Análise ergonômica posto trabalho de um téc. enfermagem

Análise ergonômica posto trabalho de um téc. enfermagem

(Parte 1 de 3)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG

Escola de engenharia

Disciplina de organização do trabalho

Análise ergonômica do posto de trabalho de um Técnico de Enfermagem

Nicael Broch

Cauê Ribeiro

Rio Grande, julho de 2011.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 3

OBJETIVOS 4

METODOLOGIA 4

Análise ergonômica da demanda 5

Dados sobre a empresa 5

Dados sobre a população envolvida 6

Dados sobre o posto de trabalho 6

Análise ergonômica da tarefa 6

Delimitação do sistema homem-tarefa. 7

Descrição das componentes do sistema homem-tarefa 7

Dados a serem levantados referentes ao homem 7

Dados a serem levantados referentes à

equipamentos, pacientes e arranjo físico 8

Dados a serem levantados referentes às ações 12

Dados a serem levantados referentes às fontes de informações 12

Dados a serem levantados referentes aos dispositivos

sinais e comandos 13

Dados a serem levantados referentes às condições organizacionais do trabalho 14

Avaliação das exigências do trabalho 15

Identificação e detecção das síndromes ergonômicas 15

Acidentes de trabalho 15

RECOMENDAÇÕES 16

CONSIDERAÇÕES FINAIS 18

REFERÊNCIAS 18

  1. INTRODUÇÃO

A dimensão da real importância de uma boa adaptação e relação harmoniosa entre homem, máquina e ambiente de trabalho tem despertado de forma significativa e cada vez em maior número dos responsáveis pela administração dos setores produtivos. E de posse desse conhecimento e importância, tem-se tomado uma série de decisõesvisando mudanças que venham trazer a estas relações mais conforto, segurança e conseqüentemente tornando-as mais produtivas.

A ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura a adaptação confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho, basicamente procurando adaptar as condições de trabalho as características do ser humano (Couto, 1995 p.11).

As contribuições da ergonomia para introduzir melhorias em situações de trabalho dentro de empresas podem variar, conforme a etapa em que elas ocorrem e também conforme a abrangência com que é realizada, e estes são classificados em:

Análise de sistemas é o processo de analise que se preocupa com o funcionamento global de uma equipe de trabalho usando uma ou mais maquinas, partindo de aspectos mais gerais, como a distribuição de tarefas entre homem e a máquina, mecanização de tarefas e assim por diante. A análise de sistemas pode ir se aprofundando gradativamente até chegar ao nível de cada um dos postos de trabalho que os compõe (Iida, 1990 p.6).

Análise dos postos de trabalho é o estudo de uma parte do sistema onde atua um trabalhador. A abordagem ergonômica ao nível do posto de trabalho faz a análise da tarefa, da postura e dos movimentos do trabalhador e das suas exigências físicas e psicológicas (Iida, 1990 p.7).

Recebe a denominação de posto de trabalho toda “unidade produtiva envolvendo um homem e o equipamento que ele utiliza para realizar trabalho” (Iida, 2005, p.189). Esta definição que pode, inicialmente, ser compreendida apenas no âmbito industrial é hoje aplicada aos mais diversos setores. Podemos definir posto de trabalho como um espaço composto de um conjunto de ferramentas, máquinas e mobiliário que auxiliam no desenvolvimento de atividades humanas específicas.

A ergonomia contribui para melhorar a eficiência, a confiabilidade e a qualidade das operações industriais. Isso pode ser feito basicamente por três vias: aperfeiçoamentos dos sistemas homem-máquina, organização do trabalho e melhoria das condições de trabalho (Iida, 1990 p.10).

O aperfeiçoamento do sistema homem-máquina pode ocorrer tanto na fase de projeto de máquinas, equipamentos e postos de trabalho, como na introdução de modificações em sistemas já existentes, adaptando-os às capacidades e limitações do organismo humano (Iida, 1990 p.10).

Uma segunda categoria de atuação da ergonomia está relacionada com os aspectos organizacionais do trabalho, procurando reduzir a fadiga e a monotonia, principalmente pela eliminação do trabalho altamente repetitivo, dos ritmos mecânicos impostos ao trabalhador e da falta de participação do mesmo nas decisões sobre o seu próprio trabalho (Iida, 1990 p.10).

Em terceiro lugar, a melhoria das condições de trabalho é feita pela análise das condições físicas de trabalho como temperatura, ruídos, vibrações, gases tóxicos e iluminação (Iida, 1990 p.10).

  1. OBJETIVOS

O objetivo deste trabalho é fazer uma análise do ambiente e das condições de trabalho que o posto de trabalho de um técnico de enfermagem que atua na Unidade de Terapia Semi-intensiva Neonatal de um Hospital Universitário, aqui denominado de “HU”, oferece para este profissional, e a partir dessas informações, tornar este ambiente ergonomicamente mais correto através de propostas de melhorias em condições de trabalho, segurança e conforto.

