Manual de pré-natal e puerpério 2010

Manual de pré-natal e puerpério 2010

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MANUAL DE PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO 2010

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE2

Prefeito Municipal Edgar Bueno

Vice-Prefeito Municipal Jadir de Mattos

Secretário da Saúde Ildemar Marino Canto

Assessor de Gestão Estratégica em Saúde Reginaldo Roberto Andrade

Assessor de Gestão de Projetos e Investimentos em Saúde Rubens Griep

Diretora Administrativa Sheila Márcia Eler Vargas

Diretora de Atenção à Saúde Sônia Maria Dal Bosco Sena

Diretora de Vigilância em Saúde Maria Vilma S. Aguirre

Presidente José Alvanir Quevedo de Oliveira

Vice-Presidente João Maria de Oliveira Lima

Primeiro Secretário Reginaldo Roberto Andrade

Segundo Secretário Antonio Vieira Martins

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE3

ORGANIZAÇÃO Mírian Nara Lopes

Altair Pellanda

Ângela Maria Citron Anelise L. Vieczoreck

Elizangela Gonçalves Salvagio

Ederson Rocha dos Santos

Elisabete Nagi

Helenara Osorio Cavalli Iara Agnes Bach da Costa

Josana Aparecida Dranka Horvath

Kelly Fabiane Giaretta

Marilana Machado

Marly Pestana Piecht

Marsuza Winicki

Mírian Cozer

Mírian Nara Lopes

Morgana Weissheimer Guerino

Silvana Machiavelli Schmitz Simone Villas Boas Estrela

Helena Lucia Zidan Soria Marlei Fátima C. Fiewski Tatianne Cavalcanti Frank

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE4

De acordo com o IBGE, Censos e Estimativas 2009, Cascavel conta atualmente com uma população de 296.241 habitantes, sendo 48,64% do sexo masculino e 51,36% do sexo feminino, com uma média de Taxa Bruta de Natalidade entre os anos de 2004 e 2008 de 14,7 por 1.0/habitantes.

No ano de 2009, nasceram 4114 crianças em Cascavel, a taxa de mortalidade infantil foi de 12,4 por 1.0/habitantes. Para o ano de 2010 espera-se manter a taxa abaixo de 10 por 1.0/habitantes, segundo informações do SIM e do Sinasc (levando em consideração a média do Brasil). Do total de mortes de crianças menores de um ano, 52% ocorrem no período neonatal e a maioria delas está associada à atenção dispensada à gestação, ao parto e ao puerpério.

Em relação ao Pré-Natal, vem ocorrendo um aumento gradativo no número de gestantes que realizam o pré-natal pelo SUS, sendo que em 2008 foram cadastradas 3208 gestantes, em 2009 foram 3441 gestantes e até julho deste ano foram cadastradas 4047 gestantes. Outro demonstrativo de melhora na qualidade da assistência na Atenção Primária, está no número absoluto de Sífi lis Congênita que em 2009 foi de 02 casos. Na avaliação parcial de 2010, até o mês de junho, não foi registrado nenhum caso.

Apesar desses dados positivos, ainda verifi ca-se gestantes que não iniciam o pré-natal no primeiro trimestre de gestação, casos de gravidez na adolescência e complicações gestacionais por infecções urinárias, diabetes gestacional, doença hipertensiva específi ca da gravidez, entre outros.

Para que os parâmetros sejam modifi cados, a atenção pré-natal e puerperal de qualidade e humanizada é fundamental. Para tanto, faz-se necessário construir um olhar sobre o processo saúde/doença, compreendendo a pessoa em sua totalidade, considerando o ambiente social, econômico, religioso, cultural e físico no qual está inserido.

A atenção pré-natal e puerperal deve incluir ações de promoção e prevenção à saúde, além de diagnóstico e tratamento adequado aos problemas que possam ocorrer.

A construção de um Manual de Pré-Natal e Puerpério próprio, pautado na realidade de Cascavel, está baseado na humanização, no acolhimento da mãe, da família e do concepto, abordando todas as fases da gestação e suas particularidades, como a Atenção à Saúde Nutricional, Odontológica, Mental, entre outros. O Manual tem a fi nalidade de oferecer referência para a organização da rede assistencial, a capacitação profi ssional e a normalização das práticas de saúde, além de diagnóstico e tratamentos adequados.

Ildemar Marino Canto Secretário Municipal de Saúde

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1. Acolhimento6
2. Atribuições da Equipe7
3. Avaliação Pré-concepcional9
4. Diagnóstico de Gravidez10
5. Fatores de Risco Gestacional12
6. Roteiro da Primeira Consulta14
7. Procedimentos Técnicos19
8. Interpretação dos Exames Laboratoriais e Condutas3
9. Imunização na Gestação39
10. Prevenção e Tratamento de Patologias Associadas à Prematuridade40
1. Outras Patologias e suas Repercussões na Gestação58
12. Intercorrências na Gestação70
13. Queixas mais Frequentes na Gestação e Condutas75
14. Atenção à Saúde Nutricional82
15. Atenção à Saúde Odontológica8
16. Atenção à Saúde Mental no Puerpério93

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE6

1. ACOLHIMENTO

A gravidez e o parto constituem em eventos que caracterizam-se por provocar inúmeras mudanças físicas e emocionais na vida da mulher. O contexto de cada gestação é determinante para o seu desenvolvimento, bem como para a relação que a mulher e a família estabelecerão com a criança, desde as primeiras horas após o nascimento. Interfere, também, no processo de amamentação e nos cuidados com a criança e com a mulher. Um contexto favorável fortalece os vínculos familiares, condição básica para o desenvolvimento saudável do ser humano.

O objetivo da assistência pré-natal é acolher a mulher desde o início de sua gravidez considerando seus medos, dúvidas, angústias, fantasias e curiosidades, assegurando o bem-estar físico e mental da mãe e da família, além do bem-estar físico do concepto.

Ao acolher a mulher no pré-natal deve-se disponibilizar um atendimento humanizado que ofereça serviços resolutivos, éticos e interdisciplinares, considerando a gestante e sua família em sua integralidade.

É responsabilidade que todos os profi ssionais que atuam na assistência à gestante, garantam a realização de procedimentos bastante simples, como escutar suas queixas e dúvidas, transmitindo neste momento o apoio e a confi ança necessários para que a mulher se fortaleça e possa conduzir com autonomia sua gestação e o parto.

A assistência ao pré-natal é o primeiro passo para o parto e o nascimento humanizados. O conceito de humanização da assistência ao parto pressupõe a relação de respeito que os profi ssionais de saúde estabelecem com as mulheres durante o processo de parturição e, compreende:

• Parto como um processo natural e fi siológico que, normalmente, quando bem conduzido, não precisa de condutas intervencionistas; • Respeito aos sentimentos, emoções, necessidades e valores culturais;

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