicamentos03
Cuidados antes da aplicação de injetáveis08
Fatores que modificam estabilidade dos medicamentos12
Técnicas básicas para lavagem das mãos13
Prevenção de Infecção: Processamento de Instrumentos Contaminados15
Termos importantes16
Técnica de preparo de medicamentos injetáveis18
Técnica de aspiração e preparo de medicamentos20
Técnica de aplicação de injetáveis21
Vias parenterais23
Classificação dos medicamentos35

Histórico

Foi só na segunda metade do século XVIII, que começaram efetivamente as primeiras pesquisas para a administração de medicamentos diretamente na corrente sangüínea.

Instalações físicas:

As instalações devem possuir superfícies (piso,paredes e teto) lisas e impermeáveis, sem rachaduras,resistentes aos agentes sanitizantes e facilmente laváveis. Os ambientes devem ser protegidos contra entrada de insetos e roedores. As condições de ventilação e iluminação devem ser compatíveis com as atividades desenvolvidas. As instalações elétricas devem estar bem conservadas em boas condições de segurança e uso. O sanitário deve ser de fácil acesso, mantido em boas condições de limpeza e possuir pia com água corrente. Todos os procedimentos referentes a aplicação de injetáveis devem ser realizados mediantes rotinas pré-estabelecidas, bem como, obedecer prescrição médica. Deve existir procedimento que defina a utilização de materiais descartáveis e garanta a sua utilização somente dentro do prazo de validade. É necessário que as instalações possuam condições higiênico-sanitárias satisfatórias e estejam em bom estado de conservação. É necessário possuir pia, água corrente, sabão líquido e toalhas descartáveis. É recomendável existir lixeira com tampa, pedal e saco plástico. É necessário existir recipiente rígido adequado para o descarte de perfurocortantes. É recomendável existir coleta seletiva dos resíduos resultantes da aplicação de injeções. É necessário possuir rotinas escritas com as técnicas de anti-sepsia das mãos e local de aplicação, bem como de cuidados na aplicação de injetáveis.

Vias de administração de medicamentos

Indicação do local do organismo, na qual ou através da qual o medicamento deve ser administrado.

Em alguns casos, o medicamento pode ser administrado em mais de uma via.

Geralmente seguras Formas farmacêuticas simples Auto-administração

Indolor Taxa de absorção variável Lavagem gástrica Irritação das mucosas Efeito de primeira passagem Coma Vômitos Cooperação do paciente Estômago vazio/cheio Peristaltismo

6 LIBERAÇÃO DO FÁRMACO

7 O que acontece com medicamento no organismo?

Cuidados antes da aplicação de injetáveis

1. Em relação à sala de preparo e aplicação 2. Quanto: ao equipamento necessário 3. ao armazenamento de seringas e agulhas 4. a prescrição 5. ao medicamento 6. a aparência do cliente 7. ao preparo psicológico.

Em relação à sala de preparo e aplicação ventilada iluminada higiene atendimento equipada pia com torneira de fácil abertura bancada com gavetas suporte para sabão líquido lixeira de pé cadeira recipientes para bolas de algodão e antisséptico

Na sala de aplicação é necessário:

Cadeira Apoio para braço (para aplicações endovenosas) Sabonete líquido-Papel Toalha descartável-Álcool etílico 70 % ou álcool isopropílico 70% * Garrote (para aplicações endovenosas) Algodão em pote transparente com tampa Pia com água corrente-Luvas descartáveis (opcional) Descarte para perfuro-cortantes-Quadro de procedimentos: que deve ser colocado na parede da sala de aplicação com todos osprocedimentos básicos para uma aplicação de injeção.

Armazenamento de seringas e agulhas Local seco, protegido de pó e do risco de rompimento de sua embalagem

Escolha da seringa e agulha para administração de injetáveis intramusculares:

Tamanho ideal da agulha: adultos magros: 25x7 adultos com músculos desenvolvidos ou obesos: 30x7 ou 30x8 crianças bem desenvolvidas: 25x7 ou 25x8 crianças e adolescentes obesos: 30x7 crianças pequenas: 20x5,5 (exceto para a aplicação de suspensões de penicilina) As agulhas com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para soluções oleosas e para as suspensões (frasco ampola e diluente), para facilitar a aplicação e não entupira agulha.

