Resenha Critica

Resenha Critica

Universidade do estado da Bahia (UNEB) Departamento Ciências Humanas e Tecnologia (DCHT).

Alunos: Robson, Joésio e Alex

Professora: Denise.

Trabalho: Resenha crítica.

Ibititá-ba 01/02/12

Obra.

O livro A educação como política pública é conteúdo teórico-analítico das políticas publicas, principalmente da política educacional por meio de abordagens teórico-metodológicas.

Credenciais do autor.

Possui graduação (Bacharelato e Licenciatura) em Ciências Sociais pela Universidade Católica de Pernambuco, títulos obtidos respectivamente nos anos de 1973 e 1975. É mestra em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (1981) e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Realizou estágio de Pós-doutoramento na Universidade de Paris 8, junto ao grupo de pesquisa ECOLE no período abril de 2002 a março de 2003. Atualmente é professora da Universidade Federal de Pernambuco, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação e ao curso de Pedagogia. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política Educacional e Sociologia da Educação atuando, através de estudos, pesquisas, ensino e extensão, principalmente, nos seguintes temas: educação municipal, educação básica, descentralização de políticas de educação, Estado e política educacional; gestão da educação e da escola, poder local e democratização dos processos educativos.

Certificado pelo autor em 30/12/11

Conclusões do autor.

A autora conclui que através da analise e conhecimento a cerca das políticas publicas possamos melhorar a qualidade do ensino brasileiro. E suprimir a reconstrução de sistemas que mantenha a mesma ordem injusta e desigual e nesse contexto perceber que a educação, as políticas e as reformas podem ser usadas como elementos fundamentais para a libertação da maioria da sociedade desse sistema que promove a desigualdade, injustiça e repressão entre as pessoas.

Digesto (resumo da obra).

Este livro apresenta através de abordagens teórico-metodológicas um estudo teórico-analítico no campo das políticas publicas dando ênfase a educação. A obra também traz em sua analise na visão das abordagens acima citadas às relações entre estado e economia capitalista, e quais os seus papéis e funções na sociedade de uma maneira geral e no âmbito das políticas publicas, especialmente no espaço da política educacional e como essa política é usada como aparelho ideológico. Também tratada como uma ferramenta que pode ser usada para dominação da massa ou liberdade da mesma. De promoção da igualdade ou agravamento da desigualdade. O Livro também dirigido aos estudantes universitários por causa do seu conteúdo investigativo do fenômeno educativo em uma de suas várias dimensões.

Critica do resenhista.

O livro trás em seu conteúdo uma análise através de abordagens teórico-metodológicas as relações da economia capitalista e o estado e a respectiva atuação desse último (Estado) no âmbito das políticas publicas especialmente a política educacional. As maiorias dos autores citados na obra têm seus trabalhos e escritos focados em economias de capitalismo avançado como os países europeus, onde na sua maioria as políticas públicas são levadas a sério e executadas com eficiência, tendo em uma das suas metas principais uma educação de qualidade preparando melhor os indivíduos para viverem em uma economia capitalista. Mostrando assim uma realidade bem diferente da do país em que vivemos

Como sabemos o Brasil é um país de capitalismo periférico, onde se instalou um sistema exploratório desde o seu processo de colonização, onde as políticas públicas eram deixadas de lado principalmente a educação. O país passou por algumas mudanças e algumas reformas e apesar de algumas melhoras a nação sofre até hoje com a pouca eficiência das políticas públicas.

Constata-se que as políticas públicas são diversas (educação, saúde, habitação, etc.) por isso daremos mais ênfase à política educacional brasileira onde analisaremos seus principais problemas e como ela é tratada pelos pelo Estado.

Sabe-se que grandes problemas cercam a educação do nosso país como prática social devido a políticas inadequadas. Ingressamos em um novo milênio com novas demandas de formação e de conhecimento devido às mudanças sociais em curso, e não temos sequer assegurado o direito a uma escolarização fundamental de qualidade a maioria da população, piorando ainda mais os níveis de desigualdade há tanto tempo presentes entre nós.

