Corrosão - apresentação anabeatriz

Corrosão - apresentação anabeatriz

1º slide: Apresentação

2º slide: Proteção Anticorrosiva

* Indústrias de Construção Metálica: Na indústria da Construção Metálica a pintura de proteção anticorrosiva desempenha uma função importante do produto final, já que é através do acabamento e cores que o produto é visto pelo consumidor final.

* Durabilidade: a durabilidade é afetada pelo uso do aço, o local de exposição do produto, a agressividade, entre outros fatores.

* Pesquisas: As industrias de tintas têm destinado grandes verbas em pesquisa e controle de qualidade para desenvolvimento de proteções anticorrosivas cada vez mais adequadas às necessidades do mercado, bem como as empresas especializadas de aplicação de pintura e tratamento anticorrosivo.

* Equipamentos Brasileiros: no Brasil, ainda se perde uma quantidade muito elevada de equipamentos por falta de manutenção ou até mesmo erro na especificação técnica e/ou uso incorreto do revestimento anticorrossivo, e sabemos que isto poderia ser evitado através da proteção anticorrosiva.

* Sistema Anticorrosivo: Para que um sistema anticorrosivo tenha sucesso, ou seja, proteja o aço contra a corrosão, é necessário conhecimento técnico do material que esta sendo empregado para proteção (as tintas), a correta especificação das tintas, a mão-de-obra especializada e o controle de qualidade, sem isto, fatalmente o sistema não funcionará.

3º slide: Tintas Anticorrosivas

* Fabricação: As tintas são fabricadas utilizando resinas diversas, aditivos, secantes, pigmentos de cor, solventes, etc. Muitos destes produtos são importados ou se fabricados no Brasil acompanham variações do mercado internacional, assim sendo seu custo por metro quadrado somado à aplicação deve ser cuidadosamente estudado para não onerar o projeto.  

- pesagem das matérias-primas de acordo com a formulação;

- pró-mistura: consiste na formação de pastas do veículo e pigmento (dispersão);

- moagem: consiste na passagem da pró-mistura em moinhos, em especial moinhos de areia;

- completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes, especialmente solvente, até a proporção desejada;

- acertos finais: consistem na adição de aditivos, acertos de cores e outros necessários para definição do produto final.

* Função: as tintas tem função além de estética, identificar equipamentos, estruturas e tubulações através das cores de identificação de segurança, função anticorrosiva com resinas e pigmentos que possuem esta característica e função de barreira contra intempéries.

* Esquema de Pintura: Para definir o tipo de esquema de pintura, é importante informar o substrato, descrição do equipamento, viabilidade do método de preparação da superfície, o tipo de agressividade física ou química, a temperatura de operação, verba disponível para o trabalho, área total em m² a ser revestida e a estimativa de vida do revestimento. 

* Aquisição: A norma aqui exige que estes produtos possuam laudos que atestem sua homologação e o cumprimento das exigências para a pintura a ser usada

* Recepção das Tintas: verificação da preservação da embalagem, verificação do aspecto dos produtos quanto à aparência e estado de conservação e data de validade do produto.

* Armazenamento: A área de armazenamento e conservação das tintas anticorrosivas e auxiliares necessita estar em conformidade com as normas como: local para estocagem arejado e com circulação de ar continuo, não haver incidência direta do sol sobre as tintas e auxiliares, local seco isento de umidade a fim de preservar as embalagens, temperaturas dentro das faixas ideais para a conservação das tintas, proibido atear fogo ou fagulhas no local, área equipada contra incêndio, organização das embalagens de tintas e auxiliares, ordenadas por data de vencimento, posicionando de forma mais acessível as datas que irão vencer antes.

4º slide: Constituintes das Tintas

* Veículo Fixo;

* Pigmentos;

* Solventes;

* Aditivos.

5º slide: Veículo Fixo.

* O veículo fixo ou não-volátil, VNV, é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmento e o responsável direto pela continuidade e formação da película de tinta. Como consequência, responde pela maioria das propriedades físico-químicas da mesma. O veículo fixo, de uma forma geral, é constituído por um ou mais tipos de resina, que em sua maioria são de natureza orgânica.

6º slide: Pigmentos

* Branco: indica passadiços e corredores em circulação.

* Amarelo: cuidado, indica partes baixas de escadas

* Laranja: indica partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos;

* Vermelho: aparelhos de proteção contra incêndio;

* Púrpura: radiações eletromagnéticas;

* Azul: identificar uma ação obrigatória (uso de EPI);

* Cruz Verde: indica caixa de equipamento de socorro;

* Preto: coletores de resíduo.

7º slide: Solventes

Os solventes são substâncias puras empregadas tanto para auxiliar na fabricação das tintas, na solubilização da resina e no controle de viscosidade, como em sua aplicação.