As seringas são constituídas por corpo ou cilindro e êmbolo. Em uma das extremidades do corpo, encontra-se o bico onde encaixa-se a agulha. Tamanho de seringas com 3, 5, 10, 20 ml.

As agulhas possuem duas partes: uma porção dilatada que se encaixa na seringa, o canhão, a parte afilada e a haste que termina em bisel, que pode ser curto ou longo. As agulhas apresentam duas informações em relação ao calibre (tamanho):

Por exemplo, a agulha 30x7: 30 significa que o comprimento da agulha é de 3Omm ou 3cm; 7 significa que o diâmetro interior da agulha é de 0,7mm. 2 GL ¼ tem o mesmo significado, porém em polegadas.

Apresentação de injetáveis

Na aplicação dos medicamentos injetáveis não poderão existir dúvidas quanto à qualidade doproduto a ser administrado e, caso o medicamento apresentar características diferenciadas, como cor,odor, turvação ou presença de corpo estranho no interior do medicamento, o mesmo não deverá será dministrado. Sua utilização requer cuidados de higiene e assepsia, para evitar problemas de contaminação do produto e infecções graves ao paciente.

Anti-séptico:

O álcool etílico 70ºGL é o anti-séptico de escolha para a anti-sepsia da pele e para desinfecção da ampola, frasco ampola e bancada.

Fatores que modificam estabilidade dos medicamentos

Natureza e concentração do medicamento; Composição e pH do solvente; Perfis de pH e velocidade de degradação; Natureza do recipiente e da solução; Temperatura; Luz natural e outras radiações.

Técnicas básicas para lavagem das mãos

Controlede infecção. Redução de microorganismos existentes nas mãos. É necessário lavar as mãos antes e depois da técnica.

15 Prevenção de Infecção: Processamento de Instrumentos Contaminados

Termos importantes

Estéril Asséptico Esterilização Desinfecção Desinfetante

Esterilização

Agentes físicos

Calor Autoclave Calor seco Filtração (0.2 microns) Radiação UV Ionizante

Agentes químicos Agentes alquilantes

Óxido de etileno (gás) Formaldeído (gás) Formalina -37% Formaldeido dissolvido em água Glutaraldeído (líquido) ß-Propiolactona (líquido & gás)

Agentes oxidantes

Ácido perácido (aerosol) Peróxido de hidrogênio (vapor) Vapor de H2O2 tem sido usado em microondas para produzir radicais livres.

Disinfecção Agentes alquilantes

Formaldeído

Álcoois

Etanol Isopropanol 50-70% soluções

Halogênios

Cloro Iodo Fenol e derivados

Surfactantes

Sabões Detergentes Aniônicos Catiônicos

Metais pesados

Mercúrio Prata H2O2

Técnica de preparo de medicamentos injetáveis Conhecendo a agulha e a seringa

a) Técnica de preparo de medicamento líquido:

Lavar as mãos com água e sabão, secar com toalha de papel; É necessário algodão cortado em pedaços, álcool 70ºGL (devidamente acondicionado em pisset) ou alcohol swabs BD ® (gaze embebida em álcool para “assepsia”) Abrir a seringa, na parte posterior, puxando a aba da embalagem; Puxar e empurrar o êmbolo duas a três vezes, para lubrificar a seringa; Apertar a rosca que conecta agulha com a seringa; Desinfete a ampola com auxilio de algodão embebido em álcool 70ºGL; Quebrar o gargalo da ampola, segure-a com algodão; Segurar a ampola entre os dedos indicador e médio;

Introduzir a agulha no seu interior e proceder a aspiração, lentamente, girando a mão e a seringa, até que todo líquido seja aspirado. No final da aspiração, a seringa, a agulha e a ampola devem estar na posição vertical; Imediatamente, colocar a capa protetora na agulha em forma de pesca ou deixando suavemente a capa protetora sobre a agulha; evite contato da ponta da agulha com a capa protetora, para que a agulha não fique rombuda; A capa protetora evita contaminação. Evite falar próximo à agulha descoberta; Empurrar o êmbolo, até que o líquido fique no nível e não haja mais bolhas de ar na seringa; Retirar a capa protetora da agulha, somente no momento da aplicação do injetável.