Nessa questão a abordagem neoliberal trás em seu conteúdo que a distribuição desigual das oportunidades educacionais conduz a desigualdade social, de renda e riqueza. Esse é um dos problemas mais vistos no Brasil uma vez que só as pessoas de maior poder econômico tem acesso a níveis formação maiores de melhor qualidade ficando esses, com melhores empregos, menor esforço físico e melhores salários. Enquanto a maioria da população não tem acesso nem ao nível fundamental de ensino, sendo a eles oferecidos empregos insalubres, de alta carga horária, de altíssimo esforço físico e salários miseráveis.

Já na teoria moderna da cidadania vemos um trecho de um autor chamado O´Connor que diz “o Estado deve regulamentar e fiscalizar as escolas públicas e privadas para que seja oferecida uma educação igual para todos”. Nas escolas brasileiras o conteúdo pode até ser o mesmo, mas sabe-se que as escolas privadas estão num patamar de qualidade bem maior que as escolas públicas e são oferecidas mais uma vez apenas a uma pequena fatia da população atenuando ainda mais os problemas sociais.

Em outra passagem do livro a abordagem pluralista diz que a educação é um dos mais poderosos meios de transformação das mentalidades e tem função de apregoar nos indivíduos normas, valores, atitudes para formação de agentes sociais, e através disso ter uma melhor distribuição de poderes entre a sociedade. A minoria que detém o poder usa a educação para dominar a maioria da população, não ofertando a ela uma educação precária e ainda manipulando os conteúdos das escolas para que os indivíduos não busquem as melhorias sócias acima citadas continuando assim a mercê dos poderosos.

Outro exemplo disso são os políticos que controlam a educação da maioria das pessoas para que não sejam cidadãos críticos para que escolham melhor seus representantes políticos. Usando assim a política educacional como ferramenta controle, persuasão, manipulação e dominação. Usam a educação também para alcançar índices e indicadores para serem mostrados em outros países, não se importando com a qualidade da educação e sim com os números que ela oferece.

Em outra abordagem a marxista vemos que a educação é um ponto de apoio na organização dos operários contra os grandes empresários na busca de melhores salários e melhores condições de trabalho. Marx questionava que isso seria praticamente impossível uma vez que o Estado burguês é o responsável pela educação popular. No Brasil os mais ricos também controlam o aparelho estatal no oferecimento da educação para continuarem tendo mão-de-obra farta e pagarem pequenos salários aos trabalhadores dando continuidade ao ciclo de desigualdade e dominação.

Conclusão do resenhista.

A educação de nosso país não pode mais ser tratada com desrespeito, descaso e aparelho de dominação da classe mais pobre pela classe mais rica. Temos que fazer o estado perceber que um dos meios para o país se desenvolver economicamente, socialmente e atingir o status de primeiro mundo é oferecer uma educação de qualidade à sua população.

As pessoas também têm papel importante nesse processo uma vez que são elas que os homens que administram a pátria através do voto. Cabendo a ela analisar o passado desses homens suas trajetórias políticas e qual deles têm melhores propostas não só para a educação mais também para as demais políticas públicas.

Temos que sair dessa condição de apatia e cobramos uma educação em níveis aceitáveis de qualidade para a população uma vez que somos nós que pagamos por ela através do pagamento de impostos. Pois a educação é um dos principais meios de ascensão econômica, crítica e de liberdade do povo, e só através dela poderemos ter uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Indicações.

Indico essa obra para professores e demais profissionais da área de educação. Indico também para alunos universitários de todos os cursos. Com sua leitura espero que todos despertem para a importância da educação para a sociedade levando ela a conhecer melhor seus direitos e deveres perante as políticas públicas.

Referencia.

Azevedo, Janete M. Lins de.

A educação como política pública/Janete M. Lins de Azevedo. -3. ed. - Campinas, SP: Autores Associados, 2004. - (Coleção polemicas de nosso tempo; vol. 56).

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