  1. METODOLOGIA

O plano metodológico da análise ergonômica de uma situação de trabalho compõe-se de três fases: Análise da demanda, análise da tarefa e análise das atividades, que devem ser encaminhadas, cronologicamente, na medida do possível, culminando com uma fase de diagnóstico, que permitirá o estabelecimento de um caderno de encargos e recomendações ergonômicas (Santos, 1997 p 47).

    1. Análise ergonômica da demanda

A demanda é o ponto de partida de qualquer pesquisa em ergonomia. A sua análise permite compreender a natureza e a dimensão dos problemas apresentados, assim como elaborar um plano de intervenção para abordá-los (Verdussen, 1978 p50).

A análise da demanda objetiva conseguir uma melhoria nas condições de trabalho aumentando a segurança evitando esforços desnecessários, a fadiga e obtendo assim um maior conforto.

      1. Dados sobre a empresa

Em 27 de junho de 1958, foi fundada a Sociedade Hospital de Clínicas de Pelotas Dr. Francisco Simões S/A. Inicialmente a idéia era construir uma casa de saúde. O projeto foi mais longe e se transformou em um hospital. Naquele mesmo ano a sociedade deu início à venda de ações e títulos de participação.

Em 15 de fevereiro de 1976 a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), através do bispo da diocese e reitor da instituição de ensino, Dom Antônio Zattera, adquiriu o controle acionário da instituição. Oficialmente, em 1º de agosto do mesmo ano, a UCPel assumiu o comando da casa de saúde, desta vez com caráter filantrópico. Surgia assim o “HU” de Pelotas.

Como órgão auxiliar da Universidade Católica de Pelotas, o “HU” tem como mantenedora a Sociedade Pelotense de Assistência e Cultura (SPAC), responsável por, entre outras funções, regular a gestão do referido hospital.

As profundas transformações ocorridas nos últimos anos em nosso hospital representaram um grande avanço para a área da saúde de toda a região que precisa utilizar os serviços oferecidos em Pelotas, dando resposta a um grande anseio da sociedade: assistência à saúde. Essa trajetória torna hoje o “HU” um dos maiores e mais modernos hospitais de médio porte do Rio Grande do Sul. (site “HU”)

Atualmente o “HU” possui em sua estrutura um total de 200 médicos e 470 funcionários que são responsáveis pelos principais produtos oferecidos: Casa da Gestante, Central de Materiais e Esterilização, Centro Cirúrgico, Centro de Referência em Nefrologia, Clínica Ginecológica e Obstetra, Clínica Médica, Clínica Pediátrica, Pronto Atendimento adulto e pediátrico, Unidade de cuidados intermediário e neonatal, UTI geral, UTI pediátrica e neonatal, dentre outros. (site “HU”)

      1. Dados sobre a população envolvida

A funcionária Maria (nome fictício) atua na função a 8 anos desenvolvendo atividades de administração de medicamentos, manuseio de equipamentos, preenchimento de relatórios e manipulação de pacientes, sendo assim afetada diretamente pelas atividades desenvolvidas no posto de trabalho.

      1. Dados sobre o posto de trabalho

As atividades são desenvolvidas no quarto andar da unidade hospitalar do “HU”, localizado no centro da Cidade de Pelotas.

Hospitais constituem organizações bastante peculiares, concebidas quase exclusivamente em função das necessidades dos utentes. Dotados de sistemas técnicos organizacionais muito próprios, proporcionam aos seus trabalhadores, sejam eles técnicos de saúde ou não, condições de trabalho precárias, sendo, na maior parte das vezes, piores do que as verificadas na grande maioria dos restantes sectores de atividade.

Assim sendo, o trabalho em ambiente hospitalar contribui não só para a ocorrência de acidentes de trabalho, como também para desencadear freqüentes situações de stress e de fadiga física e mental.

Por estas e outras razões, consideramos de grande interesse proceder a uma abordagem dos fatores ergonômicos do ambiente de trabalho, para que seja possível uma intervenção eficaz, no sentido de minimizar os seus efeitos negativos.

    1. Análise ergonômica da tarefa

A tarefa é um objeto a ser atingido. Neste sentido, sua análise coincide com a análise das condições dentro das quais o trabalhador desenvolve suas atividades de trabalho(Verdussen, 1978 p91).

Para analisar a tarefa, ou as condições de trabalho, é conveniente distinguir três fases distintas:

1a) delimitação do sistema homem-tarefa a ser analisado;

2a) descrever todos os elementos que compõem esse sistema, isto é, identificar os componentes do sistema que condicionam as exigências de trabalho;

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