b) Técnica de preparo de medicamento em pó:

Lavar as mãos com água e sabão, secar com toalha de papel; Retirar o lacre do frasco ampola e limpar a borracha com algodão embebido no álcool 70ºGL; Desinfetar a ampola com auxílio de algodão embebido em álcool 70ºGL; Quebrar o gargalo da ampola. Segure-a com algodão; Preparar a seringa, escolhendo uma agulha de maiorcalibre (25x8); Aspirar o líquido da ampola, introduzindo-o no frasco com pó; Retirar a seringa e a agulha e imediatamente colocar capa protetora na agulha, em forma de pesca, ou deixando suavemente a capa protetora sobre a agulha. Evite contato da ponta da agulha com a capa protetora, para que agulha não fique rombuda; Role o frasco entre as mãos, para homogeneizar.

Proceder, lentamente, para evitar a formação de espuma. Pode-se também fazer movimentos circulares e lentos;

Colocar ar na seringa, puxando o êmbolo na mesma proporção do líquido introduzido; Introduzir o ar no frasco ampola; Erguer o frasco, aspirando todo seu conteúdo; Empurrar o embolo, até que o líquido fique no nível e não haja mais bolhas de ar na seringa; Trocar a agulha, mantendo-a protegida com protetor próprio; Retirar a capa protetora da agulha, somente no momento da aplicação do injetável.

Técnica de aspiração e preparo de medicamentos

Com o material e o(s) medicamento(s) separados, mãos devidamente lavadas e conhecimento seguro da prescrição/receita médica, seguir os seguintes passos:

Técnica de aplicação de injetáveis

Considerações gerais

• A reconstituição dos injetáveis deve ser feita com água para preparação de injetáveis, cloreto de sódio a 0,9% ou outro solvente compatível, de acordo com as instruções do fabriacante. • A mistura de medicamentos na mesma seringa ou na mesma solução de diluição, deve ser evitada devido a possíveis problemas de incompatibilidade. • A manipulação dos medicamentos, deve ser feita em condições assépticas de forma a evitar os perigos de contaminação microbiológicas a que está exposta. • Devem ser utilizadas preparações recentes, sendo mais prudentes inutilização de qualquer solução depois de 24 horas de sua preparação. • Quando conservadas na geladeira, as soluções reconstituídas ou diluídas, devem ser deixadas atingir a temperatura ambiente. • As misturas intravenosas devem ser examinadas regularmente durante a sua perfusão. Se ocorrer escurecimento, alteração de cor, cristalização ou qualquer outro sinal de interação ou contaminação, a perfusão deve ser imediatamente descontinuada. • Os medicamentos não devem ser agitados de forma vigorosa, mas sim rodados, para evitar a formação de espuma e de bolhas de ar que ficam no frasco, diminuindo a quantidade de fármaco a ser administrado no paciente. • A utilização de filtros para remoção de partículas durante a preparação das misturas, original normalmente a retenção do fármaco por diversos motivos. Há situações que são recomendadas pelo fabricante.

-Lavar as mãos com água e sabão líquido, secar com papel toalha; -preparar o medicamento conforme técnica descrita;

-com os dedos polegar e indicador da mão direita, segurar o corpo da seringa;

-com a mão esquerda, proceder a antissepsia do local e, depois, manter o algodão entre os de domínimo e anelar da mesma mão; -introduzir toda a agulha com firmeza e suavidade, o bisel voltado para o lado, a posição da agulha é perpendicular à pele, 90 graus; -com a mão esquerda, segurar o corpo da seringa e, com a mão direita, puxar o êmbolo vagarosamente, aspirando para verificar se não houve lesão de vaso sangüíneo. Observe, atentamente; -se não vier sangue para o interior da seringa, empurre o êmbolo lentamente, até esgotar o líquido; -aplicar a injeção lentamente. Se ocorrer dor intensa, interromper imediatamente a aplicação; -retirar a agulha rapidamente e fazer uma ligeira pressão, no local, com o algodão seco;

-se houver sangramento, faça uma boa compressão e aplique uma pequenina bola de algodão seco no local, cobrindo com esparadrapo antialérgico; -descarte a seringa, a agulha e a ampola no coletor descartex®; o algodão, invólucro da seringa, toalha de papel, e embalagem do medicamento, no cesto de lixo.