* Solventes verdadeiros - são aqueles que dissolvem, ou são miscíveis, em quaisquer proporções, com uma determinada resina. Tem-se, como exemplo, a aguarrás - solvente para óleos vegetais e resinas modificadas com óleo - e as cetonas – solventes para resinas epóxi, poliuretana e acrílica;

* Solventes auxiliares – são aqueles que sozinhos não solubilizam o veículo, ou resina, mas aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro;

* Falso solvente - substância que possui baixo poder de solvência do VNV, usado normalmente para reduzir o custo final das tintas.

8º slide: Aditivos

Ingrediente que, adicionado às tintas, proporciona características especiais às mesmas ou melhorias nas suas propriedades. Utilizado para auxiliar nas diversas fases da fabricação e conferir características necessárias à aplicação. Apesar de compreenderem uma fração ínfima, geralmente de 0,1% a 2%, influenciam significativamente na manufatura, estabilidade, aplicabilidade, qualidade e aspecto do filme aplicado.

9º slide: Métodos e Aplicações

* Estado Sólido: a tinta é aplicada sob a forma de um pó extremamente fino que depois é “cozido” a altas temperaturas (160ºC – 200ºC). Esta ação funde o pó e faz com ele adira à superfície.

* Estado Líquido: a aplicação pode ser feita diretamente através de mergulho em tinta.

* Pincel: é o método mais comum de aplicação de tinta em Arte. Industrialmente, e por ser o método menos produtivo (7 – 32m^2 / 8h) é sobretudo usada na aplicação de pequenas áreas, bordas, cantos e zonas de difícil acesso.

* Rolo: adequada em áreas planas onde a aparência final não é muito exigente.

* Pintura por Projeção: a tinta líquida é transformada em aerossol e projetada sobre a superfície a pintar.

* Pintura por Mergulho: mergulhar uma peça em um banho de tinta.

10º slide: Conclusão

11º slide: Apresentação do Artigo

12º slide: Introdução e Objetivo

* Folha-de-Flandres: é um material laminado estanhado composto por ferro e aço de baixo teor de carbono revestido com estanho.

* Avaliação de Folhas-de-Flandres: tem como objetivo avaliar o comportamento corrosivo e a qualidade dos pêssegos em conserva em embalagens de folhas-de-flandres com revestimento orgânico e sem revestimento orgânico.

* Mercado Europeu x Mercado Brasileiro: o mercado europeu vem utilizando embalagens sem revestimento orgânico, e o mercado brasileiro vem utilizando embalagens com revestimento orgânico interno.

* Revestimento Orgânico: a utilização de revestimento orgânico tem como objetivo principal evitar o contato do metal com o produto.

* Ferro + Estanho: a presença de ferro e estanho em maior quantidade na folha-de-flandres e a falta de continuidade dos revestimentos orgânicos ou metálicos, permite que o material acondicionado na lata entre em contato com estes dois metais, formando uma pilha galvânica onde o alimento atua como eletrólito. Estes metais condutores em contato com alimento constituem um polietrodo, onde se estabelece uma passagem de corrente elétrica (corrente de corrosão), cuja intensidade e orientação dependem das características físico-químicos do sistema embalagem/alimento.

13º slide: Metodologia

* Lata de 3 Peças: a folha-de-flandres foi retirada de uma lata de 3 peças, corpo, tampa e fundo em formato cilindro.

* Embalagem Brasileira x Embalagem Importada: A embalagem nacional é produzida totalmente em folhas-de-flandres e revestida internamente com revestimento orgânico. A embalagem importada da Grécia tem o corpo da lata produzido com folha-de-flandres, a tampa e o fundo com folha cromada, sendo todas as partes da lata sem nenhum revestimento orgânico interno.

*Eletrodos de Referência: Os eletrodos de trabalho consistiram de uma parte metálica da folha-de-flandres com 5,0 cm de comprimento, 3,0 cm de largura e uma área exposta de 1,0 cm² na folha sem revestimento e 4,0 cm² na folha revestida.

* Contra Eletrodo: eletrodo auxiliar de platina

* Eletrólito: calda de pêssego .

14º slide: Processo Corrosivo sem Revestimento

* Destanhamento Uniforme: ocorreu um desestanhamento uniforme no corpo lata.

* De acordo com os potenciais eletroquímicos do ferro, E_ Fe/Fe+2= -0,44 V, e do estanho, E_ Sn/Sn+2 = -0,14V, principais constituintes da folha-de-flandres, o ferro deveria atuar como anodo da pilha galvânica formada por ser o metal mais eletronegativo, enquanto que o estanho deveria ser o catodo. Entretanto, para a grande maioria dos alimentos enlatados em latas sem revestimento interno, particularmente os vegetais e frutas, se observam uma inversão de polaridade do sistema sendo que o estanho atua como anodo (de sacrifício), protegendo o aço. Esta é à base da proteção eletroquímica do ferro e a causa da elevada resistência à corrosão da folha-de-flandres.

15º slide: Processo Corrosivo com Revestimento

* Maior migração de ferro e uma menor migração de estanho para a calda de pêssego armazenada na lata revestida internamente, consequentemente neste processo corrosivo o estanho não atuou como anodo de sacrifício.

16º slide: Conclusão

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