Atenção: Quando, aplicando um injetável, se, ao puxar o êmbolo, vier sangue, retire a seringa do músculo glúteo ou deltóide, fale para o cliente que a agulha atingiu um vaso sangüíneo que fica próximo ao músculo. Descartar este medicamento e preparar outro.

Controle da quantidade administrada Grandes volumes (gota/gota)

Esterilização Não há como impedir a absorção Efeitos colaterais mais rápidos Administração lenta

VANTAGENS DA IM: Efeito mais rápido que a oral

Dor Volume máximo de 5 ml pH entre 5 e 9 Absorção variável

A via parenteral é particularmente desejável para pacientes que estão inconscientes, apresentam distúrbios gástricos precisam rapidamente cessar certos sintomas.

Intramuscular Intravenosa Intradérmica Subcutânea Intra-raquideana

Parenteral

• Do grego: “para” = ao lado + “enteron” = intestinal, também chamado injetável. • Que se efetua por um via que não seja a digestiva.

Via subcutânea (SC)

• Subcutânea ou hipodérmica • Os medicamentos são administrados debaixo da pele, no tecido subcutâneo.

• Os locais indicados são as regiões superiores externas dos braços, o abdómen entre os rebordos costais e as cristas ilíacas, a região anterior das coxas e a região superior do dorso. • É importante alternar os locais de injeção.

SC indicações:

• Administração de substâncias que não necessitam de absorção rápida, porém contínua. Ex. Imunobiológicos, anticoagulantes e hipoglicimiantes. • Vantagens: Vasta área de adminitração, facilidade de acesso, possibilidade de revezamento. • Desvantagens: Risco de infecçõe, lesões de nervos, embolias, ulcerações.

• Volume máximo: até 3 ml

Via intramuscular

• Administração direta do injetável na massa muscular. glutéo ou deltóide • O músculo estriado é dotado de elevada vascularização e pouco inervado por fibras sensitivas. boa absorção e menor dor • Volume até 10 ml (1-5 ml).

Apresentação de injetáveis (IM)

• Soluções aquosas (pH entre 4,5 – 8,5) • Soluções oleosas (ex. glicóis)

• Suspensões

• ação prolongada (depende das características de solubilidade do fármaco na água. Ex. penicilinas procaína ~ 24h e benzatina ~15 dias)

Aplicação de injetáveis no músculo deltóide:

• Região deltoideana -essa região é formada por um músculo muito pequeno, o deltóide, de espessura reduzida. Por ser uma massa muscular compacta, pode absorver um volume máximo aconselhável de 3ml; • Com o braço solto e relaxado junto ao corpo, define-se a área de aplicação naface lateral do braço, com aproximadamente quatro dedos abaixo do ombro; • Com o polegar e o indicador da mão esquerda, esticar a pele e fixar o músculo, aprisionando a maior parte possível do músculo a quatro dedos da articulação escápuloumeral ou do início do ombro. • No caso de pessoas obesas, apenas esticar a pele, a fim de afastar o tecido adiposo, assegurando a introdução da agulha no interior do músculo.

Este músculo (deltóide) é contra-indicado para pessoas:

-Menores de 14 anos; -Idosas;

-Com complicações vasculares dos membros superiores (ombro, braço, antebraço e mão); -Acometidas por acidente vascular cerebral com diminuição da sensibilidade (formigamento, dormência) ou paralisia do braço; -Que sofreram mastectomia e/ou esvaziamento cervical;

-Muito emagrecidas.

Evite aplicar injeção intramuscular no braço. A maioria das complicações ocorrem no braço. Orientar o cliente no sentido de que os injetáveis intramusculares devem ser preferencialmente administrados no glúteo.

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